Os dois pensamentos se conectaram.
A resposta estava prestes a ser revelada.
— Será que, de costas para Su Chen, a habilidade dele não funciona?
— Em apenas três dias, Ye Yun já descobriu como neutralizar o poder de Su Chen?
— Faz sentido. Sempre suspeitei que a habilidade de Su Chen estivesse relacionada à alma, como aquelas técnicas de sedução e controle usadas por demônios. Se estiver de costas, deve funcionar.
— O irmão Ye Yun é incrível, com um olhar afiado que encontrou a fraqueza dele.
— Claro! O irmão Ye Yun está entre os melhores da capital. Como poderia ser comparado a vocês, provincianos?
— Vocês, guardas das províncias, podem até vencer uma ou duas lutas com truques baratos, mas os três primeiros sempre serão da capital!
Os guardas da capital ergueram a cabeça com arrogância.
Eles tinham motivo para se gabar.
Dos doze guerreiros de sétimo nível, seis eram da capital.
Todos os outros nove estados juntos mal conseguiam igualar seu poder.
E a mais forte, Gu Ling, também era da capital.
Nove dos dez representantes da capital chegaram a esta fase. Desde sempre, a capital manteve uma superioridade esmagadora sobre as províncias.
— O que há de tão especial? A capital só tem mais recursos porque é a sede.
— Em condições iguais, quem venceria ainda está para se ver!
Os guardas das províncias se uniram para torcer por Su Chen.
— Xiao Lengyu, e então?
Cai Qi olhou para ela com um sorriso triunfante.
A habilidade de Su Chen havia sido neutralizada.
Seu único trunfo, perdido.
— Desesperada?
Finalmente, após o abalo causado pela quebra do Espelho Celestial, seu humor melhorou um pouco.
— Cai Qi, você ainda é tão impaciente. Ainda não há vencedor.
Xiao Lengyu manteve a frieza, seus belos olhos fixos em Su Chen.
— Não sei qual técnica Su Chen está escondendo, a ponto de até sua tia não saber... Hmph.
Mais do que a vitória, ela estava curiosa sobre isso.
Na arena.
— Ye Yun, o que você está...?
O guarda prateado, o velho Wang, franziu a testa ao ver Ye Yun de costas.
— Velho Wang, as regras não exigem que os lutadores fiquem frente a frente. Não estou quebrando nenhuma regra.
Ye Yun não se virou nem por um segundo.
Não daria a Su Chen a menor chance de estabelecer contato visual.
— Tudo bem.
O velho Wang bateu no tambor pesado.
A luta começou.
Su Chen olhou para as costas de Ye Yun com uma expressão tensa.
— Ele descobriu...
— Ye Yun, pra quê isso? — Su Chen suspirou.
Pra quê tanto exagero?
Não era uma rivalidade mortal. Não havia necessidade de arriscar a própria dignidade.
— Você não faz ideia do que está fazendo...
Se ele mantivesse essa postura, as consequências seriam irreversíveis.
Ye Yun sorriu com desdém ao ouvir o tom sombrio de Su Chen.
— Su Chen, está com medo? Agora que está sem saída, teme a derrota?
Enquanto falava, Ye Yun sacou uma adaga.
A lâmina girava entre seus dedos com maestria.
— Não se preocupe. Vou dar tempo para você se exibir. Vamos brincar um pouco.
Seu tom não era gentil como o de Gu Ling.
— Eu te aviso: vire-se.
Su Chen falou com seriedade.
Se ele se virasse, no máximo se ajoelharia.
Caso contrário...
— Ha! Ridículo. Acha que, se eu ficar de costas, sua vantagem visual vai te salvar?
Ye Yun lançou a adaga ao ar.
— Esqueci de mencionar: minha técnica é a "Lâmina de Fogo", um poder de sétimo nível. Minha adaga é meus olhos.
A adaga flutuou, envolta em um chi vermelho e ardente.
Como chamas dançantes.
A adaga circulou ao redor de Ye Yun com movimentos fluidos.
Uma técnica de controle de armas impressionante.
Com uma habilidade dessas, ficar de costas não afetaria seu combate.
— Não precisa chegar a esse extremo.
Su Chen tentou avisá-lo uma última vez.
Era um caminho sem volta.
Se ele caísse, Su Chen também cairia.
Uma simples competição não valia uma humilhação eterna.
— Não posso me queimar...
Su Chen pensou rapidamente.
Se Ye Yun se humilhasse, tanto faz. O problema era ele mesmo.
Com tanta gente assistindo...
— Tão ingênuo.
Ye Yun riu com desprezo.
Controlou a adaga, que desenhou linhas flamejantes no ar, traçando padrões complexos e belos.
Mas não atacou Su Chen diretamente.
Ele estava brincando, como um gato com um rato.
Quanto mais humilhasse Su Chen, mais os mestres Cai Qi e Qin Li o recompensariam.
Ao mesmo tempo, Ye Yun ativou um escudo de chi vermelho.
Uma barreira protetora ao seu redor.
Ataque e defesa.
Ye Yun estava convencido de que controlava o ritmo da batalha.
Poderia marcar Su Chen quantas vezes quisesse, prolongar o jogo o quanto desejasse.
Nada sairia do controle.
Afinal, Su Chen não poderia se posicionar à sua frente.
A frente dele era fora da arena — e sair significava derrota.
Ye Yun abriu um leque com elegância, movendo-o suavemente.
Neste momento, imaginou todas as discípulas mais jovens olhando para ele com admiração e respeito.
— Shiing!
A adaga cortou o ar.
Deveria ter apenas passado por Su Chen, continuando o jogo de humilhação.
Mas desta vez...
Su Chen inclinou-se levemente.
Como se estivesse desviando.
A adaga cortou a flauta pendurada em sua cintura.
O instrumento caiu.
Su Chen, como se fosse natural, chutou a flauta em direção a Ye Yun.
Depois, sem olhar para ela, gritou:
— Olhe para a espada! Nove Golpes das Nuvens!
Mas, na verdade, ativou seu ataque secreto.
— **Golpe dos Mil Anos — 100% de acerto!**
...
[Pedidos: flores, votos, avaliações, dados!]
**Capítulo 15: Uma cicatriz que levará uma vida para curar.**
Cai Qi riu, satisfeita.
— Hahaha! Que falta de adaptação! Se Ye Yun não estivesse pegando leve, Su Chen já teria perdido.
— Xiao Lengyu, você protegeu demais Su Chen, não? Ele nunca enfrentou uma batalha real, nunca esteve entre a vida e a morte, certo?
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