Tradução pronta I, the Elf King, Join the Chat Group / Eu, o Rei Elfo, entro no grupo de bate-papo: Capítulo 55

O treinador do Porco Térmico olhou para Mei com uma decisão bem diferente:

— Eu vou passar, vocês dois que lutem!

O outro treinador, ansioso pela primeira batalha com seu Pokémon inicial, não pensou duas vezes.

A Enfermeira Joy, acostumada a distribuir Pokémon iniciais, nem se surpreendeu. Sempre havia esse tipo de situação.

O dono do Porco Térmico recusou a batalha, mas não foi embora—ficou ali, observando.

A luta começou e, em menos de um minuto...

— Eu perdi... — O treinador da Oshawott parecia desolado. Mesmo com vantagem de tipo, a derrota veio rápido demais. A diferença não estava só nos tipos, mas também no comando.

O treinador do Porco Térmico murmurou:

— É o que eu pensei. Ainda bem que não aceitei.

Já Ruwen apenas sorriu.

O resultado não o surpreendeu. A Academia Pokémon ensinava muito teoria, mas também tinha aulas de batalha. E Mei? Nunca havia perdido uma.

Ela tinha um talento excepcional. Nem mesmo os professores, com Pokémon do mesmo nível, conseguiam vencê-la.

Por isso ela podia faltar às aulas para viajar com Ruwen sem problemas.

E por que o treinador do Porco Térmico recusou?

Porque ele conhecia a fama de Mei. Entre os alunos, ela era uma verdadeira lenda—alguém que quase não aparecia nas aulas, mas que ninguém conseguia derrotar.

Alguns até perdiam a confiança depois de enfrentá-la. Ele sabia que, no momento, não teria chance, mesmo com vantagem de tipo.

Melhor esperar, treinar mais. Os professores sempre diziam que viajar fortalecia muito os treinadores.

Afinal, nenhum dos Campeões da Liga havia sido formado só na academia.

— Não desanime — Ruwen encorajou o treinador da Oshawott.

— Campeão Ruwen... — O jovem treinador, reconhecendo o Mestre da Cidade de Hiun, ficou motivado. — Eu vou me esforçar! Mei, é? Um dia eu te desafio de novo!

— Claro! Mas só na Conferência da Liga, combinado?

— Eu vou chegar lá! — Ele fez uma reverência rápida para Ruwen e a Enfermeira Joy antes de sair, determinado a treinar.

Esse tipo de treinador era comum no mundo Pokémon—e, se persistissem, acabavam se tornando fortes.

O dono do Porco Térmico também se despediu e partiu. Era tradição começar a jornada no mesmo dia em que recebiam seu Pokémon inicial.

Ruwen olhou para a Enfermeira Joy.

— Então, Tia Joy, a gente vai indo.

— Tchau, Tia Joy! — Mei também se despediu.

A enfermeira acenou, sorrindo.

— Voltem para me visitar!

Os dois voltaram para a casa de Mei para se despedir de sua mãe e, então, começaram sua jornada.

Ambos já estavam acostumados a viajar, então não tiveram dificuldades. Mei soltou sua Snivy para caminhar ao lado deles—Ruwen havia ensinado que isso aumentava a resistência do Pokémon, o que ajudava nas batalhas.

— Ruwen, a gente vai pra onde agora? — Mei sabia que ele tinha missões da Liga.

— Um lugar bem longe: Vila Karamatsu, no leste de Unova. De acordo com a Professora Juniper, a Equipe Plasma está ativa por lá.

— A Professora Juniper mandou a informação? — Mei ficou animada. A Dra. Juniper era a pesquisadora mais renomada de Unova, e muitas garotas a admiravam.

— Provavelmente. Depois de lidar com a Equipe Plasma, podemos visitá-la.

Decidido o destino, os dois subiram no Metagross de Ruwen e partiram.

Hiun e Karamatsu ficavam em extremos opostos de Unova, e como Metagross não era exatamente um Pokémon veloz, a viagem levou quase seis horas.

— Vamos descansar primeiro. Depois a gente investiga a Equipe Plasma.

— Ruwen, você acha seguro esperar? — Mei achou que o trabalho deveria vir primeiro.

Ele balançou a cabeça.

— A Equipe Plasma não se esconde. Eles agem às claras. Dessa vez, só quero observar.

Diferente de grupos como a Equipe Rocket ou a Equipe Aqua, que agiam nas sombras, a Equipe Plasma era aberta—quase arrogante.

Mei concordou.

— Tá bom, então.

Depois de se recuperarem no Centro Pokémon, os dois saíram para explorar a cidade. Não demorou para avistarem uma multidão na Praça Karamatsu.

— Ruwen, tem algum evento acontecendo? — Mei ficou curiosa.

— Acho que já encontramos nosso alvo.

No centro da praça, um homem de cabelo verde-escuro discursava para a plateia, cercado por figuras vestidas com mantos brancos e capuzes.

— Equipe Plasma!

— Vamos ver do que se trata essa "propaganda".

Ao se aproximarem, ouviram o discurso do líder:

— Meu nome é Ghetsis. Por muito tempo, acreditamos que humanos e Pokémon vivem em harmonia, como parceiros inseparáveis... mas será que isso é verdade?

— Será que não estamos apenas nos enganando?

Suas palavras eram carregadas de convicção, quase hipnóticas. A plateia murmurava, chocada com a ideia contrária ao senso comum.

— Treinadores comandam Pokémon como bem entendem. Até como trabalhadores, eles são explorados. Alguém pode jurar que isso nunca aconteceu? Você? Eu? Ou talvez... aquele ali, o Mestre de Dragões de Unova, Ruwen!

[O clima na praça ficou tenso, todos os olhos se voltando para Ruwen.]

Sob o olhar de Quequis, todos viraram-se para Lohen e Mei, que estavam no fundo da multidão.

Era evidente que a chegada dos dois havia sido notada por Quequis, e Lohen fora reconhecido.

Lohen não se surpreendeu. Um homem ambicioso como Quequis certamente conheceria os Quatro Guardiões da Aliança.

O que ele não esperava era que, só por querer dar uma olhada, acabaria chamando a atenção de Quequis.

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CAPÍTULO 75 - QUE ARROGÂNCIA!

— Guardião Lohen, você acredita mesmo que os Pokémons são parceiros dos humanos, dispostos a ser controlados e explorados por nós? — Quequis pressionou, como se estivesse ansioso pela resposta.

— Guardião Lohen?

— Aquele que se tornou Guardião recentemente, não é? Nunca imaginei que viesse à nossa cidade de Tangrass.

— Será que esse tal de Quequis está certo? Os Pokémons realmente…

— Vamos ver como o Guardião responde. Eles devem saber melhor do que nós.

Apesar de Lohen ser jovem, a maioria na multidão era mais velha que ele. Mas o título de Guardião garantia que suas palavras tivessem grande influência.

Quequis não o havia destacado à toa.

Se Lohen concordasse, significaria que um Guardião da Aliança apoiava os ideais da Equipe Plasma.

Se discordasse, Quequis certamente teria argumentos para rebater, minando a autoridade de Lohen e fortalecendo a propaganda da Equipe Plasma.

A multidão abriu caminho, e Lohen avançou até a frente. Agora que fora desafiado, recuar seria admitir derrota.

— Guardião Lohen, você responderá? — Quequis insistiu.

Lohen ignorou a pergunta e devolveu:

— Você levantou tantas questões… Mas a Equipe Plasma tem alguma solução prática?

Quequis hesitou por um instante, mas recuperou-se rapidamente:

— Claro! Libertaremos os Pokémons, devolvendo-lhes a verdadeira liberdade para que não sejam mais escravizados pelos humanos.

— Que nobre ideal… Mas até onde sei, muitos membros da Equipo Plasma capturam Pokémons e os usam em batalhas.

Um jovem de cabelos verdes, escondido na multidão com um boné, ouviu essas palavras e estremeceu, perdido em pensamento.

— É verdade! Já vi membros da Equipe Plasma usando Pokémons contra treinadores para forçá-los a libertá-los.

— Então nem eles mesmos praticam o que pregam…

A multidão era facilmente influenciável, ainda mais pelas palavras de um Guardião da Aliança.

Ao ouvir Lohen, as pessoas começaram a questionar se a Equipe Plasma era realmente tão justa como alegava.

Exigir dos outros o que eles próprios não faziam…

Quequis mudou de expressão, mas reagiu com agilidade:

— São medidas necessárias para alcançar nosso ideal! Há muitos tratando Pokémons com crueldade, tirando-lhes sua essência. Para libertá-los dessas pessoas, métodos mais contundentes são inevitáveis. Caso contrário, os Pokémons continuarão sofrendo.

— Povo de Tangrass, reflitam bem. Perguntem-se: os Pokémons realmente desejam essa relação conosco?

— Até a próxima.

Perdendo terreno no debate, Quequis decidiu recuar.

Felizmente, ainda não havia muita gente reunida. Se fosse uma plateia maior, o prestígio da Equipe Plasma sofreria um grande golpe.

Assim que Quequis e seus seguidores se retiraram, a multidão começou a se dispersar.

Alguns jovens treinadores se aproximaram de Lohen, pedindo autógrafos, fotos e até batalhas.

O título de Guardião tinha esse poder de atração.

— Tenho alguns assuntos pendentes. Podemos marcar uma batalha para outra hora? — disse Lohen aos que insistiam.

— Claro, Guardião Lohen! — Os treinadores aceitaram sem pressionar, contentes com os autógrafos.

Quando todos se foram, Mei finalmente falou:

— Lohen… O que Quequis disse é verdade? A relação entre humanos e Pokémons é mesmo unilateral?

Lohen ia responder quando uma voz suave interrompeu:

— Guardião Lohen, eu também gostaria de ouvir sua resposta. Poderia compartilhá-la?

— Hmm? — Lohen ergueu as sobrancelhas, surpreso ao ver o jovem à sua frente: cabelos verdes sob um boné, vestindo branco e com um rosto afável e marcante.

Ele reconheceu aquele homem.

N, o "Rei" público da Equipe Plasma.

— Quer saber minha resposta? — Lohen evitou revelar que identificara N. Afinal, a própria razão de sua investigação era justamente a infiltração da Equipe Plasma.

Mei ficou confusa com a aparição do estranho, mas, ouvindo Lohen, animou-se:

— Sim, me explica!

— Por favor, Guardião Lohen — N inclinou-se levemente, sincero na curiosidade.

Lohen sorriu e respondeu:

— Sinceramente? Tanto Quequis quanto a Equipe Plasma são extremamente arrogantes. Decidem por todos a relação entre humanos e Pokémons, determinam o que é melhor para os Pokémons sem consultá-los, e agem como se seu ideal fosse superior a tudo. Que arrogância sem limites!

— Arrogância? — N franziu a testa. — Libertá-los não seria algo bom? Os Pokémons pertencem à natureza. Onde está a arrogância nisso?

Mei arregalou os olhos. Pensara que fosse apenas um espectador confuso, mas era um apoiador da Equipe Plasma!

— Não é arrogante? — Lohen cruzou os braços. — Diga-me: quando a Equipe Plasma fala em libertar Pokémons, perguntou a eles se querem ser libertos? Os membros que forçam treinadores a soltá-los perguntaram? Quequis perguntou?

Ele inclinou-se levemente, olhos fixos em N.

— Ou você perguntou, ó Rei da Equipe Plasma… N?

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