**Céu Oculto: Os Doze Ancestrais Wu, O Machado que Fendeu o Planalto Sombrio**
**Autor: Lua Apoiada em Velhos Amigos**
### **Capítulo 1: Chegada a BeiDou, Terra Proibida de HuangGu!**
Um estrondo sacudiu o ar.
O caixão puxado por nove dragões tombou, a tampa deslizou e a urna de bronze rolou no chão.
— Luz! Finalmente, luz!
Dentro do caixão, os sobreviventes gritaram de alívio, esforçando-se para sair o mais rápido possível.
O ar fresco invadiu seus pulmões, carregando o cheiro de terra molhada e o perfume das flores. A natureza respirava vida ao seu redor.
Lá fora, um mundo deslumbrante e cheio de vitalidade os aguardava.
— BeiDou... A Terra Proibida de HuangGu!
No meio da multidão, Li Qingxu, um jovem magro, também estava agitado.
Ele havia escorregado no Monte Tai e, ao abrir os olhos, se viu no mundo de *Céu Oculto*—tornando-se o trigésimo primeiro passageiro do caixão de bronze.
Por conhecer os eventos futuros, ele conseguiu pegar um bastão vajra no Templo Antigo de YingHuo para se proteger.
Depois, colheu seis folhas da árvore Bodhi e deu duas para Ye Fan antes de se esconder novamente no caixão.
Quanto à semente de Bodhi? Ele ignorou deliberadamente.
Aquela coisa tinha um toque de um quase-imperador—melhor deixá-la com Ye Fan.
— Mas cadê meu sistema? Minha interface? Por que ainda não apareceu?
Li Qingxu estava impaciente.
Conhecer a trama não era suficiente—ele precisava de um corpo forte e talentos extraordinários.
— Será que só tenho essa mutação no corpo?
Ele refletiu. Quando colheu as folhas de Bodhi em YingHuo, seu corpo começou a agir estranhamente, como se sentisse fome—especialmente na região abaixo do umbigo, nos órgãos internos e na coluna.
Qualquer fã de *Céu Oculto* sabia o que esses lugares representavam.
Se não fosse por Ye Fan estar por perto, ele teria comido uma folha de Bodhi na hora.
— *Clang!*
De repente, o caixão de bronze tremeu atrás deles.
Todos se viraram, temendo outro perigo.
Li Qingxu também olhou, instintivamente.
Os nove dragões arrastavam o caixão lentamente em direção ao penhasco.
Sem a urna bloqueando a visão, todos perceberam que estavam à beira de um abismo.
— Que lugar é esse? Como pode haver um precipício tão grande?
Os rostos pálidos refletiam o medo. O mundo diante deles não era tão pacífico quanto parecia.
— *Grrrr...*
O estômago de alguém roncou. Vários se envergonharam.
Fome e necessidades básicas os forçaram a se espalhar em busca de privacidade.
Pang Bo puxou Ye Fan para explorar o cume, procurando frutas silvestres.
Li Qingxu observou discretamente, seguindo-os de longe.
Ele sabia que a Imperatriz Inclemente cultivava ervas da imortalidade ali, mas não conhecia a localização exata.
Quando os dois se moveram, ele os acompanhou sem pressa.
— Olha, uma nascente!
Pang Bo apontou.
A poucos metros, videiras grossas cercavam uma clareira onde brotava um pequeno lago cristalino.
Ao redor, várias árvores baixas exibiam folhas largas e verdes, como mãos estendidas.
No topo de cada uma, pendia um fruto vermelho—brilhante como rubi, do tamanho de um ovo.
— Que cheiro bom! Nunca vi frutas assim... Será que são venenosas?
— Não sei. Quer experimentar primeiro?
— Por que você não prova?
Quando Li Qingxu se aproximou, os dois estavam nesse impasse.
— Ei, Li Qingxu, você estava nos seguindo? — Pang Bo brincou.
— Quer comer? — Ye Fan colheu uma fruta e a ofereceu.
Depois do incidente com a árvore Bodhi, ele suspeitava que Li Qingxu sabia de algo.
Era um teste—se a fruta fosse segura.
O fruto reluzia, tentador como uma joia esculpida.
— Erva da imortalidade...
Li Qingxu mal conseguia conter sua excitação.
— Eu...
Antes que pudesse responder, um calafrio percorreu seu corpo.
Seu sangue pareceu congelar.
Era como se uma presença aterradora o observasse do abismo.
— Não... não estou com fome!
— Só vou beber um pouco de água...
Ele sorriu, forçado, e se arrastou em direção à nascente.
Agora ele entendia.
No abismo de HuangGu, além da Imperatriz Inclemente, havia outro ser desperto—um Sagrado Corpo no auge!
No romance original, Ye Fan chamou sua atenção assim que chegou.
Mas por que diabos esse ancião estava olhando para *ele*? Ele não era um Sagrado Corpo!
Ye Fan hesitou, mas mordeu o fruto.
Seus olhos se arregalaram, e ele começou a devorá-lo.
— Você não tem medo de ser veneno? — Pang Bo franziu a testa.
— Come logo! — Ye Fan insistiu, jogando outra fruta para ele.
Ye Fan já tinha devorado uma fruta e agora pressionava Pang Bo para que continuasse colhendo e comendo.
No olhar de Li Qingxu, ele percebera um desejo intenso — aquelas frutas não só eram comestíveis como certamente não eram coisas comuns!
— Que delícia! — Pang Bo mal conseguia conter-se, engolindo cada pedaço com avidez. O suco vermelho escorria pelo seu queixo, e um aroma doce enchia o ar ao redor. — Nunca comi uma fruta tão gostosa na vida!
Os sons de mastigação e os elogios de Pang Bo só aumentavam a ansiedade em Li Qingxu.
Sem pensar duas vezes, ele se ajoelhou à beira da fonte de água e começou a beber vorazmente, como se nunca tivesse visto líquido antes.
Aquela água estava carregada de uma energia vital poderosa, a mesma força que nutria as plantas medicinais imortais ao redor, e possuía incontáveis benefícios.
O barulho chamou a atenção de Ye Fan e Pang Bo, que interromperam sua refeição para observar, surpresos.
— Cara… ei, não seria melhor comer uma fruta? — perguntou Ye Fan, confuso.
— O cara deve estar com uma fome desgraçada… — murmurou Pang Bo.
Mas Li Qingxu não os ouviu.
Toda a sua concentração estava voltada para a fome avassaladora que explodia dentro dele.
Agachado como um morto-vivo, apenas sua garganta se movia rapidamente, engolindo a água sem parar.
Conforme a energia vital da água se espalhava por seu corpo, era como se uma terra seca e árida fosse finalmente banhada por uma chuva revigorante.
Especialmente em seu ventre, órgãos internos, membros e coluna vertebral — todos esses pontos absorviam freneticamente a energia da água.
Se Li Qingxu pudesse observar seu próprio interior, veria que cada um desses locais brilhava fracamente com pontos luminosos de cores diferentes.
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