Tradução pronta Shrouding the Heavens: Twelve Ancestral Witches, Axe Splits the Eldritch Abyss / Cobrindo os Céus: Os Doze Ancestrais Wu, O Machado que Fendeu o Planalto Sombrio: Capítulo 10

— Lao Li, você tem um truque desses na manga! — exclamou Pang Bo, visivelmente animado.

Ele estava quase certo de que seria atingido pela névoa venenosa colorida, mas, para sua surpresa, Li Qingxu conseguiu neutralizá-la.

[BOOM!] Um estrondo ecoou à distância.

A enorme pedra que Ye Fan arremessou com toda a força foi esmagada pela serpente de chifre de jade, que avançou em sua direção como um projétil.

Pang Bo mal começou a correr para ajudar quando a cauda gigante da serpente o atingiu, arremessando-o para longe.

— Isso é o que você chamou de 80% de chance?! — gritou Pang Bo, sentindo seus órgãos internos tremerem. Ele cuspiu sangue antes de conseguir se recompor.

— Sem esforço total, essa coisa é um pesadelo — murmurou Li Qingxu, percebendo que não tinha escolha a não ser usar seu último recurso.

De seu Mar Amargo agitado, surgiu em suas mãos uma arma em forma de machado.

Um clarão cortou o ar e, a centenas de metros de distância, a cabeça da serpente de chifre de jade se dividiu em dois. Com um baque surdo, caiu pesadamente no chão.

Assim que a serpente foi derrotada, o clarão do machado desapareceu como se nunca tivesse existido.

— Caramba, Lao Li, você estava guardando um golpe final! — exclamou Pang Bo.

— Eu disse 80%, mas não 80% do meu poder total — respondeu Li Qingxu, fazendo um gesto de resignação.

Sua arma ainda estava em processo de refinamento, e ele só a usou porque temia que prolongar a luta atraísse atenção indesejada.

Pouco depois, os três soltaram risadas animadas. Era hora de colher os frutos da vitória.

Mas surgiu um problema: como cozinhariam a serpente? Eles não tinham panelas nem utensílios, e comer cru não era uma opção.

— Lao Li, você vai cortar a serpente. Pang Bo, você busca lenha seca — ordenou Ye Fan, assumindo a liderança.

Ele mesmo saiu para explorar os arredores, procurando algo.

— Sem faca, como vou cortar? Quer que eu vire um cortador humano? — resmungou Li Qingxu, mas mesmo assim avançou.

Sua mão direita se transformou em uma lâmina de gelo, que ele enfiou no corpo da serpente, abrindo-a metodicamente e drenando seu sangue.

O poder do gelo mostrou-se útil — o sangue que jorrava congelava instantaneamente antes de respingar.

Enquanto cortava a carne cristalina da serpente, Li Qingxu sentiu seu próprio corpo gritar de fome.

— Será que experimento um pedaço? Melhor não... Vamos esperar os outros — pensou, resistindo ao desejo.

Ele congelou cada pedaço de carne para preservá-lo e evitar que sujasse.

Foi então que um som pesado ecoou, aproximando-se.

Ye Fan apareceu carregando uma rocha de quase dez metros de comprimento.

[BOOM!] Ele a jogou no chão e olhou para Li Qingxu.

— Lao Li, corta essa pedra também. Precisamos de um caldeirão para cozinhar a carne.

— Agora você quer que eu vire máquina de cortar pedra? — Li Qingxu ergueu o dedo médio.

Ye Fan ignorou o gesto e começou a cavar um buraco no chão. Afinal, entre os três, só Li Qingxu tinha habilidade para um trabalho tão preciso.

Logo tudo estava pronto. Eles fizeram fogo com gravetos, colocaram a pedra-caldeirão sobre as chamas e adicionaram a carne cristalina da serpente, junto com algumas ervas medicinais colhidas no caminho.

Um aroma tentador subiu com a fumaça branca, e por um instante, uma silhueta etérea da serpente pareceu pairar no ar.

Capítulo 12: O Banquete e os Olhos na Escuridão

— Que cheiro incrível! Só de sentir o aroma, meu Mar Amargo já está agitado — disse Pang Bo, incapaz de resistir. Ele pegou um par de pauzinhos e se preparou para comer.

— Calma! — Ye Fan tirou três orquídeas de jade de sua bolsa. Ficou com uma e entregou as outras duas a Li Qingxu e Pang Bo.

Para evitar qualquer veneno residual na carne, ele sugeriu que todos comessem uma pétala primeiro.

As orquídeas pareciam pequenas serpentes com folhas e flores no topo, seus caules marcados por padrões escamosos. Brilhavam como se fossem esculpidas em jade, e seu perfume invadia os sentidos.

— Pena que não estão totalmente maduras — comentou Li Qingxu, mastigando a planta inteira antes de engolir.

[ZUMBIDO!] Uma explosão de energia medicinal percorreu seu corpo. Parte foi absorvida por seus músculos, mas a maior parte se dividiu em doze fluxos, saciando parcialmente sua fome insaciável.

Uma luz branca pulsou em seu abdômen, e o frio extremo que tentou escapar foi rapidamente contido. Afinal, o banquete ainda estava por vir.

Ye Fan também engoliu sua orquídea, e um brilho dourado cercado pelo som de ondas surgiu ao seu redor, impressionante.

Pang Bo, mais cauteloso, comeu apenas duas pétalas — suficientes para neutralizar venenos, mas deixando espaço para a refeição principal.

A serpente centenária, nutrida pela essência do sol e da lua, certamente conteria energia muito mais pura e abundante.

— Ei, Lao Li, você fez uma colher gigante só pra você! — protestou Pang Bo, vendo Li Qingxu devorar a sopa com uma colher de gelo do tamanho de uma mão.

O calor? O poder do gelo transformava o caldo em algo refrescante antes mesmo de tocar seus lábios.

A carne da serpente, repleta de energia vital, alimentava seu corpo sem necessidade de refinamento adicional. Seu Mar Amargo, órgãos, membros e até a coluna vertebral disputavam cada gota.

Até a sombra da Ancestral Xuan Wu em sua fonte de poder devorava a maior parte da energia, e um fio sutil ligava-a ao machado.

Sobre o mar turbulento de sofrimento, uma ponte ilusória construída pela fonte divina erguia-se imponente.

A ponte divina era etérea, e para solidificá-la e alcançar o outro lado, seria necessária uma quantidade imensa de energia vital.

E agora, fenômenos estranhos começaram a surgir no mundo exterior.

Acima das cabeças dos três, flores de gelo puro apareciam no ar, como se uma nevasca estivesse caindo.

Enquanto os flocos caíam, os três devoravam um ensopado quentinho de cobra.

Por um momento, a cena era de uma beleza indescritível.

— Não aguento mais! — gritou Pang Bo, seu rosto mostrando desconforto.

Ele havia comido tanto quanto Li Qingxu e Ye Fan, mas agora seu corpo parecia prestes a explodir, a energia vital acumulada ameaçando romper seu mar de sofrimento.

Sem escolha, ele começou a praticar o Clássico do Dao para absorver a energia, enquanto olhava com inveja para os outros dois.

Li Qingxu e Ye Fan pareciam dois monstros, devorando o ensopado espiritual sem parar.

Logo, a enorme cobra havia sido consumida por completo.

Os três se sentaram no chão, circulando a energia de acordo com os métodos místicos registrados no Clássico do Dao.

Uma aura densa e fervilhante envolvia seus corpos, como se dragões e bestas rugissem aos céus.

[Tum]

De repente, um som abafado ecoou das profundezas das ruínas.

Os três tremeram como se tivessem sido atingidos por um raio, interrompendo abruptamente sua meditação.

Uma dor aguda perfurou seus corações, como se algo os tivesse agarrado por dentro.

Mesmo com corpos muito além do comum, ainda sentiram um desconforto intenso.

Seus rostos empalideceram, e um frio percorreu suas espinhas.

Além disso, uma presença vital avassaladora parecia emergir do coração das ruínas.

— O que diabos era aquilo? — perguntou Pang Bo, pressionando o peito e ofegante.

— Não sei, mas você percebeu que o intervalo entre esses sons está ficando cada vez mais curto?

— O que você acha?

Ye Fan refletiu por um momento antes de responder:

— Tenho uma sensação absurda... como se uma criatura poderosa, adormecida por eras, estivesse despertando lentamente.

— Você não está querendo dizer que aquele som era... o bater do coração dela, né? — Pang Bo arregalou os olhos, assustado.

Se apenas o som do coração já os afetava assim, o que dizer da criatura em si?

Depois de discutir, os três decidiram continuar avançando.

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