Tradução pronta Peerless Comprehension: A Dimensional Journey Starting From Douluo / Compreensão Sobrenatural: Uma Jornada Dimensional a Partir de Douluo: Capítulo 1

Capítulo 1: O Viajante Sem Poderes Especiais

Lugar para deixar o cérebro (aviso ao leitor):

Ler histórias é para se divertir, não para pensar demais!

Província de Farnsworth, Cidade de Notting —

Na pequena vila aos pés da Montanha das Mil Rochas, a neblina da manhã se estendia como um véu prateado, misturando-se com as cores do nascer do sol. A paisagem parecia ter saído diretamente de um quadro, com as casas rústicas e as plantações criando um cenário tranquilo.

No alto de uma colina, um jovem de cabelos escuros contemplava a vista, murmurando versos em voz baixa:

— “As nuvens não alcançam o topo desta montanha, a névoa envolve tudo como um sonho…”

Wu Tong (ou simplesmente Tong para os mais próximos) ainda achava difícil acreditar em sua própria história. Um dia, ele apenas um jovem comum no seu mundo, comprando suprimentos. No outro, um caminhão desaparecido no tempo e no espaço o havia jogado em outro universo — o lendário Continente Douluo.

Mas havia um problema: o famoso “pacote de benefícios” que todo viajante entre mundos deveria receber… simplesmente não existia. Nada de sistema milagroso, nem herança secreta, nem mesmo uma memória ancestral. Apenas ele mesmo, com seu corpo saudável e suas próprias ideias.

— Droga, Cavaleiro do Caminhão, você me esqueceu, não foi? — resmungou, frustrado.

Mas, como sempre, ele decidiu encarar a realidade.

— Tudo bem. Mesmo se meu espírito marcial for uma porta velha, eu farei dela uma arma lendária!

Antes que pudesse continuar seus devaneios, uma voz grossa ecoou da trilha abaixo:

— Tong! O que você tá fazendo aí em cima? O Mestre Karl já tá reunindo todo mundo para o despertar dos espíritos marciais!

Era Da Zhuang, um garoto mais gordinho e um dos seus “subordinados” não-oficiais na vila. Tong virou-se com um sorriso despreocupado.

— Já vou, já vou!

Ao descer, Da Zhuang olhou para ele com olhos brilhantes.

— Tong, depois do despertar, continua a história da Lin Daiyu socando o Tigre de Aço e do Monge Tang capturando o Rei Macaco sete vezes, tá?

Tong levantou uma sobrancelha.

— Só se ninguém ficar deprimido depois do teste… — respondeu, lembrando-se da crueldade do sistema de espíritos marciais.

Naquele mundo, o poder ditava tudo. Sangue nobre, linhagens antigas, talento inato — quem não os possuísse estava condenado a uma vida miserável. E a maioria dos plebeus nem mesmo despertava poder espiritual.

Quanto mais ele pensava, mais Da Zhuang parecia preocupado.

— Tong… tem certeza de que vai dar tudo certo?

Ele riu, passando o braço sobre os ombros do amigo.

— Claro que vai. E mesmo que não dê, a gente sempre tem os contos do Monge Tang fazendo bagunça no céu, não é?

Da Zhuang revirou os olhos.

— Você sempre faz piada com tudo…

— É o meu charme — respondeu, rindo.

Enquanto caminhavam de volta à vila, o garoto mais gordo protestou mais uma vez:

— Ei, eu tenho nome, sabia? É Da Zhuang, não “garoto gordo”.

Tong bocejou exageradamente.

— Tá certo, Zhuangzinho, anotado.

— Você não vai mudar nunca, vai?

— Nunca.

E assim, os dois seguiram, conscientes de que aquele dia poderia mudar suas vidas para sempre.

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(Nota do Autor: Primeira publicação! Se encontrar algum erro, fique à vontade para avisar. E, por favor, apoiem o original!)

O velho Carl adotou Wu Tong e o levou para casa.

A partir daquele dia, os dois desamparados tornaram-se avô e neto, um apoiando o outro.

— Seu danadinho, entra na fila logo! Vai começar a qualquer momento! — O velho Carl fez cara de bravo ao ver Wu Tong chegando atrasado.

Assim que Wu Tong se juntou ao grupo de crianças que iriam despertar seus espíritos, Carl continuou:

— Escutem bem, crianças. Daqui a pouco, virá um Mestre Espírito de Combate da cidade de Notding. Ele vai guiar vocês no despertar dos seus espíritos. Não se esqueçam de cooperar com o Mestre. Eu, seu véio aqui, torço para que pelo menos um de vocês se torne um Espírito!

Passada uma hora, um jovem mestre apareceu diante das crianças. Todos, exceto Wu Tong, olhavam para ele com admiração e curiosidade.

O rapaz vestia uma túnica negra longa, fina como seda, leve como uma nuvem, mas com um ar de resistência. Bordados prateados de padrões de nuvem brilhavam suavemente sob a luz, como névoa flutuante, dando-lhe um ar misterioso. Seus cabelos caíam soltos sobre os ombros, algumas mechas dançando ao vento, dando-lhe um ar despreocupado. No lado esquerdo do peito, um broche mostrava três espadas cruzadas — símbolo dos oficiais da Corte do Espírito. As espadas indicavam que ele era um Mestre de Combate, e as três marcas revelavam seu nível: Mestre Espírito do terceiro grau, um verdadeiro Espírito Superior.

Em seus gestos, havia uma calma de quem já viveu inúmeras situações como essa, um ar de serenidade natural.

— Todo mundo já está aqui? perguntou o jovem ao velho Carl, com um tom de superioridade sutil. Afinal, como um oficial da Corte do Espírito, a maior força do continente, ele tinha todo o direito de ostentar um pouco de orgulho.

— Sim, Mestre. Todas as crianças que vão despertar seus espíritos este ano estão presentes — respondeu Carl, rapidamente.

— Bom, então vamos começar. Ainda tenho outras vilas para visitar — disse o rapaz, sem expressão.

Em seguida, levou o grupo ao centro da vila, onde ficava o Salão do Despertar — uma pequena construção fornecida pela Corte do Espírito. Na verdade, era apenas uma casinha, mas, por gratidão aos serviços anuais da Corte, os moradores a mantinham limpa religiosamente toda semana.

Dentro da casa, a luz do sol entrava pelas janelas, iluminando o ambiente de forma clara e acolhedora.

O jovem tirou de uma bolsa dois objetos estranhos: seis pedras negras e redondas, e um globo de cristal brilhante. As pedras serviriam para despertar os espíritos, enquanto o cristal mediria o poder espiritual.

Após arrumar as seis pedras no chão em um padrão, Mo Xuan olhou para as crianças à sua frente, sentindo um frio na barriga. Se uma delas mostrasse talento, ele seria recompensado pela Corte.

— Certo, crianças, façam uma fila e venham uma por uma.

Quando todas se alinharam, ele continuou:

— Meu nome é Mo Xuan, Mestre Espírito de Combate do terceiro grau. Serei seu guia hoje. Vou ajudar cada um a despertar seu espírito. Lembrem-se: não tenham medo, não importa o que aconteça.

Assim que terminou, acenou para a primeira criança, à esquerda da fila. Wu Tong estava no fim da fila, à direita — seria o último.

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