— Zuum! —
A espada foi desembainhada sem qualquer resistência.
— Como é possível desembainhar a Espada do Dragão? O que está acontecendo? — Reinardo ficou chocado.
A Espada do Dragão possuía consciência própria e só podia ser usada por quem tivesse a Bênção do Santo Espadachim. Além disso, por ter vontade própria, só saía da bainha quando encontrava um inimigo digno.
Mas agora, sem adversário à vista, a lâmina brilhava livremente.
— Existe algo que eu precise enfrentar? — Reinardo inspirou fundo e partiu em disparada na direção que seus instintos indicavam.
...
Após um rugido estrondoso, uma imensa silhueta surgiu no ar.
Era uma figura majestosa, branca como a neve, com traços que misturavam uma ave graciosa e um dragão ocidental de garras afiadas. Seu rosto lembrava um lobo, com olhos azuis brilhantes e escleróticas negras. Longos fios flutuavam ao redor de sua cabeça, enquanto todo seu corpo era coberto por uma pelagem branca e macia como plumas.
Era a imagem de uma divindade.
— Reshiram! — Mesmo suspeitando, Roven não conseguiu conter o grito.
A aparição olhou para ele, seus olhos carregando um questionamento silencioso.
[Onde você me trouxe? Isso aqui nem parece mais o mundo Pokémon!]
Mas logo voltou sua atenção para a Bruxa das Miragens.
— ROOOOAR! —
Desta vez, o rugido foi ainda mais poderoso.
Pandora, a Bruxa das Miragens, sentiu um frio na espinha. Era a primeira vez que seu poder falhava completamente, sem alterar a realidade como deveria.
Porém, não era hora de se preocupar com habilidades. O dragão à sua frente irradiava uma fúria palpável, como se quisesse reduzi-la a cinzas.
Sem hesitar, ela gritou:
— Minha verdadeira forma está muito longe daqui!
— ROOOOAR! —
Roven também sentiu a ira de Reshiram. Impulsionado por um instinto, ele bradou:
— Reshiram, Chamas Cruzadas!
— WHOOOOSH! —
Um vento forte varreu o campo, seguido por labaredas vermelhas que envolveram Pandora. Ela sentiu seu poder se tornar pesado, quase impossível de invocar.
Por sorte, algo parecia ajudá-la. Mesmo assim, ao desaparecer, as chamas já haviam alcançado seu corpo.
— AAAAAH! —
Com um grito de dor, só restou um mar de fogo no local.
Reshiram olhou para o céu, como se procurando algo. Depois, lançou um último olhar a Roven.
— Rooooo... —
E então, dissipou-se de volta à Pedra da Luz.
[Tradução: A partir de hoje, três capítulos diários! Mandem seus votos!]
Capítulo 97 - A Hostilidade do Mundo
Com o desaparecimento do dragão branco, as chamas continuavam a arder no chão, purgando falsidades e maldade.
Os três Arcebispos do Pecado — Preguiça, Ganância e Gula — haviam sido reduzidos a nada naquele fogo.
Pandora não só falhara em seu objetivo, como quase perdera a vida.
Todos ainda estavam atordoados. A aparição daquele ser fazia tudo parecer um sonho.
Roven foi o primeiro a se recompor:
— Voltemos à caça da Baleia Branca!
O monstro ainda estava vivo, mas completamente imóvel. Apesar de não ser o alvo, a presença de Reshiram o deixara paralizado.
Crusch ordenou:
— Todos, retomem a ofensiva! Hoje acabamos com quatro séculos de terror!
Mesmo tentando reagir por instinto de sobrevivência, a Baleia não conseguiu usar seus ataques mais perigosos — a divisão corporal e os nevoeiros.
A batalha terminou de forma anticlimática, mas era o melhor cenário possível: nenhuma baixa e a ameaça eliminada.
Após a morte da criatura, Wilhelm, o ex-Espadachim, e outros soldados que haviam perdido entes queridos para o monstro, choraram diante do cadáver.
Enquanto os feridos descansavam, Aqua — seguindo instruções de Kazuma — cuidava dos machucados com magias superiores às dos curandeiros de Crusch.
Os demais se agruparam ao redor de Roven.
— Era o Reshiram, né? Não acredito que você controla um lendário! — Kazuma pulava de empolgação.
Roven assentiu:
— Sim, mas não foi intencional. Acho que ele reagiu porque Pandora tentou distorcer a realidade.
Ele observou a Pedra da Luz, que parecia diferente, mas ao mesmo tempo igual.
Kazuma coçou o queixo:
— Faz sentido. Reshiram representa a verdade. A Bruxa das Miragens mexeu com o alvo errado.
Roven suspeitava que seu envolvimento pesara. Segundo a anciã da Vila dos Dragões, Reshiram já o aceitara. E como seus Pokémon haviam derrotado os três Arcebispos, quando Pandora tentou revertê-lo, o dragão interveio.
Crusch, preocupada, perguntou:
— Uma Bruxa estava por trás disso? O que exatamente aconteceu?
Roven resumiu os eventos. Todos ficaram pasmos ao saber dos perigos que haviam enfrentado sem perceber.
Anastasia, outra candidata ao trono, fez a pergunta que todos queriam saber:
— Senhor Roven, esse... Reshiram. É mesmo um deus?
Ele sorriu levemente:
— No nosso mundo, é exatamente isso que ele é.
— É realmente uma divindade. Não é à toa que só uma imagem ilusória foi capaz de fazer a Feiticeira da Adulação fugir desesperada e a Baleia Branca hesitar em agir — Anastácia suspirou profundamente.
Nesse mundo mágico, as divindades não eram algo desconhecido. Assim como no reino de Lugunica, onde ela e Crusch participavam da seleção real.
Elas só puderam concorrer ao trono porque haviam sido reconhecidas pelo Dragão Divino de Lugunica. Graças ao pacto com a criatura, o reino vivia sob sua proteção, livre de desastres naturais, pragas e fome.
Para o povo de Lugunica, o Dragão Divino era como um deus em carne e osso.
Com essa explicação, os olhares voltados para Rowan mudaram completamente. Se antes ele era visto apenas como um forasteiro de outro mundo, agora era tratado como um mensageiro divino vindo de terras distantes.
Lugunica tinha a proteção do Dragão Divino, mas ninguém em vida podia dizer tê-lo visto de fato.
Já Rowan... Ele carregava o poder de uma divindade consigo.
— Seja como for, gostaria de agradecer ao senhor Rowan e a todos vocês pela ajuda. Sem vocês, a caça à Baleia Branca não teria sido tão simples — Crusch inclinou-se respeitosamente.
Ela sabia muito bem o quão poderosa a Baleia era. A vitória fácil só foi possível graças aos amigos de Subaru, vindos de outros mundos.
Sem falar em Rowan, que ainda por cima conseguiu enfrentar um Arcebispo do Pecado e a própria Feiticeira da Adulação. Aquela feiticeira sozinha poderia tê-los eliminado sem esforço.
— Hahaha! Sem problemas! Ajudar os amigos é o mínimo — Luffy riu, despreocupado. Ele estava feliz por ter comido bem e, principalmente, por ter ajudado.
Naruto concordou:
— Se um amigo pede ajuda, é claro que a gente vem.
Os outros expressaram o mesmo sentimento. A recompensa era secundária; o que importava mesmo era estar ali pelos amigos.
Crusch sorriu e, olhando para todos, declarou:
— Nobres guerreiros, a Baleia Branca, que assolou o mundo por 400 anos, foi finalmente derrotada por nós! E um agradecimento especial aos amigos do cavaleiro Subaru Natsuki. Sem eles, essa vitória não teria sido possível.
— OH! — Os soldados vibraram em coro.
— Agora — Crusch ergueu a voz — celebremos essa vitória!
A caça à Baleia pressionara todos até o limite. Era hora de aliviar a tensão.
E assim, o banquete começou.
Não demorou para que um cavaleiro de cabelos arroxeados, chamado Július, chegasse com seu grupo. Sua missão havia sido bloquear as rotas próximas para evitar que civis se aproximassem do campo de batalha.
Enquanto os detalhes logísticos eram resolvidos, Rowan e seus companheiros aproveitavam a festa. Graças a Aqua, ninguém havia sofrido ferimentos graves, e o clima era de pura alegria.
Rowan até liberou seus espíritos para que pudessem experimentar as iguarias deste novo mundo.
Porém, no meio da celebração, Drago suddenly ficou em alerta.
Rowan se levantou de um salto. Será que os seguidores da Feiticeira voltaram?
Mas, para sua surpresa, o problema era ainda maior.
A criatura mais poderosa do mundo, entre humanos e quaisquer outros seres: Reinhard.
Ele se aproximou de Rowan com passos firmes, a mão repousando sobre a espada sagrada, pronta para ser desembainhada.
Subaru, ao reconhecê-lo, começou a saudá-lo, mas parou ao notar o olhar fixo e hostil direcionado a Rowan.
— Rei... — tentou chamar.
Mas antes que pudesse continuar, Reinhard o interrompeu:
— Quem é você? Sinto a hostilidade do mundo voltada contra sua presença... E, mesmo assim, algo me diz que não deveria atacá-lo. O que há em você?
Rowan respirou fundo. Se Reinhard dizia que o mundo o via como ameaça, era porque de fato era. Não havia dúvidas.
Mas ele não fizera nada. Por que essa reação?
Se fosse apenas por ser um forasteiro, os outros — como Kazuma e seu grupo — também despertariam essa desconfiança.
Só havia uma explicação possível:
Reshiram agira contra a Feiticeira da Adulação.
Capítulo 98 — Uma Seita que Adora Reshiram como Divindade?
— Reinhard! O que você está fazendo?! — O velho Wilhelm, marido da antiga Espada Santaa, avançou com os olhos em chamas. — Você vai mesmo atacar quem nos ajudou a derrotar a Baleia Branca e expulsar os seguidores da Feiticeira?!
Ao ouvir a voz do avô, a aura intensa de Reinhard vacilou. Ele suspirou, frustrado:
— Avô... ele carrega a hostilidade do mundo consigo. É uma ameaça real.
— Hostilidade do mundo... ou sua hostilidade?! — Wilhelm não estava disposto a aceitar desculpas.
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