Tradução pronta Thanks for the invitation, I just entered the chat group / Obrigado pelo convite, acabei de entrar no grupo de bate-papo: Capítulo 7

— Sim, faz muito, muito tempo que não gosto mais — disse Lu Mingfei baixinho.

Chen Moning finalmente virou o rosto para ele.

— E você ainda me pediu para fazer pose de namorada hoje? Sabe que saí de casa de camiseta, jeans e tênis? Quando vi você no palco, já percebi que tinham feito papelão com você. Tive que correr de carro para comprar essa roupa, me trocar e entrar correndo para te salvar. Foi cansativo.

Ela ficou com uma expressão intrigada.

— Você é totalmente diferente do que eu investiguei. Nada patético, e nem gosta da Chen Wenwen. Me explica essa história?

Lu Mingfei ignorou a pergunta e abriu a porta do carro.

— Aqui dentro tá abafado. Vamos lá pra fora.

Chen fez bico, mas pulou do carro sem pressioná-lo. Sabia que, quando ele quisesse, contaria.

Lu Mingfei se jogou no meio-fio, abraçando os joelhos. Sobre o vestido de tule caríssimo, Moning nem ligou — deu uma olhada na placa da rua e sentou do lado dele.

Ele olhou discretamente para baixo do vestido. Os tornozelos dela ainda estavam envoltos numa meia fina como névoa, a pele alva aparecendo por entre o tecido. Ela pulara na rua descalça, sem se preocupar com a sujeira, abandonando os saltos altíssimos.

— Cadê seus sapatos?

— Nada a ver contigo. Não quero usar, tá dodói.

Ficaram sentados sem graça um tempão, até que Lu Mingfei finalmente falou:

— A Chen Wenwen é uma boa pessoa, mas com a personalidade dela, não vai longe com o Zhao Menghua. Se tiver chance, ajuda ela.

— Ôôô, falar em ajudar a primeira paixonite na frente da namorada oficial não é meio sem noção? — disse Chen, distraída, digitando no celular.

[Pensamento de Lu Mingfei: Mana, você ainda não saiu do personagem? Nem te pedi em namoro e você já tá se oferecendo?]

Ele se levantou, espanando a poeira da calça, e apoiou-se na linha aerodinâmica da Ferrari. Olhou para os arranha-céus iluminados do centro financeiro. O vento da noite passava entre eles, levantando suas franjas e os cabelos soltos dela. Moning, preguiçosa, tirou o elástico, deixando os cabelos vermelho-escuros voarem sob a luz amarelada das lâmpadas. As folhas de gingko balançavam como sombras negras.

— Terminou suas mensagens? — perguntou ele.

Ela se aproximou.

— Tá saudoso dos tempos de colégio que não voltam mais? Ou da amizade que acabou?

Lu Mingfei balançou a cabeça.

— Nada disso, seniora. Só pensando que a vida seria melhor se as pessoas ficassem sempre como no primeiro encontro.

— Quantas histórias terminam em arrependimento? Quantas realmente têm final feliz? Se tudo parasse no momento perfeito da primeira vez... seria lindo.

— Acho que tô sendo egoísta. Queria que todo mundo ficasse preso no instante em que nos conhecemos.

O ar em volta parecia pesar, a tristeza quase palpável.

— Não é assim — disse Moning, olhando firme para o perfil dele. — A vida nunca para no primeiro encontro. Se você vê alguém uma vez, vai ver de novo, e depois mais.

— O mundo é cruel. Não espera ninguém. Pode chorar, gritar à noite, mas no dia seguinte tem que levantar, lavar o rosto e seguir. Sempre vão existir arrependimentos. Mas, feliz ou triste, a vida continua. Por isso a gente tem que valorizar o que tem agora, segurar as pessoas e coisas que ainda estão aqui, antes de lamentar as que se foram.

Nem ela sabia por que estava falando isso. Só via a dor estampada no rosto do garoto. Parecia ter caminhado uma estrada longa e vivido muito. Achou que essas palavras poderiam ajudar.

Lu Mingfei soltou uma risada amarga.

— Você disse que eu não pareço patético, seniora, mas acho que ainda sou. Já leu Shanghai Fortress?

Ela negou com a cabeça.

— Tem uma frase que marca: "No mundo, existem vinte mil pessoas por quem você se apaixonaria à primeira vista. Se encontrasse qualquer uma delas, amaria na hora."

Ele fez uma pausa.

— Eu encontrei uma. Mas não me segurei. No fim, ela não ficou comigo.

— Alguém me disse uma vez que, se gosta de uma garota, tem que contar para todo mundo. Gritar. Apostar seu orgulho e seu futuro nisso.

— Precisa ter flores. Se não souber o que ela gosta, vai de rosas vermelhas. Nenhuma mulher odeia rosas. Precisa de música — ela fala mais que palavras. E o mais importante: declarar na frente de todos.

— Mas, no final das contas, nunca me declarei. E a perdi. Para sempre.

Chen Moning não soube o que responder. Sentou no capô da Ferrari, acompanhando Lu Mingfei a observar as estrelas. Ele também não esperava uma resposta. O silêncio tomou conta, quebrado apenas por fogos de artifício colorindo o céu.

Algo puxou levemente sua camisa. Lu Mingfei olhou para baixo: era a mão pequena dela, descuidada. Um cacho de cabelo caía sobre o rosto luminoso, as longas pestanas curvadas.

De repente, ela gritou:

— Você tá parecendo aquele coelhinho que o urso usou pra limpar a bunda!

Ele riu sem graça.

— É, é. Fui usado como lenço pelo urso.

— Passei a noite inteira te cobrindo e ainda me meti nessa. Me deve uma — disse Chen, já com ar de raposinha malandra, bagunçando os cabelos dele.

— Mas já te paguei um sorvete!

— Não vale! Acha que faço isso por qualquer um?

— Tá bom. Vou te dar um presente. Quando é seu aniversário?

— Dez de outubro. Quer me dar presente?

— Você vai descobrir quando chegar a hora.

Nonô não disse nada, levantou-se e pulou para a calçada, alternando os pés em um quadrado imaginário.

— Você brincava de amarelinha quando era criança?

Lú Mingfei balançou a cabeça.

— Eu sempre brincava sozinha, ninguém queria brincar comigo. Nunca aprendi direito as regras — Nonô continuava pulando, com as pontas vermelhas dos cabelos balançando a cada salto. O vento da noite levantava seu vestido transparente como fumaça escura, contrastando com sua pele pálida, quase de fada.

Lú Mingfei a observava, sentindo a melancolia no peito desaparecer. Chen Monuo era aquela garota mágica, capaz de contagiar todos ao redor com seu humor.

Mas a visão dela pulando sozinha também lhe dava uma pontada de solidão.

O rádio tocava "Maple", do Jay Chou. Lú Mingfei entrou no carro e aumentou o volume.

"Amo você através do tempo,

duas lágrimas do fim do outono,

deixando o amor penetrar o chão.

Tudo que eu quero é você...

aqui ao meu lado."

Capítulo 8 – Cenas Oito e Nove: Admissão (Parte Dupla)

— Eu quero entrar para Cássel — anunciou Lú Mingfei.

— Não adianta me dizer isso. Você tem que ligar para o Professor Gurdian. Só quando você usar o celular que a faculdade te deu e ligar pra ele pessoalmente que as coisas vão começar a funcionar — Chen Monuo respondeu, sem se virar.

Ele abriu o celular e discou. O professor Gurdian atendeu na hora, como se já estivesse esperando.

Lú Mingfei lambeu os lábios.

— Professor, eu me decidi. Estou pronto para assinar os documentos.

— Assinar... para aceitar? — A voz do professor soou tensa.

— Sim, claro que sim.

— Verificação vocal confirmada. Autorização pessoal recebida. Iniciando protocolo. Lú Mingfei, código A.D.0013, classe ‘S’, integrado ao sistema de Cássel. Acesso ao banco de dados liberado. Conta criada. Grade de matérias gerada.

— Eu sou a Norma, secretária da Academia Cássel. É um prazer servi-lo. Seu passaporte, visto e passagem chegarão em até três semanas. Bem-vindo à Academia Cássel. — A voz mudou para uma mulher jovem, clara, mas ligeiramente mecânica.

— Norma, não me corta! Deixa eu falar mais um pouco! — O professor Gurdian voltou à linha. — Mingfei, a Norma só precisava confirmar sua voz para formalizar sua entrada. Ela cuidará de todo o resto. Fique de olho no correio.

— Você está com a Nonô agora? Fiquem aí, não saiam! Estou em Pequim, mas já mando um transporte buscar vocês. Ainda precisamos de algumas assinaturas em papel.

A ligação terminou abruptamente, mas Lú Mingfei conseguiu distinguir um tom de alegria na voz do professor.

Ele olhou para o celular e perguntou, mesmo já sabendo:

— O que diabos é essa "Norma"?

— É o sistema administrativo da faculdade, uma inteligência artificial. Ela resolve TUDO. Basta autorizar com sua voz, e a Norma cuida do resto sem fazer barulho. Ela é simplesmente a melhor!

— Então foi com ela que você trapaceou no jogo?

Chen Monuo fingiu não ouvir.

— Vem brincar de amarelinha comigo!

Lú Mingfei resmungou, ignorando a trapaceira.

Um barulho ensurdecedor cortou o céu escuro. Ele ergueu os olhos e viu uma enorme sombra se aproximando em voo baixo.

— Sério? De novo? — Ele esfregou os cabelos revirados pelo vento.

— O velho está mesmo ansioso para te buscar, hein? — Nonô fez bico. — Mandaram até um helicóptero.

— Tenho a impressão de que vocês estão me sequestrando. Tá parecendo coisa de máfia.

— Relaxa, somos uma faculdade de verdade, não traficantes de gente.

......

— Não consegui escapar dessa... — pensou Lú Mingfei.

Antes de partir, ele tentou convencer a tia de que ele ia só estudar nos EUA, não virar soldado no Afeganistão. NÃO, ele não precisava de tantas tralhas. E o que diabos era aque-la panela de pressão? Ela achava que ele ia passar fome lá? Ele era Lú Mingfei, o novo bolsista de 36 mil dólares por ano, não um mendigo!

A tia insistiu:

— O filho do colega do seu tio disse que os EUA são perigosos! Tem tiroteio na rua toda hora! Leva esse edredom e essa panela, quem sabe eles não param uma bala! Se acontecer algo com você, como eu vou explicar pros seus pais?

Agora, ele segurava duas malas gigantes, cada uma tão pesada quanto ele mesmo.

A mochila nas costas tinha uma saliência estranha — a bendita panela de pressão. Um saco de lona carregava um edredom de doze furos, um travesseiro de látex premium e mais uma mala. Sem mãos livres, ele segurava o passaporte com os dentes.

No meio do fluxo de passageiros, Lú Mingfei ergueu os olhos para o teto imponente da estação de Chicago, brilhante como uma catedral.

— Queria poder te acompanhar, mas tenho que partir para a Rússia. Um calouro em Pequim atrasou a matrícula, então fui designado para recrutar o próximo aluno da lista — lamentou-se o professor Gurdian por telefone. — Mas não se preocupe, a Norma cuidará de tudo.

Ela realmente era uma secretária eficiente. Três semanas depois, um envelope enorme chegou às mãos de Lú Mingfei, contendo desde o passaporte até o itinerário completo. Ainda incluía um "Guia Idiota para Calouros de Cássel – Edição Lú Mingfei". Ele torceu o nariz. Ele não era nenhum idiota dessa vez.

— One dollar... just one dollar... — alguém sussurrou atrás dele.

Lú Mingfei fingiu não ouvir e assobiou, continuando seu caminho. Ele só tinha algumas dezenas de dólares no bolso — nada para gastar com o irmão fracassado.

— One dollar... just one dollar... — a voz por trás se aproximava cada vez mais.

— Não, tô liso! Sem grana! — Lu Mingfei se virou de repente e encarou o rapaz alto e robusto atrás dele. O rosto cheio de barba até que tinha um certo charme, mas os olhos brilhantes como velas estavam cheios de súplica. A camisa xadrez verde-escura e a calça larga e surrada pareciam não ter visto água há séculos. Dificilmente se via um mendigo tão desleixado no meio de tanta riqueza nos EUA — os outros pelo menos se vestiam melhor.

— O velho Finn ainda é o mesmo de sempre... — Lu Mingfei sentiu um quentinho no coração. Na vida passada, o Finn tinha invadido sozinho o palácio de Odin, mostrado o dedo do meio e detonado uma bomba nuclear no peito. Pena que morreu sem conseguir vingar a morte do esquadrão todo nas mãos do Leviatã.

— Chinês? — O outro percebeu a nacionalidade de Lu Mingfei e imediatamente trocou para um mandarim fluente. — Meu nobre senhor, me dá uns trocados pra uma Coca? Não sou mendigo não, só perdi a carteira longe de casa.

[Meu Deus, até o jargão de mendigo em chinês e inglês você domina, e ainda diz que não é pedinte?]

— Finnel von Frings, sério, não sou mendigo. Sou universitário. — Para provar, o jovem tirou da mochila um livro didático do tamanho de um dicionário.

— Para de fingir. Sou calouro, Lu Mingfei. — Lu Mingfei fez cara de nojo. Na vida passada, quando o Finn o enganou pra pagar uma Coca, ele já tinha desconfiado. O cara com certeza já o conhecia desde o início — tudo não passava de um plano pra arrancar dele um refrigerante.

Olhando para as mãos sujas de Finn, que pareciam ter acabado de carregar tijolos num canteiro de obras, Lu Mingfei jogou uma moeda pra ele. O que tinha que vir ia vir — os dois ainda teriam que passar por muita coisa juntos, afinal eram amigos de vida ou morte.

[Só não deixa ele te tocar...], pensou Lu Mingfei.

— Meu irmão! Finalmente vou conseguir minha Coca! — Finn agarrou a mão de Lu Mingfei.

[QUE AZAR!] Lu Mingfei quase gritou. [Finn, você não brinca assim! Tomei tanto cuidado pra não ser pego pelas suas mãos de pedreiro, e mesmo assim...]

Será que na sua cabeça de ninho de galinha só cabe Coca-Cola? Oito anos na universidade e ainda não se formou, que nem um cachorro velho no campus! Não, até um cachorro velho teria mais dignidade!

— Amiguinho, gostei de você! Você tem cara de gente boa, com certeza vai ser um grande homem no futuro! — Finn se esparramou no banco, mastigando o sanduíche comprado com o dinheiro de Lu Mingfei e tomando a Coca que também saiu do bolso do coitado.

— Me dá um gole. — Lu Mingfei olhou com inveja enquanto Finn chupava o canudinho com barulho. — A propósito, quando chega o trem? Não vai ser como da última vez, que tive que esperar dois dias, né?

Finn mastigou com força, parecendo confuso, e passou a Coca pra Lu Mingfei. — Por que "da última vez"? Você já veio de trem antes? O professor Guderian me disse que você era calouro.

— Seu desgraçado! Você já me conhecia mesmo! Fala aí, quando devolve meu dinheiro? — Lu Mingfei avançou como um tigre, pronto para estrangular Finn ali mesmo.

— Calma, calma, irmãozinho! Tô sem grana agora, mas como diz o ditado chinês: "A palavra de um homem vale mais que quatro cavalos". Qualquer coisa que precisar no futuro, é só chamar! Tô pronto pra enfrentar dragões por você, sem medo! — Finn bateu no peito como um urso, cheio de falsa bravura. — E quanto ao trem... relaxa, uma hora ele vem. Gente do nosso nível baixo tem que esperar mesmo.

Lu Mingfei olhou pra ele com uma expressão estranha e falou devagar: — Meu nível é "S".

Finn quase caiu para trás: — O QUÊ? Você... não, o SENHOR é o lendário... nível "S"?!

— Isso mesmo. Sou o lendário nível "S".

Num piscar de olhos, Finn se jogou aos pés de Lu Mingfei, abraçando suas pernas e chorando como um bebê: — Irmãozinho querido! Na universidade, você tem que cuidar do seu Finn sofrido! Pra ser sincero, um lixo nível "E" como eu sofre humilhação todo dia. Já tô no oitavo ano, e se nada mudar, vou pro nono... À beira da expulsão por falta de créditos!

— Levanta primeiro, Finn...

— Não levanto até você prometer! — Finn apertou mais forte.

Lu Mingfei suspirou, olhando para a calça agora toda suja. — Tá bom, tá bom, eu prometo. Só para de esfregar na minha perna!

Finn pulou de volta, todo alegre: — Agora sim! Quem vai me desrespeitar na universidade quando eu tiver um nível "S" no meu pé?!

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