Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 57

[No capítulo 90, o autor faz uma reflexão pessoal sobre sua jornada na escrita, abordando temas como suas dificuldades em encontrar um estilo comercial, a complexidade do protagonista Taylor e os planos futuros para a história, incluindo o arco da 13ª Cruzada Negra. O capítulo também contém um aviso sobre a publicação dos próximos capítulos e um agradecimento aos leitores.]

Capítulo 91: A Pior Aliança, Parte 1

No sombrio 41º milênio, apenas traição e morte são eternas.

A Guarda Imperial decidira transferir sua base principal - afinal, ficar eternamente encostado no Mechanicus não era sustentável. Quando o porto estelar se transformou numa fortaleza repleta de soldados, os relatos de vitória e a derrota do Mechanicus das Trevas viraram assunto nos jantares dos oficiais.

Uns elogiavam a fama de Taylor, outros creditavam à proteção do Imperador, enquanto alguns só queriam subir em seus veículos e sair cortando hereges com sabres para saciar a sede de sangue.

Na sala de reuniões, Taylor analisava os relatórios de vitória. Tudo ia bem... bem demais.

Ele bateu os dedos na mesa, pensativo, até suspirar:

— Quando as coisas parecem boas demais pra mim, é sinal que merda vai acontecer.

O Comissário Taikess olhou os documentos:

— Tá tudo indo bem, garoto. Você sempre viaja demais.

— Sugiro reforçar as defesas na linha oeste. Os Death Korps já avançaram, precisamos controlar melhor a região e proteger as rotas de suprimento.

A estratégia conservadora de Taikess era o tipo de plano que as academias militares do Império pregavam - vitórias padrão, conquistadas com sangue e artilharia. Taylor até se sentiu aliviado.

Estava guardando os documentos quando notou um ponto vermelho no mapa estratégico - normalmente indicando inimigos, mas desta vez muito perto do porto estelar.

— O que é isso? — perguntou.

Uma oficial dos Death Korps respondeu:

— Resquícios de Ladrões de Genes. Como são poucos, mandamos um pequeno destacamento. Quando a operação terminar e o rádio confirmar, atualizaremos o marcador.

Taylor coçou o queixo. Aquela posição era perfeita - perto do porto, segura e com acesso às rotas principais. Se ele escolhesse, seria seu acampamento ideal. Um lugar afastado da frente de batalha e fácil de fugir... tão tentador quanto uma mulher nua.

A Death Korps percebeu seu interesse:

— Tá a fim do lugar, hein?

Taylor respondeu distraidamente:

— É um bom ponto. Me dá umas metralhadoras e eu controlo 300 metros em volta.

Esfregou os olhos e saiu bocejando. Taikess observou sua saída e comentou:

— O nariz desse moleque é mais afiado que de um xereta. Melhor mandar uns artilheiros darem uma olhada lá.

A senhora Krieg respondeu:

— Isso não é desperdiçar nossos recursos? São apenas algumas centenas de híbridos ladrões de genes.

O velho comissário sorriu e disse:

— Eu admito que parece exagero, mas o talento daquele garoto não pode ser medido apenas com lógica ou cálculos.

— Para ser franco, ele é o pesadelo natural do Mechanicus, esses caras que dependem de dados e algoritmos para lutar.

— Ele é como...

O velho Tecaes pensou um momento e completou:

— Orks. Ele é como os orks. Age por impulso, mas de um jeito que, de alguma forma, ainda consegue acertar com uma precisão assustadora.

A senhora Krieg relutava em gastar suas tropas, mas então lembrou da invasão dos tyrânidos. Ela não podia negar o instinto do Sr. Taylor para o perigo.

Com um leve aceno, ela autorizou o posicionamento das armas pesadas perto da localização indicada.

Enquanto isso, no amplo observatório do porto espacial, Taylor se sentava atrás de um vidro à prova de explosões, observando o caos lá fora.

As forças de Krieg e os remanescentes do Mechanicus travavam uma batalha sangrenta, uma verdadeira carnificina. Os soldados de Krieg sufocavam os inimigos com números, enquanto a tecnologia arcaica e quase mágica do Mechanicus mantinha os atacantes sob fogo cerrado.

Os projéteis riscavam o céu como meteoros antes de explodir no chão. Uma aeronave de guerra passou tão perto do vidro que Taylor quase se jogou debaixo da mesa, armas em punho.

Mas ele congelou ao ver a águia imperial estampada na fuselagem.

— Babaca sem noção! — rosnou. — Se esse piloto voltar vivo, eu vou dar um jeito nele.

Uma voz suave e clara surgiu atrás dele:

— Eu imaginei que um herói do Império não seria tão mesquinho.

Taylor deu um pulo e esfregou as orelhas, como se duvidasse do que ouvira.

— Se eu não estou tendo alucinações, então o Deus-Imperador deve ter feito alguma ligação entre nós. Achei que nosso destino já tivesse se desfeito, Ilena.

A mulher, vestida como uma nobre, sorriu:

— Eu sou uma Espada Livre, não sou?

— Você deveria estar cuidando do seu reinado, vivendo bem, e não correndo por aí como uma louca — respondeu ele.

Ela envolveu seu pescoço com os braços, íntima demais.

— Tanto faz. A guerra é o dever de um cavaleiro.

— Ei, sai de cima de mim. Isso não é apropriado, e você está me deixando... desconfortável — ele resmungou.

Ilena gargalhou:

— Você aguenta uma bruxa dançando em cima de você, mas fica nervoso com uma cavaleira pura se jogando no seu colo? Esse universo não tem outro esquisito como você.

Ela se levantou, ajustando o vestido que odiava — só usava aquilo porque a corte exigia elegância.

— E as suas duas companheiras ainda estão vivas? Ou já morreram?

Taylor revirou os olhos.

— Como você consegue torcer pela morte delas sem peso na consciência? Nós passamos por tudo juntos.

Ele pegou uma xícara de café, sentindo o perfume picante de Ilena enquanto bebia.

Não entendia por que uma nobre daquele nível se interessava por um covarde como ele, um sujeito que se arrastava na lama e lutava entre cadáveres.

Sabia apenas que, se a situação exigia cavaleiros, as coisas estavam mesmo ruins.

Enquanto girava a xícara na mão, um soldado Krieg se aproximou. Taylor achou que era algo relacionado à missão, até o homem se sentar à mesa e dizer, sem emoção:

— Me dê um café. Eu pago com suprimentos. Você gosta de blocos de amido?

Taylor sentiu o olhar perfurante de Ilena como se ela dissesse: "Então é assim que você arruma confusão, hein?"

— Relaxa, o café é de graça — ele respondeu. — Eu roubei dos aliados mesmo. Por que acha que só as garotas de Letica me servem?

Ele sorriu amargamente, olhando para as duas mulheres. Tinha mesmo um péssimo tipo de sorte no amor.

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Capítulo 92: A Pior Aliança, Parte 2

No silêncio desconfortável, Taylor tentou se distrair com o "espetáculo" de bombas explodindo lá fora.

Até que Ilena puxou seu braço, dizendo:

— Vamos, barão. Os cavaleiros estão fazendo um baile. Os Titãs não vão esperar para sempre.

— Não se esqueça, você ainda é nobre de Mosanled.

— Não, obrigado — ele respondeu na hora. — Preciso me preparar para a guerra.

(E fugir dessa loucura), pensou.

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