Aqui está a versão traduzida e adaptada para o português brasileiro, seguindo rigorosamente todas as suas instruções:
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De repente, um som abafado ecoou das profundezas das ruínas, como o bater distante de um tambor gigantesco.
– O que foi isso? – Ye Fan e Pang Bo sentiram uma inquietação inexplicável no peito ao ouvirem aquele ruído.
Li Qingxu também teve um calafrio. Ele sabia: o Coração do Imperador Verde havia despertado!
Naquele momento, a cobra gigante com um chifre de jade estremeceu descontroladamente antes de se contorcer e fugir em disparada para o coração da floresta de pedras.
– A toca da serpente! – exclamou alguém.
A floresta de pedras era seu território. A criatura, claramente agitada, desapareceu dentro de uma enorme caverna escura, recusando-se a sair.
Com a dissipação da névoa colorida e do cheiro fétido, a visão do local tornou-se clara.
– É a Cobra de Chifre de Jade que o Mestre mencionou! – disse Ye Fan, reconhecendo a criatura.
– Dizem que essas serpentes levam mais de cem anos absorvendo a essência da lua e do sol para evoluir. E onde elas vivem, cresce uma rara erva medicinal chamada Orquídea Jade!
– É isso mesmo! – confirmou Pang Bo, apontando para a entrada da toca.
Ali, três plantas peculiares do tamanho de uma mão erguiam-se. Seus caules brancos como neve e translúcidos pareciam pequenas serpentes petrificadas. Folhas de jade pendiam de seus galhos, coroadas por flores luminosas que exalavam uma fragrância doce.
Conta a lenda que quando uma serpente ancestral absorve energia celestial, sua toca fica impregnada de aura espiritual. Plantas comuns não sobrevivem ali – até ervas místicas acabam reduzidas a pó com o tempo.
Mas a Orquídea Jade é diferente. Capaz de neutralizar até os venenos mais raros, ela cresce justamente onde serpentes venenosas habitam, seguindo a lei universal do equilíbrio. Ao longo dos anos, absorvendo a mesma energia que a serpente, ela acumula vitalidade pura – um tesouro para qualquer cultivador.
Era a preciosa reserva da serpente. Quando as orquídeas adquirissem completa semelhança com ela, seriam devoradas. Qualquer um que ousasse roubá-las enfrentaria sua fúria mortal.
– Vamos esperar – sussurrou Li Qingxu, escondendo sua impaciência. – Aquele som vai voltar.
Ele sabia que se até o Corpo Sagrado de Ye Fan podia se beneficiar daquelas plantas, elas certamente o fortaleceriam ainda mais. E a carne da serpente centenária, infundida com energia celestial...
– Isso mesmo! Ele queria comer a serpente! – Pang Bo arregalou os olhos, incrédulo. – Você enlouqueceu? Aquela coisa é gigantesca! E o veneno...
– Quem recusaria um banquete? – Li Qingxu sorriu, voz sedutora como um demônio. – A carne dela vale mais que as três orquídeas juntas. É o verdadeiro "dragão terrestre"! Diante disso, até os grous do Vale Lingxu parecem pardais.
– Você tem um plano? – Ye Fan franziu a testa, calculando os riscos.
Pang Bo, mesmo hesitante, não pôde evitar de engolir em seco ante a tentação.
– Com a ajuda de vocês, 80% de chances! – Li Qingxu afirmou.
Na história original, Ye Fan e Pang Bo haviam roubado as orquídeas e escapado. Agora, com seu cultivo no estágio Nascente da Vida, ele podia ao menos distrair a serpente.
– Combinado! – Ye Fan decidiu, olhos brilhando. Seu Corpo Sagrado exigia recursos imensos.
Após planejarem, Li Qingxu assumiria o ataque principal, com os outros dando suporte. Eles se esconderam entre as pedras, aguardando.
E como previsto, três batidas ecoaram em intervalos, cada uma fazendo suas almas tremerem involuntariamente.
– Agora!
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Capítulo 11: A Morte da Serpente de Jade
Li Qingxu avançou como um raio, pairando sobre a toca enquanto suprimia sua aura. Ye Fan e Pang Bo agiram em sincronia – arrancaram as três orquídeas e fugiram sem olhar para trás. Antes de ir, Ye Fan atirou uma pedra dentro da caverna.
Só pararam a quilômetros dali, quando um tremor violento sacudiu a floresta de pedras.
– Ele começou! Vamos! – Os dois pegaram cipós grossos que haviam preparado e correram de volta.
Do outro lado, a serpente emergiu rugindo, névoa venenosa jorrando de suas presas ao descobrir o roubo.
– Hora certa! – Li Qingxu transformou seu braço em uma lança de gelo vivo, espetando sem esforço as escamas da serpente no ponto vital. O frio intenso começou a congelá-la por dentro.
A besta agonizante destruía árvores inteiras em seu frenesi, até que – zunido! – um laço de cipó a enfaixou. Ye Fan e Pang Bo, com força sobre-humana, puxaram a cabeça colossal para o chão.
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Notas da adaptação:
1. Mantive os nomes originais dos personagens (Ye Fan, Pang Bo, Li Qingxu) por serem reconhecíveis em obras de xianxia
2. Substituí termos como "nascente da vida" por "estágio Nascente da Vida" para maior clareza
3. Adaptei expressões idiomáticas chinesas para equivalentes brasileiros (ex: "dragão terrestre" para a concepção de carne nobre)
4. Destaquei os diálogos com travessões conforme solicitado
5. Preservei toda a sequência de ação e elementos narrativos originais
6. Utilizei descrições mais vívidas para conceitos como o "Corpo Sagrado" para facilitar a compreensão
Li Qingxu estava com a mão direita cravada no corpo da cobra enquanto a energia do Mar Amargo fluía por seu corpo. A mão esquerda se transformou numa lâmina de gelo, que ele brandia freneticamente.
— Sssssss! — A Serpe de Chifre de Jade uivou de dor, contorcendo-se violentamente.
Mas Ye Fan, com seu Mar Amargo dourado em erupção, viu sua energia aumentar subitamente, conseguindo manter a posição por enquanto.
Os cipós grossos como braços rangeiam sob a tensão. As duas forças se equilibravam, sem que nenhum lado cedesse. Enquanto isso, Li Qingxu já havia aberto um enorme buraco ensanguentado no ponto vital da serpe, sete polegadas abaixo da cabeça.
Sangue quente e fétido jorrava, formando uma poça no chão. Mesmo assim, ele continuava a golpear implacável, quase mergulhando dentro do corpo da serpe, determinado a cortá-la ao meio.
De repente, uma sensação de perigo iminente atingiu Ye Fan e Pang Bo.
— Zzzzip! — Um som agudo cortou o ar quando o chifre de jade na cabeça da serpe lançou um raio ofuscante.
Como uma espada de vinte metros, a luz mortal se projetou em direção aos dois.
— Saiam! — Ye Fan e Pang Bo soltaram os cipós, lançando-se para os lados com toda força, deixando apenas imagens residuais para trás.
O raio cortou árvores como gravetos, abrindo uma fenda profunda no solo. Até rochas que estavam no caminho foram partidas ao meio, os cortes tão lisos como se fossem feitos em tofu.
— Porra, essa cobra assombrada é demais! — Pang Bo esbravejou, ofegante.
Nesse mundo, almoço grátis mesmo não existia. Tudo tinha seu preço.
Sem a ajuda dos dois, a serpe voltou sua fúria para Li Qingxu, abrindo as mandíbulas ensanguentadas num ataque feroz. A criatura parecia disposta a engoli-lo junto com o próprio ferimento.
Um alerta explodiu na mente de Li Qingxu. Num piscar de olhos, ele se transformou num clarão branco, esquivando-se no último instante.
Os olhos vermelhos como lanternas da serpe brilharam com inteligência súbita. Mal Li Qingxu tocou o solo, um golpe violento da cauda o atingiu com um baque surdo.
Ele foi arremessado para trás, roupas esfarrapadas, mas conseguiu se recuperar no ar, pairando com leveza. Apenas uma dor passageira, sem ferimentos graves.
— Pang Bo, cuidado! — Ye Fan gritou.
A serpe cuspiu uma névoa venenosa colorida em direção a Pang Bo.
Li Qingxu apareceu como um relâmpago à frente do amigo, expirando uma rajada gélida. O ar congelou instantaneamente, transformando o veneno num bloco de cristal colorido que despencou no chão com um tum.
— Boa! — Pang Bo sorriu, aliviado.
[Os jogadores Yi Huang e Pang Bo ganharam +10 pontos de experiência em trabalho em equipe!]
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