Tradução pronta Mortal: Kill monsters and level up, and I will enjoy immortality! / Mortal: Mate monstros e suba de nível, e eu desfrutarei da imortalidade!: Capítulo 42

Um grito agudo feriu os ouvidos como uma agulha.

Assustada, a mulher sedutora agarrou rapidamente um cobertor ao seu lado e se cobriu, protegendo as partes íntimas.

Sun Er Gou, que estava ocupado no momento, levou um susto com o grito e, furioso, ergueu a mão para dar um tapa na mulher quando, de repente, percebeu algo estranho.

Ao se virar, viu que um homem vestido de branco havia aparecido no quarto sem que ninguém notasse, observando-os com interesse.

Sun Er Gou levou um susto e gritou, indignado:

— Seu atrevido! Quem é você? Como ousa interromper o meu momento? Se não tomar cuidado, eu arranco a sua pele...

Porém, antes que ele terminasse de falar, o jovem de branco soprou levemente em sua direção e Sun Er Gou sentiu seu corpo amolecer, desabando por cima da mulher.

Ao mesmo tempo, a mulher, já assustada e envergonhada, também perdeu as forças e desmaiou.

Ye Ming avançou dois passos, ergueu Sun Er Gou e o colocou em uma cadeira no quarto.

Em seguida, um brilho misterioso surgiu nos olhos de Ye Ming enquanto ele invocava a Técnica do Sonho. Sun Er Gou abriu os olhos, mas seu olhar estava vazio.

A Técnica do Sonho era um feitiço que exigia um cultivador no estágio de Fundação, com uma forte consciência espiritual, e só funcionava em pessoas comuns.

— Sun Er Gou, onde está Qu Hun neste momento? — perguntou Ye Ming, calmamente, fixando seus olhos nele.

— O Senhor Qu está a cerca de cem léguas a oeste da cidade... — respondeu Sun Er Gou, sem expressão.

— E onde está o sino de bronze que controla Qu Hun?

— No compartimento secreto da minha cama...

— Leve-me até lá.

— Sim.

Assim, Sun Er Gou, ainda nu e com olhar vazio, saiu do quarto e começou a guiar Ye Ming.

Depois de atravessar vários pátios, chegaram ao quarto de Sun Er Gou. Sem hesitar, ele foi até um objeto decorativo perto da parede, pressionou o topo e o girou algumas vezes.

Imediatamente, uma tábua no centro da cama deslizou para o lado, revelando um compartimento oculto. Dentro dele, repousava um pequeno sino de bronze, meticulosamente trabalhado.

Capítulo 69: Intimidação

A oeste da Cidade de Jiayuan, a partir de cinquenta léguas da cidade até trezentas, havia uma vasta região de montanhas e florestas densas. As montanhas eram frequentemente habitadas por animais selvagens e raramente visitadas por humanos.

Após obter o Sino de Convocações de Sun Er Gou, Ye Ming foi imediatamente para lá. Quanto ao próprio Sun Er Gou e a mulher, ele não os matou, apenas apagou suas memórias do encontro.

Agora, Ye Ming estava no topo de uma alta montanha, olhando calmamente para uma cachoeira à sua frente.

— Este deve ser o local que Sun Er Gou mencionou — murmurou para si mesmo.

Depois de examinar o entorno, ele pegou um pequeno sino de bronze da bolsa de armazenamento — o Sino de Convocações, o artefato que controlava Qu Hun.

Era um objeto rudimentar criado pelo Doutor Mo sob as instruções de Yu Zitong, capaz de detectar a localização de Qu Hun dentro de uma certa distância.

Ye Ming estava ali para lidar com o cultivador do Núcleo Cristalizado que havia possuído Qu Hun — e também para eliminar seu inseto-demônio conhecido como Louva-a-deus Dourado.

Ele segurou o sino na palma da mão e infundiu um pouco de energia espiritual. Em instantes, o sino começou a brilhar suavemente e flutuou no ar.

— Vá!

Ao injetar algumas luzes vermelhas no sino, ele tremeu, girou e emitiu um som claro antes de voar rapidamente em uma direção específica.

Ye Ming sorriu levemente. O sino reagindo significava que Qu Hun estava por perto.

Depois de voar reto por cerca de dez léguas, o sino começou a descer em direção a uma montanha.

— Encontrei! — Ye Ming esticou a mão e puxou o sino de volta, envolvendo-o em uma luz vermelha para suprimir sua energia.

O sino e Qu Hun tinham uma conexão mútua — enquanto ele podia localizar Qu Hun, o cultivador dentro dele também podia sentir a presença do sino.

Nos últimos anos, o homem havia escapado várias vezes dos rastreamentos de Sun Er Gou aproveitando essa conexão. Portanto, Ye Ming precisava esconder o sino para não alertá-lo.

Pousando silenciosamente na montanha, Ye Ming examinou cuidadosamente o local até encontrar uma caverna quase totalmente coberta por trepadeiras.

— Nenhum outro lugar parece tão suspeito quanto este — pensou, enquanto ativava sua Técnica de Supressão de Energia, reduzindo ao máximo seu fluxo espiritual.

Então, movendo-se como uma sombra, entrou na caverna.

Após avançar dezenas de passos na escuridão, ele avistou uma luz fraca à frente e diminuiu ainda mais o passo.

Ao contornar uma curva, a luz aumentou, revelando claramente o interior.

Era uma grande caverna, com paredes cobertas por pedras lunares que iluminavam o ambiente como se fosse dia.

No centro, um homem vestido de preto estava sentado em posição de meditação.

Seu rosto estava marcado por cicatrizes profundas e irregulares, com músculos expostos em tons avermelhados, criando uma visão perturbadora. Mesmo sentado, era impressionantemente alto, chegando à altura do peito de um homem comum.

O homem tinha uma força equivalente ao quinto nível de Refinamento e estava imerso em sua meditação, alheio ao mundo exterior.

Vendo isso, Ye Ming libertou a restrição no sino e o fez tilintar suavemente.

— Dang!

Enquanto para Ye Ming o som era insignificante, o homem de rosto deformado reagiu instantaneamente. Seus olhos se abriram, horrorizados, e ele soltou um grito antes de cair de costas no chão.

— Ah! O artefato vital! Quem é você?! — gritou, finalmente avistando Ye Ming.

— A pergunta deveria ser minha. Por que você possuíu o meu cadáver cultivado? — disse Ye Ming, impassível, confirmando que o homem era, de fato, Qu Hun.

— Seu cadáver cultivado? Hm! Você é um cultivador da Fundação! — O homem primeiro ficou confuso, depois alarmado.

— Pela forma como você fala, amigo, deve ter sido pelo menos um cultivador Alicerce antes de possuir esse corpo! — disse Ye Ming, encarando o homem robusto com olhos afiados como facas.

O homem ficou com a expressão instável por alguns instantes, então levou a mão à cabeça, ergueu-se devagar e fez uma reverência profunda a Ye Ming.

— Seu olhar é afiado, realmente. Antes, eu era um cultivador independente. Durante uma luta com meus inimigos, meu corpo foi destruído, e fui forçado a ocupar esse. Peço que não leve a mal. Para compensar sua perda, se houver algo que deseje, pode pedir. Farei o possível para atender!

— Compensação? — Ye Ming riu com desdém, passando os olhos pelo corpo do homem. — Você está completamente pelado, sem nem mesmo uma bolsa de armazenamento. O que pode me oferecer?

— Bem... — O homem pareceu constrangido. — Na pressa de fugir, deixei minha bolsa no corpo antigo, e meus inimigos a levaram. Mas posso trabalhar para você, ser seu servo por um tempo. Só peço que...

— Um mero cultivador do Qi? De que me serviria? Melhor eu acabar com você e recuperar o cadáver que me pertence. — Ye Ming o interrompeu, sacando suas Lâminas Gêmeas Yin-Yang com um gesto pronto para atacar.

— Espere, amigo! Lembrei-me agora que tenho uma bolsa de reserva escondida, que guardei para recomeçar. Posso lhe dar! — O homem ficou desesperado ao ver a determinação de Ye Ming.

Com apenas o quinto nível do Qi Refinamento, ele não tinha a menor chance contra um cultivador do Alicerce Médio como Ye Ming. Mesmo com a ajuda do núcleo dourado de sua vida passada, seria derrotado facilmente.

— Onde está essa bolsa? Por que não mencionou antes? Está mentindo? — Ye Ming olhou para ele com suspeita.

— Perdão, eu não ousaria enganá-lo. A bolsa não está comigo, mas sim em uma caverna próxima. Posso levá-lo até lá agora, se quiser. — O homem sorriu ansiosamente.

— Não está com você? E quer me levar para outro lugar? Deve ser uma armadilha. Não acredito em uma palavra sua. — Ye Ming, confiante em sua desconfiança, brandiu a lâmina para liquidá-lo.

Vendo a arma se transformar em um feixe de luz branca vindo em sua direção, o homem se esquivou por um triz. Mas a lâmina girou no ar e voltou, mais rápida, decepando seu braço em um golpe relâmpago.

— AAAH! — O homem gritou de dor, recuando rapidamente com um brilho verde ao redor do corpo. — Por piedade, amigo! Falo a verdade! Se estiver mentindo, que um raio me destrua!

Ye Ming fez um gesto, parando a lâmina no ar, mas então ergueu a mão e invocou as Garras do Dragão Negro.

As garras se expandiram até um metro de comprimento, posicionando-se ao lado do homem.

— Não tente nada. Conte-me cada lugar onde escondeu tesouros, ou morre agora. Aquilo foi apenas um aviso. Acha que não posso matá-lo?

Sabendo que a caverna do louva-a-deus não continha espólios, Ye Ming suspeitava que o homem tinha outros esconderijos. Era hora de pressioná-lo.

O homem pressionou alguns pontos no coto do braço, estancando o sangue. Hesitou, o rosto pálido.

— Não quer falar? Então, morra. — Ye Ming fez as garras avançarem mais alguns metros.

— Espere! Eu falo! — O homem tremeu. — É verdade, escondi algumas armas e pedras espirituais em lugares separados... Quis guardar algo para mim, mas reconheço meu erro. Se me poupar, lhe direi onde estão!

— Diga primeiro. Se pelo menos um lugar tiver tesouros, pouparei sua vida. — Ye Ming esboçou um sorriso calculista.

O homem pareceu lutar consigo mesmo antes de ceder.

— Está bem, confiarei em você. Escondi parte dos tesouros em uma fenda rochosa num vale, a cerca de...

Capítulo 70: Uma Recompensa Inesperada

Sob pressão, o homem robusto revelou a localização exata. Depois, a pedido de Ye Ming, descreveu minuciosamente a caverna mencionada antes.

Ye Ming ficou em silêncio, coçando o queixo, enquanto o homem o observava nervoso, sem saber se suas palavras seriam cridas... ou se seria morto antes mesmo de Ye Ming procurar os tesouros.

De repente, Ye Ming ergueu o olhar.

— Suas descrições são muito vagas. Não posso acreditar só com palavras. Você me acompanhará até lá. Primeiro, vamos... — Ele fez uma pausa dramática, sorrindo de forma enigmática.

O homem sentiu um calafrio.

— Raposo esperto! — pensou, forçando um sorriso. — Claro, amigo! Eu mesmo devia ter sugerido. Então... vamos à caverna primeiro?

Ye Ming assentiu.

— Vamos começar pelo vale, pela fenda rochosa.

— Certo, o vale... Claro! — O homem sorriu, mas o sorriso vacilou por uma fração de segundo, rápido demais para ser notado.

Ye Ming posicionou a lâmina contra as costas do homem.

— Vamos. Você guia.

O homem saiu da caverna resmungando internamente, amaldiçoando Ye Ming por não lhe dar nenhuma chance de escapar.

Os dois caminharam por pouco tempo até chegarem a um vale ladeado por altos penhascos. Depois de avançarem menos de meio quilômetro dentro do vale, pararam.

— O saco de armazenamento está ali naquela fenda na parede da montanha. Você pode subir e conferir — o homem grandalhão apontou para uma fissura na encosta à direita.

Ye Ming seguiu a direção indicada e avistou, a dezenas de metros de altura, uma fenda natural na rocha. A abertura vertical tinha mais de trinta metros de comprimento, mas apenas alguns palmos de largura — o suficiente para uma pessoa passar.

Ye Ming virou-se e fixou o homem com um olhar penetrante. De repente, com um brilho de luz espiritual em sua mão, apareceu um talismã azul-claro.

— Que seja — murmurou, injetando energia antes de arremessá-lo rapidamente.

— Fwoosh!

Um domo de luz azul envolveu o grandalhão antes que ele pudesse reagir.

— Talismã da Prisão Aquática! O que você está fazendo? — gritou o homem, entre surpreso e furioso.

— Nada demais. Só garantindo que você fique bem quietinho enquanto eu busco meus pertences. Um talismã intermediário pode ser desperdício para alguém como você, mas se isso evita fugas, não me importo — Ye Ming respondeu com frieza, ignorando os protestos.

Em seguida, tirou o Barco do Vento Negro, saltou a bordo e voou até a fenda nas alturas.

O grandalhão franziu o cenho em silêncio.

[Esse garoto é mais esperto do que parece... Vai ser difícil executar o próximo passo do plano.]

Ye Ming pairou a alguns metros acima da fenda. Com um gesto, retirou de sua bolsa de armazenamento uma pequena marionete do tamanho de uma mão.

Ao lançá-la para baixo, a marionete brilhou em tons de vermelho, expandindo-se até o tamanho de um adulto antes de cair direto na fenda.

Ye Ming permaneceu imóvel no barco, mas sua consciência espiritual controlava a marionete, explorando cada canto da fenda.

Após um tempo sem detectar movimentos suspeitos, relaxou. Saltou do barco e adentrou a fenda.

Dentro, a luz era fraca, suficiente para enxergar a alguns passos de distância, mas Ye Ming retirou uma Pedra da Lua para iluminar melhor.

O espaço era apertado, com no máximo um metro e meio de largura no ponto mais amplo. O chão irregular estava repleto de rochas afiadas. A marionete, alguns metros adiante, havia ficado presa entre pedras pontiagudas.

[Neste terreno, dificilmente haverá um louva-a-deus dourado...] pensou Ye Ming, equilibrando-se nas pontas das rochas enquanto avançava.

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