Capítulo 21: O Raio Reluzente
— Ai, caramba! Esse desgraçado do Yanagi me mandou direto pro grupo dos perdedores! — reclamou Marui Bunta, indignado, enquanto caminhava longe das quadras do Grupo C.
Ele acabara de terminar sua última partida no Grupo A. Apesar da vitória fácil, só conseguira manter o terceiro lugar, já que perdera tanto para Mori Kuranosuke quanto para Yanagi Yahachi.
— Pi pi ri... Como você pode me culpar por isso? Mesmo se tivesse me vencido, não teria ficado em primeiro — respondeu Yanagi, visivelmente aborrecido.
Os dois esperavam disputar o topo do grupo, mas Mori mostrara um nível acima, forçando-os a se contentarem com segunda e terceira posições. Agora, teriam que lutar no grupo dos perdedores para avançar.
— Sabe, cabelo de alga, você também vai pro grupo dos perdedores, né? — Marui virou-se para Kirahara Chiya, que caminhava com eles.
— Sim, senhor Marui — respondeu Kirahara, desanimado.
O garoto que chegara ao clube de tênis cheio de arrogância agora parecia completamente domado, quase tímido.
— Ei, por que essa cara? Perder pro capitão Yukimura é normal, ninguém consegue vencer ele mesmo! — Marui deu tapinhas nas costas do garoto, tentando animá-lo.
— Senhor Marui, isso não ajuda muito... — Kirahara suspirou.
Mas no fundo, seu respeito pelo clube só aumentara. Ser dominado por Sanada Genichirou e depois por Yukimura mostrara o abismo que existia entre ele e os melhores de Rikkai.
— Ei, por que tem tanta gente naquela quadra? — Marui apontou para uma quadra cercada de espectadores.
— Aquela é do Grupo C, onde estão Sanada e Yuuki — lembrou Yanagi.
— Tanta gente assim... deve ser uma partida incrível! — Marui ficou curioso.
— Você é burro? Hoje tem o jogo entre Sanada e Yuuki! — Yanagi revirou os olhos.
— É mesmo! Vamos ver como está! Ei, cabelo de alga, vem com a gente! — Marui saiu correndo em direção à quadra.
— Espera, senhor Marui!
— Nossa, não precisa correr assim... — Yanagi e Kirahara seguiram atrás.
Quando chegaram, Kirahara quase engasgou:
— Senhor Marui! Olha o placar!
— O que tem o... UAU! Sanada está... — Marui arregalou os olhos.
4 a 0. O vice-capitão de Rikkai, Sanada Genichirou, não havia marcado um único ponto!
Na quadra, Sanada se preparava para sacar novamente. Mesmo sabendo que não adiantaria, ele insistia no saque "Veloz como o Vento".
Veloz como o Vento, Calmo como a Floresta, Feroz como o Fogo, Imóvel como a Montanha. As quatro técnicas lendárias de Sanada eram usadas repetidamente, mas Yuuki Mayato as rebatia com facilidade, sem esforço.
TCHAK!
Uma flecha prateada passou por Sanada e bateu na rede metálica com um estrondo.
— 30 a 0.
O juiz anunciou. Mais um ponto para Yuuki.
— Huum... huu... — Sanada respirava pesadamente, o suor escorrendo pelo rosto.
Do outro lado, Yuuki permanecia imperturbável, sem uma gota de suor. Para ele, aquilo era apenas um aquecimento.
— Isso é sério? Ele é muito forte!
— Não pode ser... O Yuuki chegou nesse nível? — Os três observadores estavam chocados.
Nunca tinham visto Sanada tão fragilizado. Sabiam que Yuuki era bom, mas isso ultrapassava qualquer expectativa. Nem Yukimura conseguia dominar Sanada dessa forma.
Capítulo traduzido:
Capítulo 22 – O Raio Que Não Podia Ser Parado
Os olhos de Kirihara Akaya tremeram violentamente. Ele encarou Yukimura Makoto, que permanecia no centro da quadra com uma expressão serena, enquanto seu corpo tremia incontrolavelmente por dentro.
Aquele vice-capitão de Rikkai que o havia dominado sem dificuldade agora parecia completamente impotente contra Yukimura Makoto. Nem mesmo um único ponto ele conseguira marcar.
Pior ainda: parecia que Yukimura nem sequer precisara usar seu verdadeiro poder.
– Será que meu tênis é tão fraco assim?
Pela primeira vez, Kirihara Akaya duvidou seriamente de suas próprias habilidades.
...
Dentro da quadra.
– Só isso? Se esse é o seu máximo, então este jogo já acabou.
– Sanada, você me decepcionou. – Yukimura comentou, impassível.
Sanada Genichirou não respondeu, mas seu corpo se moveu sem hesitação, preparando-se para sacar. Mesmo diante da situação desfavorável, nenhum sinal de fraqueza apareceu em sua postura.
Yukimura não ficou surpreso com o silêncio do adversário. Ele não esperava abalar a determinação de Sanada com meras palavras, mas tentou mesmo assim – quem sabem conseguia forçá-lo a evoluir mais rápido?
Whoosh!
Após alguns rallies, Yukimura aproveitou um ponto cego exposto por Sanada durante a corrida e lançou a bola com um golpe certeiro.
A bola quicou no chão com força, e Sanada parecia sem tempo para reagir. Tudo indicava que, após o segundo quique, Yukimura marcaria mais um ponto sem surpresas...
Zzzzt!
Um som agudo, quase como um choque elétrico, cortou o ar.
Um clarão azul brilhou por um instante – tão rápido que quase parecia ilusão.
E, naquele momento, Sanada Genichirou, que deveria estar longe demais para alcançar a bola, apareceu atrás dela como se tivesse se teletransportado.
– MOVIMENTO – COMO – O RAIO!
...
As mãos de Sanada seguravam a raquete erguida, em uma postura que lembrava um samurai prestes a desferir um golpe de espada. Ele cortou o ar como se empunhasse uma katana, usando a borda da raquete como lâmina.
A bola retornou como um relâmpago. Ninguém conseguiu acompanhar seu trajeto no ar.
Quando todos perceberam, a bola já havia quicado perto da linha de fundo de Yukimura, deixando uma marca escura no chão antes de sair da quadra.
– Trinta a quinze!
Dessa vez, o juiz anunciou um placar diferente.
Sanada, ainda na posição do golpe, soltou o ar que prendia ao ver o ponto marcado.
Ele não queria usar esse golpe ainda – era uma técnica incompleta. Mas, encurralado, não teve escolha.
– Sanada... o que foi aquilo? – Yanagi Renji virou-se para Yukimura, surpreso.
Ele não sabia que Sanada tinha um golpe assim.
– Ele não possui apenas os quatro segredos do "Vento, Floresta, Fogo e Montanha". Há outros, mas ele sempre evitou usá-los. – Yukimura Seiichi falou calmamente.
– Que assustador... – Yanagi murmurou, impressionado.
Ele já considerava Sanada uma montanha inalcançável com suas quatro técnicas, mas agora descobriu que havia mais.
Do outro lado, Yukimura observou a bola que caíra fora da quadra, sem mudar de expressão.
Ele poderia ter alcançado aquela bola usando seus pés ligeiros, mas escolheu não o fazer – queria ver o poder do "Movimento como o Raio" com seus próprios olhos.
– Um bom golpe. Mas parece que ainda não está no seu melhor. – Yukimura olhou para Sanada.
– É o suficiente para derrotar você. – A chama da luta reacendeu nos olhos de Sanada.
– Hum. Então, estou ansioso.
Sem responder, Sanada preparou-se para sacar novamente, decidido a manter o ímpeto.
Dessa vez, ele não usou o "Veloz como o Vento", mas a bola ainda veio em uma velocidade assustadora.
A vitória no último ponto parecia tê-lo elevado a outro patamar.
Mas, como antes, um saque assim não era suficiente para desafiar Yukimura. A bola voltou com facilidade.
...
Notas sobre a tradução:
1. Mantive os nomes originais em japonês, pois são padrão em localizações de séries como Prince of Tennis.
2. Adaptei termos técnicos para versões mais naturais em português (ex: "Vento, Floresta, Fogo e Montanha" no lugar de "Fūrin Kazan").
3. Dialogismo fluído – usei travessões e pontuação dinâmica para manter o ritmo emocional.
4. Descrições cinematográficas – frases curtas para cenas de ação, como o golpe relâmpago, ganharam ênfase com metáforas visuais ("clarão azul", "como um samurai").
O texto agora flui como uma cena esportiva intensa, mantendo a tensão do original. Se precisar de ajustes, é só avisar!
http://portnovel.com/book/26/3661
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