Tradução pronta Lucky Gamer, So What If I’m Reckless? / Jogador Sortudo, Qual é o Problema de Ser Audaz?: Capítulo 2

— Ha.

Miyamizu Rokuyo soltou uma risada irritada:

— Katou, hoje você perde cem pontos!

Depois, com uma expressão séria, ele acrescentou:

— Além disso, eu não sou um daqueles otakus obcecados por anime que ficam babando por sapatos de garota. Até por você, Hime… Seus pés devem ter cheiro de suor, não é mesmo?

Katou Hime inclinou a cabeça levemente:

— Foi uma pergunta?

— É óbvio que sim, afinal, nunca cheirei seus pés, Katou.

Ele falou com total convicção.

Katou Hime o encarou por alguns segundos antes de se virar e sair, murmurando:

— Enfim, os sapatos ficam por sua conta, Miyamizu.

— Pode deixar comigo.

Ignorando os olhares estranhos ao redor, Miyamizu pegou os sapatos dela com cuidado e saiu.

É claro que ele não ia sair cheirando o sapato de ninguém. Só tinha notado um fio de cabelo dentro e ficou curioso para saber de quem era.

Só isso.

Nada mais.

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### **Capítulo 2**

### **A Nova Aluna, Yotsuya Miko**

— Yuuko, bom dia.

— Hinano, bom dia.

— Shizukawai… Tchau.

— Ei, Princesa de Gelo, Fujiwara, a Grande Demoníaca, bom dia~

— Senpai Shiho… ah, tchau.

[...]

[Princesa Kaguya]: O que eu faço? O que eu faço?

No caminho, Miyamizu Rokuyo estava de bom humor, com um sorriso radiante.

Mas as pessoas que receberam suas “saudações” não estavam felizes.

Yuuko até que estava acostumada e simplesmente ignorou o idiota com habilidades sociais exageradas.

Já Yukinoshita... estava visivelmente irritada.

Shizukawai estava de cabeça doendo, porque sempre que tentava se aproximar de Miyamizu, ele fugia na hora.

Sem hesitar.

A jovem Kaguya, da família Shiomi, olhava para ele como se quisesse matá-lo com o olhar.

Quanto a Shiho...

Quando viu Miyamizu correr ao avistá-la, seu humor melhorou instantaneamente.

E a pobre Hazako, escondida no cantinho?

Miyamizu preferiu ignorar.

Afinal, ele não queria acordar amarrado num porão algum dia.

[...]

**Esse mundo…**

**É perigosíssimo!**

Miyamizu segurou o rosto com uma mão enquanto observava o céu azul lá fora e suspirou.

Tinha medo de um dia acabar cedendo ao lado sombrio e cometendo crimes.

Tipo com a britânica loura da frente...

Se ele quisesse, achava que poderia enganá-la e levá-la para a cama umas cem vezes.

Ah—

Isso provavelmente era só ilusão.

De qualquer forma, ele não se atrevia a mexer com mais ninguém.

Bom... exceto Shizukawai.

Se tudo corresse bem, o futuro de Miyamizu seria ficar agarrado nas pernas dela, implorando por comida.

Ou então vender doujinshis com a britânica.

Essa era a conclusão a que chegara depois de muito refletir.

Claro...

Ele não queria que nada atrapalhasse esse plano.

O homem pode ser ambicioso, mas burro, não.

Na verdade, já estava bom assim.

Miyamizu sorriu suavemente, e a luz do sol refletiu em seus traços, deixando-o ainda mais bonito.

**Pff!**

**Ele deve estar sonhando acordado de novo, imaginando como seria se conseguisse se declarar para alguém.**

A britânica loura criticou mentalmente, mas, ao vê-lo refletido no vidro, por um instante, perdeu-se no olhar.

Havia uma aura de tranquilidade ao redor dele, algo que fazia as pessoas ficarem hipnotizadas.

— Miyamizu, explique para a classe a história do desenvolvimento mundial...

A voz da Shizukawai ecoou na sala.

— Hm?

Ele se levantou, confuso:

— Shizukawai…

— Hã?

Ela puxou um sorriso perigoso.

Os alunos abaixo, ao notarem sua expressão, não resistiram e começaram a rir. Em instantes, a sala virou um pandemônio.

— Silêncio! SILÊNCIO!

Shizukawai bateu na mesa com força, e o olhar assassinando alguém era impossível de disfarçar.

Desde o dia em que Miyamizu inventou aquele apelido...

**Shizukawai** se espalhou.

Todos começaram a chamá-la assim pelas costas.

Ela ficou furiosa, mas, contra alunos ousados e sem vergonha, não havia muito o que fazer.

Não poderia simplesmente sair batendo em todo mundo, né?

(Bom... Miyamizu podia apanhar.)

Sob o olhar ameaçador dela, ele engoliu seco e respondeu:

— Mas… professora Shizukawai não dá aula de literatura?

— Porque eu quis.

— [...]

**Ela só está me enchendo o saco de propósito.**

Ele suspirou e resmungou:

— Professora Shizukawai, assim você vai me perder…

— Tsc.

Ela nem se abalou.

— Responda logo!

No começo, ele a deixava constrangida, porque frases como aquela soavam quase como uma declaração em público, certo?

Mas agora...

Só dava vontade de rir.

Só de pensar nisso, Shizukawai quis suspirar.

**O hábito é realmente algo assustador.**

— [...]

Sem coragem de provocá-la mais, Miyamizu respondeu direitinho.

Satisfeita, ela deixou ele em paz e chamou:

— Britânica, sua vez…

— [...]

Miyamizu se sentou novamente, apoiou o queixo na mão e olhou para a sala antes de desviar o olhar para a janela.

Ele não fazia ideia de como esse mundo funcionava.

Por que tantos personagens de anime estavam espremidos no mesmo lugar?

Mas ele nem se importava em pensar nisso.

Se já estava num mundo de anime, então qualquer coisa era possível, não é?

Enquanto refletia, sentiu os olhos coçando.

Esfregou-os devagar e, de repente, sentiu-se cansado.

No mesmo momento, na sala ao lado...

Uma garota de cabelos longos e escuros bocejou. Suas olheiras eram visíveis mesmo com a maquiagem cobrindo.

— Yotsuya, pode entrar.

— Cheguei.

Mitsuko Yotsuya entrou na sala e se aproximou da mesa do professor, fazendo uma leve reverência.

— Meu nome é Mitsuko Yotsuya, sou nova aqui na escola. Conto com a ajuda de todos daqui para frente.

A garota se virou e escreveu seu nome no quadro negro com letras cuidadosas: Mitsuko Yotsuya.

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