Tradução pronta Lucky Gamer, So What If I’m Reckless? / Jogador Sortudo, Qual é o Problema de Ser Audaz?: Capítulo 7

Mitsuko Yotsuya abriu os olhos, lacrimejando, e disse: — Você... você não queria me ter? Por que está me rejeitando agora?

— Ei, ei, chega disso — respondeu Rokuyo Miyamizu, esfregando a testa, exasperado. — Você é mesmo burra, hein? Eu jamais disse que queria você como pagamento. Só quis dizer que você deveria me agradecer direito no futuro, entendeu? O importante é o futuro!

Ele respirou fundo, agarrou os ombros da garota e aproximou o rosto, ameaçador: — Se continuar chorando, eu juro que te arrasto para um hotel agora mesmo!

Mitsuko ficou parada, olhando para ele com os olhos ainda úmidos. Os dois se encararam por um instante.

De repente, ela fechou os olhos.

Rokuyo olhou para os lábios rosados e macios da garota. Estavam tão perto que ele podia sentir o doce aroma de seu hálito, algo que o deixou com vontade de...

[Alguém está observando com interesse...]

Ele respirou fundo e sussurrou: — Você não faz ideia do que você significa para mim. Não sabe... o quanto eu quero te beijar. Mas da próxima vez...

— Não faça isso de novo.

Seu calor se afastou de repente.

Mas suas palavras ecoaram no coração de Mitsuko, fazendo-o bater mais forte. Uma vontade incontrolável surgiu dentro dela.

Queria dizer que sabia.

Queria dizer que podia.

Mas...

Quando se acalmou, esses pensamentos desapareceram. No lugar, veio um alívio, seguido por uma agitação deliciosa e um constrangimento que acelerou seu coração.

Ao abrir os olhos, viu Rokuyo de costas, admirando a cerejeira no jardim. A luz do sol filtrada pelas pétalas cor-de-rosa iluminava seu perfil, gravando-se em seu coração.

Invisível. Inaudível.

...

Ao sair da casa dos Yotsuya, o pai de Mitsuko disse sorridente: — Miyamizu, Chika, voltem sempre, hein?

— Com certeza — respondeu Rokuyo, olhando para Mitsuko, que corou e desviou o olhar.

— Até amanhã na escola, Mitsuko.

— Mhm... até amanhã.

— Tchau, Mitsuko! — gritou Chika.

— Até amanhã, Chika.

Assim que se afastaram, Chika acelerou e bloqueou o caminho de Rokuyo, cruzando os braços e franzindo a testa.

— Confessa!

— O que foi?

— O que você fez com a Mitsuko enquanto eu estava no banheiro?

— Nada!

— Sério?

Rokuyo colocou uma expressão séria: — Chika é uma supergarota linda. Todo mundo sabe que garotas lindas não...

— PUM!

Chika, com o rosto vermelho, gritou: — Seu idiota, cale a boca!!!

Crise resolvida.

Vendo a garota fugir envergonhada, Rokuyo segurou a barriga, respirou fundo e seguiu-a.

No caminho, Chika não parou de olhar para ele com expressão assassina.

Ao chegar perto de sua casa, Rokuyo comentou: — Nossa, que bairro chique...

— Isso é coisa dos meus pais, não tem nada a ver comigo — resmungou Chika.

— Graças a Deus, a Chika-chan finalmente falou comigo!

— Hum! Não quero mais saber de você.

Chika bufou, deu uma olhada irritada e acenou: — Tchau, até amanhã.

— Até amanhã.

...

Ela se virou e viu que ele ainda a observava. Seu coração bateu mais forte, e um sorriso escapou de seus lábios.

Então...

É assim que se sente quando um garoto te trata com carinho?

Hehe~

Amanhã vou contar para a Kaguya só para irritá-la.

Hmph!

Ela sempre me xinga mentalmente.

Eu, Fujiwara Chika, fui a imperatriz da Shuchi'in e agora sou a rainha da Academia Toyotama. Essa tal de Kaguya...

Está nas minhas mãos!

...

A noite caiu.

Rokuyo chegou em casa.

Ele morava em um apartamento comum. A ideia de ter alguém como Yukinoshita morando ao lado era pura fantasia.

Depois de comer um bentō comprado no caminho, ele fez alguns exercícios.

Tomou um banho relaxante.

E então fez a lição de casa.

Quando terminou, já eram nove da noite.

Rokuyo pegou o celular e mandou uma mensagem para o contato "Mitsuko".

[Vista algo confortável e se prepare.]

[Hã? Vamos sair?]

[A essa hora? O que você está esperando, hein?]

[Você é tão mau, Miyamizu...]

[Já sabe como eu sou. Você tem cinco minutos.]

[Cinco minutos não dá! Preciso me arrumar!]

[... Dez minutos.]

[(*^^*)]

Ele então abriu o chat da "Câncer da Terra".

Câncer da Terra: Tomei um banho relaxante. Que delícia.

Câncer da Terra: Aaah, a lição tá enorme! E tem um monte que não sei fazer! Miyamizu, me ajuda!

Câncer da Terra: Nossa, você me ignorando? Que cruel! Homens são mesmo uns ingratos depois que conseguem o que querem, né? Me decepcionei!

Câncer da Terra: (chorando)

Câncer da Terra: (preciso de um abraço)

Câncer da Terra: Miyamizu, cadê você???

Rokuyo pensou um pouco e respondeu.

Céu é Melhor: Chega, viu? Mantenha distância dos homens, moça!

Câncer da Terra: Você acabou de chegar em casa agora?

Céu é Melhor: (foto) Estudando muito para entrar numa boa faculdade e sustentar minha futura esposa.

Câncer da Terra: Eu te sustento! (feliz)

Céu é Melhor: Beleza. Amanhã te mando os papéis do casamento. Assina se for capaz!

Câncer da Terra: Hmph! Sonha! Vou dormir!

[Boa note.]

[Boa noite.]

Ele desligou o celular, checou a hora e se vestiu.

Pronto, olhou pela janela.

Ele sabia.

Depois desta noite, a vida dele mudaria para sempre.

Mas ele não conseguia ignorar os espíritos malignos ao seu redor.

Ninguém sabia o perigo que essas assombrações poderiam trazer no futuro.

Principalmente para ele.

Parecia até que atraía mais espíritos ruins do que a própria Hana Yukikawa.

No entanto…

Algumas dessas entidades nem ousavam chegar perto demais.

Os mais fracos fugiam assim que o viam, e os teimosos que insistiam em se aproximar acabavam queimados até sumir.

Resumindo:

Ele não aguentava mais ser vigiado por essas criaturas o tempo todo. Era como se não tivesse privacidade nenhuma!

E se um dia arrumasse uma namorada?

Ia ser um desastre!

Ele ia acabar explodindo de nervoso!

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