Depois do saque Zero, o arremesso curto Zero de Tezuka Kunimitsu também foi executado sem piedade.
E, para piorar, ele usou o golpe sem qualquer aviso, pegando Yukimura Makoto de surpresa.
Não era a primeira vez que Yukimura via aquela técnica, mas antes, Tezuka mostrava movimentos muito exagerados e óbvios ao executá-la.
Aqueles pequenos ajustes corporais não passavam despercebidos por seus olhos.
Porém, dessa vez, Tezuka conseguiu esconder completamente a fraqueza do arremesso curto Zero, tornando-o indistinguível de um arremesso normal.
Os olhos de Yukimura se encontraram com os de Tezuka, mas o segundo não revelou nenhuma emoção, como se já soubesse o resultado daquela jogada.
De volta à linha de fundo, Yukimura se preparou para sacar novamente.
Na cabeça de Tezuka, a luz estelar do Poder da Iluminação brilhou mais uma vez, e ele proferiu outro número:
— Noventa e seis bolas.
Noventa e seis — dezoito a mais que os setenta e oito da previsão anterior.
Seus olhos se estreitaram ligeiramente, indicando que ele próprio sabia que o resultado não era tão favorável desta vez.
Mas, como previsto, na nonagésima sexta bola, Tezuka repetiu o arremesso curto Zero.
Desta vez, porém, Yukimura, já preparado, usou o Passo do Fuxi para alcançar a bola antes que quicasse no chão.
Ao rebater, ele mandou um lob alto sobre a rede — só para Tezuka, com o brilho do Hyakuren nos pés, saltar e interceptar a bola ainda no ar.
Com os braços estendidos, ele transferiu a luz branca para o pulso e desferiu um golpe potente.
Toc!
A bola explodiu na linha de fundo de Yukimura, saindo da quadra e batendo na cerca de arame.
— Trinta a zero, vantagem de Tezuka! — anunciou o juiz.
Com mais um ponto, Tezuka vencia dois games seguidos, virando o jogo a seu favor.
No terceiro saque, a cena se repetiu: Tezuka previu — desta vez, cento e dezessete bolas.
No quarto, duelaram por cento e vinte e nove trocas até Tezuka surpreender com um golpe rápido num ângulo morto.
— Fim do sexto game! Ponto para Tezuka de Seigaku! Dois a quatro!
A torcida de Seigaku vibrava ao ver Tezuka recuperando a desvantagem.
— Fuji, ele realmente conseguiu! — exclamou Kikumaru Eiji, entusiasmado depois do desânimo anterior.
— Sim. Tezuka nunca nos decepciona — respondeu Fuji Syusuke, sorrindo.
A virada era clara, mas, embora tivessem aprendido um pouco sobre os Três Portões do Muga no Kyouchi com a treinadora Ryuzaki, eles ainda não entendiam completamente o estado de Tezuka.
Mesmo assim, uma coisa era certa: o contra-ataque dele havia começado.
— No próximo game, ele pode usar o saque Zero de novo para virar o placar para três a quatro. Se vencer mais um, empata — analisou Inui Sadaharu, pragmático.
Mas ele não achava que a vitória estava garantida.
— Não podemos subestimá-los. Se o adversário descobrir como rebater esse saque, Tezuka estará em perigo.
As palavras de Inui esfriaram o ânimo do grupo.
— Inui, pare de ser pessimista! Esse saque não é tão fácil de quebrar! — protestou Kikumaru.
Para ele, o saque Zero parecia quase impossível de ser devolvido.
— Kikumaru, não seja tão confiante. O rival é Rikkai Dai — lembrou Oishi Syuichirou.
Ao ouvir o nome da escola adversária, a expressão de Kikumaru mudou, como se revivendo traumas passados.
— Melhor focar no jogo. Até o último momento, tudo pode acontecer — disse Fuji, mudando de assunto.
Dentro da quadra, o sétimo game começou, com Tezuka no saque.
Yukimura ficou de prontidão, observando o oponente. Ele notou algo: o braço esquerdo de Tezuka estava visivelmente inchado.
[O braço está cedendo...]
Não era surpresa. Desde o primeiro game, Tezuka vinha rebatendo com força total, usando o Hyakuren em cada golpe.
Yukimura, com sua Quiet Blood, não sentia o impacto, mas Tezuka não tinha essa proteção.
Além disso, o uso excessivo das técnicas Zero estava sobrecarregando seu braço.
Mesmo assim, Yukimura sabia: Tezuka continuaria lutando até o fim.
— Vai usar o saque Zero de novo, não é? Mas, desta vez, não vai funcionar.
Sua voz era calma, como se estivesse apenas constatando um fato.
O saque Zero era perigoso, mas ele já tinha pelo menos duas formas de neutralizá-lo.
— Então ele tem um plano... — musou Sanada Genichirou, curioso para ver como Yukimura lidaria com o saque.
Tezuka ignorou as palavras e apenas se posicionou para sacar.
Enquanto isso, Yukimura fez seu movimento.
Segurando a raquete horizontalmente com uma mão, ele tocou levemente a extremidade do cabo com a outra.
De repente, uma aura azul-branca surgiu sob seus pés, expandindo-se como chamas.
Em um instante, múltiplos pentagramas luminosos formaram uma barreira invisível ao seu redor.
No centro daquele campo, Yukimura murmurou:
— Venha, Tezuka. Veja o meu Domínio.
O Sanctuary Praise foi erguido.
[Nota: No capítulo anterior, os 278 bolas foram corrigidos para 78.
E, antes que perguntem, o Schrift ainda não vai aparecer. Ainda é cedo.]
Capítulo 74: A parede inquebrável e o talento roubado
O pilar azul em forma de estrela de cinco pontas refletiu-se nos olhos de Tetsuka Kunimitsu, mas não afetou seu movimento ao sacar.
— Toc!
A bola voou veloz, direto para a quadra de recepção, já envolta pela barreira luminosa.
Yuki Mayonaka percebeu de imediato o giro incomum da bola. Era óbvio que Tetsuka mais uma vez usara o Sacramento Zero.
— Não adianta. Seu saque não é capaz de quebrar meu Campo.
O som claro e firme ecoou no ar. Antes mesmo de tocar o chão, a bola colidiu com a parede invisível como se tivesse batido em algo sólido.
— Clank!
Então, como se fosse atingida por uma força desconhecida, a bola desviou bruscamente no ar e caiu fora da área de recepção.
— Saque inválido. Tetsuka, segundo saque. — O árbitro apitou, erguendo dois dedos para marcar a falta.
— O que diabos foi isso?! — A mesma dúvida cruzou a mente de todos os espectadores.
Se as técnicas de Tetsuka como Perfeição das Mil Esculturas e Iluminação do Talento ainda podiam ser explicadas de alguma forma, o que Yuki estava fazendo agora era completamente incompreensível.
— Yuki… esse é o seu método para contra-atacar o Sacramento Zero? — Shinjiro Sanada franziu a testa, incapaz de digerir o que via.
No lado oposto da quadra, Tetsuka hesitou por um momento, claramente surpreso. Mas logo recuperou a compostura e preparou-se para sacar novamente.
Desta vez, mirou um ponto diferente — à frente do pé direito de Yuki. Mas, assim como antes, ainda dentro do alcance da barreira luminosa.
O resultado foi idêntico: a bola desviou no ar e caiu fora dos limites.
— Segundo saque inválido. Ponto para Yuki. 15 a 0.
A barreira de luz dissipou-se assim que Yuki baixou levemente a raquete.
Era Louvor do Santuário, a suprema defesa dos Quincy — um escudo absoluto que interceptava qualquer ataque dentro de seu alcance. Chamá-lo de "Campo" era apenas uma forma de simplificar. Na verdade, funcionava como uma barreira espiritual que repeliam as bolas com flechas invisíveis.
Mas havia um porém: Yuki não podia se mover enquanto a técnica estivesse ativa. Se tentasse, a barreira se desfaria.
Além disso, o alcance cobria apenas metade da quadra. Dominar essa técnica exigiu tempo — só depois de aperfeiçoar seu Cache Externo é que Yuki conseguiu aprendê-la.
Às vezes, ele ainda se perguntava: como um movimento criado pelo próprio Yhwach pudera ser copiado por ele sem restrições? Será que por isso o imperador dos Quincy o considerou uma ameaça?
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De volta ao jogo, os olhos de Tetsuka estreitaram-se, calculando seus próximos passos.
Desta vez, uma luz suave e prateada envolveu sua cabeça.
Despertar do Talento — a capacidade de prever o futuro do jogo.
Mas, por algum motivo, ele parecia indeciso.
— Tetsuka, no seu prognóstico, deve estar aparecendo "zero bolas", certo? — Yuki não perdoou.
O jogador de óculos cerrou os punhos, mas permaneceu em silêncio. No último instante antes de ultrapassar o tempo limite do saque, arremessou a bola e a golpeou.
Novamente, a barreira luminosa surgiu.
— Clank!
A bola foi repelida mais uma vez.
— Saque inválido. Segundo saque.
— Falta. Ponto para Yuki.
— Saque fora.
— Segundo saque inválido. Ponto Yuki. 40 a 0.
Mais dois pontos. Agora, faltava apenas mais um para Yuki fechar o jogo.
Os repetidos saques "falhos" mostraram a Tetsuka que o Sacramento Zero sozinho não poderia romper aquela defesa.
Sua mão esquerda envolveu-se num brilho fluido — Perfeição das Mil Esculturas, sua técnica suprema. Ele lançou a bola ao alto e desferiu seu saque mais poderoso até agora.
— ZUUUM!
A velocidade era avassaladora, o impacto, como um vulcão em erupção. E, ainda assim, o giro revelou: continuava sendo um Sacramento Zero.
(Tetsuka Kunimitsu… que intuição impressionante.) Yuki sorriu internamente. Ele sabia que o adversário estava se adaptando — e isso só tornava o jogo mais interessante.
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[Sistema: Inteligência de jogo aumentada em 5%.]
[Dica: Louvor do Santuário" possui fraquezas. Descubra estratégias alternativas.]
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