Tao Pai Pai, um dos vilões iniciais do mundo de Dragon Ball, era conhecido por sua crueldade e força avassaladora, carregando o título de maior assassino do mundo.
Na primeira vez que Goku o enfrentou, foi derrotado com facilidade, mesmo possuindo uma força próxima à do Mestre Kame na época.
Foi Tao Pai Pai quem mostrou pela primeira vez o verdadeiro poder dos maiores lutadores da Terra naquele mundo:
— Aquecia água de banho a 200°C apenas com seu ki, relaxando tranquilamente nesse líquido escaldante.
— Desviava balas de rifle com um simples chute, usando apenas seus sapatos de pano, e as rebatia com precisão para matar o atirador.
— Esmagava o crânio de lutadores habilidosos com um golpe de língua.
— Cortava colunas de pedra grossas com as próprias mãos, arremessava-as e depois saltava sobre elas para "voar", percorrendo 2.300 km em menos de quatro minutos para alcançar seu alvo.
Cada uma dessas proezas estava muito além da compreensão de qualquer pessoa comum.
Tao Pai Pai era, sem dúvida, um monstro que transcendia os limites humanos.
E o teste proposto por alguém assim dificilmente seria tão seguro quanto os do Mestre Kame...
— *Creeek* —
Bai Cangzhu abriu a porta, e o vento úmido invadiu o quarto. O local ficava em um local elevado, provavelmente próximo ao mar.
Lá fora, várias figuras já aguardavam. Homens e mulheres de diferentes tamanhos e aparências, mas todos com expressões geladas. Ninguém conversava. Apenas esperavam.
Bai Cangzhu não sabia se entre eles havia outros participantes do teste.
Observou suas próprias roupas: uma camiseta branca com um uniforme de treino preto e sapatos de pano. Os outros vestiam algo parecido, como se fosse um traje padronizado.
Antes que pudesse analisar melhor...
— *ZUUUUM* —
Um rugido ensurdecedor, crescendo rapidamente até soar como um jato voando baixo.
Um ponto escuro surgiu no céu e, no instante seguinte, uma enorme coluna de pedra despencou do alto.
— *BOOOOM* —
A onda de choque atingiu Bai Cangzhu como um furacão. A explosão foi tão forte que todos, incluindo ele, perderam a audição por alguns segundos, a mente confusa.
Quando a poeira baixou, lá estava Tao Pai Pai, seu rabo de cavalo negro enrolado no pescoço.
O homem de tang azul que antes batia nas portas agora se mantinha à distância. Ele era o dono da pousada, um dos poucos que podiam trocar algumas palavras com Tao Pai Pai, mas mesmo assim tremia diante dele.
Aquela pousada no topo da montanha só recebia hóspedes especiais: clientes em busca do maior assassino do mundo... ou loucos dispostos a se tornarem seus discípulos.
— *Toc, toc, toc* —
Tao Pai Pai caminhou lentamente. Bai Cangzhu, com sua visão aguçada, percebeu que cada passo era idêntico em ritmo e distância.
— *Tsk. Esse é o controle corporal de um verdadeiro artista marcial...* — pensou.
Tao Pai Pai parou diante do grupo, as mãos nas costas, e então apontou para um gigante de mais de dois metros à frente de Bai Cangzhu, além de alguns outros.
— Vocês não são dignos de aprender comigo. Sumam.
O gigante ficou pasmo. Ele era um dos maiores criminosos de sua cidade e viera para testar suas habilidades. Ser rejeitado sem nem ter a chance de lutar o enfureceu.
— Por quê?! Você nem viu o que eu—
— *Zing! Splat!* —
Bai Cangzhu mal piscou, e Tao Pai Pai já havia se movido. Quando olhou para o gigante, o homem cambaleou.
— Ugh... gh... —
Sem emitir outro som, o corpo desabou no chão, levantando poeira.
Os outros reagiram com pânico. Alguns gritaram.
Mas Tao Pai Pai apenas sacudiu o rabo de cavalo com indiferença.
— Você, você... e você. Também não servem. Fora! —
Dessa vez, ninguém ousou questionar. Os escolhidos saíram rapidamente, alguns até aliviados por escapar com vida.
Bai Cangzhu olhou ao redor. Restavam apenas oito pessoas.
Havia um espadachim com um lenço vermelho e uma faca curva, um caçador com um rifle nas costas e até uma mulher vestida de maneira provocante.
Quando percebeu o olhar de Bai Cangzhu, ela puxou a alça do vestido para baixo e lhe lançou um sorriso sugestivo.
Ele sabia que os sobreviventes não eram pessoas comuns. Afinal, quem encara um assassinato sem piscar tem algo de errado.
Além disso, notou que os eliminados eram os que demonstraram medo ou hesitação. A única exceção foi o gigante, que nem se mexera.
— *Hmph. Provavelmente foi morto só para servir de exemplo. Típico de um vilão...* —
Tao Pai Pai examinou os restantes e, sem dizer mais nada, jogou um monte de envelopes no chão.
— A arte marcial é para matar. Aqui estão alguns trabalhos sujos. Escolham um. —
— Em sete dias, quem trouxer a maior recompensa... talvez eu o aceite como discípulo. —
Os olhos do grupo brilharam. A mulher, ágil como uma cobra, já se esticou para pegar um envelope no ar.
O homem com o facão desferiu um golpe direto contra a mulher, mas ela desviou com um giro ágil da cintura. Em instantes, os outros se envolveram na briga.
Bai Cangshu permaneceu parado, observando atentamente cada movimento. Ele via claramente os golpes do facão, a postura do homem que segurava a arma com ambas as mãos...
Depois da confusão, só restou no chão um envelope amassado e surrado.
Assim que todos se dispersaram, Bai Cangshu se abaixou para pegá-lo.
[Missão Secundária: Contrato de Assassinato]
[Dirija-se a Nandu e encontre o contratante Apola. Elimine o líder da greve, Magi.]
[Recompensa: 500 Pontos Dimensionais.]
Tao Pai Pai observou Bai Cangshu, impassível.
— Por que não lutou pelo envelope? Não quer se tornar meu discípulo?
Havia uma ameaça velada em suas palavras, mas Bai Cangshu fingiu não perceber. Balançou o envelope e sorriu.
— Claro que quero.
— Seu teste é completar a missão e trazer a maior recompensa, não brigar pelo envelope. Que diferença faz pegar antes ou depois?
### Capítulo 4: O Contrato
Bai Cangshu desceu a montanha pela estreita escada de pedra, notando que era uma região litorânea, úmida e com degraus escorregadios. Com o vento cortante e a inclinação íngreme, só mesmo loucos para subir até o topo em busca de um mestre.
Acompanhando-o estava o dono da pousada no cume, que se apresentou como Tang Badun. Seu negócio principal ficava na vizinhança, mas, com a crescente fama de Tao Pai Pai, ele acabou se tornando intermediário dos contratos do assassino.
Atualmente, esses serviços já rendiam mais que seu trabalho principal. Por isso, ele construiu a pousada no topo e assumiu funções extras.
Tao Pai Pai ganhava fortunas e gastava sem critério. Num dia de mau humor, podia matar alguém; num bom, jogava dinheiro à vontade. Tang Badun, porém, sabia se manter no jogo.
Na base da montanha, um carro os esperava na entrada da vila — daqueles típicos do mundo de *Dragon Ball*, compactos e arredondados.
Tang Badun apontou para o veículo.
— Você não se apressa, hein? Se fosse para treinar com um mestre como Mestre Kame, talvez tivesse futuro.
— Mas o Tao Pai Pai não vai com essas. É melhor cumprir a missão direito... senão... — resmungou, gorducho, deixando a ameaça no ar.
— Esse carro vai levá-lo até Nandu, ao contratante. Os outros já partiram.
Sem se abalar, Bai Cangshu manteve o sorriso impassível e entrou no carro, que logo desapareceu numa nuvem de poeira.
Enquanto isso, Tang Badun refletia. Todo ano apareciam corajosos tentando virar discípulos de Tao Pai Pai — alguns saíam traumatizados, outros nunca mais eram vistos.
Mas aquele rapaz... tinha algo estranho. Bonito, sorridente, mas havia algo artificial e perturbador por trás daquela fachada.
Dentro do carro, Bai Cangshu observou o motorista, um homem corpulento de barba cerrada que quase não cabia no banco.
— Este carro vira cápsula, senhor? — perguntou, com um sorriso inocente.
O motorista olhou pelo retrovisor e respondeu com má vontade:
— Se tivesse uma *Cápsula Hoi-Poi*, será que eu estaria dirigindo táxi?
Bai Cangshu suspirou. Realmente, tecnologia avançada como aquela não era para qualquer um.
A viagem até Nandu levou três horas. A cidade ficava no sul, onde o deserto encontrava o mar — rica, cheia de comerciantes, e igualmente problemática.
O motorista deixou Bai Cangshu no local combinado e partiu. Sozinho, ele começou a explorar.
Pessoas com traços animais — os *Terrakians* do mundo de *Dragon Ball* — circulavam pelas ruas. Alguns podiam até se transformar, mas os que ele viu pareciam comuns, sem habilidades especiais.
Como indicava o nível de dificuldade deste mundo, a maioria das pessoas tinha força próxima à de um humano normal. A diferença estava no treinamento marcial difundido e na tecnologia avançada.
Mas o verdadeiro poder vinha dos guerreiros lendários, alienígenas, androides e seres sobrenaturais — um mundo de extremos.
Ao passar por uma loja de armas, Bai Cangshu notou que as leis ali eram como nos EUA: porte livre. Mas, sem dinheiro local, ele seguiu adiante.
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