Tradução pronta Thanks for the invitation, I just entered the chat group / Obrigado pelo convite, acabei de entrar no grupo de bate-papo: Capítulo 10

— Eita, seniora, acho que tem alguém lá dentro pra abrir a porta pra gente... — Mingfei Lu mal terminou a frase quando a porta se abriu.

De dentro saiu uma pessoa vestida da cabeça aos pés com um traje branco de proteção biológica. O indivíduo olhou para Mingfei e Moto Chen com uma expressão claramente desdenhosa.

— Mingfei Lu e Moto Chen, certo? Sou do Departamento de Equipamentos. Não me perguntem como sei seus nomes — todas as informações estão clarinhas no banco de dados da Norma. Por que demoraram tanto pra vir buscar o armamento?

— A gente se atrasou no caminho — respondeu Moto Chen, soltando a maçaneta com naturalidade e fingindo que nada havia acontecido antes.

O membro do Departamento levantou três dedos:

— Três regras básicas do Arsenal: Primeiro, desinfecção total na câmara de esterilização antes de entrar. Segundo, nenhum contato físico comigo — quem sabe quantos patógenos vocês carregam? Terceiro, levem APENAS o que vieram buscar. Nada de tocar em outras coisas sem minha permissão.

— E não perguntem meu nome. Não precisam saber quem sou. Provavelmente nunca mais nos veremos.

— Seniora, o pessoal do Departamento sempre é tão arrogante assim? — Mingfei sussurrou para Moto Chen.

— Pois é, por isso que chamam eles de malucos. Um bando de gênios com QI emocional negativo e zero consideração pelos outros — Moto Chen fez bico e disse em voz alta: — Entendido, agora nos leve pra dentro.

Os dois seguiram o técnico até o arsenal interno. Diante de outra porta, ele olhou para os dois:

— Afastem-se. E vão se desinfetar.

Moto Chen ia responder com provocação, mas Mingfei a puxou para a câmara de esterilização:

— Deixa pra lá, seniora. Não vale a pena discutir com maluco.

Satisfeito, o técnico abriu uma fenda no visor — provavelmente para reconhecimento de íris. Após a leitura, a porta se abriu com um estrondo.

O salão imenso exibia fileiras de vitrines com todo tipo de armamento. Mingfei ficou boquiaberto — nunca tinha visto tantas armas juntas.

— Andem logo, o [Dia da Liberdade] vai começar e não quero ser pego no fogo cruzado de vocês.

— Maluco chamando os outros de maluco — resmungou Moto Chen, indo direto para a seção de armas pesadas. Sem hesitar, pegou um rifle de precisão Barrett M82A1, o "Rei dos Snipers", e fez um aceno para Mingfei: — Junior, eu cubro de longe e você avança. Problema?

— Se você já decidiu, quem sou eu pra contestar? — Mingfei pegou duas Desert Eagles e uma katana padrão do Departamento. — A Desert Eagle do chefe é muito mais estilosa... pena que o Anjo da Morte é o símbolo dos Caduceus, só ele pode usar. — Olhando para as pistolas prateadas comuns, murmurou: — Preciso arranjar um jeito de pegar aquela...

Ao virar, viu Moto Chen saindo do vestiário. Seus olhos se encontraram — aqueles olhos afiados como lâminas, mas de uma beleza que dava vertigem. O cabelo vermelho-escuro preso em rabo-de-cavalo balançava, junto com os brincos de trevo de quatro folhas. A garota vestia um traje tático vermelho e girou diante dele:

— E aí, não tá demais?

— Arrasou! — Mingfei concordou com entusiasmo. — Parece a Asuka de Evangelion!

— E você ainda está de uniforme?

— Ah, vou me trocar agora. — Escolheu uma trench coat preta e roupa tática, como costumava usar quando foi presidente do grêmio. Ao sair, Moto Chen exclamou: — Nossa, não tá tão feio quanto imaginei! Até que você se sai bem, junior! — Circulou ele, avaliando: — Mas falta algo...

— Já sei! — Estalou os dedos e colocou uma boina na cabeça de Mingfei, sorrindo satisfeita. — Agora sim! Vamos sair e arrasar!

Como uma princesa guerreira, ergueu o Barrett de 1,5 metro e marchou orgulhosa em direção à saída.

[...]

— Vou ficar no prédio da faculdade como atiradora. Você se esconde, e eu elimino quem chegar perto. Deixa o Grêmio e a Sociedade do Leão se destruírem mutuamente. Quando os líderes saírem para o confronto final, eu desço e armamos a emboscada no estacionamento.

— Ah, tem uma atiradora excelente no Leão, minha amiga. Você precisa localizá-la e eliminá-la primeiro. Sem suporte, o presidente deles fica vulnerável. Aí você entra pra bagunçar o esquema deles, e eu abato os líderes um por um! — Moto Chen esfregava as mãos, cheia de energia.

— Entendido, seniora. Mas como a gente se comunica?

Ela colocou um microfone sem fio em seu ouvido: — Tecnologia de ponta. Agora vou ao meu posto. Boa sorte, junior!

Como um raio vermelho, desapareceu.

Sozinho no centro da Praça Odin, Mingfei murmurou, com pupilas douradas brilhando: — Já renasci uma vez... continuar me escondendo seria muito patético...

— Dessa vez, vou escrever meu próprio capítulo.

Um riso diabólico ecoou em seus ouvidos. Empunhando a katana, com as duas Desert Eagles na cintura, adentrou a floresta.

De repente, uma sirene aguda varreu o campus, ecoando como um fantasma enraivecido. Homens vestidos de preto e armados com M4 surgiram nas escadas. Os funcionários da manutenção tentaram intervir, mas foram abatidos no ato.

Da igreja, irromperam combatentes de vermelho. O campus pacífico se transformou num campo de batalha. Cada edifício vomitava combatentes armados, divididos por cores, atirando sem piedade. Muitos caíam no primeiro instante. O rugido das armas enchia o ar.

[...]

A pequena equipe já estava escondida na beira da floresta. À frente, ficava a igreja que servia de base para o conselho estudantil — o alvo da missão. O líder do grupo, vestido com um uniforme de combate preto, fez um sinal com a mão, e toda a equipe parou imediatamente, como soldados bem treinados, escondendo-se atrás das árvores.

Como diz o ditado, "para pegar os bandidos, primeiro capture o líder". Nesse momento, as forças principais do conselho estudantil estavam em combate na Praça Odin ou dentro do prédio da escola, deixando a igreja praticamente desprotegida. O plano era capturar o presidente do conselho, César. Sem seu comando, o conselho estudantil ficaria completamente desorganizado.

A equipe de sete membros, formada pelos melhores da Sociedade do Coração de Leão, era liderada por Kevin, que havia participado do último "Dia da Liberdade". Naquela ocasião, a Sociedade do Coração de Leão sofrera uma derrota humilhante, pois ninguém conseguira eliminar César. Ele permaneceu no comando, dando ordens com maestria, levando o conselho estudantil a uma série de vitórias graças à sua habilidade militar excepcional.

Mas este ano não cometeriam o mesmo erro. Kevin, um entusiasta da cultura chinesa, passou o último ano estudando antigos livros de estratégia militar da China. Dessa pesquisa, ele concluiu que a derrota se devia à desvantagem numérica — a Sociedade do Coração de Leão tinha apenas dois terços dos membros do conselho estudantil. Um confronto direto seria suicida. Por isso, ele propôs reunir os melhores membros para atacar os líderes do conselho estudantil. Assim nasceu a Operação "Estrela Cadente", um plano de decapitação que ele mesmo liderava.

— David, você ouviu algo? — perguntou Kevin ao companheiro ao lado, olhos alertas varrendo os arredores.

— Nada, capitão. Será uma emboscada do conselho estudantil? Talvez tenham previsto nosso plano.

Kevin ficou em silêncio por um momento.

— Não parece. Vamos fazer uma pausa. Se não houver nada, seguimos em frente.

Mas não houve resposta de David. Kevin se virou e viu o colega caído no chão, uma marca de tinta vermelha na testa. O coração de Kevin disparou. Droga! Como não ouviram o tiro?

— Emboscada! Todos em alerta! — gritou ele.

Os cinco membros restantes ergueram suas armas, mas não havia sinal do inimigo.

— Aaah! — O membro mais ao fundo do grupo caiu com um grito. Novamente, sem som de tiro.

— Agrupem-se! Não deem chance a ele! — Kevin entendeu a estratégia do inimigo: eliminá-los um por um.

Os cinco rapidamente formaram um círculo, costas uns contra os outros, armas apontadas para fora, cada um cobrindo uma direção.

"Assim ele não vai conseguir", pensou Kevin.

Foi então que uma voz zombeteira ecoou de cima, como um fantasma pairando no ar.

— Tiozão, assim não tem graça. Eu queria brincar mais um pouco.

Uma granada caiu entre eles, claramente segurada por um tempo antes de ser lançada. Uma nuvem vermelha explodiu, envolvendo os cinco.

"Ele nunca quis nos pegar um por um... só queria nos juntar para isso", foi o último pensamento de Kevin antes de perder a consciência.

Luming Fei pulou da árvore, girando a pistola com silenciador que havia roubado. Olhou para os corpos espalhados no chão e balançou a cabeça.

"Pegar o líder primeiro, boa ideia. Mas esses 'melhores' da Sociedade do Coração de Leão não são lá gran coisa. Só precisei de um truque simples."

— Próximo alvo... — murmurou, erguendo os olhos para a igreja.

......

— O que aconteceu com aquela equipe da Sociedade do Coração de Leão? Viram eles entrando na floresta meia hora atrás. Por que ainda não saíram?

No topo da torre do sino da igreja, dois membros do conselho estudantil, encarregados da vigilância, reclamavam com o parceiro.

— Quem sabe? — O companheiro deu de ombros, segurando o binóculo.

— Será que... foram todos eliminados? — Uma terceira voz surgiu atrás deles.

— Duvido. Quem seria bom o suficiente?

— Ora, quem mais senão eu? — A voz respondeu, cheia de diversão.

Foi quando perceberam: quem estava atrás deles? Ao se virarem, viram o cano de uma Desert Eagle prateada brilhando sob a luz do sol, apontada para suas testas.

— A Desert Eagle faz muito barulho. Os de dentro já devem ter ouvido. Poxa, queria me infiltrar e brincar com o chefe — Luming Fei resmungou, olhando para os membros do conselho estudantil caídos a seus pés, rostos cobertos de tinta vermelha.

— Mas o melhor fica por último — ele murmurou, pulando do topo da torre e desaparecendo no ar como um fantasma.

[Habilidade: Sussurro das Sombras]

Afinal, as "habilidades" não passam da vontade do soberano impondo sua ordem ao mundo.

......

— Grupo A, entrem primeiro e verifiquem. Grupos B e C, fiquem comigo aqui fora.

Era um prédio da escola que a Sociedade do Coração de Leão havia tomado. Dez homens se agachavam junto à parede externa.

César dera ordens: o prédio ficava perto do estacionamento, local da batalha final. Segundo um antigo ditado chinês, era um "ponto estratégico vital". Não podia cair nas mãos da Sociedade do Coração de Leão, ou o atirador de elite deles causaria muitos problemas.

O vice-presidente do conselho estudantil, Carlon, se oferecera para liderar a missão. Desde o primeiro ano, ele era de confiança de César.

Para a tarefa, César lhe dera os melhores dos melhores.

Nove homens, divididos em três grupos. Todos veteranos de dois "Dias da Liberdade", com muita experiência.

O Grupo A, armado com submetralhadoras MP5, rastejou pela entrada.

— Capitão, primeiro andar limpo — veio o relatório pelo rádio.

Carlon ergueu a mão direita, fazendo um sinal para avançar. Os Grupos B e C seguiram para dentro.

O primeiro andar estava mesmo vazio. Onde estariam os membros da Sociedade do Coração de Leão?

— Verifiquem o segundo andar — Carlon ordenou após pensar um pouco.

Os dez subiram as escadas devagar, armas apontadas para cima, costas coladas na parede.

Ao chegar no topo, Carlon ergueu a mão direita, fechando o punho. O grupo inteiro parou, silencioso como a noite.

Carlon encostou a ponta escura da MP5 no canto da parede, mantendo a cabeça protegida atrás dela. Movendo a arma lentamente, tentou avistar o corredor do andar.

De repente — algo inesperado!

Um clarão afiado de metal subiu rápido como um raio. Antes que Carlon pudesse reagir, sua MP5 foi arremessada para longe!

Logo em seguida, um objeto escuro voou em sua direção.

— Granada! — ele gritou, rolando escada abaixo. Os colegas atrás dele reagiram na hora — a granada foi atingida a tiros no ar. Mas, em vez de explodir, liberou uma fumaça branca.

— Droga, era fumaça! É uma emboscada!

Os nove membros da equipe se organizaram rapidamente. Divididos em grupos de três, começaram a varrer a escadaria com rajadas de metralhadora, cobrindo o avanço. Carlon sacou a Colt do coldre, girou e ajoelhou, mirando a escada de baixo para evitar um ataque surpresa pelas costas.

— Alternância de fogo cerrado? Essa equipe é bem treinada, deve ser veterana. Vai ser difícil... — pensou Lu Mingfei, escondido na primeira sala perto da escada.

Apertando o microfone do fone de ouvido, sussurrou:

— Mestra, em que prédio você está? Estou no prédio dois.

— No prédio um. O que foi?

— Encontrei um grupo de dez pessoas aqui. Preciso de cobertura.

— Eu não disse para você ficar na defensiva? Não me obedece mesmo?

— É... depois eu explico. Eles já estão aqui, mestra.

— Olha pela janela.

Lu Mingfei esticou meio rosto pela janela. No telhado do prédio em frente, uma figura vestida de vermelho acenou para ele, fazendo seu coração bater mais forte.

Ele sorriu, sabendo que o espetáculo estava prestes a começar.

No vão da escada, a equipe de assalto continuou atirando por quase um minuto, mas não houve reação.

Parecia mais um teste do que um ataque de verdade.

Carlon levantou-se do chão, decidido a avançar para o segundo andar.

— Grupo A na frente. Revistem todas as salas.

Os três do Grupo A concordaram, trocaram os carregadores e se prepararam para o ataque.

Foi então que um corpo surgiu de lado no topo da escada, deslizando pelo chão. O rugido de uma Desert Eagle ecoou — três tiros, três alvos atingidos na testa.

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