Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 1

O Melhor Império, Lealdade Acima de Tudo

Autor: Super Wang Aila

Sinopse:

Um cidadão comum é transportado para o universo sombrio de Warhammer 40k e, sem querer, acaba recrutado na Guarda Imperial. Entre trapalhadas e lutas pela sobrevivência, como ele vai conseguir subir na vida?

Como diz o ditado:

Quarenta milênios, uma era sombria,

Corpo cansado, alma ferida,

Mente pressionada, mas a lealdade persiste.

Renascido aqui, apenas um homem comum,

Nossa sina é dura, que ambição podemos ter?

Qual é a saída? Só o exército pode responder.

Astartes? São só brutamontes.

Marinha Imperial? Covardes que fogem.

Só a Guarda garante honra e dever.

Com canhões rugindo e máquinas em guerra,

Só o poder do fogo traz alívio à terra.

Capítulo 1: Chorando Que Nem Um Gretchin

Mundo Feudal do Império, Mossenleide

Se um dia você cair no universo de Warhammer, vai chorar feito um gretchin pisado. Taylor nunca esqueceu essa frase. Ele a tinha lido num fórum de fãs, e agora era a vítima perfeita dela.

Enquanto isso, sua companheira de pelotão olhava para as gotas de chuva como se fossem algo mágico.

Era uma oficial bonita, loira de olhos azuis, mas com traços suaves que lembravam uma mistura de ascendência asiática. Vestia uma armadura imperial padrão e carregava uma lasgun sagrada. Diziam que o pai dela era descendente de eslavos, e a mãe, assim como Taylor, vinha de um antigo império da Terra conhecido como o Reino do Dragão.

Mas, naquele momento, a guerreira do Império estava fascinada pela chuva, e Taylor tentava explicar:

— Quando as moléculas de água se acumulam na atmosfera até certo ponto, a chuva cai.

A oficial respondeu, séria:

— Então eu tenho que pagar por essa água?

Taylor suspirou, paciente:

— Não, ela vem da natureza. É parte do ciclo ecológico. A chuva cai, molha o solo, nascem plantas, a água evapora e o ciclo recomeça.

Ela pensou um pouco e perguntou:

— Então tem algum nobre da colmeia controlando esse ciclo? A gente precisa pagar impostos pra ele… Ou será que o nobre aqui se chama "Natureza"?

Parecia orgulhosa da própria descoberta. Tudo ali era novo para ela: o solo macio, as casas de tijolo e palha, os campos de trigo verdejantes. Taylor quase desistiu de explicar. Afinal, como alguém que viveu 20 anos em um mundo artificial não ficaria maravilhado ao ver chuva pela primeira vez?

— Ninguém paga por isso, e ninguém cobra — ele respondeu, resignado.

— Esse mundo é muito estranho — ela murmurou.

Taylor olhou para os moradores locais que espreitavam pelas janelas, observando os soldados com desconfiança. Aquela gente de mundo feudal não entendia os estranhos vestidos de verde, armados com "varinhas" que cuspiam fogo. Murmuravam em baixo gótico, chamando-os de "bruxos", "feiticeiros" e "pragas".

— Os estranhos aqui somos nós — Taylor riu, amargo.

Ergueu o rosto, sentindo o cheiro de ferrugem e pólvora no ar, e ordenou:

— Muito bem, cabo, chame o pessoal. Hora de seguir em frente. Não quero ser pisoteado por um Cavaleiro Imperial. A linha de frente está muito perta.

— Ah, e Katy, fala praquele ratinho da nossa equipe parar de roubar minhas botas! Já sumiram três!

Taylor reforçou o aviso, mesmo sabendo que era inútil. O pelotão dele tinha só dez soldados — qualquer coisa que sumisse era óbvio. Mas a ratinha lektin adorava furtar as botas de oficial, como se fossem troféus.

A soldada, Katy Nova, fez uma saudação imperial precisa e saiu com os outros do moinho que os abrigara da chuva. Envolveram-se em capas plásticas e avançaram sob a chuva. Os nascidos em colmeias urbanas não estavam acostumados com a sensação de gotas batendo na pele. Alguns até hesitavam, como se quisessem coletar a água mas tivessem medo de serem multados pelos "nobres".

Era engraçado. Eles não entendiam que, como soldados da Guarda Imperial, podiam pegar o que quisessem — os nobres é que teriam que agradecer. Mas mudar mentalidades arraigadas era impossível. Taylor só observou, meio divertido, meio preocupado.

Pegou seu telescópio e examinou a linha de frente a leste. Um Cavaleiro Imperial, envolto em fumaça, lutava contra três máquinas orks pintadas de azul e marcadas com caveiras brancas. Os brutos verdes esmagavam o titã humano com garras mecânicas, e os destroços voavam tão alto que nem precisava de lente para vê-los.

A frente estava recuando de novo. Taylor olhou para os camponeses de roupas de saco, armados com foices e forcados.

Evacuar civis?

Observou a chuva escorrendo em sua armadura e suspirou.

— Essa não é a nossa missão…

Três horas depois, Taylor estava de cara feia, levando uma bronca dentro de um castelo medieval.

O homem à sua frente era alto, com um braço mecânico no lugar do direito. Seu chapéu ostentava a águia imperial, e a capa longa só aumentava sua aura de autoridade.

— Taylor Kyle Anker! Seu maldito soldado, de novo com pena no campo de batalha? — ele berrou.

— Da última vez, os refugiados que você ajudou invadiram nosso quartel-general!

— Na vez anterior, você salvou um bando de híbridos genestealer!

— Se você e seu pelotão não fossem tão bons no que fazem, meu boltgun já teria resolvido esse problema!

O homem alto suspirou profundamente e falou com um tom grave:

— Você deveria ter sido promovido a tenente. Controla um pouco essa sua bondade!

— Salvar aqueles miseráveis não adianta nada!

Nesse momento, Tyler antecipou a resposta:

— Eles não passam de um peso morto para o Imperador!

O homem alto completou simultaneamente:

— Eles não passam de...

Seu rosto escureceu de repente.

— Interromper seu superior? Isso só piora suas faltas!

— Pelas leis do Departamento Militar, você merece...

Tyler cortou novamente:

— Mereço seis chicotadas como punição.

O homem suspirou mais uma vez.

— Chega. Pelo menos dessa vez sua ação fez o governador local confiar em nós. Ele finalmente nos cedeu alojamento e suprimentos adequados.

— Embora eu não entenda por que esses pilotos de Cavaleiros dão tanta importância a esses chamados "princípios".

— Mas, Tyler, você...

Seu rosto ficou lívido, veias saltando, enquanto falava com raiva contida:

— Sei muito bem que você continua sendo a maldição do 36º Regimento de Scadia.

— Esses civis vão acabar arruinando tudo, juro pelo nome do Imperador!

Tyler, indiferente, fez uma continência rápida e saiu.

Enquanto caminhava em direção ao alojamento do castelo, mascando o nada, os outros soldados do 36º prestaram continência imediatamente ao ver o lendário sargento.

Afinal, na última missão, ele havia invadido sozinho o centro de comando dos hereges no Esgoto Orbital da Baía de Rogge!

Embora Tyler insistisse que foi pura sorte – ele apenas escorregou num duto de esgoto, encontrou o local por acidente e jogou uma granada –, a maioria dos soldados acreditava que o sargento era a própria encarnação da coragem.

Tyler passou a mão pelos antigos tijolos de pedra do corredor, como se estivesse exausto, e sentou ao lado de seus companheiros.

Katy trouxe a bebida favorita de Tyler – a água com gás Carantian, uma mistura gaseificada, doce e com sabor de limão.

Tyler engoliu de um só gole e resmungou:

— O Senhor Torcicolo está insuportável como sempre.

Katy riu enquanto advertia:

— Senhor, não podemos usar esse apelido em público.

De fato, apesar do Comissário Taikais ser um grande guerreiro formado na Academia Schola Progenium, os soldados o chamavam às escondidas de...

"Senhor Torcicolo".

Porque seu pescoço nunca se curvava, como se fosse feito de ferro, sempre ereto e altivo!

E esse apelido? Provavelmente tinha sido invenção do próprio Tyler...

Nesse momento, Tyler sorriu amargamente.

Esse era seu terceiro ano nesse mundo e o primeiro servindo como Guarda Imperial.

Faltavam ainda quatro anos para seu primeiro pedido de dispensa...

Aquele viajante dimensional diligente e cauteloso havia se transformado, afinal, num veterano desencanado.

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