Tradução pronta Fox Demon: Liver for Immortality / Fox Demon: Fígado para a Imortalidade: Capítulo 14

Bai Shi havia frequentado alguns dias como ouvinte na academia de artes marciais e sabia o nome do velho mestre.

Chamava-se Sun Dongsheng, que significava "o sol nascente".

Mas sua reputação não era das melhores.

Diziam que, no passado, só porque alguém falou mal dele, o velho mandou exterminar a família inteira do desafeto numa noite.

— Hahaha, meu jovem amigo Bai, vim aqui para me desculpar — disse o velho mestre Sun, com um sorriso tão largo que o rosto ficou cheio de rugas.

— Aqueles mal-entendidos do passado foram só bobagem. Vamos esquecer e seguir em frente como se nada tivesse acontecido.

— Se quiser continuar treinando artes marciais, minha academia está de portas abertas para você. Prometo ensinar tudo sem esconder nada!

Seus olhos percorreram discretamente o corpo de Bai Shi enquanto falava. Os cantos da boca se contorceram por um instante antes de ele sorrir novamente.

Os discípulos atrás dele ficaram boquiabertos.

Eles não tinham vindo para matar?

No caminho, o mestre até parou para comprar presentes, e eles pensaram que era para homenagear Bai Shi depois de assassiná-lo.

Afinal, era só para presentear?

Yue Ti Xia soltou um suspiro de alívio. Matar tanta gente de uma vez ainda a deixava desconfortável, mas por Bai Shi, ela faria.

— A Zhu, o que você acha?

*‘Má intenção. E o sorriso do Bai também está sinistro. Vai ter drama.’*

O burro preto ergueu uma placa de madeira, deixando Yue Ti Xia confusa.

O clima parecia tão animado...

O mundo dos humanos era mesmo complicado!

### Capítulo 14: Sorriso Falso, Noite Escura

— Velho mestre Sun, não houve mal-entendido nenhum. Coisas pequenas, não vale a pena mencionar — disse Bai Shi, apertando a mão do homem com um sorriso caloroso.

Os dois apertaram com força, e os sorrisos se tornaram ainda mais largos.

A atmosfera era tão calorosa que Yue Ti Xia quase pensou que os dois eram irmãos separados há anos.

*‘Maldição... pele de ferro. Como esse garoto é tão forte?’*

Por fora, Sun Dongsheng sorria. Por dentro, fervia de inveja.

Ele achara que Bai Shi era apenas um iniciante, mas agora via que o jovem provavelmente estava no mesmo nível que ele.

Na juventude, Sun viajara pelo mundo em busca de mestres e segredos marciais.

Apesar de só ter aprendido um pouco, sabia muito bem quem podia enfrentar e quem era melhor não provocar.

Se não conseguisse matar Bai Shi agora e o jovem escapasse, Sun passaria o resto da vida com medo.

*‘Tanto idiota fácil por aí... vale a pena engolir o orgulho. Na juventude, eu sempre fui um covarde mesmo.’*

Ele achou que estava sendo humilde o suficiente e se virou para ir embora, satisfeito.

Bai Shi acenou com um sorriso.

Paz?

Sonhava!

Quando Bai Shi estava na pior, os discípulos da academia o humilharam.

E ainda queriam vender Yue Ti Xia para o Pavilhão dos Imortais.

Achavam que ele era surdo?

Agora que Bai Shi estava forte o suficiente para deixá-los inquietos, vinham com falsos sorrisos.

Feio e sonhador.

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Dentro da cabana, os dois e o burro se encararam.

*‘Bai, quando você vai agir? Precisa de ajuda?’*

O burro levantou a placa.

Bai Shi revirou os olhos.

— Seu burro morto, eu sou esse tipo de pessoa? Qual é a dessa violência? Não sabe o que é harmonia traz prosperidade?

O burro olhou para ele de lado.

— Ahem... Yue Ti Xia, está ficando tarde. Melhor você descansar. Quanto à carne, podemos levar a maior parte e deixar as galinhas e patos para o velho Zhao — disse Bai Shi.

O velho Zhao sempre fora gentil com ele.

Como iam se mudar, era melhor deixar o que não pudessem carregar para o idoso passar o inverno.

— Certo! — Yue Ti Xia concordou.

A noite caiu, pesada e sombria.

O vento uivava, anunciando uma noite de perigo.

Depois de um tempo, Bai Shi saiu da cama, já vestido com roupas escuras.

Pulou pela janela e desapareceu na escuridão.

O burro, fingindo dormir, fez um barulho de desdém.

Yue Ti Xia, já pronta, saiu com ele.

*‘Você realmente gosta desse humano?’*

— Eu... não sei. Talvez? — Ela pensou com seriedade, sem a timidez de antes.

*‘Ele é humano. Não vive mais que cem anos.’*

— Tudo bem. As raposas de Tushan têm a reencarnação, não é? Eu ainda tenho a casca da Árvore das Sete Joias como amuleto.

O burro suspirou. Ela estava disposta a dar dinheiro e o coração.

Mas convencer o líder do clã não seria fácil.

Vestido de preto, Bai Shi avançou com [Passos Velozes], saltando entre telhados e galhos como um pássaro.

Cada salto cobria três metros, e a espada nas costas não o atrapalhava.

Seus olhos brilhavam na escuridão, enxergando como se fosse dia.

No céu, uma jovem de vestido amarelo, elegante como uma fada, montava o burro preto.

Os dois seguiram Bai Shi à distância, observando-o avançar.

A academia ficava no centro da cidade.

Com sua força, dominava uma rua inteira.

Todos os moradores pagavam "taxas de proteção".

Mais parecia um bando de bandidos do que uma escola de artes marciais.

O vento assobiava entre as folhas.

Bai Shi entrou silenciosamente no prédio.

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Dentro, velas queimavam.

O velho mestre Sun discursava para seus discípulos:

— Aquele maldito Bai Shi acha que eu tenho medo dele? Fingir paz foi só estratégia.

— Quando os mestres do Pavilhão dos Imortais chegarem, eu o acuso de conspirar com monstros.

— Depois que os mestres se divertirem com a garota, será a nossa vez. E então a vendemos!

— Mestre, você é um gênio! Homem sábio sabe quando recuar.

— Exato! Bai está morto.

Sem expressão, Bai Shi apareceu como um fantasma atrás do velho.

Ergueu a lâmina e cortou.

O mestre sentiu um vento gelado passar por cima de sua cabeça.

O frio desceu até os ossos, como se viesse do submundo.

Antes que ele entendesse, sua mente mergulhou na escuridão.

Os discípulos olharam, aterrorizados.

— Pfffft!

O mestre deles foi cortado ao meio, da cabeça até o quadril esquerdo, por um clarão branco como a neve.

Depois, com um baque úmido, o corpo explodiu como um balão de sangue. Jorros vermelhos e quentes, com aquele cheiro enjoativo de ferro, espirraram feito fogos de artifício na cara de todos.

— AI MEU DEUS! Morreu! O mestre morreu! — um dos discípulos gritou, com a voz estridente de pânico.

— É um demônio! Um demônio entrou aqui! CORRAM! — outro berrou, já dando no pé.

Era uma organização criminosa mesmo, daquelas que vive de intimidar pessoas humildes. Lealdade? Nem pensar! Num piscar de olhos, todos saíram correndo como baratas.

Branco Pedra ficou parado, sentindo o sangue quente escorrendo entre os dedos, aquele cheiro metálico entrando pelo nariz. Mas os olhos dele continuaram calmos, sem nenhuma comoção.

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