Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 13

— Bunta, não tenha piedade! — Shinada Genichirô falou com voz grave, iniciando então o saque.

Tum!

Um vento cortou o ar ao lado de Marui Bunta, enquanto o "Shinada Genichirô" do outro lado da quadra concluía o saque.

— Isso é brincadeira, né?!

Suor frio escorria pelo rosto de Marui, que sentiu como se estivesse alucinando.

...

Do outro lado, no Grupo C.

Na quadra, Yuuki Mayuki segurava a raquete na linha de fundo, aguardando o juiz — um membro do clube de tênis — anunciar o início do jogo. Ao redor, alguns titulares do time de Rikkai Dai que não estavam em partida observavam, misturados à plateia.

— Yukiyama Keita contra Yuuki Mayuki, melhor de um set.

— Yukiyama Keita saca primeiro.

Assim que o juiz deu o sinal, o adversário de Yuuki, que havia ganhado o sorteio do saque, posicionou-se para começar.

O saque foi tão lento aos olhos de Yuuki que parecia um caracol. Ele rebateu a bola com um golpe casual após o quique.

— 15 a zero.

Muitos dos espectadores mal conseguiram acompanhar a trajetória da bola. Quando se deram conta, Yuuki já havia marcado o ponto.

30-0

40-0

1-0

...

Com apenas quatro rebatidas, Yuuki garantiu o jogo. Era óbvio até para os menos experientes que os dois jogadores estavam em patamares completamente diferentes.

Quando chegou sua vez de sacar, Yuuki não hesitou. Com saques simples, porém eficazes, ele fez quatro aces seguidos, fechando o game em instantes.

2-0

3-0

4-0

...

Em menos de dez minutos, sob o anúncio do juiz, Yuuki Mayuki venceu a partida por 6 a 0, um verdadeiro massacre. Na hora do cumprimento, seu adversário parecia ter perdido toda a vontade de viver.

Yuuki, indiferente, limitou-se a um breve:

— Bom jogo.

E deixou a quadra. Para ele, aquilo nem sequer contara como aquecimento — apenas 24 bolas rebatidas no total.

— Isso foi absurdo... É esse o nível do Yuuki-senpai?

— Dizem que, na final do torneio nacional do ano passado, o adversário dele nem conseguiu terminar um game inteiro.

— Que monstro... Coitado do Yukiyama, ele tava todo animado pra virar titular este ano...

— Quem será que venceria numa partida entre ele e o vice-capitão Tanida? Mal posso esperar pra ver...

O desempenho arrasador de Yuuki incendiava os comentários entre os presentes, fazendo muitos dos segundanistas refletirem sobre o quão temíveis eram os titulares do ano anterior.

No meio da multidão, Yanagihara Renji, que assistira à partida inteira, estava com a expressão séria. Ao seu lado, Jack Sanada perguntou em voz baixa:

— Yanagihara, qual foi a velocidade daquele saque?

— Entre 210 e 215 km/h. Mas você deve ter percebido que ele nem estava se esforçando.

Yanagihara começara a montar um modelo estatístico básico do desempenho de Yuuki. Comparado ao que ele mostrara no ano passado, esse mero saque era um vislumbre de algo ainda mais aterrorizante. Havia especialistas em saques cujas bolas não chegavam perto da velocidade básica de Yuuki.

E mesmo assim, Yanagihara sabia que rebater aquilo seria um pesadelo até para ele.

— Esse monstro... O quanto mais ele ainda está escondendo?

Fechando o caderno com um suspiro frustrado, Yanagihara mal podia imaginar.

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Capítulo 19: "O Imperador" vs. "O Sentenciador"

No clube de tênis de Rikkai Dai, os jogos seletivos já rolavam há dias. Após várias rodadas, as disputas pelas vagas de titular estavam cada vez mais acirradas.

Nesse momento, em grupos como os de Yukimura Seiichi e Yanagihara Renji — onde não havia muita pressão para classificação —, as partidas já estavam concentradas nas brigas por segundo e terceiro lugar.

Mas no Grupo C, um jogo em especial roubava toda a atenção.

Os dois jogadores em quadra tinham quatro vitórias e zero derrotas cada.

Neste ano, graças a revistas especializadas, os "Quatro Pilares" de Rikkai Dai — campeões nacionais — já eram lendas no tênis escolar.

Entre eles, destacavam-se:

- "O Filho de Deus" Yukimura Seiichi: invicto desde sua estreia.

- "O Imperador" Shinada Genichirô: comandante implacável do time.

- "O Estrategista" Yanagihara Renji: mestre em ler fraquezas alheias.

- E, por fim, "O Sentenciador" Yuuki Mayuki: poucas aparições, mas um estilo de jogo que incutia puro terror.

E agora, dois desses "Pilares" estavam frente a frente, cada um ocupando seu lado da quadra.

O clima era tenso.

Nos bastidores, Yukimura, Yanagihara e o raríssimo Mori Juzaburou — que já garantira sua vaga como titular — observavam attentamente.

— Sério, meus jogos já acabaram... Por que não posso ir embora? — Mori reclamou, bocejando.

— Mori-senpai... — Yukimura sorriu docemente, mas com uma firmeza implacável por trás. — Isso é um jogo que você realmente não vai querer perder.

Mori engoliu em seco.

Apesar de ser mais velho, ele devia a Yukimura por tolerar suas escapadas de treino. Desobedecer? Nem pensar.

— Começou — Yanagihara avisou.

Num instante, os três ficaram totalmente focados na quadra.

Dentro dela, Shinada encarou Yuuki, sério como sempre.

— Mayuki... Vamos ter um jogo digno de nós dois.

Durante inúmeras noites e dias, ele nunca relaxou nos treinos, mesmo depois de se tornar campeão nacional.

Porque sabia que, sem derrotar aquele cara de óculos, o título de "Imperador" soaria mais como uma zombaria.

— Então vamos resolver isso com o tênis — respondeu Yukimura com tranquilidade.

Era hora de ver se o atual Sanada Genichirō havia evoluído além do que ele esperava.

— Como quiser.

Sanada não perdeu mais palavras. Virou-se para o aluno que fazia de juiz na cadeira.

— Melhor de uma partida. Primeiro saque, Sanada Genichirō.

O sorteio com a raquete havia sido vencido por Sanada, então ele começaria sacando.

Zum!

Mal o juiz anunciou, Sanada já lançou a bola ao ar.

Antes que os espectadores pudessem acompanhar seu movimento, como se a imagem tivesse sido cortada, a bola já batia no lado de Yukimura.

Veloz como o vento.

Diferente de seu estilo habitual, Sanada partiu direto para uma de suas técnicas mais famosas, uma das quatro grandes habilidades que o consagraram nacionalmente: "Vento, Floresta, Fogo, Montanha".

[Ele já começou usando tudo...]

Os presentes, incluindo Seiichi e os outros, perceberam a determinação feroz de Sanada em vencer. Especialmente Renji e Jūsaburō — eles sabiam que não conseguiriam lidar com aquele saque facilmente.

Mas na quadra, Yukimura já estava no lugar certo antes mesmo da bola quicar.

Seu movimento foi perfeito, como se estivesse devolvendo um saque qualquer, sem qualquer expressão no rosto.

Toc-toc-toc!

Passos rápidos. Sanada correu para interceptar a bola de volta e, num piscar de olhos, seu braço desapareceu como uma ilusão.

Quando reapareceu, o golpe já estava completo.

De novo, veloz como o vento. Uma técnica que unia saque e rebatida em velocidade extrema — quem não tivesse olhos treinados nem veria o movimento da raquete.

A bola voltou cortando o ar como uma flecha.

Para um jogador comum, seria impossível reagir. Mas para Yukimura? Apenas mais um golpe decente.

Antes que a bola tocasse o chão, uma raquete a interceptou no ar e a mandou para o canto oposto, no fundo da quadra.

Sanada forçou-se a correr até lá e conseguiu devolver, mas Yukimura já estava posicionado. Com um toque suave, a bola passou rente à rede e quicou levemente no lado de Sanada.

— Quinze a zero! — anunciou o juiz.

— O "Vento" do vice-capitão Sanada... foi quebrado assim tão fácil?!

— Incrível! O Yukimura já pontuou logo de cara!

— O ritmo foi tão rápido que mal deu pra ver a trajetória da bola... Isso é o nível dos Quatro Gigantes do Rikkai?!

[...]

Apenas o primeiro ponto já deixou a plateia atônita. Para eles, se até o lendário golpe de Sanada falhara, então Yukimura era ainda mais forte do que imaginavam.

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