Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 35

Dragan sentiu, pela primeira vez, seu coração apodrecido se contrair rapidamente — um milagre que nem o próprio Nurgle seria capaz de realizar.

Ele cerrou os dentes e rosnou:

— Maldita vagabunda...

Dragan olhou para o casal de adúlteros com frustração.

— Vão embora, seus desgraçados. Eu vou esmagar vocês no campo de batalha, não aqui.

— Você conseguiu atrapalhar nosso ataque de novo, mas por quanto tempo?

— Taylor, não é? Humano? Lembre-se, seu nome ficará na minha memória. E saiba que você é o primeiro humano digno disso.

Taylor suspirou.

— O que isso quer dizer?

— Você está apaixonado por mim?

— Uma mulher louca já basta na minha vida!

Ele assistiu seus soldados entrarem, um a um, no túnel subterrâneo e, por fim, soltou a mulher, já que dois não caberiam ali.

A mulher murmurou, fingindo mágoa:

— Ai, Romeu, não vai me levar?

Ela agarrou o cano da arma de Taylor, arranhando-o com as unhas, num gesto que faria qualquer homem comum se contorcer de desejo.

Taylor, então, apertou sua coxa cheia, num ato de represália.

— Você engordou demais, Julieta!

Empurrou-a para longe e entrou no túnel.

A voz melosa da mulher ainda ecoou atrás dele:

— Eu vou te encontrar em breve... e trazer uma surpresa~

Mas aquele túnel era seu único lar de verdade.

Ele caiu no subterrâneo e gritou de volta:

— Dispenso!

No fundo, seus homens já o esperavam com risadas maldosas.

— Chefe, não trouxe a namorada? — perguntou um veterano sem noção.

Taylor rosnou:

— Cala a boca e corre!

Enquanto falava, empilhou terra para tampar a entrada. Mas, em segundos, um cano corroído se enfiou pelo buraco.

Taylor disparou algumas vezes contra ele e rapidamente recuou. Uma névoa verde de gás tóxico se espalhou pelo túnel.

Sem surpresas, ele só suspirou.

— Não respirem! Não toquem! Corram!

Suas habilidades de sobrevivência eram inquestionáveis. A terra e os tiros atrasaram o gás o suficiente para que seus soldados fugissem.

Parecia que os Death Guard haviam percebido que o veneno não mataria Taylor e desistiram de desperdiçar recursos ali.

Quando a névoa ficou para trás, ele e seus homens finalmente alcançaram o Posto Sete.

A situação não estava boa. Além de mais corpos no chão e do possível esgotamento do arsenal, o cansaço dos sobreviventes e os cantos das Irmãs de Batalha deixavam claro o quão brutal a luta havia sido.

A major dos Catachans foi a primeira a alcançar Taylor, ainda limpando a terra e verificando resíduos de gás. Ela falou severamente:

— O que você fez?

— Por que os Astartes traidores, que estavam prestes a tomar o posto, simplesmente recuaram?

Taylor ofegou:

— Encontrei um velho amigo.

Ele olhou para Leitora Lirina, que chegava atrás, e explicou a situação para suas duas aliadas.

Mas a expressão de Lirina ficou tensa. Ela falou, séria:

— Um ritual. Seja o que ela estiver fazendo, não é nada bom para o Império.

— Pela sua descrição, parece um ritual de comunicação.

Taylor inclinou a cabeça.

— Como assim?

Lirina, como uma Irmã de Batalha, tinha algum conhecimento sobre o oculto.

— Um psíquico se comunicando com outra entidade psíquica. Pelo padrão, os elementos batem.

— Mas não vi os arranjos direito. Ainda assim, acredito que seja apenas um ritual de contato.

Taylor pensou alto:

— Então, a relíquia que eles procuram tem consciência própria. Pode ser um demônio aprisionado ou uma entidade poderosa da Disformidade.

Assim que ele terminou, Lirina e a major Catachan o encararam com expressões estranhas.

Taylor percebeu o erro tarde demais e tentou consertar:

— Hum... tenho um amigo na Ordo Malleus. Acreditam?

Capítulo 56: Mundo de Túmulos, Parte 1

Taylor sentia falta do poder de fogo da artilharia. Quando o poder dos inimigos o assustava, ele sempre lembrava da proteção do Imperador.

Fogo era o martelo do Imperador, esmagando os crânios dos inimigos da humanidade.

Mas ali, só havia arbustos úmidos e pegajosos. Fora da cidade de Karu, era impossível ter artilharia pesada.

Se um valiosíssimo Shadowsword ou Basilisco atolasse na lama, Taylor sabia que seria o primeiro a perder a cabeça.

E os ataques constantes dos Astartes estavam acabando com sua paciência.

Eles lançavam ondas de cultistas sem estratégia — pelo menos aparentemente.

Trocar vidas por balas só destruía o moral. Ou será que eles não ligavam para as tropas humanas?

Taylor tinha que admitir: nisso, o Caos e o Império eram igualmente bastardos. O universo não faltava gente descartável.

Mas eles não eram burros. Taylor já tinha visto aquele Astartes, e sua experiência em guerra era óbvia.

Embora ele nunca tivesse encontrado muitos Astartes na vida, sabia que aquele Death Guard veterano era perigoso.

Depois que as metralhadoras ceifaram mais uma leva de cultistas, Taylor se arriscou a inspecionar os corpos. Além de armas e munições básicas, só encontraram trapos e carne apodrecida.

Mas Taylor tinha um olfato apurado. Mesmo no meio do fedor dos abençoados por Nurgle, ele percebeu um leve aroma de drogas alucinógenas.

Franziu a testa. Eles queriam tomar o posto com viciados já vencidos pela podridão?

Não podia ser tão simples. Um mau pressentimento tomou conta dele. E o pior era que, quando se tratava de sobrevivência, seus instintos raramente erravam.

Em pouco tempo, começou a se confirmar.

Para um regimento humano, resistir a Astartes por quase quinze dias já era um feito surpreendente.

Quando todos pensavam que ele era um inútil, ele provou o contrário.

Mas agora, talvez sua hora tenha chegado.

Na floresta, os guerreiros das estrelas avançavam em grupo. Não, na verdade, eles deveriam ter feito isso desde o início.

O confronto final?

Taylor não gostava desse termo, especialmente porque não entendia por que os guerreiros das estrelas só agora estavam atacando de forma tão agressiva.

Mas então ele viu uma figura familiar — aquela maldita seguidora de Slaanesh.

Só que agora, ela estava sentada num veículo estranho, uma antiga máquina da era da Grande Cruzada, um transportador Rinoceronte severamente modificado.

E na sua cintura, uma gema branca brilhava de forma sobrenatural.

Ela olhou para Taylor e disse algo com um sorriso, mas ele não conseguiu ouvir. Mesmo assim, sentiu que aquilo não era um bom sinal.

O veículo avançou, rompendo a linha de frente, cuspindo fogo enquanto ela se sentava nele como uma rainha.

— Que diabos ela está fazendo? — Taylor praguejou.

— Garota Letina, dá um tiro na cabeça dela!

— Com prazer, chefe! — respondeu a atiradora, pronta para eliminar aquela rival.

Sabia muito bem como uma fanática de Slaanesh era difícil de lidar — tanto em combate quanto em... outros aspectos.

Ela ergueu a carabina, e com um estrondo seco, a bala partiu em alta rotação, capaz de perfurar carne sem esforço.

Mas o projétil foi bloqueado por uma barreira púrpura reluzente — um escudo psíquico!

Materializar o poder da mente assim era algo raro, algo que apenas os mais talentosos psíquicos conseguiam — no mínimo, aqueles classificados como nível Beta pela avaliação do Império.

Taylor não pôde deixar de ficar impressionado. Mas era óbvio que aquele poder não vinha dela.

No chão, onde os cultistas haviam caído, pontos de luz púrpura começaram a se agitar, fluindo em direção à sacerdotisa.

Ela os absorvia, e seu poder psíquico crescia. Sua pele adquiria um tom roxo pálido, e suas orelhas se afiavam como as dos eldars.

Havia quem pagaria uma fortuna por uma aberração assim.

Taylor não entendia o que estava acontecendo. Ele tinha limpado os cadáveres, cremado os inimigos... mas algo tinha escapado.

Só sabia uma coisa:

— É hora de recuar! — gritou. — Frankstein, marcha ré!

— Letina, Coronel Aran, precisamos sair daqui!

Os soldados de Catachan e as irmãs de batalha relutaram, mas sabiam que a batalha havia escapado ao seu controle. Magia e psiquismo se misturavam — isso era trabalho da Inquisição e dos Cavaleiros Cinzentos, não deles.

Mas assim que o motor do Frankstein rugiu, o chão tremeu violentamente. Taylor entendeu então: não era o poder dela que crescia ao absorver almas.

Era algo no subsolo, ressoando com ela!

Suas pernas tremiam tanto que ele se apoiou no veículo para se amarrar.

O chão se rachou, e nenhum ser comum poderia resistir àquela força.

As esteiras do Frankstein afundaram, mas, mesmo capengando, o veículo conseguiu escapar.

Entretanto, todo o Posto Sete foi engolido pelas rachaduras.

— Mas que merda é essa?! — Taylor xingou.

Mas os tremores não pararam.

Assim que se afastaram do perigo, o Frankstein caiu de novo. O chão se abriu, e o veículo despencou sem controle.

Taylor só acordou tempo depois, no subsolo.

Milagrosamente, estava sem ferimentos. O veículo não havia virado — agradeceu por sempre usar o cinto. Os outros não tiveram tanta sorte, machucados, mas vivos.

A queda não tinha sido tão grande. Ou... algo os havia amortecido?

Estavam separados do grupo principal.

Taylor percebeu então que estavam num lugar estranho. As paredes pareciam de um metal desconhecido, mais antigo e indestrutível que adamantium.

Antes que ele pudesse pensar mais, uma luz verde escura inundou o local.

E então, uma vibração estranha. O chão começou a subir.

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