Tradução pronta Shrouding the Heavens: Twelve Ancestral Witches, Axe Splits the Eldritch Abyss / Cobrindo os Céus: Os Doze Ancestrais Wu, O Machado que Fendeu o Planalto Sombrio: Capítulo 2

Parecia que algo estava se formando dentro dele.

Doze pontos de luz, cada um de uma cor diferente!

Conforme mais e mais água da fonte entrava em seu corpo, aqueles doze pontos luminosos, antes fracos, começaram a brilhar intensamente.

Especialmente os dois pontos abaixo do umbigo, que reluziam ainda mais, como se houvesse o som de ondas do mar ecoando.

No abismo da Terra Proibida de Huanggu, uma consciência despertou.

— "Dividido em doze... para depois se tornar um."

**Capítulo 2: Quem Pode Resistir à Lâmina do Tempo?**

— "Será que essa água também tem efeitos milagrosos?"

— "Essas árvores pequenas só podem dar frutos tão estranhos por causa dessa fonte."

Pang Bo e Ye Fan conversavam enquanto observavam a cena.

Os dois já haviam comido quatro frutos cada e sentiam uma energia transbordante, como se nunca pudessem se cansar.

Vendo Li Qingxu ainda curvado, bebendo a água da fonte, eles também se abaixaram para experimentar.

Mas a água só tinha um leve sabor doce — nada de extraordinário, muito menos comparável aos frutos.

— **"WU!"**

De repente, Li Qingxu se ergueu de um salto, soltando um som gutural e estranho.

— **"Que porra foi essa?!"**

O susto foi tão grande que Ye Fan e Pang Bo quase pularam para trás.

Já haviam comido e bebido o suficiente e estavam pensando se deveriam carregar Li Qingxu para longe dali.

Se não fosse pelo movimento da sua garganta, até parecia que ele tinha se afogado na fonte.

— "Você tá estranho, cara..." Pang Bo olhou para ele, mas não conseguia definir o quê.

Li Qingxu sorriu sem responder. Seu corpo ainda era magro, mas agora emanava uma aura estranha...

Primitiva. Ancestral.

Vendo que ele não queria falar, os dois deixaram pra lá.

Colheram os cinco frutos restantes e encheram suas garrafas com a água da fonte.

Li Qingxu ficou parado, sem tocar mais na água.

Já tinha bebido quase metade do reservatório — se continuasse, poderia atrair a atenção de *alguém* naquela terra proibida...

Ye Fan até ofereceu um fruto a ele, mas Li Qingxu recusou.

Aquela presença assustadora no abismo ainda o observava, como se espreitasse seu corpo por dentro.

Mas agora, ele já conseguia encarar com calma.

Se um *Santo de Huanggu* no auge quisesse fazer algo com ele, ele não teria como resistir mesmo.

Enquanto isso, o resto do grupo já havia resolvido seus problemas.

Alguns olhavam para o horizonte, tentando entender o terreno. Outros discutiam o que fazer dali em diante.

Quando os três voltaram, o aroma intenso dos frutos chamou a atenção de todos — incluindo Liu Qingyun e seus capangas, que cobiçavam os frutos nas mãos de Pang Bo.

Mas, diante da força anormal de Ye Fan, os três recuaram... por enquanto.

Depois de discutirem, decidiram seguir em direção ao palácio celestial ao longe.

Ao passar por uma estela quebrada, descobriram que estavam em uma *terra proibida* e apressaram o passo.

No caminho, Liu Zhiyun e seus comparsas atacaram Ye Fan e Pang Bo.

Resultado? Os três foram jogados numa toca de tigre por Ye Fan.

Li Qingxu só observou, calado, no meio do grupo.

Quando os dois voltaram, todos seguiram em frente.

Pouco depois, um rugido ensurdecedor ecoou atrás deles.

— **"CORRAM!"**

Aquele tigre era o dono daquele território.

Depois de correrem alguns quilômetros, chegaram a um lago negro.

Um rosnado baixo e agonizante veio das águas escuras.

Felizmente, conseguiram contornar o lago sem problemas.

Ao subir outra colina, avistaram melhor o pico distante — as construções lá pareciam cada vez mais claras.

Eram vastas, com palácios que se estendiam como um reino celestial caído na Terra.

— "Por que eu tô sentindo calor?"

— "Eu também!"

Foi quando todos notaram algo estranho.

A pele exposta estava vermelha, como se houvesse fogo queimando por dentro.

— **"EU NÃO AGUENTO!"**

Uma garota caiu no chão, soluçando, com lágrimas e saliva escorrendo sem controle.

E não era só ela.

Um por um, todos caíram, envoltos em um vapor sanguíneo, como chamas vermelhas consumindo seus corpos.

Até mesmo os que comeram os frutos divinos desmaiaram de dor.

Incluindo Li Qingxu.

Ele se contorcia no chão, murmurando sons antigos e incompreensíveis.

— "Wu... Wu... Wu..."

Os doze pontos de luz dentro dele brilhavam furiosamente, tentando resistir à invasão daquela substância estranha.

Mas, um a um, eles se apagavam.

Primeiro o ponto na coluna.

Depois os quatro nos membros.

Os cinco nos órgãos internos.

Até que só restaram os dois abaixo do umbigo — agora mais brilhantes que nunca, como se tivessem absorvido a energia dos outros.

Quase como... *formas humanoides* dentro deles.

Uma aura gélida e atemporal emergiu, lutando contra a substância invasora.

Os músculos e células de Li Qingxu se rasgavam e se regeneravam.

Seu corpo inteiro encolhia e crescia aleatoriamente.

Mas ele não via nada disso — já estava inconsciente de tanta dor.

O silêncio tomou conta do local.

Cerca de uma hora depois, os que comeram os frutos acordaram primeiro.

Ye Fan e Pang Bo, que haviam comido mais frutos, agora pareciam garotos de onze ou doze anos — rostos juvenis, mas com olhos cheios de experiência.

Eles se entreolharam, incrédulos.

Até que viram um jovem musculoso, sem camisa, e ficaram boquiabertos.

Só uma palavra veio à mente:

**"Selvagem."**

Li Qingxu, antes magro e com cerca de 1,78m, agora era um jovem de quase 1,90m, com músculos tão definidos que pareciam esculpidos.

Ele fechou o punho e — **"CRACK!"** — o ar estalou com a pressão.

Já os que não comeram os frutos...

Cabelos brancos. Pele enrugada. Corpos curvados pelo tempo.

**"Quem pode resistir à lâmina do tempo?"**

— **"O QUE ACONTECEU COM A GENTE?!"**

— Que tipo de força poderia roubar a juventude e a vitalidade deles? — perguntou alguém, a voz carregada de desespero.

— Acho que deve ser aquele território proibido dos tempos antigos — respondeu Ye Fan, fazendo sua suposição.

Algum tempo depois, os outros começaram a acordar um por um.

O topo da montanha logo se encheu de gritos angustiantes, tão perturbadores que faziam a pele arrepiar, seguidos por choros e lamentos que não paravam.

— Oh, não! Meu Deus, que diabos é isso?!

— AAAAAH!

Lin Jia estava à beira de um colapso. Seu grito foi tão alto que os pássaros nas árvores voaram assustados.

Descobrir de repente que sua pele antes lisa e jovem agora estava enrugada e envelhecida era pior do que a morte para ela.

Do outro lado, Li Xiaoman sofria da mesma forma, tão desesperada que preferiria morrer.

Vendo o desespero geral, Ye Fan tentou animá-los:

— Não desistam! Se até deuses existem neste mundo, com certeza há uma solução para isso.

Mas o clima no topo da montanha continuava sombrio. Muitos estavam tão angustiados que mal conseguiam suportar.

E ver Ye Fan e Pang Bo, que pareciam ter regredido para uns doze anos de idade, só piorava a situação.

— Vamos sair daqui! Precisamos ir até aquele palácio sagrado! — alguém gritou, apontando para as construções distantes no cume de outra montanha.

Era sua única esperança. Se existissem imortais ali, talvez pudessem reverter tudo.

Aos trancos e barrancos, o grupo começou a descer.

Muitos, agora com corpos frágeis e envelhecidos, se moviam com extrema dificuldade.

Ye Fan e os outros três que haviam comido os frutos divinos se viram obrigados a ajudar, indo de um lado para outro.

Por algum motivo, Li Xiaoman escolheu especificamente Ye Fan para apoiá-la.

Quanto a Li Qingxu, ninguém se aproximava dele — na verdade, todos pareciam evitar sua presença conscientemente.

Observando isso, Li Qingxu apenas sorriu, relaxado, cruzando os braços para cobrir os pontos expostos.

[Capítulo 3: Um Corpo Sagrado... ou Divino?]

http://portnovel.com/book/15/1657

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