Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 49

A lâmina cortou através daqueles objetos, faíscas elétricas cintilando sem parar. A Lâmina Venenosa agora soltava um rugido aterrorizante, como se tivesse sido libertada. O motor se contorcia, como se estivesse lamentando algo.

Quando o ruído agitado finalmente cessou, o espírito da máquina, torturado pelo Caos por tempo incalculável, ficou em silêncio.

Tyler fez o Sinal da Águia em respeito, jurando que ainda acreditava na pureza inquebrantável da máquina.

Lealdade era a recompensa que ela merecia.

Mas então Tyler percebeu que o sistema do Pensador ainda não estava completamente morto. Ele rapidamente arrancou do painel um objeto estranhamente único.

A coisa parecia uma cabeça, do tamanho de meio homem, cheia de cabos e metal, mas parte do interior era tecido humano úmido, mergulhado em um líquido peculiar.

Em qualquer outro universo, aquilo seria claramente um artefato maligno digno de um lorde das trevas.

Mas ali, era apenas um "wetware" comum — um dispositivo criado a partir de clones, cultivos ou até mesmo humanos vivos, moldado para ser leal e eficiente.

Como um servo-máquina ou um grande sistema de Pensador como aquele.

Nesse momento, Tyler teve uma ideia absurda: e se levasse aquilo para o Frankenstin instalar?

Era um tanto desleal, mas, para ser sincero, ele não estava com medo.

Porque a máquina tinha errado o tiro.

Poupara sua vida — não por causa daqueles pilotos humanos patéticos, mas porque seu espírito orgulhoso ainda ardia.

Tyler desmontou o dispositivo, guardou-o em sua mochila tática e saiu rapidamente dos restos do motor.

Quando olhou para cima, viu uma horda de cultistas do Caos se aproximando.

Tyler quase desmaiou, seu rosto pálido diante daquele cenário apocalíptico...

Então pegou sua arma e admitiu uma coisa:

Ele era, sem dúvida, um azarado.

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Capítulo 77: Noite Longa, Parte 3

Não era a primeira vez, e ele sabia que não seria a última.

Tyler estava certo de que problemas e dificuldades sempre o perseguiam.

Agora, ele finalmente estava encurralado, enquanto o Irmão Lobo e o Sargento dos Ultramarinos ainda lutavam contra Kosolax.

Precisava ganhar tempo para ajudá-los a vencer. Com coragem, Tyler gritou para os Marines Espaciais sob o comando do Sargento:

— Vocês dois, venham ajudar! Temos que segurar essa posição!

Então entregou a cada um uma pá de trincheira — um equipamento simples para humanos, que provavelmente pareceria brinquedo de criança para um Marine Espacial.

Eles balançaram a cabeça e, em vez disso, agacharam-se e cavaram rapidamente duas trincheiras rasas para Tyler e a garota Ratling.

Ver Marines Espaciais revolvendo a terra fez Tyler rir amargamente. Era um privilégio raro.

Se morresse ali, com certeza alcançaria o status de herói.

Meio zombando, meio brincando, Tyler entrou naquele buraco que poderia se tornar seu túmulo.

Para manter o equipamento leve, nem sequer trouxera uma arma de plasma. Agora, seu objetivo era matar quantos inimigos conseguisse.

A pistola laser disparava repetidamente contra as cabeças dos inimigos, enquanto ele se escondia atrás do abrigo, encarando seu destino miserável.

Quando os cultistas avançaram com seus malditos facões e pás, Tyler ergueu a lâmina de Licator e lutou corpo a corpo, desafiando seu próprio destino.

Gritou com toda a força, e o som potente fez os cultistas hesitarem. Eles se entreolharam, como se perguntassem: "Quem vai enfrentá-lo?"

Afinal, já tinham visto Tyler repelir Kosolax duas vezes — mesmo que de forma desajeitada, ele enfrentara um Marine Espacial!

Era natural que ficassem receosos. Comparados a um Marine, eram insignificantes, e o desempenho de Tyler no tiroteio era impressionante, segurando sozinho uma multidão.

Mas Tyler só pensava que eles eram burros. Se avançassem todos de uma vez, ele não teria chance. Mas, em vez disso, ficaram se escondendo atrás dos abrigos, trocando tiros.

Quem diabos ensinou táticas para esses caras? No Império, um instrutor assim seria fuzilado!

Tyler riu amargamente. Tinha que admitir que sua sorte era incrível — até agora, só encontrara inimigos ridículos.

Mas será que teria tanta sorte da próxima vez? E se enfrentassem os Eldars ou alguma raça alienígena desconhecida?

O pessimismo subiu por sua espinha. Enquanto suspirava, suas munições acabaram.

Tyler olhou para a Ratling ao seu lado e disse:

— Nunca imaginei que seria você minha companhia na hora da morte...

A Ratling franziu o rosto e perguntou:

— Chefe, com quem você queria que fosse?

Tyler respondeu com naturalidade:

— Guhêng Tiáoyé.

A Ratling inclinou a cabeça.

— Quem é esse?

— É uma história da era pré-Tecnologia das Trevas... Mas não vou ter chance de contar agora. Morrer ao lado de um camarada de armas não é um fim ruim.

A Ratling ficou em silêncio.

Tyler também baixou a cabeça, encolhendo-se no abrigo. Olhou para o céu cinzento de Armageddon e, por um momento, uma lua vermelha surgiu entre as nuvens.

Ótimo! Mesmo na morte, podia apreciar a lua no céu. Não era tão ruim.

Mas quando olhou melhor, percebeu que não era a lua — era o capacete vermelho do Sargento dos Ultramarinos.

Brilhando no escuro, parecia mesmo uma lua.

Tyler ficou pasmo ao ver o Irmão Lobo e o Sargento avançarem, atirando nos inimigos. O Sargento usava os bolters de Kosolax, e o Lobo brandia o machado motosserra dele.

Os dois eram o exemplo perfeito de "pegar o que estiver à mão". Depois de limpar uma área, disseram:

— Bom trabalho, Sr. Tyler.

— Muito bem, irmão!

Tyler perguntou:

— Onde está Kosolax?

O Sargento respondeu, decepcionado:

— Fugiu. Nós o encurralamos, mas ele só tinha vantagem nas armas. Da próxima vez, trarei um bolter, custe o que custar.

O Irmão Lobo completou:

— Quase arranquei o pau dele!

— Queria saber qual é o gosto do pau de um Lorde do Caos!

O sargento deu um soco na cara dele. O Lobo Selvagem, que não usava capacete há anos, viu estrelas com o golpe, mas nem ficou bravo nem o culpou. Apenas disse:

— Belo soco! Bem melhor que o daquele traidor!

O sargento respondeu:

— Claro que sim! Mas como a gente sai daqui?

Ele olhou para os montes de cultistas do Caos ao redor — aqueles malucos não iam deixá-los escapar.

Foi aí que Taylor, com um impulso de sobrevivência, falou:

— Na verdade, tenho uma ideia.

— Veja só, as esteiras desse Predador estão intactas. Se a gente empurrar ele morro abaixo, vira um escudo superpesado indestrutível. Dá pra atravessar metade do acampamento inimigo!

O sargento hesitou:

— Como você sabe que não vai capotar ou afundar no solo e nos prender ali?

Taylor retrucou:

— Eu acho que dá certo!

O Lobo Selvagem deu uma risada:

— Isso parece divertido! A gente tem botas magnéticas, pode subir rápido. Os humanos normais se amarram com cintos do lado de fora. Ah, e se sobrevivermos, pago uma bebida pra vocês!

O jeito animado do sujeito vindo de Fenris parecia até que eles estavam num passeio de montanha-russa.

O sargento suspirou e olhou para Taylor:

— Achei que você fosse mais conservador em táticas.

Taylor foi direto:

— Só quero sobreviver, amigo.

Ele acenou com a cabeça e ordenou que os outros Astartes começassem a empurrar o tanque. Com a força de cinco supersoldados, o veículo começou a se mover lentamente.

Taylor sentou na torre do tanque, amarrando-se com um cinto para não cair, enquanto ouvia o rangido das armaduras dos Astartes se esforçando até o limite.

Ainda bem que até super-humanos têm seus limites...

Ele olhou para os inimigos que, aos poucos, superavam o medo dos Astartes e avançavam. No fundo, só queria que fossem mais rápidos.

Quando um urro do Lobo ecoou, o Predador desceu o morro em alta velocidade.

O som que Taylor mais ouviu foi o de ossos sendo esmagados pelas esteiras. Depois veio o barulho de barreiras e obstáculos sendo destruídos. Assim que o tanque começou a descer, os Astartes pularam em cima, ficando na frente e atirando para conter os inimigos.

Por um momento, pareciam a própria encarnação do Imperador, atravessando a área mais perigosa do acampamento em velocidade máxima.

O Lobo cortou as cintas de Taylor e da soldada Ratling com sua faca e gargalhou:

— Isso é muito WAAAGH!

O sargento respondeu irritado:

— Se eu ouvir essa palavra de novo, você janta bloco de nutrientes hoje.

Taylor riu. Aquele momento lhe lembrava ele e Taikas — só que menos impressionantes.

Vendo o sorriso dele, o sargento disse, meio sem jeito:

— De qualquer forma, preciso te agradecer de novo, irmão.

— Quando a campanha acabar, quero te convidar para Macragge.

— Topa?

Capítulo 78 – Eu, Virar um Astarte?

— Macragge? — Taylor perguntou, confuso.

O nome lhe soava familiar. Era a capital dos Mundos Quintentos, o coração de um impião colossal, e o planeta natal do Primarca Roboute Guiliman.

Era o lar dos Ultramarinos, uma joia da civilização humana com dezenas de milênios de história.

Lá não havia espinhais urbanos gigantescos como tumores ou gases tóxicos mortais. Localizada no centro dos Mundos Quintentos, envolta por quinhentos sistemas estelares, diziam que existiam palácios dourados e maravilhas incontáveis. As estruturas de estilo romano se erguiam pelo planeta, uma visão deslumbrante.

Mas a capital dos Mundos Quintentos também era um dos poucos santuários reais restantes. A não ser que você tivesse a sorte de nascer lá, só entrava se fosse comerciante... ou um Astarte.

Taylor sorriu, animado:

— Tá me convidando pra viajar ou morar lá? Quando me aposentar, talvez eu pense nisso. Mas arruma um trampo de instrutor pra mim, hein?

O sargento, porém, continuou andando, levando-os para uma área segura antes de responder com seriedade:

— Quero que você se torne um Astarte. Um Irmão de Batalha.

A frase caiu como um raio. Todos que ouviram viraram para olhar — até mesmo os cultistas em meio ao ataque hesitaram por um instante.

Taylor ficou paralisado, depois respondeu:

— Absolutamente não. Nunca!

O sargento não esperava uma recusa tão direta e deu uma leve risada.

— Eu sei. Mas ainda acho que você tem o que é preciso. Se tivesse nascido nos Mundos Quintentos, provavelmente seríamos companheiros de batalha.

Taylor retrucou:

— Já somos agora!

O gigante acenou e seguiu adiante. O Lobo de Fenris olhou para Taylor e disse:

— Não liga.

Taylor suspirou. Como ele não queria ter a força de um super-humano e uma vida de mil anos?

Mas o tempo perdido não voltava.

Quando a soldada Ratling olhou para ele com admiração e perguntou:

— Chefe, por que você recusou?

Taylor respondeu na hora:

— A taxa de sucesso da cirurgia dos Astartes é baixa e o ideal é que o candidato tenha menos de 16 anos.

— Quanto mais velho, maior a chance de rejeição ao gene-semente.

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