Tradução pronta Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 4

Zhang Yuqi abriu completamente o portão, deixando a luz do sol inundar a casa.

Só quando os raios de sol iluminaram Huo Ying, sentado de frente para a entrada, é que Zhang Yuqi finalmente sorriu de verdade.

— Huo Ying, vamos! Vamos encontrar a Bai Jie e dar uma surpresa para ela!

Huo Ying levantou-se animado, como se tivesse sido salvo, os olhos fixos em Zhang Yuqi. Mas, depois da empolgação inicial, franziu a testa, hesitante, e pegou os fragmentos de pedra solar no chão.

— Ainda não é hora. A pedra solar quebrou... Ontem à noite, os cadáveres malignos me encontraram. — Ele não deixou Zhang Yuqi falar. — Será que eu resisti à infecção, mas fiquei marcado por eles? Se for isso, enquanto eu não morrer ou não me livrar deles, vão me perseguir todas as noites.

Huo Ying falou com seriedade:

— Não posso voltar com você agora. Mesmo sem memória, sinto que você é a pessoa mais próxima de mim. Você já me salvou da infecção, não posso trazer mais perigo para você.

Ele não queria ir com Zhang Yuqi. Sob a proteção da Árvore Divina, não desejava expor seus poderes. Além disso, não era o verdadeiro Huo Ying — a desculpa da amnésia era frágil, e com o tempo, Zhang Yuqi perceberia que ele era outra pessoa.

— É melhor eu ficar aqui até estar completamente seguro. Depois, nos reunimos.

Com o poder da madeira, ele não precisava se preocupar com fogo ou comida. Bastava encontrar água para sobreviver sozinho — e, talvez, até com mais segurança.

### **Capítulo 5: Familiaridade**

Zhang Yuqi ficou em silêncio, pensativa.

— Bai Jie disse que sua amnésia está grave, a ponto de apagar até seus instintos de sobrevivência. Se ficar sozinho, pode morrer facilmente.

Ela entregou uma pedra solar a Huo Ying.

— Venha comigo primeiro. Deixe a Bai Jie examinar você.

Sem dar chance para recusa, Zhang Yuqi saiu na frente, guiando Huo Ying de volta pelo caminho de terra.

Ao chegarem à casa anterior, Zhang Yuqi esquentou a pedra solar no fogo e bateu na janela algumas vezes.

Dentro, outra pedra solar aquecida respondeu com um toque.

— Então é assim que os humanos diferenciam os cadáveres malignos... — pensou Huo Ying, memorizando o método.

A porta logo se abriu. Bai Jie olhou para Huo Ying, hesitou, mas afastou-se para deixá-los entrar.

— Bai Jie... — Zhang Yuqi falou com voz baixa.

Bai Jie ignorou-a, encostando-se no armário enquanto examinava Huo Ying com um olhar afiado. Ao ver seus lábios ressecados pela sede, suspirou e pegou uma lata de alumínio, despejando um pouco de água de um grande frasco de vidro.

— Beba devagar. — Ela ordenou. — Seu corpo precisa aprender a suportar fome e sede. Você comeu todas as batatas ontem, não foi?

Huo Ying pegou a água e assentiu.

— A partir de agora, uma batata tem que durar dois dias. — Bai Jie falou com dureza, mas Huo Ying percebeu a mensagem por trás: ela estava aceitando sua presença.

Zhang Yuqi ficou quieta, deixando os dois conversarem. Só quando Bai Jie finalmente aceitou Huo Ying é que ela lhe deu um olhar triunfante: *Viu? Ela é boa pessoa.*

Notando a troca de olhares, Bai Jie resmungou para Zhang Yuqi:

— Toda essa confusão por causa de alguém que só pensa em romance...

— Bai Jie, você tem razão, mas Huo Ying quer um tempo sozinho para se adaptar.

Zhang Yuqi contou sobre o ataque dos cadáveres malignos e enfatizou que Huo Ying queria ficar separado para protegê-las.

— Não precisa se gabar. — Bai Jie revirou os olhos, mas seu olhar para Huo Ying ficou mais suave. Alguém que sobreviveu a um ataque, ainda se preocupava com os outros e tinha coragem de ficar sozinho... Isso era raro.

— A pedra solar repele os cadáveres malignos. Com ela e o fogo de álamo, é como se vissem um esgoto — fogem, não arriscam a vida. — Bai Jie ficou séria. — Mas você pode ter mudado depois da infecção. Ou ficou mais atraente para eles do que a pedra os repele, ou... eles têm um motivo especial para querer você morto.

— Se for o primeiro caso, você é uma praga. Se for o segundo... — Em vez de terminar, ela pegou uma seringa e coletou sangue de Huo Ying.

Ele fechou os olhos — não por medo da agulha, mas para não ver as unhas sujas de Bai Jie.

— Bai Jie, quero dar um pouco de comida e água para ele e mostrar os arredores. — Zhang Yuqi interveio.

A mão de Bai Jie tremeu.

— Ah, esperou eu terminar de coletar o sangue para falar? Quer trocar isso por comida e água? — Ela brincou, mas a dor de dar recursos era real.

Ela se afastou para outro cômodo, evitando ver o que seria retirado.

Zhang Yuqi pegou um saco, abriu o porão e retirou cinco pedras solares, cinco batatas, cinco gravetos de álamo e uma garrafa de água — pela metade.

— Pegue. Vou te mostrar a região.

Dessa vez, andaram devagar. Zhang Yuqi ensinou como reconhecer os caminhos. As casas não estavam tão distantes — uma corrida de sete ou oito minutos bastava.

— Para sobreviver, pedra solar e álamo são essenciais.

— Há outros sobreviventes na cidade. O álamo não cresce rápido e está acabando. É o recurso mais valioso.

— As pedras solares podem ser coletadas na mina, mas só as expostas ao sol. Nunca vá onde a luz não chega.

Saindo da casa de Huo Ying, em meia hora de caminhada, chegava-se a uma região de colinas baixas — a mina. Mais meia hora, e estariam no pé da montanha.

No meio do caminho, Huo Ying parou de repente.

— Shhh. — Ele fez sinal para Zhang Yuqi ficar quieta e inclinou a cabeça, ouvindo.

*Splash... splash...*

Era o som de água.

Huo Ying olhou para Zhang Yuqi, animado, mas ela permaneceu impassível.

Hesitante, ele se dirigiu ao barulho. Zhang Yuqi não o impediu, apenas seguiu atrás.

Contornando a base da colina, o som da água ficou cada vez mais claro. Ao se aproximarem, avistaram um riacho raso, com água cristalina que mal cobria um dedo, revelando pedras lisas no fundo que brilhavam sob a luz do sol.

— Essa água não dá pra beber? — Huo Ying perguntou, observando Zhang Yuqi, cuja expressão serena o fez hesitar antes de agir.

— Olhe isso. — Zhang Yuqi arrancou um fio solto de sua roupa e o jogou no riacho.

Em segundos, o fio pareceu ganhar vida, torcendo-se na água enquanto bolhas surgiam em profusão. Huo Ying viu o fio se desfazer, pedaço por pedaço, até desaparecer por completo, deixando a superfície do riacho novamente calma.

— Tem vermes nessa água? — Huo Ying lembrou-se dos insetos voadores de dentes afiados da névoa escura e sentiu um calafrio. Se não fosse Zhang Yuqi, ele provavelmente teria bebido daquele riacho e morrido.

Zhang Yuqi puxou-o para trás. — Não sei. Pode ser fungo também. O mundo está cada vez mais estranho. Se você vir algo que parece abundante, desconfie primeiro. Só assim sobrevive.

— A água daqui é potável, mas é trabalhoso. — Ela explicou. — Você precisa fazer um recipiente com madeira de álamo, filtrar a água com carvão queimado da mesma árvore, depois ferver com pedras solares. Só aí fica segura.

— Antes, as pessoas vinham buscar água aqui, mas a madeira de álamo ficou rara. Agora, esse riacho é inútil. — Ela continuou. — Hoje, coletamos orvalho quando o sol dissipa a névoa ou extraímos água de plantas que armazenam líquido.

Huo Ying olhou ao redor. Algo o incomodava, e agora entendia: depois de tanto caminhar, não haviam visto uma única planta.

— Esse povoado já teve muita gente. Mas, com os álamos cortados e as plantas devoradas, uns morreram, outros fugiram. Agora, nem sei quem ainda resta.

Deixando o riacho, subiram a colina. Zhang Yuqi guiou Huo Ying para longe das sombras, revirando pilhas de pedras com um isqueiro.

**[Capítulo 6: Infecção]**

Identificar pedras solares era simples: aquecia-se com o isqueiro e observava se ficavam vermelhas rapidamente.

Mas a colina estava repleta de pedras, e após revirar centenas, mal encontraram algumas.

Huo Ying levantou-se, segurando a cintura dolorida. Só achara uma pedra solar.

Zhang Yuqi também se esticou, esfregando as costas. — Não tem atalho. — Mesmo com mais experiência, ela só encontrara uma.

Ela olhou para o céu. O sol ainda brilhava, mas já não tão forte.

— Hora de ir.

— Certo.

Hesitar era um risco. Huo Ying seguiu-a imediatamente.

O caminho de volta estava parcialmente sombreado agora que o sol mudara de posição.

Zhang Yuqi parou de repente, erguendo a mão para detê-lo. Desembainhou o facão.

A lâmina estava velha, com marcas de ferrugem e sangue seco, mas a ponta e o gume reluziam.

Ela examinou a sombra com cautela, avançando devagar até que metade de seu corpo fosse engolida pela escuridão.

Após longos segundos, atravessou e acenou para Huo Ying.

Apesar de parecer simples, Huo Ying mal respirava de tensão.

Se Zhang Yuqi agia com tanto cuidado, a sombra devia esconder perigo.

Mesmo após sua verificação, Huo Ying segurou o pedaço de álamo no bolso, pronto para ativar a proteção da madeira se necessário.

— O que tem nas sombras? — Ele perguntou, tremendo ao sentir o sol escaldante novamente.

— Depende da sorte. — Ela seguiu caminhando. — Pode ser algo infectado. Qualquer tipo.

Aproveitando a luz forte, desceram rápido, mas ao pé da colina, uma longa faixa de sombra bloqueava o caminho.

— Vamos juntos.

Zhang Yuqi não o deixou para trás. Huo Ying segurou a pedra solar numa mão e o pedaço de madeira na outra, mantendo-se atrás dela.

Ela olhou para suas "armas", especialmente o madeiro, e arqueou uma sobrancelha.

— Não é que eu não queira te armar. Por enquanto, só funcionam comigo.

A sombra estava silenciosa. Zhang Yuqi acelerou e saiu ilesa.

Huo Ying relaxou — até ouvir um rosnado atrás dele.

No ponto mais escuro, um vira-lata o atacou.

Diferente de qualquer cão que já vira, este não tinha pelos, apenas caroços que cobriam sua pele, até mesmo sobre um dos olhos, deixando apenas um brilhando com ódio.

— Não se mexa!

Zhang Yuqi gritou e arremessou o facão. A lâmina passou entre as pernas de Huo Ying e cravou-se na pata do animal, perfurando-a e prendendo-o ao chão.

O cão foi arremessado para frente, rasgando a própria pata no impacto.

Sem ganir, apenas abriu a boca — mas um caroço enorme em sua garganta abafou o som.

Zhang Yuqi passou por Huo Ying como um furacão.

As pedras sob seus pés estilhaçaram-se com a força de sua passagem.

Em um segundo, ela alcançou o cão, arrancou o facão do chão e, com um golpe preciso, decapitou-o.

— Isso...

Huo Ying não ficou assustado com o cão, mas com Zhang Yuqi.

Aquela velocidade, força e reflexos... eram impossíveis para um humano!

Ela arrastou o cadáver para a luz do sol, sem dar chance ao perigo.

Huo Ying pegou seu isqueiro e, com a chama vacilante sob a luz do sol, acendeu o tumor carnudo que cobria o corpo do vira-lata. Assim que o fogo o tocou, o tumor começou a se debater freneticamente e, num instante, explodiu em chamas intensas.

– É isso que chamamos de contaminação – disse Zhang Yuqi, observando o fogo consumir o tecido infectado. – Ainda bem que era só um cachorro.

Ela continuou, explicando com calma:

– Animais comuns como cães, gatos e aves não são tão perigosos quando infectados. Seus métodos de ataque são limitados, e até uma pessoa comum consegue lidar com eles.

Ela olhou para Huo Ying ao dizer "pessoa comum", deixando claro que se referia a ele.

– Os verdadeiros perigos – ela advertiu, com um tom mais sério – são os animais menos comuns: lagartos, aranhas, cobras... Quando eles são infectados, suas habilidades de ataque se tornam muito mais mortais. A maioria das vítimas é morta por criaturas assim.

O ar ao redor ainda cheirava a carne queimada, e Huo Ying sentiu um calafrio ao imaginar o que mais poderia estar escondido por aí.

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