Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 51

O comandante da tripulação anunciou:

— Senhor Taylor, vamos executar a tática número 3 na descida. Prepare-se para algumas turbulências.

Taylor franziu a testa:

— Tática 3? Mas isso não é só para zonas de guerra...

O piloto respondeu, exasperado:

— Senhor, você não leu o relatório tático?

— Essa região está em rebelião há semanas. Os Magos Mecânicos começaram a se matar por causa de uma relíquia STC recém-descoberta. Primeiro foram assassinatos discretos, agora é guerra aberta.

O rosto de Taylor mudou. Agora fazia sentido o estouro contínuo lá embaixo. Ele tinha achado que fosse fogos de artifício...

Suspirou profundamente e filosofou:

— Ganhar é sorte, perder é destino...

Capítulo 80 – O Deus das Máquinas (Parte 1)

A colmeia urbana inteira ardia. Para ser sincero, o caos lembrava os tempos da Grande Rebelião de Horus.

Taylor observava o inferno através da janela da aeronave Valkíria. Abaixo, homens de robes esvoaçantes, civis armados até os dentes e adeptos do Culto Mecânico travavam uma batalha sangrenta pelas ruas.

Parecia que o Primeiro Regimento de Redenção de Scadia tinha escolhido o pior momento possível para chegar. Mesmo assim, o cenário em Armageddon ainda era pior.

Pela primeira vez, Taylor considerou aqueles tiroteios como coisa pequena. Dois anos atrás, ele teria se escondido num buraco, rezando para que nenhuma bomba caísse em cima dele.

Bom, na verdade... ele ainda faria isso. Só que agora estava numa aeronave blindada, fora do alcance dos lunáticos lá embaixo. Mas ele sabia que logo, muito logo, teria que descer.

Taylor gritou para seus subordinados:

— O Frankstein está pronto?

Roland respondeu com entusiasmo:

— Sempre pronto, chefe!

Ele conferiu:

— Munição carregada?

Katie acrescentou, empolgada:

— O suficiente para matar milhares!

Taylor sorriu, satisfeito:

— Boas notícias.

Mas então avistou uma velha peça de artilharia antiaérea sendo empurrada para o meio da rua por insurgentes.

— Essa não é uma boa notícia.

Gritou em alerta:

— Vocês estão vendo aquele trambolho enferrujado lá embaixo?

O piloto debochou:

— Só vejo ferrugem e sucata! Esses selvagens não sabem cuidar das Máquinas Sagradas!

Mal terminou a frase — BAM! — a aeronave foi atingida. O piloto teve a cabeça arrancada por estilhaços de shrapnel.

Taylor, já veterano em quedas desastrosas, ativou os retrofoguetes do Frankstein sem hesitar. De inimigo íntimo a melhor amigo, o equipamento de emergência agora merecia até uma oração de agradecimento.

O veículo de combate aterrissou com estrondo, esmagando barracas de rua e espalhando carne sintética e suprimentos por todo o quarteirão. O impacto interrompeu momentaneamente a troca de tiros entre os dois lados da rua.

"Cidadãos comuns do Império", pensou Taylor com ironia, observando civis armados com rifles automáticos. Se estivessem carregando armamento pesado, seriam chamados de "insurgentes".

Ele consultou o datapad, tentando localizar o acampamento da Guarda Imperial mais próximo. Mas aquele maldito canhão antiaéreo já estava recarregando...

— Liguem esse motor, antes que nos furem feito queijo!

O Frankstein rugiu. Os projéteis atingiram sua blindagem frontal, criando uma chuva de faíscas — até que o veículo avançou como um touro enfurecido, esmagando o canhão sob seu peso.

Taylor achou que a demonstração de força resolveria as coisas. Mas os civis não fugiram. Pelo contrário, começaram a se aproximar, olhares vazios.

— Eles enlouqueceram?! Nós somos a Guarda Imperial!

Será que a Águia Imperial pintada no veículo estava desbotada? Que deus imundo tinha corajem para desafiar o Império?

— Fogo à vontade!

Contra Astartes ou enxames tiránicos, Taylor hesitaria. Mas contra uma turba de hereges ameaçando sua vida?

Misericórdia?

Isso era direito do Imperador. Seu trabalho era purgar.

Os disparos de laser deceparam braços, atravessaram torsos. Quando os cadáveres caíram, as roupas rasgadas revelaram abominações: terceiros braços disformes, crânios calvos, bocas alongadas em mandíbulas quitinosas.

Taylor conhecia muito bem aquilo.

— Mestiços de Ladrões de Genes... escória híbrida.

Não era um insulto, mas uma classificação. Aquelas criaturas carregavam DNA de vanguarda tirânida, injetado por infiltrados que usavam poderes psíquicos para se passarem por humanos.

O ciclo era nojento: reprodução consanguínea, degeneração gradual até se tornarem cópias puras dos ancestrais xeno. Alguns híbridos eram quase indistinguíveis de humanos, podendo se infiltrar até na alta nobreza.

Se essas coisas estavam saindo dos esgotos, significava uma coisa: o Enxame estava chegando. O Grande Devorador acordara seus servos, ordenando que semeassem o caos antes da invasão.

Obviamente, a Inquisição confundira os cultos do "Imperador de Quatro Braços" com mais um movimento herege qualquer... e jogara Taylor nesse inferno.

Ele xingou mentalmente os inquisidores por uns bons cinco minutos antes de ordenar:

— Retirada, agora!

Ele já tinha visto verdadeiros híbridos purificados de Ladrões de Genes. Aquelas criaturas tinham corpos curvados, membros afiados como lâminas, capazes de cortar até a blindagem mais pesada com facilidade. Até veteranos dos Astartes evitavam combate corpo a corpo com eles.

E, como previsto, quando o Frankstein recuou, algumas daquelas aberrações horrendas começaram a avançar. Taylor não perdeu tempo:

— Merda!

— Não vamos conseguir fugir. Batam de volta!

No instante seguinte, o Frankstein arremessou-se contra os híbridos, sua carcaça afiada cortando os corpos das criaturas ao meio. Mas mesmo mutilados, os Ladrões de Genes se arrastavam com metade dos corpos, tentando golpear o veículo. Taylor, porém, foi mais rápido — antes que as garras riscassem seu amado veículo, ele os mandou de volta para o ventre do Devorador de Mundos.

Agora, Taylor tinha que admitir: essas coisas eram piores que os próprios Deuses do Caos, se tinham coragem de atacar seu Frankstein!

Quando o 15º Pelotão finalmente limpou a área, Taylor respirou aliviado, pronto para partir. Mas então outro grupo de civis os cercou. Ele ergueu a arma, preparado para mostrar o que acontece com quem atrapalha a Guarda Imperial. Porém, um deles estendeu um punhado de comida preciosa e suplicou:

— Senhores, por favor, salvem-nos!

Taylor não tinha certeza se aquelas pessoas ainda eram humanas. Sem piedade, apontou a arma para a cabeça do jovem:

— Sumam daqui antes que minha paciência acabe.

— Não vou arriscar meus soldados com traições. Culpem os Ladrões de Genes por isso.

O civil fez uma expressão de dor, mas afastou a multidão, abrindo caminho para os únicos que poderiam salvá-los. Ele sabia que ainda estavam vivos só por causa da misericórdia daquele oficial...

Era assim o fim do 41º milênio, a era mais sombria da humanidade.

Capítulo 81: O Deus Máquina (Parte 2)

Este mundo era um lixo.

Taylor sabia que tinha acabado de negar ajuda a cidadãos do Império famintos — crianças, idosos. Mas levá-los só pioraria tudo. O 15º Pelotão tinha o Frankstein para protegê-los; o que aqueles pobres coitados tinham? No máximo alguns caminhões. E mesmo se chegassem ao acampamento, o velho Tyrakus não teria piedade.

Que se dane a compaixão. Taylor engoliu um gole do barato licor Amasec, entorpecendo os sentidos, mas mantendo-se alerta. Quem sabe quantas pessoas desesperadas eles já tinham ignorado? Quantos Ladrões de Genes matado?

Quando finalmente chegaram ao destino, foram recebidos pelos Tecnopadres do Culto Mechanicus. Pela primeira vez, Taylor achou aqueles corpos mecânicos reconfortantes. Pelo menos durante os exames, não precisaria se preocupar em ser descoberto como híbrido.

O Culto Mechanicus raramente era corrompido. Isso lhe dava algum alívio.

O acampamento era uma fábrica de guerra, fumacento, misturando-se aos gases tóxicos do planeta. Servo-autômatos trabalhavam sem parar, produzindo armas para os Skitarii locais.

O Tecnopadre que os guiou fez uma série de varreduras bizarras antes de anunciar, com voz robótica:

— Unidade autoriza entrada na Fábrica D355 para os leais.

Seus olhos brilharam em vermelho, depois verde, e os portões de metal se abriram lentamente. Taylor observou os Skitarii nas paredes — humanoides metálicos, como besouros com olhos compostos e membros articulados, armados com algo entre um mosquete e um fuzil.

Difícil acreditar que ainda fossem humanos. Pelo que Taylor sabia, a maioria dos Skitarii passava por lobotomias. Eram basicamente servo-autômatos militarizados, controlados por algum Magos.

Quando o Frankstein entrou, os adeptos do Culto começaram a murmurar em binário, admirando o veículo. O cheiro de óleo sagrado era tão forte que queimava o nariz.

Taylor decidiu na hora: não deixaria o Frankstein aqui. Tinha medo que aqueles fanáticos o desmontassem para estudar sua "tecnologia abençoada".

Logo, ele foi levado ao líder do local — um dragão de metal de quatro metros de altura, com voz igual à dos Senhores Necrons que já encontrara. Segurava um machado de fases, prova de que este mundo provavelmente fora um Mundo Tumba, até o Império lidar com os "donos originais".

Tyrakus e o comandante do regimento de infantaria (quase esquecido) já estavam lá. Taylor rezou mentalmente pela dinastia Necron azarada.

O Magos Dragão então perguntou:

— Taylor Kael Ank. Prioridade alta.

— Espero que esteja à altura das expectativas de Omnissiah.

Típico deles, direto ao ponto. Mas talvez fosse melhor lidar com máquinas do que com políticos...

Taylor franziu a testa, tentando entender a lógica distorcida do Culto. O Magos continuou:

— O culto dos Ladrões de Genes ameaça a ordem. O Regimento de Valhalla tem obrigação de proteger os contribuintes locais.

O Comissário não perdeu a chance:

— Teoricamente, sim. Mas estamos com falta de suprimentos e armas.

O Magos respondeu:

— Argumento válido. Nós temos equipamento dos Skitarii disponível... se tiverem coragem.

— Mas atenção: meu mestre sucumbiu à escuridão. Ele corrompeu mais da metade do Culto aqui... e controla um Instrumento Divino.

Taylor empalideceu:

— Pode repetir isso?

— Está dizendo que vamos enfrentar um Titã, metade do Culto Mechanicus do planeta E os Ladrões de Genes?

A cabeça mecânica do Magos inclinou-se afirmativamente.

Ele respirou fundo o ar pesado e intoxicante, sentindo a cabeça girar e as pernas bambas.

— Tá bom... — murmurou, engolindo a náusea que subia na garganta.

[O sistema emitiu um alerta: "Nível de toxinas no organismo atingiu 78%"]

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