Tradução pronta Douluo: Traveling through the Unrivaled World, Reversing Time and Space / Douluo: Viajando pelo Mundo Inigualável, Invertendo o Tempo e o Espaço: Capítulo 6

Shi Yu tentou se mover naquela direção, mas a dor era tão intensa que quase o fez desmaiar.

— Minha cabeça não consegue nem pensar direito...

Desistindo de se mover, ele decidiu usar seu poder espacial para atrair a flor de amendoeira até si.

Sob a força espacial, o caule da flor se partiu suavemente, fazendo com que ela flutuasse em sua direção.

À medida que se aproximava, o aroma da flor trouxe um alívio imediato à dor, acalmando seu corpo machucado.

— Essa flor pode realmente salvar minha vida... — Os olhos de Shi Yu brilharam com esperança.

Capítulo 8: Sobrevivência e Absorção do Osso Espiritual

Com a flor agora em suas mãos, ele pôde observá-la melhor. Era deslumbrante — sem dúvida, a mais bela amendoeira que já vira.

Poder-se-ia até dizer que era a flor mais bonita que já encontrara, tão delicada que parecia uma obra de arte.

Mas ele não estava em condições de apreciar sua beleza. Sem hesitar, levou-a à boca, mastigando lentamente antes de engolir.

O efeito foi imediato. A dor em seu corpo diminuiu, e suas feridas começaram a coçar, um sinal de que a carne estava se regenerando.

Shi Yu sentiu-se como um náufrago que finalmente avistara terra firme. O céu realmente não o havia abandonado.

Sem saber o que fazer, ele apenas relaxou, permitindo que a energia da amendoeira colorida circulasse livremente em seu corpo.

Um dia se passou, e suas feridas já haviam se fechado completamente, sem deixar cicatrizes.

No dia seguinte, até suas lesões internas estavam quase curadas, recuperadas em cerca de 80%.

A energia da flor ainda permanecia dentro dele, intensa e poderosa, provocando uma transformação estranha em seu corpo.

Shi Yu não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas tinha certeza de uma coisa: não era nada prejudicial.

Aquela amendoeira colorida devia ser uma erva medicinal rara, capaz de curar feridas graves em apenas dois dias.

Qualquer mudança que ela trouxesse só poderia ser benéfica.

Mesmo assim, ele permaneceu alerta, monitorando cuidadosamente as alterações em seu corpo.

Três dias se passaram, e desde que engolira a flor, já eram cinco dias no total.

Foi só então que as transformações em seu corpo pareceram se estabilizar.

— Que tipo de benefício isso me trouxe? — Ele se perguntou, tentando identificar as mudanças.

Externamente, nada parecia diferente. Quanto ao seu interior, ainda não tinha pistas.

— Será que tem a ver com cura? — Lembrou-se do poder regenerativo da amendoeira.

Se fosse esse o caso, talvez agora ele tivesse ganhado alguma habilidade de recuperação acelerada.

Para testar a teoria, pegou uma pedra próxima.

— Tomara que funcione... — Respirou fundo e, sem hesitar, bateu com força no dorso da própria mão esquerda.

— Ai! — Ele gritou, pulando no chão de dor.

A pele da mão estava esfolada, e a ferida era séria.

Assim que a dor diminuiu um pouco, ele fixou os olhos na mão, esperando algum sinal.

Minutos depois, um brilho multicolorido surgiu sobre a ferida, fraco, mas visível na penumbra.

— Funcionou! — Ele confirmou sua suspeita.

Sob aquele brilho, sentiu a pele coçar — um sinal claro de cicatrização.

O que aconteceu em seguida o deixou boquiaberto: em apenas uma hora, a ferida havia desaparecido por completo, sem nenhuma marca.

— Minha capacidade de regeneração está muito além do normal... Dezenas, talvez centenas de vezes mais rápida! — Seu coração acelerou com a descoberta.

Uma lesão como aquela normalmente levaria semanas para sarar, e ainda deixaria cicatrizes.

Mas ele se recuperara em uma hora, sem vestígios. A diferença era absurda.

— Essa amendoeira colorida é muito mais especial do que eu imaginava... — Murmurou, impressionado.

Ter um poder de cura permanente era algo incrivelmente raro.

Isso o fez lembrar das "ervas imortais" que Tang San mencionara. Talvez essa amendoeira fosse do mesmo nível.

Quanto a saber se era uma planta de cem mil anos, ele não tinha conhecimento suficiente para afirmar.

— Amendoeira colorida... Amendoeira dos Nove Corações... Será que há uma ligação entre elas? Ou será que esta é a própria Amendoeira dos Nove Corações? — Ele pensou no espírito marcial único conhecido por suas habilidades curativas.

Dizia-se que, com a Amendoeira dos Nove Corações, a menos que você morresse na hora, seria quase impossível sucumbir a qualquer ferimento.

Claro que havia exagero, mas isso só comprovava o poder dessa habilidade.

Se existia um espírito marcial assim, por que não existiria a flor correspondente?

E, coincidentemente, o nome também trazia o número nove.

— Realmente tive sorte... Se não fosse por essa flor, eu estaria morto. — Ele inclinou-se respeitosamente na direção de onde a flor havia crescido, agradecendo por sua vida.

Mas, ao lembrar do que o levara a essa situação, seu rosto se contorceu de raiva.

— Eu nunca quis brigar com você... Mas você quase me matou, Tang San. E você também, Zhao Wuji. Um dia, vocês vão pagar por isso. — O ódio que sentia era inevitável.

Depois de alguns minutos resmungando, ele voltou sua atenção para o osso espiritual da aranha-demônio que estava no chão.

Se o absorvesse, ganharia os espinhos da aranha, aumentando seu poder.

Sentando-se em posição de meditação, ele segurou o osso espiritual e tentou lembrar como proceder.

A primeira tentativa falhou — absorver ossos espirituais não era tão simples.

Depois de algumas tentativas, ele finalmente entendeu o processo e começou a absorção.

— Ai! — Ele gritou novamente, sentindo uma dor lancinante.

Era como se uma broca de aço perfurasse seus ossos, uma agonia quase insuportável.

Mas ele não podia desistir agora. Cerrando os dentes, suportou a dor, determinado a seguir em frente.

A absorção de um osso espiritual pode falhar e até colocar a vida em risco, especialmente quando está ligado à coluna vertebral. Se algo der errado, mesmo que não seja fatal, pode deixar alguém paralítico — algo inaceitável.

Shi Yu suava frio, os lábios sangrando de tanto morder, a dor quase o fazendo desmaiar. Não sabia quanto tempo havia passado quando, finalmente, o osso espiritual da Aranha Demônio de Face Humana se fundiu completamente com sua coluna.

De suas costas, brotaram pernas de aranha roxas, cada uma com três segmentos. A ponta da última seção era afiada como uma lança, reluzente e venenosa.

Respirando fundo, Shi Yu levou um tempo para se recuperar. Com um simples pensamento, as pernas da aranha se estenderam para frente, permitindo que ele as visse claramente.

Um sorriso surgiu em seu rosto ao ver que as pernas respondiam à sua vontade. A dor havia valido a pena.

Estendeu a mão para tocá-las, mas lembrou-se do veneno. Mesmo sendo seu dono, não tinha certeza se era imune. Melhor não arriscar.

Afinal, ainda não dominava completamente as habilidades das pernas de aranha. Se fosse envenenado, não saberia se conseguiria absorver a toxina. Seria uma piada de mau gosto se ele mesmo se envenenasse.

Depois de estudá-las por um tempo, recolheu o osso espiritual e deitou-se no chão para descansar. Acabou adormecendo sem perceber.

Quando acordou, não sabia quanto tempo havia passado, mas sentia uma fome extrema.

— Preciso saçar daqui — pensou, a fraqueza do corpo e o ronco do estômago o pressionando a agir.

Usando seu poder espacial, fez o corpo flutuar, levantando-se do chão com certa instabilidade. A fenda era profunda — até um Mestre Espiritual poderia ficar preso ali —, mas não era obstáculo para ele.

Embora não pudesse se teleportar diretamente para fora, podia subir lentamente. Quanto mais alto ia, mais cauteloso ficava. Uma queda daquela altura seria fatal.

Depois de quase uma hora, finalmente alcançou a borda da fenda e pousou no chão, aliviado.

Mas seu alívio durou pouco. Assim que pisou no solo, o mundo girou violentamente, e seu corpo parou de responder.

— Vou atravessar de novo? — reconheceu a sensação, a mesma que sentira após absorver o anel espiritual.

Seu corpo desapareceu, envolto em um turbilhão de movimento. Tudo girava, impossibilitando que visse algo ao redor.

Quando finalmente parou, recuperou o controle da respiração ofegante, o peito subindo e descendo rapidamente. O mundo, antes estático, voltou ao normal.

Dois professores olhavam para ele, confusos.

— O que foi isso? — perguntou um deles.

— Hã? — Shi Yu ainda estava atordoado, mas, ao reconhecer os rostos familiares, congelou.

— Voltei? — murmurou, sem acreditar.

Capítulo 9: O Retorno e o Mistério da Travessia

— Voltar do quê? Você sempre esteve aqui — os dois professores trocaram olhares perplexos.

— Nada, nada... — Shi Yu riu sem graça, mas por dentro estava em turbulência. Olhou em volta, beliscou o braço. Não era um sonho. Estava de volta ao local exato de antes da segunda travessia.

— O que está acontecendo? — sua mente fervilhava de perguntas.

Por que foi parar no passado após absorver o anel espiritual? Como conseguiu voltar? E será que atravessaria de novo?

Havia muitas dúvidas, mas nenhuma resposta. Parecia que teria de descobrir sozinho.

— Será que o anel espiritual afetou o cérebro dele? — cochicharam os professores.

Shi Yu levantou-se, cambaleando. Estava faminto — a fome do outro mundo ainda o assombrava.

Os professores o seguiram. Se um aluno ficasse com danos mentais durante o treinamento, a escola seria responsabilizada.

— Vamos levá-lo à enfermaria — decidiram, arrastando-o.

— Eu estou bem! — protestou, mas foi ignorado.

Na enfermaria, passou por uma série de exames — alguns com equipamentos, outros com energia espiritual. Este mundo possuía dispositivos médicos avançados, capazes de análises detalhadas.

— Quantos dedos estou mostrando? — a médica fez um teste de QI, já que os professores suspeitavam de dano cerebral.

Shi Yu revirou os olhos, mas colaborou. Não queria que pensassem que tinha ficado idiota.

— Ele está bem. Só está com muita fome. Alimente-o, e ficará normal — concluiu a médica.

— Que alívio — os professores suspiraram.

— Vá comer algo, garoto. Não vamos mais cuidar de você — disseram antes de sair.

Shi Yu desceu da maca, pronto para ir embora e processar tudo.

— Você ingeriu algum tesouro celestial recentemente? — a médica, uma mulher de meia-idade, examinava seus dados com interesse.

— Por quê? — ele respondeu com outra pergunta.

— A atividade celular do seu corpo é impressionante, superior até a muitos Títulos de Douluo. Algo incomum para sua idade e nível — ela explicou, curiosa.

Shi Yu pensou um momento antes de responder:

— Ah, eu comi uma flor... uma Sálvia das Nove Cores.

— Sálvia das Nove Cores? — os olhos da médica brilharam. — Descreva-a para mim.

Ele fez o possível para detalhar a aparência da planta, sem omitir nada. Afinal, também queria saber o que era aquela flor misteriosa.

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