Mundo da Jornada ao Oeste.
No exuberante Pomar dos Pêssegos da Imortalidade, onde névoas mágicas dançavam entre os ramos frondosos, Sun Wukong abanou a cabeça peluda, os olhos brilhantes de curiosidade.
Ao seu lado, as Sete Donzelas Celestiais estavam imóveis, presas por seu feitiço, olhando-o com uma mistura de raiva e preocupação. Mas o Rei Macaco nem lhes deu atenção — seu foco estava inteiramente no frasco de Pílulas do Sono Profundo que o Imortal Taiyi segurava no céu.
— Se eu tiver essas pílulas, posso fazer qualquer um dormir quando eu quiser… — murmurou Wukong, os olhos girando maliciosamente. — E se eu encontrasse mais dessas no lugar onde Laozi guarda seus tesouros?
Afinal, ninguém no Céu dominava a arte das pílulas mágicas como o Velho Mestre Supremo. Se Taiyi tinha essas pílulas, com certeza Laozi também as teria!
Sem pensar duas vezes, Wukong deixou o Pomar dos Pêssegos para trás — já havia comido bastante. Com um salto, voou num redemoinho de nuvens em direção ao Palácio Dourado de Laozi.
As Sete Donzelas ficaram furiosas, os rostos pálidos de indignação.
— Ele nos deixou aqui, paralisadas, e foi embora?! — uma delas pensou, os olhos flamejantes.
Mas nada podiam fazer, exceto assistir, impotentes, enquanto a figura do Macaco desaparecia no horizonte.
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[Jornada ao Lago do Demônio – Versão de 1986]
No teto de uma casa, uma figura vestindo apenas um avental vermelho e um manto branco esvoaçante brincava com uma faixa de seda celestial, o Hun Tian Ling. Era Nezha, deitado de costas, distraído.
De repente, seus olhos pousaram no céu, onde uma figura muito familiar aparecia.
— Hã? — Nezha se sentou de repente, confuso.
Saltou para o chão e correu até um espelho, comparando seu rosto com o do "Nezha original" que aparecia no céu.
— Ué… — murmurou, franzindo a testa. — Será que todas as versões de mim têm a mesma cara?
Ele cutucou o próprio reflexo no espelho, perplexo.
— Se ele é o original… então eu sou o quê? Uma cópia?
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[Lendas de Nezha]
À beira-mar, a Princesa Dragão e Nezha estavam sentados em uma rocha, recém-despedindo-se de Ao Bing, que havia vindo visitar a irmã.
A Princesa suspirou, os olhos brilhando ao olhar para o céu.
— O Nezha controlado pelo Ao Bing é tão bonito…
Nezha, que até então observava o céu com interesse, virou-se de repente, indignado.
— O quê?! Eu não sou bonito?!
A Princesa riu, cobrindo a boca com a mão.
— Você é… mas ele é mais.
— Não é verdade! — Nezha pulou no chão, balançando o punho. — Eu sou muito mais fofo!
Ela continuou rindo, os pés balançando alegremente na beira da rocha.
— Pare de rir! — Nezha, vermelho de raiva, tentou tapar-lhe a boca.
Vendo que ele estava prestes a explodir, a Princesa se acalmou, ainda sorrindo.
— Tá bom, tá bom… você é o mais fofo de todos, prometo.
— Sério?
— Sério!
Só então Nezha se acalmou, cruzando os braços e bufando.
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[Reações pelo Multiverso]
Enquanto muitos mundos admiravam a versão "pura" de Nezha, uma questão surgiu na mente de todos:
— Se o Nezha controlado por Ao Bing é assim… como seria o Ao Bing controlado pelo Nezha?
Imaginaram o rosto delicado do Príncipe Dragão combinado com o jeito travesso de Nezha…
— HAHAHAHA!
O pensamento era hilário.
— O Rei Dragão do Mar do Leste ia surtar se visse seu filho agindo como esse diabinho!
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[Cena de Combate no Céu]
No céu, Taiyi afastou-se, acenando o leque de pêlos de cavalo.
— Você já domina totalmente o corpo de Nezha. Vamos testar isso direito.
Ao Bing assentiu com seriedade, preparando-se para o combate.
— Tio, vou me esforçar ao máximo.
Os dois avançaram, socos e chaves voando, a poeira levantando com cada impacto.
Pouco depois… Taiyi voou para trás, caindo de joelhos.
Ao Bing, impecável, fez uma reverência respeitosa.
— Obrigado pelas lições, Tio.
Taiyi levantou o rosto lentamente… revelando um olho roxo, o nariz sangrando.
— Hm… foi decente. Mais ou menos no meu nível.
Ele limpou o sangue fingindo indiferença.
— É só o calor. Bebo pouca água ultimamente.
Mas no instante seguinte, o sangue escorreu de novo.
— …Tio, está sangrando outra vez.
— Ah, besteirol…
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[Reação dos Taiyi pelo Multiverso]
Em vários mundos, os Imortais Taiyi olhavam para o céu, o rosto impassível — mas a alma em agonia.
— Esse idiota está envergonhando a todos nós! — pensou um deles, apertando os punhos.
E o pior: o céu era visível para todo o reino celestial. Ou seja, todos viram o Taiyi sendo espancado… e ainda fingindo que estava tudo bem.
Os vários Taiyi pelo multiverso suspiraram profundamente, sentindo uma dor no peito.
— Por favor… que essa transmissão acabe logo.
— Pelo menos muda esse nome, Taiyi não dá!
— Que vergonha para a família!
[...]
[Os dois se aprontam e continuam a viagem no Porco Voador até o Palácio de Yuxu]
[À distância, o Monte Kunlun se ergue majestoso, envolto em névoas divinas e nuvens auspiciosas que serpenteiam até o horizonte, criando uma visão sublime e celestial]
[Conforme se aproximam, uma estrada interminável se revela, repleta de uma multidão que vai desde o sopé até o cume da montanha]
[Um verdadeiro rio humano forma um caminho de ascensão, como se todos almejassem alcançar a imortalidade]
— Tanta gente assim? — Aang Bing pergunta, surpreso, observando o mar de pessoas.
— Todos aqui buscam se tornar discípulos e alcançar a imortalidade — responde Taiyi, como se fosse a coisa mais normal do mundo. — A fama da Seita Chan se espalhou por todo o mundo, e não há quem não deseje fazer parte.
No Mundo dos Imortais
O território da Seita Sete Mistérios ainda mostrava os vestígios da recente batalha. Na entrada, Han Li permanecia em pé, as mãos nas costas, observando fixamente a imagem celestial daquela estrada sem fim, que parecia não ter começo nem fim.
Aos dezoito anos, o jovem ainda não sabia esconder completamente suas emoções, e seus olhos revelavam um vislumbre de desejo.
Desde os dez anos, quando deixou sua casa para ingressar na Seita Sete Mistérios, ele só havia aprendido alguns feitiços básicos. Até mesmo a invasão da Gangue do Lobo Selvagem exigira sua intervenção.
A distância entre ele e os verdadeiros imortais ainda era imensa.
Ao contemplar a estrada celestial refletida no céu, Han Li sentiu um ardor dentro de si.
Quem não desejaria tornar-se um imortal?
Somente assim ele poderia verdadeiramente controlar seu próprio destino. Do contrário, seria apenas um mortal comum, sujeito ao fluxo do mundo.
Assim como aquelas pessoas que, sem medir esforços, subiam o Monte Kunlun em busca do Palácio de Yuxu, ele também ansiava por trilhar seu próprio caminho.
Han Li respirou fundo.
Assim que resolvesse seus assuntos em casa, ele partiria em busca dos imortais e seguiria sua própria jornada.
[...]
[O Porco Voador atravessa montanhas e nuvens radiantes, voando em direção ao imponente Palácio de Yuxu no topo da montanha]
[Taiyi tira do bolso um pingente de jade verde e o entrega a Aang Bing]
— Este é o símbolo dos discípulos da Seita Chan. Com ele, você será respeitado onde quer que vá.
[Enquanto falam, chegam ao portão dianteiro do palácio]
[O portal se eleva majestoso, com gravuras divinas tão delicadas que parecem emanar magia]
[Logo adiante, uma ponte serpenteia entre as nuvens, levando aos recintos internos]
[De repente, soam trombetas divinas, anunciando a visão deslumbrante do palácio: estruturas de jade e telhados esmeralda flutuando sobre um mar de nuvens]
[Nas beiradas do telhado, garças celestiais em tons de verde esmeralda entoam cantos harmoniosos, completando a cena de beleza inigualável]
http://portnovel.com/book/10/2058
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