Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 37

Capítulo 58 – Mundo da Cripta, Parte 3

— Estou mesmo compartilhando um chá com um soberano necrontyr? — Taylor olhou para o esqueleto mecânico à sua frente, cujo corpo enorme tentava imitar um sorriso humano enquanto levava a xícara aos "lábios". A cena era quase cômica.

Mas por que um ser tão poderoso agiria com gentileza para com uma raça tão inferior?

Não… algo estava errado.

Taylor percebeu algo no comportamento do soberano: sempre que seus soldados comiam algo oferecido por ele, os olhos do necrontyr brilhavam levemente, como se sentisse prazer.

— Você está… revivendo memórias do passado? — perguntou Taylor, hesitante.

O soberano parou por um instante antes de responder:

— Parece que você sabe mais sobre meu império do que eu imaginava.

— Sim, gosto de ver criaturas vivas se alimentando. Isso me permite sentir um eco das emoções que um dia tive.

— É apenas um capricho, é claro. Por isso mantive estoques de comida em minha cripta. Minhas memórias estão desgastadas, mas acredito que, em vida, a gastronomia era algo que eu apreciava.

Taylor sorriu amargamente.

— Até que entendo.

Ele também adorava uma boa refeição. Se um dia se tornasse um necrontyr, talvez acabasse assim — preso a hábitos antigos, tentando reviver o que já se foi.

Explicou brevemente a situação ao soberano, que processou as informações em frações de segundo.

— Então você foi enganado e arrastado até aqui. Uma psíquica rasgou o espaço onde meu reino repousa… e ela está atrás de um dos meus artefatos?

O soberano inclinou a cabeça, analisando.

— Pelos meus sensores, você é o único invasor na fortaleza. Há humanos em pânico ao redor, mas, pela sua descrição, são as irmãs de batalha, os Catachans e as tropas do Império.

Taylor franziu a testa.

— Você consegue ver o que acontece lá fora?

O soberano respondeu, sua voz metálica sem emoção:

— Esta cripta é o meu corpo.

— Controlo cada centímetro dela como desejar.

Havia um traço de orgulho naquela afirmação.

— Por que um soberano necrontyr como você se daria ao trabalho de negociar com a gente? Ainda me parece… surreal.

— Porque já vi muitos impérios caírem devido à arrogância. Além disso, minha cripta ainda não despertou por completo. Parte do protocolo de ativação falhou.

— Suspeito que seja efeito daquela lâmina amaldiçoada. Algo nela está chamando… algo.

Antes que Taylor respondesse, uma voz familiar, doce como mel e veneno, ecoou na sala:

— Exatamente, ossudo velho.

Taylor revirou os olhos em direção à entrada. Lá estavam dezenas de Marines do Caos, liderados por Dragan, protegendo a mulher que agora parecia mais um demônio do que humana.

Chifres pequenos brotavam de sua testa, sua pele havia adquirido um tom púrpura e seus olhos brilhavam como os de um animal — mas ainda mantinha uma beleza perversa.

Ela sorriu, satisfeita.

— Obrigada por nos trazer até aqui. Agora, me devolva a Lâmina de Norsklan, querido.

Taylor levantou a arma, irritado.

— Não me lembro de termos esse tipo de relação!

O medo ainda estava lá, mas agora a raiva falava mais alto. Até um homem pacífico como ele tinha seus limites.

E quando Taylor percebia que não havia para onde correr… bem, os orkos e os tiranídeos que ele esfacelara poderiam contar como era.

Os Marines do Caos avançaram, enfrentando os guerreiros necrontyr armados com rifles gauss.

O soberano ergueu seu cajado.

— Ativar Protocolo de Defesa Um!

No mesmo instante, torretas emergiram das paredes, disparando raios verdes que vaporizaram vários Marines em segundos.

Era quase irônico — um único ataque do soberano havia causado mais baixas do que Taylor em semanas de combate.

Os soldados restantes revidaram com lança-chamas e rajadas de bolter, mas Dragan permaneceu calmo. Ele tirou do bolso algumas esferas verdes e murmurou:

— O Pai das Pestes previu isso. Meus irmãos renascerão como algo maior.

As esferas se dissolveram em uma névoa esverdeada, e os cadáveres dos Marines começaram a se levantar, agora transformados em zumbis grotescos, muito mais resistentes do que antes.

Eles avançaram, ignorando os ferimentos causados pelos disparos gauss, rompendo as defesas necrontyr.

Taylor esfregou os olhos, incrédulo.

— Necrontyr de alta tecnologia contra zumbis de magia negra… eu tô sonhando?

A soldada Ratling ao seu lado deu de ombros.

— Você mesmo disse: no front, a gente vê cada coisa…

Taylor suspirou.

— É… o universo é uma piada sem graça mesmo.

— Vamo nessa! — gritou, quase em desespero. Se o Frankstein avançasse, talvez as coisas melhorassem.

Mas antes que o veículo se movesse, o soberano necrontyr adiantou-se.

— Não é necessário que meus convidados se envolvam.

Ele brandiu seu cajado, uma arma tão bela quanto letal, envolta em um campo de energia esverdeada.

— Eu sou Settra, soberano deste império, o Eterno Silencioso, conselheiro do Rei Silente, um dos muitos Faraós do Império Infinito.

— E vocês, invasores tolos que ousaram profanar minha cripta, conhecerão minha ira.

Com um único golpe, decapitou um Marine do Caos.

O soberano gentil de antes havia desaparecido. Agora, só restava o guerreiro implacável.

Capítulo 59 – Mundo de Criptas (Parte 4)

Entre o chiado do bastão real e o ronco da motosserra elétrica, entre as explosões de balas e disparos de laser, tudo parecia desacelerar. A guerra renascia nas antigas criptas.

Taylor lutava contra uma astuta demônio de Slaanesh com sua afiada espada Catachã. A criatura tinha pele pálida, rosto bonito e membros que terminavam em cascos de cabra – uma visão que instintivamente causava repulsa.

Ele sentia medo, mas também raiva. Aquela maldita cultista o havia usado, jogando ele e seus irmãos nessa armadilha diabólica. Suas emoções se transformaram em um grito de guerra que, para a maioria, teria soado impressionante – até mesmo o demônio pareceu surpreso por um breve instante.

Mas não o suficiente para evitar que a lâmina Catachã cortasse sua carne como se fosse manteiga.

A cultista riu.

— Combate magnífico! Estou gostando cada vez mais de você. Junte-se ao meu senhor e receberá mais do que o Império jamais lhe daria ao servir o Imperador.

Taylor limpou o suor frio da testa e resmungou:

— Você se diverte vendo minha miséria, é?

Seus olhos permaneceram fixos naquela espada negra. O mau pressentimento era quase palpável. Pelo Trono Dourado, ele não duvidava que aquela mulher estava brincando com fogo. Se ela queria ser brinquedo de demônios, problema dela.

Mas então ela se aproximou. Agora, chifres retorcidos cresciam em sua testa, e seus movimentos eram tão ágeis quanto os dos demônios que servia. Taylor nem conseguiu esquivar – e isso era preocupante, considerando que ele havia trocado golpes com um Astartes.

Seus dedos envolveram o queixo de Taylor, forçando-o a olhar para seus olhos sedutores.

— As garotas do seu pelotão... ou eu. Todas poderíamos servi-lo. Você tem potencial para ser um campeão de Slaanesh no mundo material. Até mesmo aquela Lanceira Livre e qualquer outra mulher que já desejou cairão aos seus pés.

Taylor deu uma risada amarga.

— Desculpe, mas nasci sob a luz, não na escuridão. Já vi horizontes mais belos do que os que seu mestre promete e sei que ele nunca os alcançará.

Ele respirou fundo.

— Eu já me entreguei ao Mestre da Humanidade. Se você não tivesse caído, talvez pudéssemos ter sido amigos.

Por um breve momento, uma expressão de decepção quase humana cruzou o rosto da cultista. Dificilmente algo que se esperaria de uma semideusa do Caos.

Mas a emoção passou rápido. A lâmina negra encostou no pescoço de Taylor.

— Então ficarei apenas com sua alma. Vou mantê-la como meu brinquedo favorito.

— Nem pense nisso — Taylor rosnou.

— E por quê? — Ela sorriu. — Porque é meu prisioneiro?

Ele retribuiu o sorriso, mesmo sem alegria.

— Porque meus irmãos virão me buscar. Pode soar piegas, mas eles não me abandonarão.

O rosto perfeito da cultista se contraiu em repulsa. No mesmo instante, um tiro voou em sua direção – e ela simplesmente ergueu a mão, parando o projétil no ar.

Era a atiradora Ratling quem havia disparado. Ela gritou:

— Isso é trapaça! Por que eles têm poderes e eu não? Malditos!

Roland respondeu entre rajadas de bolter:

— Isso não é algo que se escolhe ter... — Seus tiros batiam no escudo psíquico enquanto o resto do pelotão tentava proteger a todos dos ataques dos demônios.

A seguidora de Slaanesh revirou os olhos.

— Que irritantes...

— Eles são parte de mim — Taylor disse, erguendo a faca Catachã em um golpe rápido. A cultista desviou com graça, mas seus lábios se curvaram em aprovação.

— Corajoso diante dos demônios, capaz de lutar mesmo em desvantagem... Seu pelotão é impressionante.

Ela inclinou a cabeça para trás e, como uma banshee das lendas, soltou um canto agudo que ultrapassava qualquer soprano humano. O som era tão intenso que estilhaçaria os tímpanos de um homem comum – mesmo os Astartes vacilaram.

Taylor tapou os ouvidos e praguejou. Seus companheiros cambaleavam, atordoados.

[Nova ameaça detectada: Grito Psíquico]

Ele mentalmente xingou a si mesmo. Não tinham um Pariah ou um psíquico forte o suficiente para neutralizar isso. Vendo os demônios se aproximando, ele mal conseguia levantar as armas.

Não que tivesse muita chance mesmo...

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