Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 48

Terceiro ponto. Desta vez, Tezuka Kunimitsu não ficou parado. Assim que Yukimura Mayu rebateu a bola, ele saiu correndo atrás dela.

Ao alcançar a bola, Tezuka balançou a raquete para interceptá-la. No momento em que a raquete tocou a bola, uma força tremenda reverberou em seu braço.

Sem ativar o limite de "Centelha de Perfeição", Tezuka simplesmente não conseguia devolver os golpes de Yukimura Mayu, que mantinha o "Modo Sangrento" ativado o tempo todo, usando as "Flechas Sagradas" como ataques comuns.

Quarto ponto. Mesmo tendo ativado a Centelha de Perfeição antecipadamente e previsto a trajetória da bola, Tezuka não conseguiu se posicionar a tempo antes que a bola saísse da quadra.

O jogo mudou drasticamente. Em apenas dez minutos, o terceiro set terminou com Yukimura Mayu vencendo por 3 a 0, avançando para o quarto set.

Os jogadores trocaram de lado novamente, e era mais uma vez o saque de Yukimura Mayu.

Novamente, uma flecha prateada atravessou a rede em direção aos pés de Tezuka.

Com o braço brilhando em um tom esbranquiçado, Tezuka rebateu imediatamente, sem subestimar o golpe.

Yukimura Mayu trocou de mão mais uma vez, eliminando o efeito de rotação da bola e enviando-a direto para o canto oposto da quadra.

Era de se esperar que esse ponto fosse idêntico ao do set anterior.

Com sua "Zona de Controle" selada, Tezuka se viu diante de um dilema:

Sem a Centelha de Perfeição, ele não aguentaria o impacto das Flechas Sagradas reforçadas pelo Modo Sangrento de Yukimura Mayu.

Com a Centelha de Perfeição, ele não conseguiria acompanhar a velocidade absurda e os ângulos impossíveis dos rebates.

Foi então que, após ativar a Centelha para receber a bola, Tezuka não desativou o estado. Em vez disso, correu em direção ao local onde a bola iria quicar.

Ao mesmo tempo, a luz branca que envolvia seu braço esquerdo começou a fluir gradualmente para suas pernas.

Ao ver aquilo, Yukimura Mayu não pôde evitar uma surpresa genuína.

– Será que, sob minha pressão, Tezuka Kunimitsu está evoluindo em pleno jogo?

[Nota do autor: Se o capítulo que faltou hoje não sair até a noite, será postado junto com o de amanhã.]

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Capítulo 72: Saque Zero – O Despertar Forçado do Talento

Depois de transferir a luz da Centelha de Perfeição para os pés, Tezuka finalmente alcançou o rebate de Yukimura Mayu.

Ao balançar a raquete, a energia branca que estava em suas pernas fluiu de volta para seu braço esquerdo como água.

Tum!

Tezuka conseguiu devolver a bola pesada, interrompendo sua sequência de pontos perdidos.

– Encontrar uma solução tão rápido... Você realmente nunca decepciona, Tezuka – comentou Yukimura Mayu, sem demonstrar frustração por ver seu desafio ser superado com tanta facilidade.

Afinal, controlar o fluxo da Centelha de Perfeição entre diferentes partes do corpo não era nada extraordinário.

Em suas memórias, essa técnica havia sido usada pela primeira vez por Ryoma Echizen, desenvolvida justamente para compensar a perda de mobilidade causada por concentrar a Centelha nos braços.

Tezuka nunca havia precisado disso antes, já que nunca enfrentara alguém capaz de neutralizar sua Zona de Controle. Mas isso não significava que ele fosse incapaz de fazê-lo – apenas que nunca havia sido necessário.

Agora, contra Yukimura Mayu, ele não tinha escolha. Com sua Zona selada, só restava dominar esse controle sobre a Centelha para enfrentar as Flechas Sagradas, que combinavam velocidade e força brutais.

– Ele chegou a esse ponto, Tezuka... Realmente, nunca podemos subestimá-lo – murmurou Genichirou Sanada, fora da quadra, compreendendo perfeitamente a sequência de movimentos de Tezuka.

Yukimura Mayu, por sua vez, manteve a calma. Com um movimento fluido, devolveu mais uma bola carregada com o dobro da força.

O quarto set começou com um longo rally, tão intenso quanto o primeiro.

Tum!

Tum!

Tum!

Tum!

...

Os impactos violentos entre a bola e as raquetes ecoaram por toda a quadra, capturando a atenção total de todos – tanto os jogadores de Rikkai quanto os de Seigaku.

Exceto por um: Juzaburou Mori, que dormia profundamente desde o início do primeiro set. Nem o barulho estridente foi capaz de acordá-lo. Incomodado pelo barulho, ele cobriu os ouvidos inconscientemente, virou de costas para a quadra e continuou roncando.

15-0

30-0

40-0

Apesar de Tezuka ter resolvido o problema da Zona de Controle, isso não significava que ele pudesse superar Yukimura Mayu em confrontos diretos.

A situação era uma repetição do primeiro set: mesmo com o ritmo de pontos de Yukimura desacelerando, quem acabava cedendo no final de cada rally era sempre Tezuka.

Vigésimo terceiro ponto. Tezuka segurou a raquete com as duas mãos, tentando devolver mais uma bola carregada com força acumulada. Mas, no final, a raquete escapou de seus dedos e voou longe.

– Fim do quarto set! Yukimura lidera por 4 a 0 – anunciou o árbitro.

– O que vamos fazer? Mesmo dando tudo, Tezuka ainda não conseguiu marcar um único ponto... – lamentou Eiji Kikumaru, com uma expressão angustiada.

Para ele, Tezuka já havia feito o impossível, mas mesmo isso não fora suficiente.

– Esse é o poder de Rikkai, os "Reis Invictos". É como um muro intransponível – disse Sadaharu Inui, com voz grave.

A diferença era enorme. Na visão de Inui, todos os membros do time de Seigaku – exceto Tezuka – estavam em um nível completamente diferente dos jogadores de Rikkai.

– Agora, só nos resta confiar em Tezuka – disse Syuusuke Fuji, sem conseguir oferecer mais consolo a Kikumaru.

A equipe de Seigaku estava envolta em uma atmosfera sombria. A treinadora Ryuzaki observava com um suspiro, esperando apenas que, ao final daquela partida, seus jogadores não ficassem muito traumatizados.

Ela já pensava em como faria o acompanhamento psicológico depois do jogo.

Na quadra, o quinto set começou, e mais uma vez era o saque de Tezuka.

Mesmo estando quatro pontos atrás, Tezuka Kunimitsu mantinha a mesma postura impassível, como se nada o afetasse.

Ele segurou a bola de tênis com cuidado, fixou os olhos em Yukimura Shinya por um instante, ergueu o braço e arremessou a bola para o alto antes de golpeá-la com força.

O saque foi tão comum quanto os anteriores, atingindo rapidamente o chão perto dos pés de Yukimura.

Yukimura, como de costume, se preparou para rebater no ponto ideal.

Porém, no instante seguinte, a bola, ao quicar, não subiu como esperado. Em vez disso, deslizou rente ao chão, rolando lentamente até tocar a rede e parar completamente.

O público explodiu em murmúrios.

— O que foi esse saque?

— A bola nem quicou, sério?

— Existe um saque assim?

O saque estranho de Tezuka deixou todos boquiabertos, transformando o silêncio da quadra em uma onda de exclamações e comentários.

— Tch, ele já chegou a esse ponto, Tezuka? Isso ainda não é tudo que você tem? — Sanada Genichirou franziu a testa, impressionado. Apenas de observar de longe, ele já sentia que seria difícil devolver aquele saque.

Pelo menos, no momento, ele não conseguia pensar em uma maneira de contra-atacar.

[Yukimura, qual será sua estratégia?]

Sanada olhou para Yukimura Shinya na quadra. Por algum motivo, seu instinto dizia que o adversário tinha um plano para lidar com aquele saque.

Dentro da quadra, Yukimura deu uma olhada rápida para a bola parada perto da rede, sem mudar a expressão.

O Zero-Shiki Serve — o "Saque Zero" — já era algo que ele esperava. Parecia que Tezuka Kunimitsu estava realmente sendo pressionado.

[O que mais você está escondendo? Vou descobrir.]

Yukimura refletiu. O Zero-Shiki Serve tinha aparecido, mas ele duvidava que fosse a última carta na manga de Tezuka.

Afinal, um único saque não seria suficiente para reduzir a grande diferença no placar. Tezuka não faria algo sem propósito.

Depois de marcar o primeiro ponto com o saque, Tezuka, impassível, esperou um momento antes de sacar novamente.

Era óbvio que seria outro Zero-Shiki Serve. Tezuka aproveitou o embalo e, com quatro saques seguidos, venceu o quinto set, ajustando o placar para 1 a 4.

Os jogadores trocaram de lado, e Yukimura se preparou para sacar, posicionando-se na linha de fundo.

Foi então que, do outro lado da quadra, o corpo de Tezuka começou a emitir uma luz suave. Diferente do fluxo de energia do Hyaku Ren Pikku Jitai ("Domínio da Perfeição"), pequenos pontos de luz branca brilhavam ao redor de sua cabeça, como estrelas.

Ao mesmo tempo, o normalmente reservado Tezuka quebrou o silêncio:

— 78 golpes.

[Amanhã, o protagonista revelará um novo golpe.]

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Capítulo 73 — O "Domínio" de Yukimura Shinya

Yukimura Shinya observou Tezuka Kunimitsu, envolto naquela luz estrelada, e interrompeu o movimento de arremessar a bola por um instante.

Muga no Kyouchi: Saikyou no Kouya — o "Despertar do Talento Supremo".

Ele reconheceu imediatamente o estado em que Tezuka se encontrava.

[Nessa fase, ele já despertou o "Despertar do Talento"? Sem lesões, sua evolução é realmente rápida.]

Yukimura sorriu levemente. Dois anos atrás, por curiosidade, ele havia plantado uma semente. Agora, finalmente via os frutos.

Mas, infelizmente, apenas isso ainda estava longe de ser o suficiente.

Ele lançou a bola ao ar, e um raio de luz cortou a quadra, atingindo o lado de Tezuka em um piscar de olhos.

A luz estrelada ao redor de Tezuka se dissipou instantaneamente, substituída por um fluxo branco que envolveu seu braço.

Ele rebateu a bola, e, no momento seguinte, a luz que estava em seu braço fluiu para seus pés.

Comparado com a movimentação inicial, desajeitada, agora Tezuka já demonstrava controle refinado sobre o Hyaku Ren Pikku Jitai.

O jogo de troca de golpes recomeçou, mas os mais atentos perceberam uma mudança sutil.

Para quem observava, Tezuka, que antes estava na defensiva, agora agia de forma extremamente ofensiva.

A partida estava acirrada, e o público vibrava a cada lance.

Pac!

Outro golpe forte ecoou pela quadra. Era o 77º golpe. Yukimura rebateu, e a bola cruzou a rede como um raio.

Tezuka se reposicionou rapidamente, alcançando a bola assim que ela passou pela rede.

Ele girou levemente o corpo, segurando a raquete com as costas da mão voltadas para o peito, e desferiu um slice preciso.

A bola, que antes parecia impossível de ser interceptada, perdeu toda a rotação e força, pairando suavemente sobre a rede antes de cair do outro lado.

Ao tocar o chão, ela não quicou. Em vez disso, deslizou rente ao solo, rolando de volta até colidir com a parte inferior da rede e parar.

— Ponto para Tezuka! 15 a 0! — anunciou o juiz, observando a bola imóvel.

Yukimura já havia avançado para a rede no momento em que a bola tocou o chão, mas, como ela não quicou, ele não tentou rebater.

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