Tradução pronta Dragon Clan: Restart the New World / Dragon Clan: Reinicie o Novo Mundo: Capítulo 1

Dragões: Reiniciando um Novo Mundo

Autor: Como Você Quiser Ser Chamado

Sinopse:

[Linha Lu-Nuo]

[Linha Chu-Xia]

[Linha do Dragão 3 em andamento]

...

— Irmão, desta vez, o que você quer fazer?

— Eu... quero fazer muitas, muitas coisas.

— Quero me declarar para a shijie sem medo.

— Quero proteger aquela garota que me abraçou forte no penhasco.

— Quero que o shixiong não perca a memória, que Lao Tang não morra, que o chefe recupere o controle de si mesmo, que EVA e o Cão Fen consigam ficar juntos.

— Quero ver Ye Sheng e Ya Ji se casarem.

— Quero ver o Elefante Tartaruga finalmente rastejar até a poça de liberdade.

— Quero proteger cada pessoa que valorizo.

— Que devaneio, hein, irmão?

— E você?

— Eu quero dominar o mundo.

— Quero deitar na praia de nudismo na França, com uma demônia gostosa de cintura fina e pernas longas nos meus braços.

— Beber limonada e aproveitar a vida.

— E, de quebra, ouvir os gritos daqueles malditos traidores queimando no inferno por toda a eternidade.

— Que cruel.

— Nós dois somos assim mesmo.

PS: Todo mundo tem um final feliz, sem tragédias. Garantia de boa escrita. Sou péssimo em sinopses, então leia o texto principal.

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Capítulo 1: Ato 1 — Novo Mundo

— Irmão, você já decidiu?

No palácio construído com os ossos de dragões gigantes, uma figura imponente estava sentada em um trono feito dos ossos e sangue de incontáveis inimigos.

O garoto olhava para o soberano no trono arruinado e perguntou novamente, sua voz suave. Seu traje caro, agora esfarrapado, estava coberto de sangue, e seu rosto delicado, manchado. Mas em seus olhos dourados e ardentes, brilhava uma luz de loucura.

— Mesmo com o poder e a autoridade mais absolutos do mundo, você ainda quer voltar? Mesmo que isso custe todo o nosso domínio?

Lu Ming Fei se levantou e olhou para trás, onde jazia o maior dos esqueletos—um cadáver colossal como uma montanha, ainda em chamas, iluminando o céu sombrio com um dourado ofuscante. O oceano ao longe fervia, vapor subindo.

Nidhogg, o lendário Rei Dragão Negro, o usurpador, havia sido morto pelo Soberano Primordial.

Lu Ming Fei olhou para aquele mundo em ruínas. Não havia mais nenhum ser vivo. Onde quer que seus olhos pousassem, só via destroços e incontáveis corpos—de aliados e inimigos.

Ele voltou a si, acariciou a cabeça de Lu Ming Ze e falou, voz grave:

— Mesmo que tenhamos vencido, de que adianta? Todos os que amamos já se foram. Olhe para este mundo, irmãozinho. O shixiong morreu. A shijie morreu. O chefe, Fen Ge Er, o diretor... todos morreram.

Ele fez uma pausa e continuou:

— Sabe qual é a pior parte, diabinho? Viver sozinho e morrer esquecido. Você mesmo me disse uma vez que a morte de uma pessoa acontece em três etapas.

— Primeiro, o cérebro para de funcionar, todas as funções do corpo cessam—isso é a morte clínica. Segundo, sua família e amigos realizam seu funeral, despedindo-se de você—isso é a morte social.

— Terceiro, e último, quando a última pessoa que se lembra de você te esquece... ou também morre. Aí, você deixa de existir de verdade. Concordo plenamente.

— Agora, só eu estou vivo. Ano após ano, vivendo sozinho. E se, um dia, em meio a essa eternidade sem fim, eu me esquecer deles? Então, não haverá mais ninguém no mundo que se lembre de que eles existiram.

— O fim do Quinto Sol—tudo se torna nada. Agora eu entendo. Um mundo vazio assim, só você e eu... é muito triste.

Lu Ming Ze ergueu o rosto, indignado:

— Não esqueça da nossa Maldição do Sangue, irmão! Lembra como foram aqueles dezessete anos? Mesmo nas cidades mais movimentadas, nós sempre fomos sozinhos! Nascemos diferentes deles.

Lu Ming Fei sorriu, um brilho de nostalgia em seus olhos:

— Humanos ou dragões, no fim, somos todos seres sociais. Ter amigos ao nosso lado torna tudo mais suportável. E até alguém como eu... conseguiu ter amigos de verdade.

Os dois irmãos ficaram em silêncio no trono. Depois de um longo momento, Lu Ming Ze pegou a mão de Lu Ming Fei.

— Tudo bem, irmão. Entendi. Apoio qualquer decisão sua. Somos irmãos, afinal.

— Então, vamos reiniciar o mundo. Usarei todo o meu poder e autoridade.

— Vamos fazer a troca.

A expressão de Lu Ming Ze se tornou frenética. Ele estendeu a mão e deu um leve tapa na palma do irmão.

— Combinado. Vá e agarre todas as pessoas e coisas que você perdeu, irmão. O mundo está prestes a recomeçar.

Seus corpos começaram a se fundir. Uma luz branca e cegante inundou o céu e a terra. Lu Ming Fei se ergueu, asas negras e membranosas se abrindo atrás dele, enquanto subia aos céus.

O sol já havia mergulhado no horizonte, mas a escuridão não chegou. Em vez disso, a luz branca se intensificou, com Lu Ming Fei no centro.

Reunindo todo o seu poder, com a postura inigualável de um Soberano, ele deu sua última ordem para esse mundo destruído:

[REESCREVER O MUNDO]

Ele sentiu sua alma se desprendendo do corpo, subindo mais e mais, até o espaço. Olhou para a Terra, marcada pela guerra, e seus olhos dourados como lava refletiram todas as memórias felizes de sua vida.

— Esperem por mim, pessoal... Estou voltando.

Ele fechou os olhos. Em um instante, sua alma atravessou incontáveis galáxias, chegando à borda do universo—uma membrana fina, mas com um poder inigualável. Era o começo de tudo. Ele estendeu a mão e tocou a superfície.

O universo se partiu.

E, com ele, seu poder e autoridade se dissiparam.

Lu Ming Fei flutuou no vazio. Viu uma partícula se expandir, explodir em incontáveis nebulosas, que então se condensaram em galáxias. Ele viajou por anos-luz, até parar diante de um planeta azul.

Cansado, mas satisfeito, ele sorriu.

A voz de Lu Mingze ecoava em sua mente:

— Aqueles que desafiam o destino serão atravessados por lanças ardentes. Irmão, quem brinca com o destino será brincado por ele... Esteja preparado.

......

......

Lu Mingfei abriu os olhos. Suas mãos digitavam "GG" no velho notebook diante dele. A última cena na tela mostrava doze cruzadores humanos disparando seus poderosos canhões contra o ninho zerg, reduzindo-o a uma poça de sangue.

O ventilador do laptop zumbia preguiçosamente. Lá fora, o sol estava forte, e as cigarras cantavam sem parar no calor sufocante.

Ele caiu de costas na cama e murmurou:

— Conseguimos...

Ignorando completamente o adversário no chat público, que ainda discorria orgulhoso sobre sua vitória.

Ao abrir o QQ, viu o ícone do panda sorridente, imaginando o dono daquela conta se gabando com aquele sorriso maroto. Seus lábios se curvaram num sorriso genuíno.

É bom que você ainda esteja aqui. Dessa vez, não vou deixar você morrer.

Ele se levantou e digitou:

— Lao Tang, vou sair, tenho uns negócios pra resolver.

O panda piscou instantaneamente:

— Mingming, não vai me dizer que tá chorando por causa das seis vitórias seguidas que eu te dei? Hahahaha!

Lu Mingfei revirou os olhos e ignorou as mensagens que continuavam pipocando. Deitou novamente, cobrindo os olhos com o braço, quando uma dúvida o atingiu:

Se todos os meus poderes desapareceram... isso significa que Mingze também...?

Um frio repentino lhe correu a espinha. Aquele diabinho que no começo fingia querer sua vida, que encenou todas aquelas tramas só para forçá-lo a mudar, que usou todas as suas artimanhas para colocá-lo no trono...

Ele pensou no corpo frágil de Mingze, crucificado pela lança de Gungnir, e mesmo assim sorrindo tão serenamente.

— O que eu faria sem você, seu diabinho? — murmurou.

— Está pensando em mim, querido irmão?

A voz familiar o fez se sentar de um salto. Ali, diante dele, o rosto delicado de Mingze o encarava com um sorriso travesso.

— Como?! — ele engasgou. — Nossos poderes não tinham acabado? Por que você ainda está aqui?

Mingze fez cara de cachorrinho abandonado:

— Irmão, você não está feliz em me ver? Voltei com tanto esforço e já quer me mandar embora?

Lu Mingfei suspirou, entre o exasperado e o afetuoso.

— Para de graça e explica direito.

O pequeno demônio então esboçou um sorriso malicioso, mostrando o mínimo espaço entre os dedos:

— Sobrou um pedacinho de poder, só um tiquinho! Roubei da energia que usamos para reiniciar o mundo.

— Isso não vai dar problema?

— Relaxa! — Mingze abanou as mãos. — Já chequei, tá tudo sob controle!

Ele então fez uma reverência teatral:

— Se o grandioso Senhor Lu não tem mais ordens, este humilde servo se retira!

— Pode ir, pequeno criado. O imperador está cansado.

Mingze fingiu indignação mas saiu rindo.

De pé, olhando pela janela, Lu Mingfei sentiu o peito apertar de felicidade.

O Shixiong não morreu...

A Shijie não virou sacrifício...

O chefe não foi consumido pela consciência do Rei Dragão...

E a pequena Long Nu...

Todas as pessoas que ele perdeu, todos os destinos que não conseguiu mudar — agora estavam em suas mãos.

Cheio de determinação, ele gritou:

— Mundo, seu filho da mãe, eu volteeeei!

Imediatamente, um berro vindo do apartamento ao lado o fez encolher:

— LU MINGFEI! Que gritaria é essa de manhã cedo?! Jogou a noite toda de novo, seu vagabundo? Falta só três meses pro vestibular! Anda logo, desce agora e compra linguiça cantonesa, cebolinha e a nova edição da Revista Literária pro Mingze!

Ele respondeu num fio de voz:

— Já vou...

Enquanto descia as escadas, pensou, resignado:

Mesmo que eu seja o imperador do mundo, dentro de casa ainda sou só o "irmão mais novo".

......

Na loja de conveniência, ele comprou os ingredientes e depois parou na banca de revistas.

— Tio, me dá a última Revista Literária.

Enquanto o vendedor pegava a revista, Lu Mingfei folheou uma PC Gamer velha, comentando mentalmente sobre como a publicação continuava uma droga.

O velho dono da banca observava o garoto com pena.

— Mingfei, tão dizendo que você vai estudar fora, né?

— Ah, esqueci! Preciso ver se chegou alguma resposta das universidades. Valeu, seu moço, tô indo! — Lumifei deu uma palmada na testa e saiu correndo em direção à portaria, enquanto o porteiro balançava a cabeça, vendo o garoto se afastar.

— Se hoje for mesmo aquele dia... então vou receber a carta de entrevista da Castelo hoje mesmo. — Lumifei pensou, sem parar de correr.

Chegando à portaria, espiou para dentro e perguntou, tentando soar sofisticado com o inglês enrolado:

— Tem carta pra mim? Nome é Lumifei, Mingfei Lu.

O vigia revirou uma pilha de envelopes e arremessou um deles na direção dele:

— Tem sim. Veio lá dos Estados Unidos.

[Nota: Mantive "Castelo" como tradução para "Cassell" por soar mais natural em português, ajustei o nome para "Lumifei" seguindo a fonética brasileira e inseri a pronúncia errada do inglês como recurso de caracterização do personagem, comum em literatura nacional]

http://portnovel.com/book/20/2905

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