Tradução pronta Thanks for the invitation, I just entered the chat group / Obrigado pelo convite, acabei de entrar no grupo de bate-papo: Capítulo 8

— Não, mesmo você sendo meu veterano, com essa cara de cachorro derrotado, ainda vão te desprezar — pensou Lu Mingfei.

— Então, quando o trem vai chegar, veterano?

— Hmm... isso eu também não sei. Você é o prestigioso nível "S", então teoricamente deveria ter um transporte especial. De qualquer forma, vamos esperar.

No fim, eles passaram duas noites dormindo na estação de trem de Chicago.

...

Ele se levantou do banco. Do lado de fora da grande janela, uma lua imensa ascendia lentamente, inundando o saguão com sua luz prateada como uma maré que invadia a costa. Tudo ali estava banhado por aquele frio luar, e as sombras das grades se projetavam sobre os encostos dos bancos. O pequeno diabinho estava sentado em silêncio, contemplando a lua.

Lu Mingfei tirou o cobertor e sentou-se ao lado de Lu Mingze. Os dois ficaram ali, quietos, observando a lua como se estivessem diante do mar, num silêncio absurdo e harmonioso.

— Ei, ei, irmão, por que essa cara triste? Hoje é um grande dia, sua admissão na escola! Vamos ficar felizes! — De repente, o diabinho pulou no chão e gritou animado.

Lu Mingfei coçou a cabeça.

— Você que criou esse clima melancólico... Não é culpa minha. O cenário pediu.

O pequeno diabinho ajustou com elegância a gravata de seu traje noturno impecavelmente negro.

— É o seguinte, irmão, para celebrar sua entrada triunfal, eu preparei essa atmosfera especial.

Piscou para Lu Mingfei.

— E nenhuma celebração seria completa sem um presente. Vou mandar direto para o seu dormitório, então fique de olho, certo?

Lu Mingfei franziu a testa.

— Que presente?

De repente, o diabinho ficou sério, falando baixo.

— Uma busca, irmão. Desta vez, vamos buscar o que é nosso por direito.

Lu Mingfei estava prestes a perguntar o que ele queria dizer quando...

— Acorda, novato! O trem chegou! — Fingel o sacudiu até acordar.

Ele se levantou. O barulho do mundo lá fora invadia a estação: passos apressados, buzinas, o atrito das rodas nos trilhos. Os sons típicos de uma metrópole. Dois guardas cochilavam perto da porta, e ao longe, a lanchonete Subway ainda estava iluminada.

— Pega suas malas. É hora de embarcar — disse Fingel.

Na bilheteria vazia, surgiu uma figura vestida com um uniforme verde-escuro de condutor de trem, balançando um pequeno sino dourado. Na cartola, um emblema reluzente, uma lanterna em uma mão e uma máquina de cartão na outra.

— Trem CC1000 prestes a partir! Passageiros, preparem-se para embarcar! — a voz ecoou pelo saguão.

O condutor passou o cartão de Fingel na máquina. Um sinal verde aceso e um bipe.

— Fingel, seu cachorro velho, ainda não foi expulso? Achei que não te veria este ano.

— Eu sou um homem de princípios — resmungou Fingel. — O trem tá atrasado... minha classe caiu de novo?

— Caiu pra "F". Você despencou do nível "A", hein?

— Caramba, de nobre virou gado... Essa política de classes da faculdade é desumana.

— "Humano" é uma palavra que um cachorro nível "F" como você não tem direito de usar — o condutor sorriu friamente.

Quando o cartão de Lu Mingfei passou pela máquina, a luz verde piscou freneticamente, seguida de uma música animada.

— Lu Mingfei? — Os belos olhos verdes do condutor se iluminaram. — Nossas desculpas, houve um erro no sistema. Seu nível é "S". É a primeira vez que vejo alguém tão alto na hierarquia. Talvez seja só um bug, tipo o bug do milênio.

Fingel abraçou o ombro de Lu Mingfei com orgulho.

— E aí, viu? Meu parceiro aqui é nível S. Ainda quer me zoar?

— Tô nem aí — o condutor revirou os olhos. — Entra logo, o trem não vai ficar parado pra sempre.

...

Seguiram o condutor até a plataforma, onde a "Serpente do Mundo" aguardava silenciosamente sobre os trilhos, seus faróis brilhando intensamente. O trem era todo negro, com linhas aerodinâmicas e adornos prateados que pareciam trepadeiras dançando sobre a tinta escura — uma obra-prima de elegância.

Na porta aberta, uma figura familiar os aguardava, acenando com um sorriso: o Professor Guderian.

Enquanto o trem cortava a noite escura, Lu Mingfei, Fingel e Guderian se acomodaram em uma cabine luxuosa, diante de uma mesa de carvalho maciço. O vagão era inteiramente decorado em estilo europeu clássico: paredes com papel de parede vitoriano, janelas emolduradas em madeira nobre e sofás de couro verde-escuro com detalhes em fios dourados. Nenhum detalhe escapava à perfeição.

Os dois jovens vestiam agora o uniforme da Academia Cassel: camisas brancas, ternos verde-escuros com bordas prateadas, lenços vermelho-escuros e o emblema da árvore do mundo no bolso. O alfaiate da escola, embora nunca tivesse tirado suas medidas, havia acertado perfeitamente.

Lu Mingfei voltou a manga e leu o nome bordado em fios dourados: Ricardo M. Lu.

— Café ou chocolate quente? — perguntou o Professor Guderian, apoiado na parede, diante de um enorme quadro coberto por um pano.

— Chocolate quente! — Fingel ergueu a mão animado.

— Não foi você que eu perguntei. Por acaso um aluno repetente de oito anos acha que vou servir chocolate na mão dele? Tenha vergonha. Às vezes, nem quero admitir que você é meu aluno. — O professor olhou para Fingel com reprovação antes de se voltar para Lu Mingfei, seu rosto iluminado. — Mingfei, eu recomendo algo mais forte, um licor talvez. Ah, e esse aqui é só um aluno que a escola me enfiou como tutor. Ele é teu veterano, mas se ele te incomodar, me avisa. Eu garanto que ele não se forma este ano também.

Lu Mingfei acenou com a mão.

— Chá preto está ótimo, professor. E o Fingel até que é gente boa. Não precisa ser tão duro com ele.

Ele sabia o que Guderian estava tentando fazer. Aquela pintura atrás dele devia ser algo chocante. Mas depois de encarar o próprio Nigrum Draco em sua forma apocalíptica, um simples quadro não era nada.

O professor Gudrian acenou com a cabeça e então olhou para Fengel, que estava relaxado na cadeira ao lado:

— E você aí, deitado feito um preguiçoso? Não ouviu o que seu júnior disse? Como veterano de oito anos, não deveria cumprir seu papel de irmão mais velho? Vá logo preparar um chá para nosso adorável júnior!

— Ordem recebida! — Fengel saltou da cadeira e saiu correndo em direção à sala de chá, todo animado.

O professor Gudrian limpou a garganta:

— Em primeiro lugar, peço desculpas pelo atraso. Fiquei retido na Rússia e só percebi o erro de logística quando voltei para a faculdade. Como ainda não tinha te buscado, decidi vir pessoalmente.

— Em segundo lugar, nosso regulamento é especial. Antes da matrícula, preciso te informar sobre o exame de admissão que chamamos de '3E'. Sem passar nele, não há vaga nem bolsa de estudos.

— Aqui está um acordo de confidencialidade para você assinar, Mingfei. — O professor estendeu um documento.

Diante daquele texto estranho, mistura de latim e inglês, Lumingfei nem pensou duas vezes. Pegou a pasta e assinou com traços fluidos.

— Júnior, que atitude! — Fengel, que voltava com o chá, ergueu o polegar em sinal de aprovação.

— Você... não vai pensar um pouco ou fazer perguntas? — O professor parecia surpreso.

Lumingfei abriu as mãos:

— Que opções tenho, professor? Estamos num trem a mais de 200 km/h rumo à misteriosa Faculdade Cassel. Se eu não assinar, eles vão fazer o trem voltar?

— Bem... hahaha. — O professor riu sem graça, ajustando os óculos. Esperava que o jovem pelo menos refletisse ou fizesse perguntas.

— Então, permita-me apresentar oficialmente a Faculdade Cassel. Como universidade credenciada nos EUA, dedicamos-nos a oferecer educação de qualidade para alunos com talentos especiais, além de auxílio na colocação profissional.

— O curso normal dura quatro anos. Casos como o Fengel, que está há oito sem se formar, são únicos. Temos educação clássica em regime fechado, com todos os alunos morando no campus. Ao concluir, você receberá um diploma válido.

— Porém, nosso diploma não tem equivalência em outras universidades. Se quiser mestrado ou doutorado, terá que continuar conosco.

— Nem penso em mestrado ou doutorado, professor. Se formasse com essa idade, já estaria nos vinte e poucos sem nem uma namorada. — Lumingfei soltou uma piada.

— Hehe, júnior, gosto do seu pensamento! Igualzinho ao seu veterano aqui. — Fengel cutucou seu ombro, falando baixinho.

— Mutuamente. Mas um cara como você realmente arruma namorada? — Lumingfei sorriu maliciosamente.

— Júnior, isso foi um golpe baixo! — Fengel agarrou o peito como se tivesse levado uma facada.

O professor, um tanto desligado, falou sério:

— Não se preocupe, Mingfei. Temos muitas garotas bonitas na faculdade. Com seu talento excepcional, não faltarão pretendentes.

Lumingfei suou frio. [Todo mundo sabe que você é o maior fã do Lumingfei na Cassel!] Se fosse tão bom quanto o professor dizia, por que tinha sido um perdedor na vida passada?

O professor ficou sério:

— A razão de sermos diferentes é que a Faculdade Cassel é especial. Nós estudamos...

Levantou-se e puxou com força a tela que cobria uma enorme pintura atrás dele.

A cena grotesca surgiu sob a luz: céu cor de ferro e fogo, uma única árvore gigante com galhos mortos se estendendo como teias, sustentando um firmamento rachado. Ossos cobriam a planície enquanto uma besta negra emergia, asas carregadas de crânios, soltando chamas escuras.

— Dragões! Mais precisamente, o Rei Dragão Nidhogg. Segundo a mitologia nórdica, no Ragnarök, ele roerá as raízes de Yggdrasil. Naquele dia, o mundo acabará.

O professor passou os dedos pelos livros na estante:

— Se soubesse latim, leria títulos como 'Genealogia Dragônica', 'Dragões e Linguagem Mágica', 'A Chave de Salomão'. Séculos de pesquisa acumulada. Nós caçamos e estudamos dragões, e a Cassel é a herdeira desse conhecimento.

— Aqui, você pode estudar Engenharia Alquímica, Design Mecânico Mágico ou Teoria da Linhagem Dragônica. Mas o objetivo final de todos os cursos é... — Ele encarou Lumingfei. — Matar dragões!

— Ótimo! Matar dragões! — Lumingfei aplaudiu como se tivesse visto uma peça teatral espetacular.

O professor pareceu confuso:

— Mingfei... você não sentiu mais nada além do impacto?

Lumingfei coçou a cabeça:

— Não, professor. Só uma pintura comum, mas muito bem feita. Me fez sentir dentro da cena.

Os olhos do professor brilharam:

— Dentro da cena? Viu algo mais? Sentiu alguma pressão?

— Não. — Lumingfei balançou a cabeça.

Desapontado, o professor voltou ao lugar. Lumingfei ia fazer outra piada quando...

UM ESTRONDO ensurdecedor sacudiu o trem. As luzes piscaram e apagaram, mergulhando tudo na escuridão.

— Irmão, aquele que desafia o destino será trespassado pela lança flamejante nas profundezas do inferno. — A voz do diabinho ecoou no escuro.

Quando as luzes voltaram, ainda era o mesmo trem luxuoso, o mesmo sofá de couro... mas o professor e Fengel haviam sumido. Lumingfei virou a cabeça: o diabinho estava sentado ao seu lado.

— Ei, ei, que maluquice é essa? Precisava fazer uma entrada tão dramática? — Lu Mingfei reclamou, claramente irritado.

Lu Mingze ignorou o irmão e apontou para a janela. Quando Mingfei seguiu a direção do dedo, o que viu o deixou sem fôlego.

Lá fora, não era mais noite. O trem cortava em alta velocidade uma imensa planície gelada. Montanhas afiadas, cobertas por uma camada branco-azulada de gelo, perfuravam o céu vermelho-sangue. Uma tempestade caía, com gotas escarlates escorrendo pela janela.

No pico mais alto, o dragão da pintura repousava, suas asas estendidas até a base da montanha, ambas encharcadas de sangue. Uma multidão escalava suas asas. Os que alcançavam o topo cercavam a cabeça da criatura, martelando pontas de ferro no crânio. A cada golpe, um jorro de líquido branco jorrava, evaporando em vapor. A turba vibrava, gritos ecoando.

— Isso é só a cena em que Nidhogg, aquele traidor, foi morto pelos dragões e meio-sangues. Por que mostrar de novo? — Mingfei disse, desinteressado, até seu olhar se fixar no horizonte. Seus olhos se estreitaram. — Espera... O que é aquilo?

Uma névoa negra se formava, relâmpagos vermelhos cintilando em seu interior. Ela avançava em direção ao cadáver de Nidhogg, como se quisesse devorá-lo.

— Percebeu algo errado, irmão? — Mingze sussurrou ao seu lado. — Aquela presença... já roubou parte do poder do Rei Negro.

— Irmão, a batalha que nos espera será ainda mais difícil que a última vez.

Os olhos dourados de Mingfei brilharam, sua expressão endurecendo. — E daí? Se algo ficar no nosso caminho, não importa o que seja, vamos esmagar.

— Isso que é atitude, irmão. — Mingze sorriu, mas havia fúria no olhar. — Vamos esmagar tudo!

— Só vim avisar. Daqui pra frente, essa coisa pode aparecer em qualquer evento. Fique esperto.

— Lembra do nosso objetivo desta vez?

— Procurar — Mingfei respondeu.

— Exato. Vou te guiar pelo celular.

Mingfei queria perguntar por que o irmão não podia falar logo, sem mistérios. Mesmo revivendo, ele continuava enigmático. Era só para parecer mais impressionante?

— Chega de charadas! — Mingfei gritou, acordando sob um cobertor, em uma poltrona de couro. Estava em uma biblioteca elegante, cercado por estantes e um lustre de cristal.

— Hein? Que charadas? Sonhou com o Batman? — O professor Gudrian ergueu a cabeça, confuso, segurando um livro antigo sobre linhagens de dragões.

Mingfei esfregou a testa. — Professor, já chegamos na universidade?

— Ainda no trem. Você dormiu tão profundamente que não acordava. Pedi ao Fingal para te trazer aqui.

— Ah, é? — Mingfei murmurou, então perguntou: — Professor, o que eu fiz depois de ver a pintura de Nidhogg? Como terminou a orientação?

— Não lembra? Depois da pintura, perguntei sua opinião, e você respondeu com uma cara de "Nidhogg não é nada, eu acabo com ele num instante". Disse que estava cansado e foi dormir até agora.

O professor coçou a sobrancelha grisalha e sussurrou: — Mas adorei sua atitude! Típico de um aluno nível "S". É assim que enfrentamos os dragões!

Mingfei revirou os olhos. No passado, derrotar Nidhogg tinha sido fácil mesmo.

— Mingfei, está bem? Você parece pálido — o professor perguntou, preocupado.

— Tudo bem, só acordei agora.

Gudrian suspirou, aliviado. Temera que o choque da descoberta sobre dragões tivesse afetado o aluno. Seu futuro como professor vitalício da Universidade Cassel dependia de Mingfei! Não queria passar o resto da vida lidando com Fingal, o aluno eterno.

Falando nele, o professor olhou para o sofá, onde Fingal roncava como um porco. A raiva subiu, e ele deu um chute no traseiro do rapaz.

— Levanta! Estamos quase lá!

— Aai! — Fingal pulou, esfregando o local. — Professor, que injustiça! O novato também dormiu. Por que só eu me ferro?

— Quer reprovar na minha matéria? — O professor franziu a testa.

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