Tradução pronta Infinite Reincarnation: I am the Beast / Reencarnação Infinita: Eu sou o Monstro: Capítulo 14

Depois, ele olhou para a porta do quarto que havia "transformado" em algo parecido com seu dormitório. Com alguns passos, chegou até a maçaneta e a girou.

[Você pode puxar a porta para dentro e voltar ao mundo real, ou empurrá-la para fora e entrar no espaço público de dimensões infinitas]

[Atenção: seu tempo restante no espaço de dimensões infinitas é de: 1 hora, 55 minutos e 34 segundos] (O tempo de permanência aumenta conforme a avaliação do Reencarnador. Ao zerar, você será automaticamente devolvido ao mundo real.)

Ou seja, nesse espaço, o tempo que um Reencarnador passa aqui é na verdade um recurso?

Bai Cangshu percebeu imediatamente, ao ler a mensagem, que entrar no chamado "espaço público de dimensões infinitas" era, na verdade, vantajoso para os Reencarnadores.

Ele havia planejado voltar ao mundo real para lidar com a investigação do detetive Song, que parecia excessivamente desconfiado. Ele sabia que, se as autoridades se interessassem, conseguiriam rastrear as mensagens em seu celular e seu paradeiro no dia anterior. E já tinha um plano preparado.

Mas a surpresa deixada por Chu Qi superou suas expectativas. Não era nada ilegal ou um cartão de memória com segredos confidenciais — era algo que desafiava completamente a compreensão de uma pessoa comum: [Aventuras em Dimensões Infinitas].

Bai Cangshu empurrou a porta com força, e um fluxo intenso de luz invadiu o quarto. No instante seguinte, quando abriu os olhos, ele já estava em uma rua de pedra bem conservada.

[Você entrou no espaço público de dimensões infinitas. Em qualquer lugar, pode retornar ao seu espaço privado usando apenas o pensamento]

[O espaço aplicou um disfarce básico à sua aparência. Este serviço é gratuito.]

Vestindo um robe rosa chamativo, Bai Cangshu estava parado na rua de pedra — que tinha mais de dez metros de largura — e imediatamente chamou atenção. Enquanto observava os outros, notou que provavelmente todos eram Reencarnadores, cada um com trajes exagerados.

Alguns carregavam espadas enormes, outros estavam vestidos como guerreiros, e havia até quem flutuasse no ar. Os estilos eram bizarros, e as cores de cabelo, uma explosão de tons. Bai Cangshu imaginou que aquelas deviam ser aparências falsas, como se os Reencarnadores criassem avatares para sobreviver no espaço.

Com um brilho sutil, uma pistola apareceu em sua mão. Ao olhar para o cano polido, viu seu próprio reflexo envelopado por uma névoa escura. Ele ponderou por um momento e entendeu: se o objetivo fosse apenas esconder sua identidade real, a camuflagem oferecida pelo espaço já bastava.

Mas os Reencarnadores criavam avatares para serem reconhecidos. Aqui, era preciso não só ocultar a aparência do mundo real, mas também ter uma identidade que os outros pudessem lembrar. Assim, seria possível estabelecer conexões, fazer negócios ou até criar laços.

— Ei, esse novato parece ter personalidade, hein?

Uma voz afetada surgiu ao seu lado, e Bai Cangshu virou-se para ver um homem de terno vermelho e camisa verde que havia aparecido atrás dele sem fazer barulho. Ao perceber que tinha sido notado, o homem tirou o chapéu-coco e fez uma reverência exagerada, revelando uma maquiagem de palhaço.

— Palhaço?

Os lábios pintados de vermelho do homem se esticaram em um sorriso exagerado.

— Evans, o palhaço do Bairro Leste, ao seu serviço, nobre Reencarnador novato.

Naquele momento, outros Reencarnadores com rostos ocultos pela névoa surgiram na rua de pedra. A maioria usava roupas comuns, bem menos chamativas que as de Bai Cangshu, e logo foram abordados por pessoas que se aproximaram.

O palhaço, que se autodenominava "Evans", parecia entender o que Bai Cangshu pensava. Ele deu um salto mortal, posicionando-se atrás do novato, bloqueando a visão e dificultando a aproximação de outros.

— Evans, o palhaço, não passa de um Reencarnador fracassado, assim como aqueles abutres. Só estamos aqui para ganhar uns trocados com informações.

O sorriso permaneceu estampado em seu rosto, mesmo enquanto se humilhava. Era como se fosse um tipo de "guia" ou intermediário, especializado em lidar com Reencarnadores novatos como ele.

Pela lógica, os novatos eram os únicos que usavam a névoa para esconder o rosto. Bai Cangshu sentiu que essa suposição poderia ser explorada por alguém mais esperto.

— Certo, Sr. Palhaço. Sou mesmo um novato. Quanto você cobra?

Bai Cangshu não era do tipo que economizava quando se tratava de informações. Além disso, queria entender o poder de compra dos 5.750 pontos dimensionais que havia ganhado no mundo de provas.

O sorriso de Evans se alargou ainda mais. Ele deu outro salto mortal, pegou o chapéu no ar e aterrissou com outra reverência elegante. Aquela pessoa, ao contrário do que dizia, não parecia tão inútil assim.

Evans levantou cinco dedos e, sob o olhar impassível de Bai Cangshu, quebrou o dedinho e o anelar com um *CRACK* sonoro.

— 300 pontos dimensionais, cavalheiro! Evans, o palhaço, não engana nem crianças!

Bai Cangshu acenou com a cabeça, concordando com o preço. Não estava interessado em descobrir se aquele ato era um truque ou uma ameaça. Ele acreditava que todos ali, incluindo ele, eram pessoas que, de alguma forma, não se encaixavam no mundo comum. Ou seja, nada do que fizessem seria verdadeiramente inesperado.

Evans franziu os ouvidos. O coração e a respiração do novato não haviam se alterado em nada diante de sua "performance". Seu sorriso se tornou ainda mais largo, como se sua boca tivesse sido rasgada.

Parece que a previsão dele estava certa — aquele era um novato excepcional. Um peixe grande e valioso.

**Capítulo 19 – Percepção Assassina**

— O espaço público do Infinito Dimensão é basicamente um grande círculo dividido em quatro partes: Zona Leste, Oeste, Sul e Norte.

— A maior diferença entre as zonas é a região de onde recrutam os Ciclistas do mundo real.

O palhaço Envies deu uma olhada para Bai Cangzhu, sorrindo:

— Você deve ser do Leste Asiático ou do Japão, né? A Zona Leste tem mais gente dessa região. Como a população é grande, a competição aqui sempre foi a mais acirrada.

Bai Cangzhu não respondeu, mas Envies não se irritou. Diferente do estereótipo de "veterano", ele não agia como superior, parecendo realmente um intermediário que só queria fazer negócios.

Os dois caminharam por uma rua de pedras retangulares, cercada por barracas de lona. Era um grande mercado improvisado, com ciclistas negociando em simples bancas.

Envies apontou para as barracas:

— Este é o maior benefício para os novatos no espaço público: a Zona das Barracas, também conhecida como *Mercado de Rua*!

— Os Ciclistas trocam itens que não precisam, moedas, qualquer coisa que tenha valor...

Ele puxou o canto da boca, acrescentando:

— *Incluindo* corpos de outros Ciclistas.

Como sempre, Bai Cangzhu não demonstrou reação. Parecia completamente indiferente à ausência de leis ou moral naquele lugar.

Ele lembrou dos seus 5.750 Pontos Dimensão e do precioso *Ponto Especial* que tinha, mas não comentou nada. Apenas seguiu com Envies.

Depois do mercado, as barracas deram lugar a construções mais altas, com paredes bem-feitas e letreiros de néon. As ruas começavam a convergir, como se tudo levasse a um lugar central.

— Aqui estão os serviços públicos do espaço.

— O *Posto de Identificação*, que avalia artefatos desconhecidos; a *Oficina Alquímica*, que reforça e conserta itens; o *Ginásio de Treino*, para aprimorar habilidades; e o *Posto de Classificação*, onde você pode subir de nível!

— E atrás desses quatro prédios, fica o santuário da *Deusa das Maravilhas*, a governante da nossa Zona Leste!

Ao mencionar a deusa, até o sorriso fixo de Envies vacilou um pouco.

— Se algum dia você encontrar algo chamado *Ponto Especial* nas suas missões, pode trocá-lo por recompensas com ela. Mas há algumas restrições...

Ao se aproximarem dos quatro prédios, Bai Cangzhu notou mais movimento na *Oficina Alquímica* e no *Ginásio de Treino*.

Envies olhou em volta e, num gesto exageradamente secreto, cobriu a boca com a mão:

— Um bônus pra você: na *Oficina*, dá para mudar de aparência. Claro, é um serviço pago.

Bai Cangzhu acenou com a cabeça. As dicas eram úteis, mas nada que ele não descobrisse sozinho com tempo. Ainda assim, não pretendia quebrar o acordo. Ele esticou a mão direita, assim como Envies.

[O Ciclista nº Ex051 (Branco Puro) deseja transferir 300 Pontos Dimensão para o Ciclista nº JK74195131 (Palhaço Envies). Confirmar?]

A mensagem apareceu para os dois ao mesmo tempo. Por um instante, ambos ficaram paralisados.

*Tum-tum. Tum-tum.*

Os músculos do rosto de Envies se contorceram. Seu sorriso se alargou demais, quase *assustador*, mas seu coração batia acelerado.

Bai Cangzhu baixou a mão devagar. Ele havia mudado seu *codinome* por ironia — para *Branco Puro* —, mas não esperava que seu *número* fosse tão diferente. Na mesma hora, percebeu que o *Teste do Pecado e Karma* era ainda mais especial do que imaginava.

Ele era um *Ciclista do Pecado*.

Provavelmente, um tipo raro até entre os outros.

Também entendeu por que aquele espadachim ciclista o perseguiu tanto: durante o ataque, com sua *alta percepção espiritual*, ele deve ter descoberto o número de Bai Cangzhu...

Envies não conseguia esconder o prazer.

— Heh, que *surpresa* deliciosa.

— Novato, vou te dar mais uma informação de graça, que tal?

Ele deu três passos rápidos, chegando perto demais de Bai Cangzhu.

— Algumas *pessoas importantes* estão procurando um *Carta roubada*. E, por coincidência, um novato com um *número especial* aparece no espaço...

— O que você acha que aconteceria se eu espalhasse essa notícia?

Envies estudou Bai Cangzhu, curioso para ver o desespero no rosto do novato ao perceber que seu segredo mais perigoso vazara.

Mas Bai Cangzhu... *riu*.

— Senhor Palhaço, você está muito mais engraçado agora do que quando quebrou o próprio dedo.

Ele sacudiu a cabeça. Mesmo com o rosto coberto pela névoa negra, Envies sentiu o deboche na voz.

O sorriso permanente de Envies desapareceu. Ele deu mais um passo, quase esbarrando em Bai Cangzhu.

Mas o novato não recuou.

— Se o espaço permite que esse mercado público exista, *claro* que há uma regra *impedindo qualquer tipo de ataque entre Ciclistas aqui*.

Para provar, Bai Cangzhu cutucou Envies com o dedo — e uma barreira invisível o impediu.

Com o rosto do palhaço ficando sério, ele continuou:

— E eu também sei que você *me esperava de propósito*. Você deve ter algum tipo de *dom de previsão*... senão não estaria exatamente no meu caminho.

— No final das contas, largar mão de outros clientes em potencial sem nem tentar negociar é uma burrice absurda pra um verdadeiro intermediário, não acha? — disse com um tom desdenhoso.

A voz carregava uma mistura de desprezo e desafio, como quem expõe um erro óbvio. A pergunta retórica ficou no ar, pressionando o ouvinte a concordar com a lógica irrefutável apresentada. Era a fala afiada de quem conhecia as regras do jogo e não tolerava amadores.

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