Ao lado de Liu Lian'er, após ouvir as palavras do árbitro, Yaguru Hojji, de Rikkai, acenou casualmente para o grupo e deu os primeiros passos em direção à quadra, seguido de perto por Hojin Hoshikoshi.
– Hum... Hojji está meio estranho hoje, não acha, Yuki? – Marui Bunta esfregou o queixo com um olhar perplexo ao observar o colega se afastar.
Yuki Mayoi lançou um olhar despretensioso para Hojji e Hoshikoshi, que já entravam na quadra, e sorriu enigmaticamente:
– Quem sabe? Talvez tenhamos uma surpresa em breve.
– Surpresa?! Que tipo? – Marui franziu a testa, ainda mais confuso.
– Nada não. Melhor focar no jogo. Essa dupla do Seigaku é mesmo inesperada – Yuki desviou o assunto de repente.
Marui virou-se para a quadra:
– O quê? O Seigaku realmente formou uma dupla com esses dois?
Na quadra, Fuji Shuusuke e Inui Sadaharu surgiram lado a lado, posicionando-se diante da rede frente a Hojji e Hoshikoshi.
– Então o Seigaku está jogando tudo nessa partida? Parece que sua suspeita anterior estava certa, Yuki – Liu Lian'er observou, surpreso, mas sem espanto excessivo.
– Exato. E isso só torna o jogo mais interessante – Yuki analisou a cena.
– Sem dúvida. Deixando de lado a química dessa dupla do Seigaku, o talento individual deles já pode causar problemas sérios a Hojji e Hoshikoshi.
Liu concordou com um aceno. O nível de Fuji, testado pessoalmente por Yuki, era inquestionável, e ele mesmo tinha suas impressões sobre Inui. Se os dois conseguissem sincronizar bem, a dupla de Rikkai teria trabalho duro pela frente.
Fuji fixou os olhos nos braços e pernas de Hojji e afirmou:
– Se não me engano, vocês dois também estão usando pesos, não é?
– Exatamente – Hojji não negou. Com Marui já tendo revelado isso na partida anterior, mentir seria inútil.
– Não vão tirá-los agora? Receio que, daqui a pouco, já seja tarde – Fuji ergueu um sorriso gélido, "solicito".
– Oh? Então vamos ver se você é capaz de me forçar a isso – Hojji riu, astuto.
Os olhos de Fuji estreitaram. Inui, ao lado, sentiu a tensão no ar antes mesmo do primeiro saque.
[...]
Capítulo 62: Reflexão!
Diante dos inúmeros comentários dos leitores, peço sinceras desculpas.
Minha intenção nunca foi alongar artificialmente as partidas enfraquecendo Rikkai — só receei que vitórias fáceis demais cansassem vocês. Mas vi que o efeito foi oposto. As duas partes que planejava postar amanhã foram deletadas; reescreverei tudo esta noite, garantindo que o desequilíbrio anterior não se repita.
(É minha primeira vez escrevendo um spin-off de Prince of Tennis, então peço paciência!)
Capítulo 63: Dominância Inicial — "Hojji" Quebra o Saque
– Começa agora a partida das primeiras duplas!
– Melhor de um set, saque de Rikkai!
Hojji acertou a rotação da raquete no sorteio, garantindo o primeiro saque para sua equipe.
Com o anúncio do árbitro, o silêncio pairava sobre a quadra, todos atentos aos movimentos dos jogadores.
Hoshikoshi, na zona de saque, rolou uma bola na mão esquerda enquanto seus olhos examinavam o lado do Seigaku por trás das lentes.
Quicou a bola duas vezes, arremessou-a ao alto e desferiu um golpe violento.
Num piscar de olhos, a bola cruzou como um clarão amarelado, ultrapassando Inui e aterrissando fora da quadra.
– 15 a 0.
– Que velocidade... – Inui murmurou, surpreso. Esperara que Rikkai começasse com cautela, como na partida anterior. Mas aquele saque rápido deixava clara a ambição de encerrar o jogo rapidamente.
– Tudo bem, Inui? – Fuji aproximou-se, preocupado. O saque foi rápido, mas não ao ponto de justificar a falta de reação.
– Nada grave. Mas, Fuji, cuidado. O estilo dessa dupla é totalmente diferente do anterior – advertiu, em voz baixa.
– Entendido. – Fuji acenou, aliviado.
O segundo saque veio tão rápido quanto. Desta vez, Fuji estava pronto.
Com movimentos suaves, interceptou o quique da bola e a rebateu com um ângulo agudo em direção ao fundo da quadra adversária.
Hojji correu, alcançou a bola e devolveu com um revés:
– Nada mal para um jogador de singles do Seigaku. Nível bem acima dos últimos.
– Elogios não vão adiantar – Fuji parou a bola na rede, imperturbável.
– Mal-entendido. Ele quis dizer que, como dupla, vocês estão aquém deles.
Hoshikoshi surgiu de repente atrás da trajetória da bola. Com um corte preciso, enviou-a rente à rede, onde quicou e saltou para fora do alcance de ambos.
30 a 0.
Fuji Shuusuke olhou para a bola de tênis que havia passado entre os dois jogadores e agora repousava no chão, franzindo levemente as sobrancelhas.
— Que percepção aguçada — murmurou a treinadora Ryuzaki, sentada no banco, impressionada.
Em apenas alguns rallies curtos, os jogadores da equipe Rikkai já haviam identificado as fraquezas de Inui e sua dupla.
Quando uma dupla é formada às pressas, sem muita afinidade entre os parceiros, as falhas de sincronia ficam evidentes. Apesar da habilidade individual de Fuji e Inui conseguir disfarçar um pouco, contra uma dupla de alto nível como essa, essas deficiências eram amplificadas.
Na quadra, o som ritmado das raquetes ecoou novamente. Em poucos instantes, mais alguns rallies se passaram. Como Ryuzaki previra, a falta de sintonia entre Fuji e Inui os fez perder o primeiro game.
— Vantagem Rikkai, 1 a 0 — anunciou o árbitro.
Yukimura, satisfeito por ter conquistado o primeiro game, dirigiu-se a Fuji:
— Seu nível é bom, mas se quiserem nos vencer, precisam treinar mais alguns anos.
Fuji, posicionando-se para sacar, manteve o rosto impassível, ignorando o comentário.
— Nada mesmo, hein? Realmente não sou bom nisso — resmungou Yukimura, frustrado por não conseguir afetar o adversário com sua provocação psicológica.
Instintivamente, levou a mão ao nariz, mas interrompeu o gesto no meio do caminho, transformando-o em um ajuste despretensioso nos cabelos.
Com o início do segundo game anunciado, Fuji respirou fundo. Elevou o braço que segurava a bola até formar um ângulo de quase 90 graus com o corpo. Então, com um movimento rápido dos dedos, fez a bola girar em alta rotação enquanto caía. No momento exato, sua raquete subiu de baixo para cima, enviando a bola em um saque aparentemente lento em direção a Yukimura.
— Outro saque lento? O que ele está planejando? — Yukimura observou a bola se aproximar, preparando-se para rebatê-la após o quique.
Zum!
Sua raquete cortou o ar sem encontrar resistência. A bola, invisível em seu ponto cego, quicou uma segunda vez antes de rolar para fora da quadra.
— Oh?! Então esse é o famoso "saque que desaparece" que Jirou mencionou? Impressionante — Yukimura olhou para trás, onde a bola repousava fora da linha.
— 15 a 0, vantagem Seigaku — anunciou o árbitro.
Sem demonstrar emoção, Fuji repetiu o movimento exato para outro saque. Desta vez, Yanagi observou atentamente, sem se precipitar. Esperou a bola quicar antes de se mover lateralmente com agilidade. Sua raquete cortou o ar em um ponto aparentemente vazio.
Pom!
O som da bola sendo rebatida ecoou. Yanagi havia interceptado o saque de Fuji, mas seu retorno subiu muito, caindo fora da quadra.
— 30 a 0, Seigaku — declarou o árbitro.
Yanagi ajustou a empunhadura da raquete e murmurou, tanto para si mesmo quanto para Yukimura:
— Ahem... Preciso ajustar o ângulo da raquete no momento do impacto.
Nas arquibancadas, Kikumaru, já recuperado, assistia preocupado:
— O saque especial do Fuji já foi quebrado tão rápido? Os jogadores da Rikkai são assustadores! — Sua mente voltou involuntariamente para a derrota humilhante de Fuji no torneio municipal.
O silêncio pesado tomou conta do resto do time Seigaku, todos compartilhando o mesmo pensamento sombrio.
Na quadra, Inui quebrou o silêncio:
— Fuji, parece que eles já tinham informações sobre seu saque especial, provavelmente através daquele homem.
Fuji concordou em pensamento. Mesmo sabendo que seu saque estava comprometido, ele precisava continuar. Mas a pressão aumentava - não apenas por ter seu saque decifrado em dois rallies, mas por saber que seus oponentes ainda usavam pesos de treino nos tornozelos.
CAPÍTULO 64: JOGADA SECRETA INÚTIL, FUJI ENCURRALADO
Apesar da vantagem de dois pontos, o clima no time Seigaku estava mais tenso que nunca. Fuji executou novamente seu saque especial. Yukimura, aprendendo com Yanagi, esperou o quique antes de recuar um passo.
Ali!
Seus olhos estreitaram ao capturar a trajetória "invisível" da bola. Movendo-se com agilidade, posicionou-se perfeitamente para um rebate preciso. Com apenas três tentativas, o saque que desaparecia de Fuji havia sido decifrado.
A bola retornou veloz para o vazio no forehand de Seigaku. Inui antecipou-se, esticando a raquete para um rebate de emergência. Mas o retorno fraco e sem rotação foi facilmente interceptado por Yanagi.
— Sua sincronia está cheia de brechas — comentou Yanagi enquanto devolvia a bola com um golpe preciso que explorou o ponto cego da dupla.
— 30 a 15, Rikkai — anunciou o árbitro.
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