Ela sempre se vestia de maneira sedutora, mas era justamente no momento de esmagar homens fortes que sentia o maior prazer.
Bai Cangshu agarrou os braços da Cobra Verde, evitando que as duas adagas penetrassem seu corpo, mas já estava completamente enroscado por ela. A mulher usou todo o seu corpo para torcer as articulações de Bai Cangshu, puxando seus braços para trás com força crescente.
*Crack*
O som assustador de músculos tensionados e articulações sendo forçadas ecoou. Bai Cangshu sentiu uma dor dilacerante nos ombros, como se seus músculos estivessem se rasgando.
Se ele perdesse a força, as adagas atingiriam seu pescoço num instante.
O bafo da serpente da morte já era perceptível, e a pele de seu pescoço começava a se contrair sob a pressão.
*Thump!*
*Thump!*
Batidas intensas de um coração surgiram do nada.
A Cobra Verde hesitou por um segundo, mas então puxou com ainda mais força.
— Seu coração está batendo tão forte... Você tem tanto medo da morte? — perguntou, voz carregada de escárnio, sua excitação crescendo a ponto de um leve tremor percorrer seu corpo.
Bai Cangshu sentia seus braços sendo dobrados cada vez mais para trás, as lâminas geladas quase tocando seu pescoço.
Seu coração acelerou ainda mais, os batidos ficando mais altos, até que...
*THUMP!*
Um único pulso poderoso ecoou como o som de um tambor, e seu corpo tremeu inteiro.
*CRACK*
Os braços que a Cobra Verde tentava forçar para trás pararam subitamente... e então, com uma força incontrolável, começaram a se mover na direção oposta.
Ela sentiu a pressão aumentando, assustada com a repentina mudança. Soltou as pernas que prendiam Bai Cangshu, apoiando os pés em suas costas para usar todo o peso do corpo no confronto.
Era o máximo que ela podia fazer.
Mas depois de um breve instante de resistência...
— Hah.
Uma risada estranha escapou, e então uma força primitiva explodiu.
A Cobra Verde perdeu o equilíbrio, sendo arremessada contra as costas de Bai Cangshu com força brutal. Seu nariz afundou sob o impacto, a dor aguda varrendo seus sentidos.
— AAGH!
Seu grito de agonia foi interrompido por uma sensação de tontura. Na chuva, o corpo daquele homem parecia queimar, emanando calor como uma fornalha.
*BAM!*
Ela foi arremessada contra o chão, segura pelo braço, sua coluna se partindo com um ruído seco. Sangue jorrou de seu nariz e boca.
— Ugh...
Toda a força a abandonou, as adagas caindo de suas mãos impotentes.
Na névoa de sua consciência desvanecente, ela viu o homem se agachar, revelando olhos estranhos... brancos, sem pupilas.
— Mon...stro...
A pele de Bai Cangshu agora estava avermelhada, seus músculos levemente inchados, seu corpo um pouco maior. Ele sorriu, uma expressão muito mais selvagem do que a que ela havia mostrado momentos antes.
*BAM!*
Seu punho esmagou o belo rosto da Cobra Verde. Ele continuou, golpeando repetidamente até o crânio dela começar a ceder.
[Você matou a assassina Cobra Verde. Ganhou 200 pontos dimensionais.]
*BAM!*
*BAM!*
Os socos continuavam, e Bai Cangshu não se cansava daquela sensação deliciosa.
Ele já havia consultado muitos médicos. Alguns sugeriram terapia, outros prescreveram remédios para a mente.
Mas, no final, Bai Cangshu continuou sendo Bai Cangshu.
Ele não se via como um louco. Apenas como alguém fora do comum.
Não era que ele fosse muito violento... era que o mundo ao seu redor estava cheio de ovelhas dóceis.
*Splat.*
Um som úmido ecoou.
Pedaços vermelhos e brancos se espalharam pelo chão.
— Ugh!
À distância, alguém vomitou antes de correr desesperadamente, desaparecendo na névola.
Bai Cangshu ignorou, limpando as mãos ensanguentadas na chuva.
### **Capítulo 9: Especialização em Artes Marciais**
*Tap.*
O som dos pés de Tao Pai Pai tocando o chão era tão suave quanto o de um gato pisando.
Aquele controle absoluto sobre velocidade e força causava um calafrio instintivo.
Ele era um lutador que dominava cada fibra do próprio corpo.
— Tang Baduan disse que todas as minhas provas foram completadas. Por que só você está aqui? — Tao Pai Pai perguntou, de olhos fechados, seu rabo de cavalo enrolado no pescoço.
Bai Cangshu trouxe várias caixas de dinheiro que havia preparado antes e sorriu.
— As missões foram cumpridas. Aqui está o pagamento.
Ele evitou mencionar os detalhes, sabendo que o verdadeiro propósito daquele teste era duplo:
Primeiro, o dinheiro.
Tao Pai Pai era obcecado por riqueza. Como o maior assassino do mundo, ele cobrava um preço exorbitante por cada missão e tinha o hábito de acumular fortuna — algo evidente quando, após ser quase morto por um ataque de Goku, ele usou todo seu dinheiro para se reconstruir como um ciborgue.
Segundo, garantir que apenas **um** sobrevivesse.
Ele deixara claro que só ensinaria quem trouxesse a maior recompensa... o que significava que os outros candidatos, não importa quantas missões completassem, não teriam valor.
Tao Pai Pai amava fama e dinheiro, mas ainda assim seguia certas regras. Não era um vilão completamente caótico.
Por isso, a prova poderia ser resolvida de várias formas.
Se os oito candidatos iniciais tivessem lutado entre si até sobrar apenas um, e depois oferecessem o dinheiro, talvez também tivessem sido aceitos.
Bai Cangshu e o homem das duas adagas haviam entendido isso. Um matara o empregador para ficar com a recompensa. O outro matara o motorista e esperara no local da prova como uma aranha em sua teia.
Os dois estavam convencidos de que, se apenas um deles voltasse para a montanha, isso certamente atenderia aos requisitos de Tao Pai Pai.
Tao Pai Pai abriu os olhos e olhou mais uma vez para o homem de sobrancelhas grossas e olhos grandes. Naquele dia, ele não havia disputado as missões, provavelmente porque já estava preparado para matar os outros.
— Hum, parece que você tem potencial.
[Seu comportamento agradou a Tao Pai Pai. A impressão que ele tem de você melhorou.]
[Atual: Amigável (15/100)]
Longe de ficar descontente com a atitude de Bai Cangzhu, Tao Pai Pai achou que ele era justamente o tipo de jovem talentoso que procurava.
Com as mãos nas costas, ele caminhava pela grande praça no topo da montanha, que, de certa forma, também era seu dojô. Todo ano, ele realizava seleções parecidas, mas seu objetivo não era exatamente recrutar discípulos, e sim aumentar sua própria fama.
Enquanto andava, Tao Pai Pai observava Bai Cangzhu de vez em quando.
Bai Cangzhu mantinha um sorriso no rosto, mas seu olhar periférico estava fixo no prazo da missão.
[Faltam 81 horas e 30 minutos para a equipe 64323 entrar neste mundo.]
Ainda restavam mais de três dias até que o esquadrão de guerreiros capazes de matar Tao Pai Pai chegasse. O tempo de Bai Cangzhu era, na verdade, bem curto.
— Você sabe o que é kung fu? — Tao Pai Pai perguntou de repente.
Bai Cangzhu respondeu naturalmente:
— É uma arte de matar.
Tao Pai Pai acenou satisfeito. Ele detestava a hipocrisia daqueles que se diziam mestres de artes marciais, incluindo seu próprio irmão, o Mestre Kame. Para ele, tudo não passava de pose. Se queriam usar a força, que usassem, sem fingir serem figuras nobres e respeitáveis.
— Exato! Kung fu serve para matar! — ele declarou. — E, por outro lado, qualquer coisa que mate pode ser considerada kung fu.
Tao Pai Pai também tinha sua própria compreensão das artes marciais e havia trilhado seu próprio caminho.
— O ser humano é frágil! — ele continuou. — Esta mão... pode matar.
Com um simples soco no ar, um som abafado cortou a atmosfera, seguido por uma onda de choque que se expandiu como um vendaval. Bai Cangzhu sentiu o ar faltar em seus pulmões, e seus cabelos se espalharam ao vento.
— Este pé... também pode matar.
Tao Pai Pai deu um passo firme no chão.
**Boom!**
O solo tremeu violentamente, e de repente a terra sob os pés de Bai Cangzhu se elevou, lançando-o para o alto.
No susto, ele ajustou seu centro de gravidade no ar, tensionando os músculos, mas seus joelhos se dobraram suavemente para amortecer a queda, imitando o jeito que Tao Pai Pai havia aterrissado antes.
**Toc.** O som foi suave, e o movimento lembrava o do mestre.
Tao Pai Pai observou com um olhar penetrante e continuou:
— Minha respiração... também pode matar!
De repente, ele inspirou brevemente e depois expirou com força na direção de Bai Cangzhu.
— **Hah!**
Naquele instante, Bai Cangzhu sentiu seu corpo inteiro congelar. Uma energia aterrorizante explodiu da boca de Tao Pai Pai. Mesmo sabendo que esse golpe não era tão mortal quanto seu [Dodompa], Bai Cangzhu sentiu como se estivesse na mira de uma arma moderna.
Seus músculos travaram. Seu coração afundou. Os pelos em sua nuca se arrepiaram, e uma dor aguda e ardente percorreu suas costas. Era a sensação mais clara que ele já tivera da morte se aproximando.
**Tum. Tum. Tum.**
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