Capítulo 2 – A Pista da Identidade: O Pingente "Três-Um"
Naquele momento, o assistente do Templo Dourado de Notthing, Su Yuntao, estava prestes a chegar à Vila do Espírito Sagrado para realizar a cerimônia de despertar dos espíritos.
[Querem saber quais identidades secretas vão aparecer? Comentem abaixo! Se for algo interessante, posso até incluir na história. Vale personagens de animes, jogos, mangás, filmes... Ah, e não esqueçam de favoritar a obra!]
— Netinho, hoje é o dia do despertar do espírito. Não fique nervoso, ouviu? Não importa se você se tornar um espírito ou não, para mim, você sempre será o melhor. Além disso, já juntei um bom dinheiro para você... suficiente até para arrumar uma noiva no futuro! — O velho Jack olhava para Su Ming, que estava acabando o café da manhã, com um sorriso carinhoso.
No continente de Douluo, o despertar do espírito era um evento importantíssimo.
Desde que encontrara Su Ming, seis anos haviam se passado. Mesmo sem laços de sangue, o velho Jack já o via como um verdadeiro neto, seu legado. Com o crescimento do garoto, a vida antes solitária do velho ganhara novos sonhos e propósitos.
Se Su Ming despertasse um espírito com energia, ótimo! Seria motivo de orgulho, uma vida privilegiada no mundo dos espíritos. Se não... bem, ele já tinha planos. Fizera uma boa poupança para garantir que o menino nunca passasse necessidade, mesmo como um comum.
— Pode ficar tranquilo, vovô. Vou despertar um espírito com energia. E quando eu virar um espírito, levo o senhor para morar na cidade grande! — Su Ming sentiu o coração aquecer com as palavras do avô.
Quando chegara àquele mundo, para não chamar a atenção dos deuses, ele optara por renascer como um bebê, selando parte de seus poderes. Naquela época, realmente era frágil como qualquer criança.
Arriscado? Sim. Mas ele jamais agiria sem precauções.
Seis anos se passaram, e ninguém — nem mesmo os deuses — percebera sua presença. Valera cada segundo.
E o carinho do velho Jack? Isso ficaria marcado em sua memória. No futuro, quando ascendesse ao reino divino, levaria o avô junto.
— Ah, já ia me esquecendo... Hoje também é o dia do Tang San, o filho daquele bêbado do Tang Hao. Vou chamá-lo para a cerimônia — comentou Jack, lembrando-se de repente.
Terminando o café, Su Ming ergueu-se.
— Eu levo o Tang San, vovô. O senhor cuida das outras crianças.
Jack confiava no neto, que desde cedo mostrava maturidade incomum. Ainda assim, não deixou de dar os últimos conselhos.
— Tá bom, tá bom! — Su Ming já estava saindo, a caminho da casa dos Tang.
Ao chegar à oficina do ferreiro, empurrou a porta e anunciou:
— Tang San, vim te buscar!
Tang San, já preparado como combinado, cumprimentou-o com um sorriso:
— Irmão Ming, você veio!
Tang Hao, o pai, continuava a tomar seu mingau, indiferente.
— Vá. Só não se atrase para o almoço — resmungou, pousando a tigela.
Com a permissão obtida, os dois garotos saíram.
Assim que a porta se fechou, o olhar embriagado de Tang Hao clareou por um instante. Pensativo, refletia sobre Su Ming.
— Que tipo de criança é essa? Até o Tang San, com todo o seu talento, não se compara a ele.
Por treinar às escondidas, Tang San mantinha suas habilidades em segredo. Para o pai, o filho era um gênio... até conhecer Su Ming.
Tang Hao investigara a origem do garoto. A única pista? Um pingente de jade com os caracteres "Três-Um", encontrado com ele ainda bebê. Jack nunca escondeu isso, e quando Su Ming cresceu, contou-lhe a própria história.
Mas nada mais além disso.
Tang Hao suspeitava que Su Ming fosse descendente de algum clã secreto, abandonado após algum acidente.
O pingente, afinal, era um artefato espiritual.
E o comportamento de Su Ming — a postura, o olhar — não era de alguém comum. Seus pais deveriam ser figuras extraordinárias.
Hoje, no despertar dos espíritos, ele compareceria.
Para proteger Tang San, sim.
Mas também para descobrir qual espírito Su Ming despertaria.
Sem saber, ambos pensavam a mesma coisa.
Se despertar o Martelo Haotian, isso significaria se expor.
Ou teria que lutar para resolver a situação, ou fugir para outro lugar.
Por isso, Su Ming preparou um pequeno "espetáculo" especialmente para a cerimônia de despertar de espíritos hoje.
Com certeza, daria para extrair muita energia vital de Tang San e de Tang Hao.
Sob a liderança de Su Ming, os dois chegaram rapidamente ao "Templo dos Espíritos" no centro da vila.
O Templo dos Espíritos!
Uma organização que está acima de todas as outras forças do continente.
Como todos no continente possuem um espírito e precisam despertá-lo,
o Templo dos Espíritos tem presença em qualquer lugar habitado no Continente Douluo.
Claro, esses são apenas templos menores, com níveis hierárquicos diferentes.
Em vilas remotas como a Vila do Espírito Sagrado, o "Templo dos Espíritos" muitas vezes fica desocupado, sem ninguém para supervisioná-lo, ou até mesmo sem registro oficial.
O Templo no centro da Vila do Espírito Sagrado, na verdade, não passava de uma cabana de madeira um pouco maior.
Apenas uma vez por ano, durante a cerimônia de despertar, um encarregado do Templo dos Espíritos da Cidade de Nuoding era enviado.
— Su Ming, San, venham aqui! — Ao ver as duas crianças se aproximando, o Velho Jack acenou para elas, chamando-as para perto.
Ao lado do Velho Jack, havia outras sete crianças.
Somando Su Ming e Tang San, nove crianças da vila estavam na idade certa para despertar seus espíritos neste ano.
((Capítulo 3: O Despertar do Espírito))
Su Ming e Tang San se posicionaram do outro lado do Velho Jack,
formando uma linha clara que os separava dos outros sete meninos.
As crianças da vila tinham seus grupinhos, mas quando se tratava de Su Ming e Tang San, todas se uniam contra eles.
Tang San, por ter renascido neste mundo, no início desprezava essas crianças e não queria se misturar.
Com o tempo, a situação acabou assim.
Claro, depois de alguns "socos corretivos" de Su Ming para ajustar seu comportamento, Tang San já estava quase normal.
Mas alguns conceitos de sua vida passada ainda permaneciam nele.
Su Ming decidiu que era melhor parar por aí.
Uma transformação gradual era muito mais eficiente.
Usar uma quantidade enorme de energia vital apenas para forçar uma mudança de personalidade em Tang San, como um "Tsukuyomi Infinito", seria um desperdício total. Sem sentido.
Mas mudanças radicais... precisam ser feitas passo a passo.
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