Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 20

Mayu Yuki balançou a cabeça discretamente.

Aquela hierarquia rígida entre veteranos e novatos era tão ultrapassada que só servia para desperdiçar tempo precioso e atrapalhar o progresso.

Depois de refletir, ele voltou sua atenção para a partida em quadra.

Como ele havia previsto, o desconhecido terceiro simples do time Seigaku perdeu o jogo.

Depois, no segundo simples, outro jogador anônimo de Seigaku entrou em cena e, após uma batalha acirrada, venceu por 7 a 5, levando a disputa para o jogo decisivo.

— O nível médio das escolas de Tóquio parece bem comum — comentou Mayu em voz baixa, mas audível.

Mesmo com mais de cem escolas participando do torneio metropolitano, a qualidade deixava a desejar.

— Ei, você aí! Quem você pensa que é pra falar uma coisa dessas? — um garoto próximo, estudante de uma escola local, não gostou nada do comentário.

Mas seu amigo o puxou pelo braço, olhando assustado para Mayu.

— Idiota, não viu o uniforme dele? Ele é de Rikkai Dai!

— Rikkai Dai?! Aquela que foi campeã nacional ano passado? — o garoto arregalou os olhos, perdendo toda a braveza.

Entre as escolas comuns, o nome Rikkai Dai era sinônimo de respeito e temor.

[Esse uniforme tem suas vantagens], pensou Mayu, observando os dois se afastarem discretamente.

A fama de "Reis do Tênis" do colégio realmente causava impacto.

Ignorando os olhares curiosos ao redor, Mayu manteve os olhos na quadra.

Mas aquele pequeno incidente fez com que várias pessoas cochichassem e espiassem na sua direção.

Afinal, o que um jogador de Rikkai Dai estaria fazendo ali?

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— Ufa, a partida de hoje de manhã foi tensa! Quase não passamos — comentou um dos jogadores de Seigaku, almoçando com o grupo.

— Graças ao Tezuka, que garantiu a vitória no primeiro simples — acrescentou outro.

— É, mas vocês precisam melhorar, Oishi. Dava pra ter vencido aquela partida — disse um veterano.

— Sim, senhor! Vou me esforçar mais — respondeu Oishi, determinado.

— Oishi é muito fraco, até tremeu na hora do jogo — zoou Eiji Kikumaru.

— E você, Kikumaru? Nem jogou, ficou no banco! — revidou Oishi.

— Tsc, queria tanto entrar... Mas a treinadora não me deu chance — resmungou Eiji.

Enquanto isso, Syuusuke Fuji se aproximou de Tezuka com um sorriso:

— Tezuka, esse ano vamos dar tudo pra chegar no nacional, certo?

— Sim. Vamos nos esforçar — respondeu Tezuka, sério como sempre.

No ano anterior, os calouros não tinham tido muitas oportunidades.

Mas agora, no segundo ano, eles eram a espinha dorsal do time.

A treinadora Ryuzaki observava o grupo com um sorriso satisfeito.

— Esse ano talvez seja o nosso ano...

Com Tezuka liderando, ela acreditava que Seigaku poderia ir longe.

Mas seus pensamentos foram interrompidos por uma voz inesperada:

— Tezuka, faz tempo.

Todos viraram para ver um jovem de cabelos escuros e olhar intenso parado a poucos metros.

— Opa, é amigo do Tezuka? — perguntou Eiji, curioso.

— Fuji, você conhece? — perguntou Oishi.

— Não... Nunca ouvi Tezuka mencionar amigos de outras escolas — respondeu Fuji, com os olhos semiabertos, mas alertas.

— Pelos cálculos, 100% de chance de ser aluno de Rikkai Dai, pelo uniforme — disse Sadaharu Inui, ajustando os óculos.

— Rikkai Dai?! Os campeões nacionais?! Como o Tezuka conhece alguém de lá?!

Todos olharam para Tezuka, que por um breve instante pareceu surpreso.

— Treinadora, vou lá um instante — disse ele, recompondo-se rapidamente.

O visitante inesperado deixou o grupo em silêncio, todos observando a interação entre os dois.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou Tezuka, parando diante de Mayu.

— Os torneios em Kanagawa não exigem minha presença. Vim ver como estão as coisas por aqui... e encontrar uma das poucas pessoas que me interessam — respondeu Mayu, sem rodeios.

— O que você quer?

[Nota: Nomes como "Tezuka" e "Fuji" foram mantidos por serem amplamente reconhecidos, mas outros foram adaptados para facilitar a leitura. O texto foi ajustado para um tom mais natural em português, mantendo a essência das interações e a atmosfera da cena.]

— O Sanada me pediu para te dar um recado — disse Jie Cheng Zhenye, com um tom casual. — Ele disse que te espera no torneio de Kanto.

— Entendido — respondeu Tezuka Kunimitsu, mantendo a postura séria de sempre.

A conversa entre os dois não foi escondida de ninguém, e os membros da equipe de Seigaku que estavam por perto ouviram tudo claramente.

— Segundo meus dados — comentou Inui Sadaharu, folheando seu caderno com ar analítico —, no ano passado, o time campeão de Rikkai tinha como núcleo principal um grupo de calouros. E a probabilidade de que essa pessoa que está falando com o Tezuka seja um dos "Quatro Titãs" de Rikkai é de 100%.

Ele ajustou os óculos e continuou, sem perder o tom objetivo:

— Afinal, desde que ele apareceu, a expressão do Tezuka ficou séria. Um jogador comum não faria ele reagir assim.

Fuji Shuusuke, que normalmente mantinha os olhos serenos semicerrados, agora os abrira completamente, observando atentamente as mínimas mudanças na expressão de Tezuka.

— Mas qual deles ele seria? — perguntou Oishi, coçando o queixo enquanto tentava deduzir.

— Vocês não leem revistas de tênis? — Inui respondeu, tirando do nada uma edição da Revista Mensal de Tênis. — A última edição tinha uma matéria sobre eles.

— Uau, me mostra! — Kikumaru Eiji pulou na direção de Inui e arrancou a revista de suas mãos.

— Cuidado! Eu gastei minha mesada desse mês nela!

[...]

Do outro lado, a conversa entre Jie Cheng Zhenye e Tezuka Kunimitsu continuava.

— Parece que seu braço não está machucado — comentou Zhenye, olhando de relance para o braço esquerdo de Tezuka, como se a pergunta fosse casual.

— O quê? Não entendo. Meu braço está perfeitamente bem — respondeu Tezuka, franzindo ligeiramente a testa, como se algo desagradável tivesse vindo à mente.

— Nada, só ouvi dizer que em uma certa escola famosa de Tóquio, um veterano do clube de tênis teria atacado um calouro com a raquete depois de perder um treino interno...

Zhenye não baixou a voz, deixando que todos ao redor ouvissem claramente.

Ao ouvir aquilo, a treinadora Ryuzaki Sumire teve uma expressão instantaneamente carregada de culpa e desconforto, seus olhos fixos em Tezuka. Os outros membros regulares do segundo ano, como Fuji Shuusuke, também mudaram de expressão. Já os veteranos do terceiro ano pareciam desconfortáveis, evitando contato visual.

— Então, Tezuka, isso é verdade? — Zhenye encarou-o, esperando uma reação.

— Não. Você veio até aqui só para falar disso? — respondeu Tezuka após um breve silêncio, mantendo o rosto impassível.

— Ah, é mesmo? Então fui mal informado — disse Zhenye, sem parecer surpreso. Ele sabia que, nesse momento, mesmo que o braço de Tezuka não estivesse lesionado, a influência do ex-capitão Yamato Yuudai — agora no primeiro ano do ensino médio — ainda pesava sobre ele como uma maldição.

O título de ["Pilar de Seigaku"] funcionava como uma prisão mental para Tezuka. A menos que o próprio Yamato o libertasse desse "feitiço", seria difícil para qualquer outra pessoa fazê-lo.

Mas Zhenye mudou de assunto abruptamente, direcionando o olhar para os outros atrás de Tezuka.

— Só estou curioso. Com o seu nível, nenhum daqueles caras aí seria páreo para você, e mesmo assim você não é o capitão. Será que o capitão de vocês é ainda melhor? Isso seria impressionante.

— Isso é um assunto interno de Seigaku — respondeu Tezuka, ainda inexpressivo.

— É mesmo? Porque, pelo que vejo, eles só estão te segurando. São um peso morto.

— Essa é a sua escolha, Tezuka? — Zhenye não poupou palavras.

Dessa vez, antes que Tezuka pudesse responder, uma voz fria e um tanto irritada cortou o silêncio.

— Perdão pela interrupção — disse Fuji Shuusuke, avançando com passos calmos, mas com uma expressão que já não era mais a habitual serenidade. — Mas não dá pra simplesmente ignorar quando alguém chama os outros de "peso morto".

— Se não se importar, gostaria de jogar contra você. Estou curioso para saber o quão bom é o tênis de um jogador de Rikkai.

Seus olhos azuis, normalmente tranquilos, agora emitiam um brilho frio, desafiador.

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