Tradução pronta Douluo: The vests I played have all become gods / Douluo: Os coletes que eu jogo se tornaram todos deuses: Capítulo 15

Ao lado, Tang San seguiu a direção apontada por Su Ming.

— Olha só, Sanzinho. Vou te mostrar como se faz isso direto.

Dito isso, Su Ming ativou seu espírito marcial e executou uma técnica própria. Seu espírito marcial tinha um potencial enorme, mesmo sem anéis adicionais. Usar anéis para obter essas habilidades seria um tremendo desperdício.

Técnica Autocriada – Palma da Mão Imponente.

Uma mão gigante, branca como a neve, desceu com força esmagadora sobre a planta de hortelã-gelada ali perto.

— Pum! — A hortelã-gelada ficou completamente imobilizada.

Apesar de ter lutado instintivamente pela sobrevivência, a planta não teve a menor chance contra a técnica de Su Ming. Ficou presa, indefesa, como um peixe na tábua de corte.

— Sanzinho, vem dar o golpe final. Este será seu primeiro anel espiritual.

— Ela já está formando a quarta marca de idade. Está a um passo de atingir os quatrocentos anos.

Enquanto segurava a hortelã imobilizada, Su Ming chamou Tang San para vir finalizá-la.

— Beleza, Ming. — Tang San puxou rapidamente a adaga que trazia consigo e deu o golpe decisivo na planta.

Um anel espiritual amarelo – sinal de cem anos – emergiu do corpo da hortelã-gelada. Sem perder tempo, Tang San, empolgado, sentou-se no chão em posição de meditação e começou a absorver o anel, que estava quase atingindo os quatrocentos anos. Su Ming ficou ao lado, protegendo-o enquanto ele completava o processo.

A hortelã-gelada, apesar do nome, não possuía qualquer atributo de gelo. Era assim chamada por causa do sabor refrescante de suas folhas. Além disso, era uma criatura espiritual fraca – a maioria nem chegava a se tornar uma besta espiritual, sendo colhida antes. As que viravam bestas espirituais raramente passavam de dez anos.

Por isso, encontrar uma com quase quatrocentos anos era algo raríssimo.

Hortelã comum já tinha valor medicinal e culinário, imagine então uma centenária como essa! Su Ming estava ansioso para ver quais efeitos o anel concederia a Tang San.

Em pouco tempo, Tang San terminou a absorção e se levantou, radiante.

— Ming, minha primeira habilidade espiritual chama-se Glicínia-Hortelã.

Depois de anunciar, ele explicou os efeitos:

— Quem consumir vai ficar mais alerta, com os sentidos aguçados e a concentração turbinada. E o melhor: sem efeitos colaterais.

A descrição foi curta, mas direto ao ponto. A hortelã-gelada realmente tinha propriedades estimulantes, e agora Tang San havia transformado isso em uma habilidade.

Era como um energético natural, só que sem as desvantagens. Usar antes de uma luta daria uma vantagem enorme.

Demonstrando a habilidade, Tang San fez surgir uma folha de glicínia com aparência de hortelã.

Su Ming pegou a folha e mastigou na hora.

Uma onda de frescor encheu sua boca, seguida por um leve impulso de euforia. Mas, como queria testar os outros efeitos, Su Ming ignorou essa parte.

Os benefícios descritos por Tang San estavam todos lá. Só que, no caso de Su Ming, o efeito foi mínimo – sua energia espiritual já era muito avançada para um reforço tão fraco. Mas, no futuro, quando Tang San evoluísse, talvez surtisse mais efeito.

— Boa habilidade, Sanzinho. Já tenho planos para seus próximos anéis.

— Beleza, Ming. — Tang San acenou empolgado, agradecido por ter Su Ming como mentor. Graças a ele, estava seguindo um caminho muito mais promissor.

Mesmo sem poder usar seu segundo espírito agora, a habilidade da glicínia ainda seria útil para suas técnicas secretas.

— Vamos, Sanzinho. Hora de ir embora. — Su Ming olhou para o céu e decidiu que era hora de sair da floresta.

Tang San imediatamente se apressou para acompanhá-lo, mas Su Ming parou de repente.

— Quase esqueci uma coisa. — Virou-se para Tang San. — Temos que levar o corpo da hortelã. O valor medicinal é alto, e mesmo que a gente não vá usar, dá pra vender por um bom preço. Hortelã-gelada centenária não é fácil de achar.

Tang San já ia voltar para carregar a planta enorme, mas Su Ming o interrompeu.

— Não precisa se complicar. — Deu uma palmada no pingente em forma de lótus na sua cintura.

Um feixe de luz branca voou em direção a Tang San, rápido demais para ele enxergar direito. Mesmo assim, instintivamente, ele esticou a mão e pegou.

Anos de convivência faziam Tang San confiar cegamente em Su Ming.

— Um cinto? — Só ao segurar, ele percebeu o que era.

Uma cinta elegante, negra, cravejada com 24 pedras roxas. Linda e luxuosa.

— É um artefato espiritual. Armazena objetos. Cada pedra tem um espaço de um metro cúbico.

Su Ming explicou e depois acrescentou, como quem não queria criar caso:

— Alguém me pediu pra te dar. Não fica pensando muito.

Mas Tang San sabia que era só desculpa. Su Ming não queria que ele se sentisse pressionado a retribuir.

Diante de um presente tão valioso, palavras não bastavam. No futuro, quando tivesse chance, ele retribuiria de alguma forma.

‘Vou ensinar o Método do Céu Profundo pro Ming quando der.’ Tang San teve esse pensamento.

Ultimamente, ele vinha refletindo muito. Por causa de Su Ming, a ideia de reconstruir o Clã Tang no futuro estava cada vez mais forte. Um dia, ele fundaria o Clã Tang novamente neste mundo.

As artes marciais secretas do Portão Tang, como o Método Xuantian, certamente seriam transmitidas aos discípulos no futuro.

— Irmão Ming me ajudou demais. De certa forma, sem o apoio dele, eu não teria um futuro tão promissor, e talvez o Portão Tang nem mesmo fosse fundado.

Por isso, ensinar essas técnicas a ele não seria trair minha seita.

Se Sou Ming soubesse o que Tang San estava pensando, ficaria emocionado.

Todo esse tempo de ensinamentos não foi em vão — finalmente o garoto estava aprendendo a retribuir.

— Esse moleque está viajando de novo... — pensou Sou Ming, ao ver a expressão de Tang San.

Mas, dessa vez, ele não estava inventando nada.

Aquele artefato espiritual realmente havia sido encomendado por Tang Hao para ser entregue ao filho.

Só que o protótipo original não tinha exatamente essa aparência.

Sou Ming dera um upgrade, reformando-o para ficar parecido com o "Vinte e Quatro Pontes da Lua Brilhante" da história original — só que mais bonito e funcional.

Depois que Tang San guardou a gigantesca planta de menta gelada, os dois finalmente deixaram a Floresta de Caça às Almas.

Como já estava anoitecendo, Sou Ming decidiu passar a noite numa pousada antes de voltar para casa no dia seguinte.

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Capítulo 19 — A Criança Especial: Veneno Imortal

Na manhã seguinte, uma carruagem adentrou lentamente a cidade de Notting.

Dentro dela, estavam Sou Ming e Tang San, retornando da floresta.

— San, vamos primeiro ao Templo da Alma para fazer seu registro.

Assim que saíram da estação, Sou Ming levou o garoto em direção ao templo local.

Fazer o teste de avaliação e medir o nível de energia espiritual era o suficiente para o registro oficial.

A partir daí, ele poderia começar a receber o subsídio mensal — uma moeda de ouro por mês para aprendizes de alma.

— Beleza, Irmão Ming.

Tang San estava de bom humor.

Com o subsídio, ele não precisaria mais fazer trabalhos de estudante bolsista e teria mais tempo para treinar e fabricar suas armas ocultas.

Em pouco tempo, chegaram ao Templo da Alma de Notting — o nível mais baixo da hierarquia, mas que cumpria todas as funções básicas.

Tang San, como discípulo, foi quem se adiantou:

— Bom dia, senhor. Viemos fazer o teste de nível da alma.

Apesar da aparência comum do garoto, a aura de Sou Ming era impressionante.

O guarda percebeu que aquelas crianças não eram pessoas comuns — provavelmente já eram cultivadores de alma em tão tenra idade.

— Entrem e procurem pelo Mestre Maxiano na sala de recepção.

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