Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 58

— Por exemplo, planejar uma rota de fuga para qualquer emergência... — Taylor resmungou mentalmente, afastando-se da Senhora Iliana. Notou também que a Senhora Krieg havia diminuído o ritmo ao tomar seu café.

A atmosfera pesada como um pântano sufocava. Ele precisava de ar, mesmo que fosse o ar poluído da colmeia urbana.

No início, o encontro não estava tão ruim, mas depois piorou. Quando a segunda mulher chegou, qualquer vestígio de harmonia se desfez.

Taylor fugiu dali como um refugiado, deixando Iliana e a Senhora Krieg sozinhas. As duas trocaram olhares silenciosos, até que Iliana se levantou:

— A Lâmina da Liberdade está à sua disposição, Coronel.

A Senhora Krieg a observou partir sem alterar a expressão. O que se passava por trás daquela máscara impassível? Nem ela mesma sabia. Nasceu para servir ao Imperador, e o amargo do café no seu cantil só reforçou essa certeza.

Ao colocar o capacete e a máscara, tornou-se apenas mais uma entre milhares de soldados de Krieg. Agora, só havia uma coisa em sua mente: como servir ao Imperador até o último suspiro.

Do lado de fora do porto estelar, Taylor respirou o ar carregado de enxofre. Foi então que avistou o "baile" que Iliana mencionara — uma linha de frente formada por Cavaleiros Titãs, a maioria de classe Servente acompanhados por alguns Cavaleiros Errantes.

O poder de fogo era tão intenso que nuvens de fumaça subiam ao longe. Taylor sabia que aquele não era o único planeta em chamas no setor.

Aqueles Cavaleiros vieram por honra. Afinal, ele supostamente salvara esse mundo... Mas o que ele realmente fizera? A dúvida se misturou a um orgulho vago que lhe encheu o peito.

Ao dar um passo, chutou algo acidentalmente.

— Ai! — ouviu-se um leve suspiro.

Um pedaço de doce caiu da beirada do porto, despedaçando-se a dezenas de metros abaixo.

— Desculpa, desculpa! Eu pago o prejuízo — Taylor se apressou em dizer.

— Mestre Taylor? Deixa pra lá, você já me pagou uma refeição antes — respondeu uma voz familiar.

Era a garota do Culto Mechanicus, sentada na plataforma observando o campo de batalha enquanto comia.

Taylor franziu a testa.

— Gosto peculiar... Aproveitar esse cenário pra fazer uma refeição?

Seu rosto redondo esboçou um sorriso.

— Aquelas Máquinas Divinas não são lindas?

Era difícil discordar. Os motores gigantescos cuspindo fogo eram de fato majestosos. Sob essa perspectiva, chamar o combate dos Cavaleiros de "baile" até que fazia sentido.

— É... mas é difícil descrever. Não diria que é belo. "Cruel" parece mais adequado.

Os olhos de Taylor refletiam o brilho dos projéteis. O Império, agonizando em guerras intermináveis, era um espetáculo de luzes e ruínas banhadas em sangue.

Sentando-se ao lado da garota, Taylor puxou sua arma de plasma e começou a limpá-la. Talvez a guerra o deixara alerta, ou talvez quisesse a opinião de uma especialista do Culto.

Ficaram em silêncio, até que Taylor avistou algo no horizonte — uma montanha inteira tremendo e se movendo.

Esfregou os olhos, incrédulo.

— O que é aquilo?!

Lembrou-se das palavras do Sábio Mechanicus: algo terrível habitava esse mundo.

Um Titã.

Os Titãs eram o ápice da tecnologia humana, gigantescas máquinas de guerra equipadas com armamentos devastadores, reverenciadas como Máquinas Divinas. Nascidas na Era das Trevas, ainda vagavam pelos domínios do Império, cada uma simbolizando poder absoluto.

Sob a luz pálida da estrela local e flocos de neve remanescentes, o colosso surgiu. Parecia um Cavaleiro Titã ampliado, embora os Titãs fossem mais antigos.

Filho do Deus Máquina, aquele monstro de 45 metros de altura era uma montanha de metal viva.

— Estou sonhando? — Taylor murmurou, incerto.

— Unidade confirma: trata-se de um Titã classe Belicosa — a garota recitou como um manual. — Armamento principal: mísseis Apocalipse, canhões de plasma Marte, fusores múltiplos e dois canhões automáticos Nurya, defesas automáticas Kadesh...

Taylor a interrompeu, sentindo o estômago embrulhar. Estava acabado. Um forte móvel com escudos e armas pesadas se aproximava, e ele só podia esperar a morte.

Viu os Cavaleiros e soldados de Krieg recuando. Os disparos de artilharia ricocheteavam nos escudos do Titã inutilmente. O monstro avançava, deformando o terreno.

— Imperador... é assim que o senhor me abandona? — Taylor suspirou, desolado. — O que diabos pode vencer essa coisa? Temos tropas suficientes?

— Cálculos indicam 5% de chance de sucesso com as forças atuais — a garota completou, friamente.

Taylor fechou os olhos, resignado.

— Dormir... Quando acordar, tudo terá acabado.

Até que um som familiar cortou o ar: o ruído de cápsulas de queda atravessando a atmosfera.

Marines Espaciais!

Taylor abriu os olhos rapidamente, avistando cápsulas verde-escuras marcadas com a Garra da Morte caindo no campo de batalha.

— Guardas da Morte?!

Fechou os olhos de novo.

— Isso é um pesadelo. Só pode ser o estresse...

Até que seu comunicador apitou. Era o velho Taikess, aos berros:

— Taylor, seu azarado do caramba! Eu AVISEI que você é uma calamidade ambulante!

— Um Titã e mais de cem Marines do Caos? Como você conseguiu atrair todos pra cá? Tá carregando um farolzinho do Caos no bolso ou o quê? — perguntou alguém, sarcástico.

Taylor suspirou, cansado, esfregando o rosto.

— Chefe, só posso dizer que não é azar meu... É que o pessoal da Inquisição acerta demais nas previsões.

— Esse lugar é mais louco que Armageddon.

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Capítulo 93: A Pior Aliança (Parte 3)

As cápsulas de desembarque dos Marines do Caos atravessaram a atmosfera como meteoros verdes, esmagando o solo ao pousar. Com um chiar hidráulico, os escudos se abriram, e os guerreiros traidores emergiram lentamente, respirando fundo o ar pesado de pólvora e óleo queimado.

Eles estavam ali por um motivo.

Dragan.

O gigante de armadura enferrujada pisou no solo enquanto seu equipamento esmagava cadáveres de soldados de Krieg já semiformosos. Ele sorriu, sentindo o cheiro de ferro e enxofre que impregnava o campo de batalha.

— Como descrever esse lugar? — murmurou para seu segundo em comando, olhando ao redor.

— É exatamente como eu imaginei... ou melhor.

Ele ergueu sua bolter e, sem esforço, explodiu o torso de três soldados de Krieg que corriam em sua direção. Carnavalha e fragmentos de osso voaram enquanto ele dava outra risada gutural.

— Cães do Imperador. Até nessa situação, ainda têm coragem de atacar?

Sangue leal escorria pelas juntas de sua armadura, servindo de combustível para seu êxtase. Dragan quase conseguia ouvir os suspiros dos Deuses Sombrios aprovando seu massacre.

Mas então... algo estranho chamou sua atenção.

Várias criaturas grotescas — purasangues dos Genestealers — corriam entre os escombros como ratos. Dragan rosnou. Os parasitas do Devorador de Mundos.

Ele girou a motosserra e partiu uma das criaturas ao meio antes que ela conseguisse pular em suas costas. O sangue espirrou em sua armadura, sendo absorvido pela metal corroído como se estivesse sedento.

Mas o que ele viu em seguida o fez ferver de raiva.

Os tech-adeptos da Mechanicus, que deveriam estar lutando ao lado dos hereges, viraram suas armas contra ele — enquanto os Genestealers se misturavam às suas fileiras.

Traição.

Os dentes de Dragan rangeram.

Não era por ser um inimigo perigoso... mas porque aquele asno de um Magos Mechanicus tinha mudado de lado.

Agora, todos neste planeta eram seus inimigos. Os lacaios do Imperador, os degenerados mutantes, e os bastardos da Mechanicus.

Ele agarrou o rádio. Talvez fosse necessário fazer um acordo... com o diabo.

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Do outro lado do campo de batalha...

Taylor estava sendo obrigado a participar de mais uma reunião estratégica. E, pela primeira vez, ele via um "esquadrão de astros" tão desastroso.

O velho Tykess, a garota de Krieg, o Magos Mechanicus, cavaleiros imperiais, representantes de regimentos blindados...

Até a fodendo ARTILHARIA PESADA estava ali.

— Que porra é essa?! — Taylor resmungou baixo. — Como que todos esses malditos vieram parar aqui atrás de mim?!

Ele se controlou, observando a discussão.

O Magos Mechanicus falou primeiro, sua voz metálica distorcida:

— Não temos capacidade de enfrentar um Titã. A solução mais eficiente é detonar o reator nuclear desta fundição. Isso limparia a superfície do planeta de forma... higienizada.

Taylor interrompeu:

— E a gente?

— Teoricamente, morreríamos por asfixia, radiação ou vaporização instantânea. — O Magos tiltou a cabeça. — Mas há 1,3% de chance de sobrevivência... para alguns.

Tykess perdeu a paciência.

— QUE PROPOSTA DE CU É ESSA, SEU FIO-DENTE ENFERRUJADO? VOCÊ TROCOU A COLUNA VERTEBRAL POR UM CABO DE ENERGIA?!

— Ninguém aqui vai aceitar essa merda! — berrou o veterano.

Taylor quase riu. Tykess era o rei das provocações — e em três frases, já tinha deixado o Magos "sem resposta".

Mas xingamentos não iam resolver nada.

A soldado de Krieg sugeriu um plano mais pragmático:

— O escudo do Titã não bloqueia invasões físicas. Se infiltrarmos uma equipe sob o veículo e plantarmos cargas térmicas nas pernas...

— Ele tombaria como um bêbado.

Mas Lady Eleanora, a Cavaleira Imperial, cruzou os braços:

— E as tropas da Mechanicus que estão protegendo o Titã? Todo mundo sabe que as pernas são o ponto fraco — chegar lá é que é o problema!

A soldado de Krieg ficou calada, mas Taylor sentiu o incômodo dela.

Incomodada com o quê? Ele não sabia.

[ISCAS DE PLANO REJEITADAS. AGUARDANDO DECISÃO FINAL DO COMANDANTE...]

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