Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 1

Prince of Tennis: O Quincy de Rikkai Dai

Autor: Bel, o Ordinário

Sinopse:

Uma viagem acidental para o mundo de Prince of Tennis desencadeou mudanças imprevisíveis.

Os invencíveis de Rikkai Dai conquistaram um tricampeonato nacional sem precedentes.

Kunimitsu Tezuka não desperdiçou três anos de carreira por causa de uma lesão.

Ryoma Echizen, completamente corrompido, jurou vingança contra Kintarou Tooyama e permaneceu no time dos EUA.

E por trás desse efeito borboleta? Um Quincy sobrevivente, fugitivo do massacre de Yhwach.

---

Capítulo 1: A Queda do Rei do Oeste

Hyogo, Região de Kansai.

O Campeonato Nacional de Tênis para estudantes do ensino médio estava em pleno andamento, e a escolha de Hyogo como sede não era por acaso.

O time da Escola Chidori, de Hyogo, já havia conquistado dois títulos nacionais consecutivos. Se conseguissem mais um, fariam história como a primeira equipe a completar um tricampeonato.

Tudo parecia seguir o esperado. Após dias de jogos intensos, Chidori avançou para a final sem grandes contratempos.

Seu adversário? Ninguém menos que Rikkai Dai Fuzoku, um colégio com tradição nos campeonatos nacionais.

Antes da final, muitos apostaram no terceiro título consecutivo de Chidori.

É verdade que a equipe perdera seu lendário capitão, Kintarou Tooyama, que havia avançado para o ensino médio, enfraquecendo o time. Mesmo assim, Chidori continuava sendo uma força dominante, com jogadores experientes, a maioria no último ano.

Já Rikkai Dai, apesar de sua trajetória impressionante até a final, tinha um time cheio de calouros. Muitos duvidavam que conseguiriam enfrentar a experiência de Chidori.

Mas aqueles que pensavam assim ficaram em silêncio quando o jogo começou.

— Fim de jogo! Vitória de Rikkai Dai, 7-5! — anunciou o árbitro.

A dupla de Rikkai venceu após um longo e duro jogo de 50 minutos.

Do outro lado, o clima no banco de reservas de Chidori ficou pesado.

Placar atual:

Rikkai Dai 2 — 0 Chidori

S3: Sanada 6-1 Shohei

D2: Marui & Jackal 7-5 Sakaguchi & Kurokawa

Com essa derrota, se Chidori perdesse o próximo jogo, sofreria uma humilhante derrota por 3 a 0 na final.

O capitão de Chidori franziu a testa e olhou para um de seus jogadores:

— Eijin, o próximo jogo, de simples 2, depende de você.

— Pode deixar, capitão. Não vou perder.

O rapaz chamado Eijin falou com confiança, sem se abalar pelo placar adverso.

— Boa. Conto com você. — O capitão assentiu, satisfeito.

Eijin, um calouro, impressionara desde sua chegada. Ele derrotara veteranos do time e garantira sua voga como titular, sendo considerado a maior promessa de Kansai.

Segundo as informações do capitão, o próximo adversário de Rikkai Dai só jogara uma partida no torneio, e sua atuação fora… medíocre.

Eijin não perderia.

O capitão já planejava como virar o jogo após essa vitória. Com a herança deixada pelo antigo líder, ele traria o tricampeonato para Chidori.

---

Do outro lado, no banco de Rikkai Dai...

Marui e Jackal, suados e cansados, foram recebidos pelos companheiros.

— Ufa! Que jogo difícil... — Marui esticou os braços e olhou para um garoto de cabelo azul e bandana.

— Vocês dois fizeram um ótimo trabalho — disse Seiichi Yukimura, sorrindo. — Chidori foi bicampeão no ano passado, é natural que tenham resistência.

Suas palavras dissiparam o cansaço da dupla.

Ao lado de Yukimura, Rinjiro Yanagi estendeu toalhas e garrafas de água.

— Enxuguem o suor e hidratem-se. Já arrumamos suas coisas.

— Valeu, Yanagi, mas… — Jackal notou algo estranho.

Todo o time estava de mochila nas costas, prontos para partir. Até as deles estavam arrumadas nos bancos.

— Puri~ Algum problema, Jackal? — perguntou Niou Masaharu, relaxado. — Em quinze minutos, estaremos levantando o troféu.

— Ah, é verdade… O jogo de simples 2 é dele…

Os dois olharam para a quadra, onde um jovem de cabelos negros segurava uma raquete prateada.

Seu rosto era frio, com um ar quase sagrado. Em seu pulso, um bracelete de prata com um pentagrama brilhava sob o sol.

— Hmph! Não fale tão cedo, Niou — resmungou Sanada Genichirou. — Você conhece Shin’ya. Ele não vai facilitar.

— Se fosse assim, o adversário dele não estaria em situação ainda pior? Digo, terminar logo seria um alívio para o oponente. — O cabelo prateado de Bishamonten balançou enquanto ele falava, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Depois, mudou abruptamente de assunto e olhou para Sanada Genichirou:

— A propósito, Sanada, você parece meio de cara feia desde o começo do campeonato nacional, mesmo estando perto de ganhar o título.

A pergunta de Bishamonten ecoou a dúvida de quase todo o time de Rikkai. Desde a primeira partida até agora, qualquer um com dois olhos percebia que o "Imperador" de Rikkai estava fora do normal.

— É porque o adversário que ele queria enfrentar não apareceu na competição. Estou certo, Sanada? — Yukimura Seiichi sorriu, cortando direto ao ponto.

— Tsc.

O rosto de Sanada escureceu. Virou o rosto e puxou a aba do boné para baixo, ignorando todo mundo.

Comparado ao clima tenso no time de Munefuji, o ambiente em Rikkai era descontraído. Mesmo tendo enfrentado dificuldades na partida anterior, pareciam completamente relaxados, rindo e conversando como se nada importasse.

Logo, o breve intervalo acabou.

Sem dar tempo para Munefuji — que já havia perdido dois jogos — se recuperar, o terceiro confronto do torneio nacional estava prestes a começar: as semifinais de simples.

Os jogadores se posicionaram na rede, decidindo quem sacaria com um giro da raquete. Dessa vez, a sorte sorriu para Munefuji, e Ogihara Shinnosuke ganhou o direito de saque.

Mas isso não parecia importar para Narumi Masaya. Para ele, tanto fazia quem sacasse primeiro.

— A maré de Rikkai acaba aqui. A partir de agora, Munefuji não perde mais nenhum jogo.

Ogihara, satisfeito por ter o saque, lançou um desafio.

Narumi, porém, apenas sorriu com indiferença:

— É mesmo? Bom, espero que você não me faça perder muito tempo.

O semblante de Ogihara ficou tenso. Ele percebeu o tom de desdém na resposta e resmungou:

— Não se preocupe, não vai demorar. Você vai cair rápido.

— Então me mostra do que você é capaz. — Narumi riu baixinho, virou-se e não disse mais nada.

Ogihara, confiante, olhou para as costas do adversário:

— Pode esperar sentado. Você vai ver agora mesmo.

Com os dois tenistas em posição, o juiz anunciou o início da partida:

— Narumi Masaya contra Ogihara Shinnosuke! Melhor de um set! Ogihara saca!

[NOTA:

Ogihara Shinnosuke não é um personagem original — apareceu pela primeira vez no capítulo 246 do mangá, em uma conversa entre os irmãos Oshitari.

Oshitari Kenya mencionou que havia um calouro assustadoramente bom em Kansai, que derrotou o principal jogador de Munefuji, Ogihara, vice-campeão nacional no ano anterior.

Interessantemente, depois disso, Oshitari Yūshi respondeu orgulhosamente que em Kantō também tinham um calouro incrível, que derrotou o "Imperador" de Rikkai, Sanada, e ainda era extremamente arrogante.

Este livro segue majoritariamente o mangá e o "formulário oficial". Fãs só do anime podem se confundir com algumas diferenças, mas... bem... o novo mangá já mudou tantas coisas que nem faz mais diferença.

Novo autor, nova obra. Obrigado pelo apoio!]

Capítulo 2 — Não viu direito? Posso ir mais devagar

Ogihara lançou a bola para o alto, preparou o golpe e saltou, martelando a bola com a raquete.

A tenisse disparou como uma bala, em linha reta para o fundo da quadra de Narumi.

— É o Saque Bala do Ogihara!

Assim que a bola foi lançada, o time de Munefuji explodiu em gritos de incentivo.

Naquela temporada, Ogihara nunca havia perdido um único ponto em seus games de saque usando essa técnica. Com uma velocidade próxima dos 200 km/h, o saque era praticamente imbatível nos torneios de Kansai.

Mas no momento em que acharam que Ogihara garantiria o ponto, o que aconteceu em quadra os deixou em silêncio.

— Bela velocidade, mas sem sal.

Narumi, completamente sereno, interceptou a bola com um golpe casual.

Ajustou o ângulo da raquete e rebateu, enviando a bola de volta com ainda mais velocidade, direto para o canto esquerdo de Ogihara.

— O quê?!

Ogihara ficou chocado ao ver seu saque invencível ser rebatido tão facilmente. Mesmo assim, seus reflexos o fizeram correr e devolver a bola, embora de forma desengonçada.

http://portnovel.com/book/26/3450

Discussão do capítulo:

Ninguém comentou ainda...
Para comentar Faça login ou Cadastre-se