Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 49

Depois do saque Zero, o arremesso curto Zero de Tezuka Kunimitsu também foi executado sem piedade.

E, para piorar, ele usou o golpe sem qualquer aviso, pegando Yukimura Makoto de surpresa.

Não era a primeira vez que Yukimura via aquela técnica, mas antes, Tezuka mostrava movimentos muito exagerados e óbvios ao executá-la.

Aqueles pequenos ajustes corporais não passavam despercebidos por seus olhos.

Porém, dessa vez, Tezuka conseguiu esconder completamente a fraqueza do arremesso curto Zero, tornando-o indistinguível de um arremesso normal.

Os olhos de Yukimura se encontraram com os de Tezuka, mas o segundo não revelou nenhuma emoção, como se já soubesse o resultado daquela jogada.

De volta à linha de fundo, Yukimura se preparou para sacar novamente.

Na cabeça de Tezuka, a luz estelar do Poder da Iluminação brilhou mais uma vez, e ele proferiu outro número:

— Noventa e seis bolas.

Noventa e seis — dezoito a mais que os setenta e oito da previsão anterior.

Seus olhos se estreitaram ligeiramente, indicando que ele próprio sabia que o resultado não era tão favorável desta vez.

Mas, como previsto, na nonagésima sexta bola, Tezuka repetiu o arremesso curto Zero.

Desta vez, porém, Yukimura, já preparado, usou o Passo do Fuxi para alcançar a bola antes que quicasse no chão.

Ao rebater, ele mandou um lob alto sobre a rede — só para Tezuka, com o brilho do Hyakuren nos pés, saltar e interceptar a bola ainda no ar.

Com os braços estendidos, ele transferiu a luz branca para o pulso e desferiu um golpe potente.

Toc!

A bola explodiu na linha de fundo de Yukimura, saindo da quadra e batendo na cerca de arame.

— Trinta a zero, vantagem de Tezuka! — anunciou o juiz.

Com mais um ponto, Tezuka vencia dois games seguidos, virando o jogo a seu favor.

No terceiro saque, a cena se repetiu: Tezuka previu — desta vez, cento e dezessete bolas.

No quarto, duelaram por cento e vinte e nove trocas até Tezuka surpreender com um golpe rápido num ângulo morto.

— Fim do sexto game! Ponto para Tezuka de Seigaku! Dois a quatro!

A torcida de Seigaku vibrava ao ver Tezuka recuperando a desvantagem.

— Fuji, ele realmente conseguiu! — exclamou Kikumaru Eiji, entusiasmado depois do desânimo anterior.

— Sim. Tezuka nunca nos decepciona — respondeu Fuji Syusuke, sorrindo.

A virada era clara, mas, embora tivessem aprendido um pouco sobre os Três Portões do Muga no Kyouchi com a treinadora Ryuzaki, eles ainda não entendiam completamente o estado de Tezuka.

Mesmo assim, uma coisa era certa: o contra-ataque dele havia começado.

— No próximo game, ele pode usar o saque Zero de novo para virar o placar para três a quatro. Se vencer mais um, empata — analisou Inui Sadaharu, pragmático.

Mas ele não achava que a vitória estava garantida.

— Não podemos subestimá-los. Se o adversário descobrir como rebater esse saque, Tezuka estará em perigo.

As palavras de Inui esfriaram o ânimo do grupo.

— Inui, pare de ser pessimista! Esse saque não é tão fácil de quebrar! — protestou Kikumaru.

Para ele, o saque Zero parecia quase impossível de ser devolvido.

— Kikumaru, não seja tão confiante. O rival é Rikkai Dai — lembrou Oishi Syuichirou.

Ao ouvir o nome da escola adversária, a expressão de Kikumaru mudou, como se revivendo traumas passados.

— Melhor focar no jogo. Até o último momento, tudo pode acontecer — disse Fuji, mudando de assunto.

Dentro da quadra, o sétimo game começou, com Tezuka no saque.

Yukimura ficou de prontidão, observando o oponente. Ele notou algo: o braço esquerdo de Tezuka estava visivelmente inchado.

[O braço está cedendo...]

Não era surpresa. Desde o primeiro game, Tezuka vinha rebatendo com força total, usando o Hyakuren em cada golpe.

Yukimura, com sua Quiet Blood, não sentia o impacto, mas Tezuka não tinha essa proteção.

Além disso, o uso excessivo das técnicas Zero estava sobrecarregando seu braço.

Mesmo assim, Yukimura sabia: Tezuka continuaria lutando até o fim.

— Vai usar o saque Zero de novo, não é? Mas, desta vez, não vai funcionar.

Sua voz era calma, como se estivesse apenas constatando um fato.

O saque Zero era perigoso, mas ele já tinha pelo menos duas formas de neutralizá-lo.

— Então ele tem um plano... — musou Sanada Genichirou, curioso para ver como Yukimura lidaria com o saque.

Tezuka ignorou as palavras e apenas se posicionou para sacar.

Enquanto isso, Yukimura fez seu movimento.

Segurando a raquete horizontalmente com uma mão, ele tocou levemente a extremidade do cabo com a outra.

De repente, uma aura azul-branca surgiu sob seus pés, expandindo-se como chamas.

Em um instante, múltiplos pentagramas luminosos formaram uma barreira invisível ao seu redor.

No centro daquele campo, Yukimura murmurou:

— Venha, Tezuka. Veja o meu Domínio.

O Sanctuary Praise foi erguido.

[Nota: No capítulo anterior, os 278 bolas foram corrigidos para 78.

E, antes que perguntem, o Schrift ainda não vai aparecer. Ainda é cedo.]

Capítulo 74: A parede inquebrável e o talento roubado

O pilar azul em forma de estrela de cinco pontas refletiu-se nos olhos de Tetsuka Kunimitsu, mas não afetou seu movimento ao sacar.

— Toc!

A bola voou veloz, direto para a quadra de recepção, já envolta pela barreira luminosa.

Yuki Mayonaka percebeu de imediato o giro incomum da bola. Era óbvio que Tetsuka mais uma vez usara o Sacramento Zero.

— Não adianta. Seu saque não é capaz de quebrar meu Campo.

O som claro e firme ecoou no ar. Antes mesmo de tocar o chão, a bola colidiu com a parede invisível como se tivesse batido em algo sólido.

— Clank!

Então, como se fosse atingida por uma força desconhecida, a bola desviou bruscamente no ar e caiu fora da área de recepção.

— Saque inválido. Tetsuka, segundo saque. — O árbitro apitou, erguendo dois dedos para marcar a falta.

— O que diabos foi isso?! — A mesma dúvida cruzou a mente de todos os espectadores.

Se as técnicas de Tetsuka como Perfeição das Mil Esculturas e Iluminação do Talento ainda podiam ser explicadas de alguma forma, o que Yuki estava fazendo agora era completamente incompreensível.

— Yuki… esse é o seu método para contra-atacar o Sacramento Zero? — Shinjiro Sanada franziu a testa, incapaz de digerir o que via.

No lado oposto da quadra, Tetsuka hesitou por um momento, claramente surpreso. Mas logo recuperou a compostura e preparou-se para sacar novamente.

Desta vez, mirou um ponto diferente — à frente do pé direito de Yuki. Mas, assim como antes, ainda dentro do alcance da barreira luminosa.

O resultado foi idêntico: a bola desviou no ar e caiu fora dos limites.

— Segundo saque inválido. Ponto para Yuki. 15 a 0.

A barreira de luz dissipou-se assim que Yuki baixou levemente a raquete.

Era Louvor do Santuário, a suprema defesa dos Quincy — um escudo absoluto que interceptava qualquer ataque dentro de seu alcance. Chamá-lo de "Campo" era apenas uma forma de simplificar. Na verdade, funcionava como uma barreira espiritual que repeliam as bolas com flechas invisíveis.

Mas havia um porém: Yuki não podia se mover enquanto a técnica estivesse ativa. Se tentasse, a barreira se desfaria.

Além disso, o alcance cobria apenas metade da quadra. Dominar essa técnica exigiu tempo — só depois de aperfeiçoar seu Cache Externo é que Yuki conseguiu aprendê-la.

Às vezes, ele ainda se perguntava: como um movimento criado pelo próprio Yhwach pudera ser copiado por ele sem restrições? Será que por isso o imperador dos Quincy o considerou uma ameaça?

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De volta ao jogo, os olhos de Tetsuka estreitaram-se, calculando seus próximos passos.

Desta vez, uma luz suave e prateada envolveu sua cabeça.

Despertar do Talento — a capacidade de prever o futuro do jogo.

Mas, por algum motivo, ele parecia indeciso.

— Tetsuka, no seu prognóstico, deve estar aparecendo "zero bolas", certo? — Yuki não perdoou.

O jogador de óculos cerrou os punhos, mas permaneceu em silêncio. No último instante antes de ultrapassar o tempo limite do saque, arremessou a bola e a golpeou.

Novamente, a barreira luminosa surgiu.

— Clank!

A bola foi repelida mais uma vez.

— Saque inválido. Segundo saque.

— Falta. Ponto para Yuki.

— Saque fora.

— Segundo saque inválido. Ponto Yuki. 40 a 0.

Mais dois pontos. Agora, faltava apenas mais um para Yuki fechar o jogo.

Os repetidos saques "falhos" mostraram a Tetsuka que o Sacramento Zero sozinho não poderia romper aquela defesa.

Sua mão esquerda envolveu-se num brilho fluido — Perfeição das Mil Esculturas, sua técnica suprema. Ele lançou a bola ao alto e desferiu seu saque mais poderoso até agora.

— ZUUUM!

A velocidade era avassaladora, o impacto, como um vulcão em erupção. E, ainda assim, o giro revelou: continuava sendo um Sacramento Zero.

(Tetsuka Kunimitsu… que intuição impressionante.) Yuki sorriu internamente. Ele sabia que o adversário estava se adaptando — e isso só tornava o jogo mais interessante.

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[Sistema: Inteligência de jogo aumentada em 5%.]

[Dica: Louvor do Santuário" possui fraquezas. Descubra estratégias alternativas.]

http://portnovel.com/book/26/4253

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