O Demônio da Lua terminou de falar, e a grande espada negra desapareceu em um instante, voltando para as costas dele. Ele se virou e se perdeu na noite, envolvido pela tempestade de areia.
O gordo enorme continuava rindo de maneira obscena, parecendo não perceber que a harmonia do grupo já estava quebrada. Ou talvez ele simplesmente não se importasse.
O Demônio do Fogo teve suas pupilas voltando ao normal enquanto apertava o ombro, agora marcado por escamas quebradas. Ele pensou consigo mesmo:
*Mesmo sendo excêntrico, o Demônio da Lua realmente é forte. Aquele estilo de espada e a aura de assassinato... Definitivamente não combinam com o que dizem por aí, que ele seria um dos "bons". Demônio da Lua... no final, também é um demônio.*
Com um resmungo de desdém, ele gritou para a freira, cujas roupas ainda estavam desarrumadas:
— Pare de enrolar e faça a leitura para encontrar a localização de Tao Pai Pai!
Uma luz brilhou nas mãos da mulher, e uma esfera de cristal amarela apareceu. Ela começou a usar algum tipo de habilidade de adivinhação. Pouco tempo depois, anunciou:
— Tao Pai Pai está a cerca de 13 km a sudeste daqui... e parece que ele não está em um bom estado.
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**[Capítulo 13 — Envenenamento]**
**[Equipe 64323 entrou no campo de batalha]**
Bai Cangzhu estava sentado na cozinha do restaurante, enquanto o motorista gordo, Fei Bo, estava do lado de fora, com a cabeça baixa, devorando a refeição. Ele se arrependia amargamente de não ter saído mais cedo para trabalhar, evitando assim toda aquela situação desastrosa.
Bai Cangzhu observou a notificação que apareceu diante dele, confirmando que o **[Teste de Missão II]** havia oficialmente começado.
O espaço apenas informou o horário de entrada da Equipe 64323, sem revelar coordenadas ou locais específicos. Era um tipo de equilíbrio de dificuldade — dava a Bai Cangzhu, o "mais fraco", a vantagem de saber quando os adversários chegariam, pressionando-o a agir rápido.
Mas, se entregasse tudo de bandeja, quem já estivesse no campo poderia facilmente preparar uma emboscada.
*Num cenário ideal*, pensou ele, *eu poderia ganhar influência suficiente para reunir Tao Pai Pai, Mestre Kame, Tenshinhan e Chaoz e simplesmente esmagar qualquer equipe que aparecesse.*
Mas seus olhos permaneceram impassíveis. Ele não tinha intenção de enfrentar a Equipe 64323 de frente.
— Afinal...
— A chave da vitória já está na minha mão.
Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto enquanto ele apertava um pequeno botão, de uns 10 centímetros.
**[Controlador Universal de Cápsula (Carro)]**
**Qualidade:** Azul (raro)
**Descrição:** Tecnologia fantástica exclusiva do mundo de Dragon Ball e seus derivados. Ao pressionar o botão, a cápsula pode ser aberta ou fechada.
**Efeito 1:** Libera o carro guardado na cápsula.
**Efeito 2:** Recolhe o carro de volta à cápsula.
**Observação:** Este item não pode ser levado para fora deste mundo.
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Enquanto isso, dentro da pousada sob o céu escuro, Tao Pai Pai segurava os pauzinhos, parado diante da mesa de jantar.
Ele pegou um pedaço de peixe, cheirou-o com cuidado — estava fresco, sem nenhum odor estranho. Mesmo assim, os pauzinhos ficaram suspensos no ar.
— Tang Baduan... você está nervoso?
O homem que estava ao lado, Tang Baduan, mantinha a cabeça baixa, mas suas pupilas se contraíram até ficarem do tamanho de agulhas.
Seu coração disparou, bombeando sangue freneticamente para o cérebro. O excesso de oxigênio quase o fez desmaiar.
Tao Pai Pai franziu a testa ao notar a reação do seu "parceiro" de longa data.
— Seu coração está batendo como um tambor, Baduan.
Inicialmente, ele achou que o peixe não estivesse fresco — daí a agitação nervosa do outro. Mas, ao sentir o aroma, constatou que o problema não era o peixe.
*O problema é o homem.*
As mãos de Tao Pai Pai permaneciam firmes, mas seu olhar era como uma espada afiada, prestes a atravessar Tang Baduan ali mesmo.
O homem não tinha psicológico para enganar Tao Pai Pai. Sob aquele olhar, seu coração acelerou ainda mais, e suas pernas simplesmente fraquejaram.
— M-Mestre Tao... me perdoe!
— Foi ele! Foi o tal Bai Cangzhu! Ele me obrigou!
Tao Pai Pai ainda segurava o pedaço de peixe no ar. Mas, ao ouvir o nome "Bai Cangzhu", seus olhos se estreitaram perigosamente. Ele estava prestes a usar o peixe para matar Tang Baduan ali mesmo, mas agora queria ouvir mais.
— Bai Cangzhu...
Ele nem sequer lembrava direito do nome. Tao Pai Pai nunca se interessou por ninguém além de seus alvos.
Tang Baduan estava encharcado de suor. Naquele instante, sentiu a aura assassina de Tao Pai Pai como uma adaga atravessando seu coração.
A morte nunca havia parecido tão real.
Ele jogou para escanteio qualquer promessa de riqueza ou ameaça de Bai Cangzhu e, gaguejando, revelou todo o plano.
— Ele me deu uma arma envenenada chamada **[Serpente Verde]** e me ordenou que...
O rosto de Tao Pai Pai escureceu. Mesmo que ele nunca tivesse visto Bai Cangzhu como um verdadeiro discípulo, o fato era que ele havia ensinado algumas técnicas ao rapaz.
E agora, esse mesmo rapaz tentava envenená-lo?!
*Que audácia.* Normalmente, era Tao Pai Pai quem decidia quem viveria ou morreria. Era a primeira vez que ele sentia na pele a traição.
Ao mencionar o veneno, Tang Baduan empalideceu ainda mais. Instintivamente, levou a mão ao bolso, seu coração batendo como um tambor descontrolado.
Tao Pai Pai percebeu o movimento imediatamente. Ele soltou o peixe, que caiu sobre a mesa.
— Onde você colocou o veneno?!
Ele havia assumido que o veneno estava no peixe, mas a reação de Tang Baduan agora sugeria algo pior...
O homem desabou no chão, sem forças até para se levantar. Lágrimas e saliva escorriam pelo rosto enquanto ele se via como um morto-vivo.
— Bai Cangzhu disse que o senhor era... esperto. Cauteloso. Então ele me mandou colocar veneno no chá, no arroz, nos pratos, na sopa... até nos talheres.
Tao Pai Pai sentiu um frio na espinha. Seus olhos se voltaram para o chá que ele já havia bebido. A vontade de matar explodiu dentro dele.
Tang Baduan não apenas envenenou tudo na pousada, como também bebeu do mesmo chá — incluindo a si mesmo.
Tang Baduan sabia que provavelmente ia morrer. No fundo do coração, odiava Bai Cangzhu, que o tinha envolvido nessa confusão sem motivo.
Mas também sentia um ódio profundo por Tao Baibai, que agora controlava sua vida e morte.
Esses caras... nenhum deles dava a mínima para a vida dele.
De repente, ele levou a mão ao bolso da cintura, onde guardava o antídoto que Bai Cangzhu lhe dera. Tang Baduan planejava tomar o veneno antes que Tao Baibai o matasse. Assim, quando Tao Baibai finalmente matasse Bai Cangzhu, também poderia ser envenenado. Era a maior vingança que ele poderia fazer.
— Puf!
Os palitos de Tao Baibai brilharam no ar, e a mão direita de Tang Baduan foi cravada no chão.
— Aaah! — Tang Baduan gritou de dor.
Tao Baibai se aproximou sem pressa, os dedos mergulhando na carne.
— Puf!
Junto com um pedaço da carne da cintura de Tang Baduan, Tao Baibai arrancou o que estava escondido ali.
Uma pílula preta do tamanho de um ovo de pombo, exalando um forte aroma de ervas. A forma era imperfeita, com marcas de ter sido feita à mão.
Provavelmente era o antídoto caseiro da [Cobra Verde]. Tao Baibai conhecia bem esses assassinos amadores que adoravam envenenar armas. Às vezes, eles acabavam se matando por acidente. Por isso, muitos carregavam antídotos.
Ele olhou para Tang Baduan, que gritava de dor debaixo dele, e fez uma careta de desprezo.
— Você acha que esse veneno realmente pode me matar?
— Acha que engolir esse antídoto vai salvar sua vida?
— Não. Eu vou abrir sua barriga e tirar a pílula de volta.
Tao Baibai pressionou dois dedos na testa de Tang Baduan, que instantaneamente ficou rígido. Ele sentiu como se seu crânio tivesse sido perfurado, e a morte viria a qualquer segundo.
Um cheiro fétido subiu de baixo.
Tao Baibai franziu a testa, prestes a dar o golpe final, quando uma onda de calor anormal surgiu atrás dele.
— Rugido do Dragão de Fogo!
— BOOM!
Uma esfera de fogo gigantesca, com chamas densas como lava, girou e se comprimiu antes de explodir, destruindo a parede da pousada.
— KABUM!
A vila tremeu violentamente, e um cogumelo de fogo subiu ao céu. A pousada inteira havia desaparecido.
**Capítulo 14 — O Duelo com Tao Baibai**
O olhar do Demônio de Fogo se afastou dos escombros em chamas. O cheiro de carne queimada dos corpos carbonizados o fez lamber os lábios.
Ele era o tipo de guerreiro reencarnado que abandonara completamente a moral do mundo real. Se o espaço não proibisse, ele tentaria qualquer coisa.
Mas, de repente, seus sentidos sobre-humanos detectaram algo errado. Ele virou e viu uma figura vestida com um robe rosa de costas para ele, uma das mãos enfiada no corpo enorme do [Montanha Demoníaca].
— Ugh... que dor! — Montanha Demoníaca cuspiu sangue.
Ele nem tinha visto Tao Baibai se mover antes de levar um golpe direto no peito.
Tao Baibai ficou parado diante da criatura de mais de sete metros de altura, com uma mão enterrada na gordura do peito do inimigo, suspenso no ar.
Na outra mão, ainda segurava a pílula preta.
O corpo de Montanha Demoníaca tremeu violentamente. De repente, uma energia intensa irrompeu de dentro dele, e um chakra azul quase branco jorrou do ferimento.
Tao Baibai, que nunca tinha sentido esse tipo de poder, desapareceu num piscar de olhos, reaparecendo dez metros adiante.
Sua trança deslizou do pescoço e caiu sobre as costas.
Ele olhou friamente para o gigante, agora envolto em asas azuis brilhantes como as de uma borboleta, e para o homem de cabelo vermelho que queimava em chamas.
Tao Baibai nunca tinha ouvido falar de lutadores ou caçadores de recompensas assim.
Montanha Demoníaca e o Demônio de Fogo agora também haviam perdido toda a arrogância. Esse Tao Baibai realmente era habilidoso.
Aquela velocidade, aquela força... iam muito além do que poderia ser chamado de "forte".
— Cuidado, é um monstro de nível [Assassino]! — O Demônio de Fogo lambeu os lábios.
Seu rosto agora estava completamente coberto por escamas de dragão, aumentando sua defesa enquanto sua energia mágica crescia. Chamas se espalharam sob seus pés como um mar de fogo, envolvendo centenas de metros em segundos.
Gritos de terror ecoaram à distância. As pessoas fugindo desesperadas eram a melhor prova de seu poder.
— Tao Baibai, você realmente...
— Zuum!
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