Tradução pronta Fox Demon: Liver for Immortality / Fox Demon: Fígado para a Imortalidade: Capítulo 8

**Capítulo 9: Iiih-aaa!**

O negócio quase não tinha custo.

Os únicos ingredientes necessários eram molho de soja e raiz-forte.

O primeiro era barato, e o segundo podia ser cultivado em casa.

Ou seja, lucro total.

*"Hmm, um peixe grande rende umas duzentas porções de sashimi. Com minha habilidade de pesca atual, consigo pegar uns dois por dia..."*

Isso significava um lucro líquido de duas taéis de prata diárias.

E de quebra, ainda dava para treinar suas habilidades com a faca. Perfeito.

*"Esse sashimi é tão bom assim?"*

O burro preto inclinou a cabeça, observando a fila de clientes ansiosos, quase brigando para garantir sua porção.

Até ele estava ficando com fome.

Virou o focinho, aproximou-se sorrateiro e esticou a língua para "experimentar" um pedaço.

Mas uma mãozinha de luvas brancas agarrou seu focinho.

– Humm! Nada de roubar comida!

– Além disso, você é um burro! Burros comem grama, não carne! – disse Yuètí Xiá, irritada. Ela também era vegetariana e nunca tinha comido carne.

Ao ver a cena do burro com a língua para fora, os clientes na fila riram.

Quem já tinha visto um burro comendo carne?

No fundo da multidão, dois homens velhos e desmazelados cochichavam entre si.

– Lão Sān, esse é o garoto que você disse que não sabia artes marciais? Cortou o peixe em fatias em segundos! Você conseguiria fazer isso?

Yàn Lão Sān ficou incomodado. Ele só tinha incentivado Bái Shí a treinar porque queria arrancar algum dinheiro dele.

Nunca imaginou que, em poucos dias, o garoto já dominaria tanto a *Técnica da Lâmina Forjada*.

– E daí? Por mais habilidoso que seja, ainda é um moleque. Ele não tem coragem de matar ninguém.

– Mais tarde, no caminho de volta, vamos assustá-lo direitinho. Ele vai ceder na hora.

[...]

No final da tarde, Bái Shí finalmente encerrou o expediente.

– E então? Eu disse que ia vender bem, não disse? – ele disse, sorrindo para Yuètí Xiá.

– Mhm! Nunca imaginei que sashimi fosse tão popular. Dois taéis de prata em um único dia!

– Ah, e onde você vai guardar as coisas? Quer levar para casa? O Zhù tem força de sobra, não vai ser problema.

Bái Shí olhou para o burro preto. O animal encarou de volta, batendo o casco no chão.

Parecia dizer: *"Tenta aceitar, eu te desafio."*

– Ahem, não precisa. O tio Zhào tem uma peixaria. Já peguei a rede emprestada, então não tem problema deixar minhas coisas lá.

Decidiu não arriscar a ira do burro. Os três então se prepararam para ir às compras.

Depois de um dia inteiro cortando peixe, ele estava faminto.

**[Habilidade: Técnica da Lâmina Forjada Nv. 2 (31/200)]**

Vinte e quatro pontos de experiência em um dia. Nesse ritmo, em menos de dez dias ele subiria de nível.

Treinar artes marciais realmente dependia de uma boa alimentação.

No caminho, avistaram um homem maltrapilho e cansado.

Bái Shí o reconheceu. Yuètí Xiá também.

– Hú Wěi Shēng?

[...]

– Vinte quilos de carne bovina, cem wéns por quilo. Total: dois taéis.

– Se amanhã você me der prioridade no sashimi, faço por um taél e sete. O que acha?

O dono do açougue regateou, mas Bái Shí aceitou com um sorriso.

Saiu carregando os vinte quilos de carne.

– Vinte quilos de carne e dezoito canecas de vinho, e eu poderia até matar um tigre.

– Você já consegue matar um tigre. Desde que não seja um tigre-espírito – completou Yuètí Xiá.

Hú Wěi Shēng, sujo e exausto, sentiu o coração apertar.

Passou a noite gritando até ficar rouco, procurando por Yuètí Xiá.

Só para errar de floresta e encontrar *"aquela criatura"*.

E agora, ela já estava com outro.

– Que vida amarga...

Enquanto refletia, um casco de burro pousou em seu ombro, dando-lhe palmadinhas de "apoio".

O burro olhou para ele com compreensão.

*"Um camarada sofredor. Também foi abandonado por essa ingrata."*

– Obrig— N-não! Um m-monstro! – Hú Wěi Shēng pulou, assustado.

Burros não consolam pessoas!

*"Tsc. Plebeu."* O burro ergueu uma placa, bufando com desdém.

[...]

Ao chegarem perto de casa, Bái Shí franziu a testa, com um brilho assassino nos olhos.

– Shí, o que você fez para esses dois? Por que eles não te deixam em paz? – Hú Wěi Shēng perguntou, tremendo.

Yuètí Xiá também estava irritada. A presença constante daqueles homens já testava sua paciência.

*"Quer que eu acabe com esses lixos?"* O burro levantou outra placa, ansioso para extravasar.

Bái Shí negou.

Ainda não havia derramado sangue desde que começara a treinar.

Artes marciais eram feitas para matar. Se não testasse seus limites, como evoluiria?

Por enquanto, deixaria aquelas moscas perturbadoras se agitarem.

Logo ele avançaria, e então acertaria as contas.

*"Que pena."* O burro balançou a cabeça, então se virou.

Mostrou os dentes e soltou um sonoro:

– **Iiih-aaa! Iiih-aaa!**

O som ecoou no vento, chegando aos ouvidos de Yàn Lão Sān e seu comparsa.

**BAM!**

Yàn Lão Sān socou uma árvore, lascando a casca.

Seu companheiro, de cara afilada, também estava furioso.

O eco zombeteiro ainda ressoava:

**"Iiih-aaa! Iiih-aaa!"**

– Maldito seja! Um burro escroto ousando zombar de mim? Chega! Vamos acabar com eles!

– Exato! A carne do burro vale uns vinte taéis. E a garota, mesmo com o rosto escondido, deve valer o mesmo no Pátio das Imortais.

– Boa ideia. Já temos a desculpa: "colaboração com monstros". Vamos!

Os dois se encararam, cheios de ódio, antes de partirem para o ataque.

Os pés pareciam ter criado raízes no chão, ninguém se mexia.

— Lao Zhang, qual é a sua ideia? Não era pra acabar com aquele moleque? Por que não age?

— Pra rir, Yan Lao San, você me acha idiota, é?

— Você viu aquele garoto manejando a faca de dia. Se fosse você lá em cima, ia virar sashimi.

Os dois trocaram insultos até decidirem esperar. Se não desse certo, iriam pedir ajuda a um aluno avançado do dojo.

No quintal, Yue Ti Xia mais uma vez assumia o papel de dona de casa. Bai Shi fatiou a carne bovina enquanto ela usava seu poder espiritual para alimentar as chamas, que queimavam muito mais quentes que o normal.

Em menos de quinze minutos, os dez quilos de carne estavam completamente cozidos, envolvidos em nuvens de vapor.

O aroma delicioso aguçava o apetite.

— Wei Sheng, não fique só olhando, venha comer um pouco.

Bai Shi devorou uma boa porção de carne de uma só vez, sentindo seu sistema digestivo trabalhando rapidamente.

O calor da energia vital se espalhou de seu abdômen para todo o corpo—uma pequena parte fortalecendo músculos e ossos, mas a maior parte indo para sua pele, compensando sua deficiência energética.

Sua pele já resistente ficou ainda mais firme, quase como couro.

A sensação de bem-estar foi tão boa que ele se espreguiçou satisfeito.

Yue Ti Xia sorriu, seus grandes olhos brilhantes cheios de alegria.

Bai Shi pegou uma faca e testou em sua própria pele.

Com dois *shh*, apenas marcas brancas apareceram em seu braço.

Então, com determinação, pressionou com mais força por duas vezes.

Yue Ti Xia assistia, preocupada, imaginando que a qualquer momento poderia vir um rio de sangue.

Ao lado, A Zhu, mastigando tranquilamente seu capim, torceu o nariz com desdém.

[Esse cara não sei como treinou, mas sua pele tá quase no nível de um yokai comum lá fora.]

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