Tradução pronta Mortal: Kill monsters and level up, and I will enjoy immortality! / Mortal: Mate monstros e suba de nível, e eu desfrutarei da imortalidade!: Capítulo 17

Ye Ming examinou cuidadosamente com sua percepção espiritual para conseguir decifrar o que estava escrito.

No topo do fragmento de osso, no centro, havia quatro caracteres um pouco maiores que os demais: "Resumo de Formações".

— Parece ser um manual de formações mágicas, mas no momento não entendo nada disso e não me será útil — murmurou Ye Ming, guardando o fragmento de osso de volta.

Por fim, pegou o disco de bronze.

Embora fosse chamado de disco, não era exatamente isso. Na verdade, era uma base circular com pouco mais de um palmo de diâmetro, com uma pequena saliência cilíndrica no centro. As bordas da saliência eram irregulares, como se tivesse sido arrancada de algo maior.

Depois de virá-lo de um lado para o outro e examiná-lo minuciosamente com sua percepção espiritual, não encontrou nada de anormal.

Em seguida, tentou infundir um pouco de energia espiritual no objeto. A energia fluiu sem resistência, mas o disco não reagiu.

Quando o disco absorveu cerca de 20% da energia de Ye Ming, atingiu um estado de saturação, mas continuou sem mostrar qualquer sinal de atividade.

— Isso não faz sentido. Se foi colocado no baú do tesouro, deve ter algo de especial. Não pode ser apenas uma brincadeira dos antigos. Além disso, o fato de absorver energia já prova que não é um objeto comum! — refletiu Ye Ming, intrigado.

De repente, lembrou-se de algo e tirou de sua bolsa uma antiga lamparina de bronze, obtida do homem com uma verruga negra, um dos "Quatro Demônios de Lingnan".

Ao comparar a lamparina com o disco, notou que tinham exatamente a mesma cor e padrões extremamente semelhantes.

Capítulo 24: O Plano

Animado, Ye Ming encaixou a base da lamparina na saliência do disco e, após girar levemente, as duas peças se uniram perfeitamente.

— Era mesmo parte de um todo! — murmurou, surpreso.

Antes que pudesse reagir, a lamparina de bronze agora completa emitiu um brilho vermelho-escuro em sua superfície.

A princípio, o brilho era quase imperceptível, mas foi se intensificando até atingir um tom vermelho vivo e um brilho normal. Então, com um flash de luz espiritual, desapareceu.

— Só isso?

Ye Ming esperou um pouco, mas como a lamparina não apresentou mais mudanças, decidiu pegá-la.

A lamparina e o disco agora estavam completamente fundidos, sem qualquer vestígio da junção anterior. Ye Ming não pôde deixar de se admirar.

Tentou infundir energia espiritual novamente, mas o resultado foi o mesmo de antes: a lamparina continuou a absorver energia sem mostrar qualquer reação.

— Deve ser um artefato peculiar, mas ainda não descobri como ativá-lo — concluiu, resignado, antes de guardar a lamparina.

Agora, com mais de vinte ervas espirituais, já tinha o suficiente para trocar por dois Elixires de Fundação.

Em teoria, o mais seguro seria se esconder e esperar até a abertura da área restrita.

Mas valeria a pena arriscar para coletar mais ervas? Ye Ming ficou pensativo, acariciando o queixo.

...

No dia seguinte, Ye Ming saiu da caverna e continuou sua busca por locais ricos em ervas espirituais.

Após refletir, decidiu aproveitar a rara oportunidade para eliminar mais bestas espirituais e coletar mais recursos.

Fora da área restrita, era quase impossível encontrar bestas de alto nível em Yue. Se quisesse mais Pílulas de Refinamento Corporal, este era o lugar ideal.

Além disso, ervas espirituais de alto valor eram raras e valiosas. Coletar mais poderia garantir recursos futuros.

Claro, o principal motivo era sua confiança nas Botas do Vento Ligeiro — ninguém seria capaz de alcançá-lo se decidisse fugir. Além disso, com seus artefatos de elite, o Talismã-Báu e o Trovão Celestial, sua segurança estava garantida.

No mundo dos cultivadores, a cautela era essencial, mas também era preciso coragem. Tudo se resumia a uma palavra: competir. Competir por recursos, tesouros e oportunidades era o caminho para se tornar mais forte.

As experiências moldavam o caráter, e enfrentar crises e aventuras ajudava no crescimento espiritual.

Se havia segurança, então valia a pena arriscar.

...

No meio de um penhasco, Ye Ming controlava as Lâminas Yin-Yang em um combate feroz contra duas Águias de Asas de Ferro de nível superior. Estrondos e gritos agudos ecoavam pelo local...

À beira de um lago turvo, uma cobra gigante de vários metros teve a cabeça decepada por Ye Ming...

Em uma floresta densa, um discípulo da Montanha dos Animais Espirituais, no 13º nível, tentou assaltá-lo, mas acabou morto...

Assim, Ye Ming percorreu a área restrita, eliminando bestas espirituais e, ocasionalmente, discípulos das Sete Seitas que ousavam desafiá-lo — incluindo os de sua própria seita. Qualquer um que representasse uma ameaça era eliminado.

Em apenas uma manhã, suas conquistas já eram impressionantes: mais de dez bestas e cinco ou seis cultivadores mortos, dos quais obteve outras dez ervas espirituais.

Por volta da hora do Weishi (entre 13h e 15h), Ye Ming chegou à borda de uma pequena depressão.

A área era cercada por rochas altas e de formas estranhas, sem nenhuma entrada visível. Se não soubesse pelos registros que ali havia ervas espirituais, nem teria se dado ao trabalho de escalar as pedras para investigar.

No centro da depressão, havia um salão antigo e imponente, feito de pedra azulada, com dezenas de metros de largura. Ao circular ao redor, Ye Ming percebeu que só havia uma entrada — uma porta estreita, com menos de um metro de largura.

Ao se aproximar, estendeu sua percepção espiritual, mas assim que tocou a superfície da pedra, uma luz azulada quase imperceptível repeliu sua investigação.

— Interessante...

Observando o chão próximo à entrada, não viu sinais de que alguém tivesse passado por ali.

— Mais um local que ninguém ousa explorar. Será que o perigo está dentro? — murmurou, antes de adentrar a porta estreita.

Dentro, havia um corredor sinuoso. Após seguir por algum tempo, Ye Ming entrou em um salão amplo e vazio.

O salão estava vazio, sem monstros ou ervas medicinais espirituais. No centro, apenas um corredor escuro cercado por grades de jade.

Uma fileira de degraus inclinados levava para as profundezas, de onde soprava um vento úmido e quente, sem que se soubesse sua origem.

Depois de observar por um momento, Ye Ming adentrou o corredor.

A escuridão era absoluta. Ele tateou a bolsa de armazenamento, retirou uma pedra da lua e iluminou o caminho à sua frente enquanto descia.

O túnel, construído em pedra azul, alargava-se conforme avançava. Os primeiros duzentos degraus eram estreitos, permitindo apenas uma pessoa, mas depois o espaço dobrava, e o vento úmido ficava cada vez mais intenso.

Após centenas de degraus, ele finalmente alcançou o fim do túnel.

Ao sair, Ye Ming se deparou com um vasto pântano subterrâneo.

O mundo subterrâneo tinha pouco mais de trinta metros de altura, mas se estendia por quilômetros. No centro, lama negra borbulhante dominava a paisagem, enquanto nas bordas erguiam-se montes de terra escura. Do outro lado, dezenas de flores e ervas espirituais de cores vibrantes cresciam — incluindo o Fruto do Espírito Celestial e a Flor do Macaco Púrpura.

Mas o que mais chamava a atenção era um pavilhão de jade branco no meio do pântano. Dentro dele, suspenso no ar, havia um baú dourado de quase quatro metros de comprimento, com reflexos dourados fluindo sobre sua superfície.

— Pântano, ervas espirituais, baú dourado... Este é o covil do Dragão de Tinta! — Ye Ming reconheceu imediatamente o local.

Sem hesitar, ele recuou em silêncio. O Dragão de Tinta era uma besta de segundo nível, poderosa demais para enfrentar sozinho. Se fosse despertado, sua morte seria certa.

Ao sair do pântano, Ye Ming parou diante do portal da câmara de pedra e ficou imóvel.

Ele nunca tinha certeza se encontraria este lugar. Se encontrasse, planejaria algo para obter benefícios. Se não, tudo bem — ele já tinha mais de trinta ervas espirituais e centenas de Pílulas de Forja Corporal.

Mas agora que estava aqui... seria o destino? Se sim, não poderia desperdiçar a oportunidade.

Em suas memórias, Han Li chegara aqui primeiro, seguido por Nan Gong Wan e seu grupo.

Mas agora, ele estava adiantado. Então, a melhor estratégia era afastar Han Li.

E como fazer isso? De forma simples: guardando a porta.

— Com sua personalidade cautelosa, se Han Li chegar e me ver aqui, vai desconfiar e não se aproximará.

Assim, quando Nan Gong Wan e os outros chegassem, Han Li fugiria.

Decidido, Ye Ming sentou-se nos degraus do portal e começou a manusear suas Lâminas Yin-Yang.

Meia hora depois, no topo de uma rocha gigante à frente do portal, surgiu uma figura — um jovem de túnica amarela, pele morena e olhos penetrantes.

Era Han Li.

Embora ambos tivessem entrado no Vale do Bordo Amarelo juntos, Ye Ming mal conversara com ele. Mesmo assim, Han Li o reconheceu.

Após examinar a câmara, Han Li cumprimentou calmamente:

— Ah, o Irmão Ye. Que honra.

— Irmão Han. — Ye Ming respondeu com frieza, sem se levantar.

A frieza de Ye Ming deixou Han Li intrigado, mas ele perguntou:

— Por que o Irmão Ye não entrou? Ou já saiu?

— Estou esperando alguém. — respondeu Ye Ming, lacônico.

— Oh? Quem? Alguém do vale? — Han Li franziu os olhos, pensando que Ye Ming devia ser reservado ou antissocial.

— Não.

Han Li confirmou sua suspeita, mas a postura de Ye Ming diante do portal indicava que havia algo valioso lá dentro.

Enquanto avaliava os arredores, Han Li ponderou se deveria enfrentá-lo. Ye Ming parecia ter apenas o 12º nível de cultivo, mas sobreviver até aqui não era para qualquer um. Além disso, se ele ousava bloquear a entrada, devia ter algum trunfo.

Depois de refletir, Han Li decidiu não arriscar. Ele já tinha mudas de ervas suficientes. Seu objetivo principal era sair vivo do território proibido.

Ele olhou ao redor mais uma vez, pronto para partir...

E então seu sangue gelou.

Um grande grupo de pessoas vestidas de branco se aproximava rapidamente.

Sem pensar duas vezes, Han Li saltou da rocha e desapareceu na floresta.

Se fosse cercado por tantos inimigos, seu fim seria certo.

Ye Ming, observando tudo, sorriu ao vê-lo fugir.

— Chegaram.

Ele também se moveu, entrando rapidamente na câmara de pedra.

Capítulo 25 — O Encontro

Mal Ye Ming desapareceu, um grupo de cultivadores vestidos de branco surgiu na borda do vale — discípulas do Pavilhão da Lua Velada, lideradas por Nan Gong Wan em sua forma jovem.

A jovem olhou para a floresta onde Han Li sumira e murmurou, quase inaudível:

— Que garoto interessante.

Uma mulher de meia-idade, mais experiente, aproximou-se e perguntou respeitosamente:

— Venerável Mestra, devemos persegui-lo?

Elas tinham visto Han Li na rocha antes dele fugir.

Nan Gong Wan abanou a cabeça, os olhos brilhando com mistério.

— Não. Temos coisas mais importantes a fazer.

Seu olhar voltou-se para o portal da câmara de pedra, onde Ye Ming havia entrado. Algo — ou alguém — ali a intrigava.

— Não percam tempo. Pelo jeito dele, ele ainda não entrou nesse salão de pedra. Dificilmente pegou o que está lá dentro. Além disso, nenhum de vocês seria rápido o suficiente para alcançá-lo. É melhor explorarmos outras áreas perigosas e procurar ervas medicinais! — Nan Gong Wan fez um gesto de despreocupação com a mão e, num pulo ágil, desceu da pedra, dirigindo-se ao salão.

— Sim, mestra! — Respondeu a discípula com reverência, chamando as outras para segui-la.

Ao chegar à entrada do salão, Nan Gong Wan examinou o chão com atenção e estendeu seus sentidos ao entorno. Não havia rastro de outros cultivadores além deles, confirmando sua suspeita anterior.

Mas quando tentou sondar o salão com sua percepção espiritual, uma barreira repeliu sua investigação. Seu coração deu um salto, seguido por uma onda de excitação que iluminou seu rosto com um sorriso.

Se nem ela conseguia atravessar as barreiras deste lugar, a proteção era muito mais poderosa que as anteriores — e isso só aumentava as expectativas sobre os tesouros ocultos ali.

Liderando suas discípulas, ela adentrou o salão e desceu os corredores de pedra até um pântano subterrâneo.

Quando Nan Gong Wan emergiu do túnel e avistou o enorme baú dourado no pavilhão de jade no centro do pântano, sua expressão serena finalmente se quebrou. Seus olhos brilharam com um desejo ardente.

Tudo seguiu o curso esperado.

A princípio, acreditavam enfrentar uma serpente negra escondida nas águas pantanosas... Mas, no calor da batalha, descobriram que se tratava de um dragão preto à beira de uma evolução — que, durante o confronto, alcançou de fato o segundo estágio como besta mágica.

Superadas pela criatura, Nan Gong Wan ficou para trás, protegendo a retirada das discípulas.

Porém, Zhao, uma das Jóias Gêmeas do Pavilhão da Lua Velada, ao sair do túnel, usou descuidadamente um Talismã dos Cinco Elementos Menores. O gesto ativou as Barreiras Dimensionais dos Cinco Elementos escondidas na passagem — selando-a completamente.

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