Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 34

A senhora sorriu e disse:

– Admiro sua arrogância, mas você ainda subestima demais ele.

Dragan respondeu:

– Ele é apenas um mortal.

A líder do culto exibiu um sorriso intrigante e replicou:

– Você também é só um Astartes. Talvez tenha tido sorte, mas diante do Poder da Ruína, nós dois não valemos nada.

– Agora, tudo que podemos fazer é tentar chamar a atenção deles por mais tempo. Nossas supostas grandes ações não passam disso.

– Vá, complete o que você prometeu.

Dragan rosnou com raiva:

– Eu vou!

Capítulo 54: Reencontro, Parte 2

O que é a guerra? Essa pergunta atormenta muitos, mas para Taylor, a resposta é simples.

Guerra é destruir as forças do inimigo enquanto preserva as suas. Em outras palavras:

Sobreviver.

A arte da guerra é a arte da sobrevivência.

Por isso, túneis, trincheiras, guerra prolongada e táticas de desgaste foram usadas para prender os Marines Espaciais em um lamaçal de combates desgastantes e irritantes.

Claro, aqueles super-humanos não eram burros. Logo perceberam o problema.

Depois que os soldados da floresta de Catachan destruíram um Land Raider infestado de corrupção com um fusor térmico, os traidores do Caos começaram a recuar.

Eles perderam o ritmo da batalha — algo fatal. Quando o cheiro de sangue domina o campo, o perdedor é sempre aquele que não consegue controlar o fluxo do combate.

Taylor estava deitado em um buraco, respirando o fedor repugnante dos seguidores de Nurgle — um odor pior que queijo podre cheio de vermes.

Mas, para ele, aquilo não era novidade.

Francamente, cheirava igual aos esgotos da colmeia urbana onde cresceu. Ele já havia vasculhado aqueles canais atrás de peças metálicas úteis, mesmo que o ferro ainda conservasse um cheiro horrível depois de semanas de molho.

Aquilo o fez lembrar do passado. Se não tivesse sido recrutado para a Guarda Imperial, provavelmente teria aberto uma loja na colmeia, virando um pequeno comerciante.

Talvez consertando sucata e reciclando materiais. Olhando para sua faca de Catachan, ele imaginou que teria se dado bem.

Um sorriso raro surgiu em seus lábios. Não sabia por quê. Talvez pela vantagem na batalha... ou só porque havia acertado a armadura de um Anjo Caído.

Ele afastou a terra cuidadosamente, reprimindo suas emoções.

Depois de atingir alguns cultistas desatentos com seu laser, ele se recolheu e usou a pá de trincheira para ajustar seu campo de visão, cobrindo o buraco com folhas apodrecidas.

Lá fora, os cultistas gritavam impropérios, xingando até os ancestrais de Taylor. Mas, com o limitado vocabulário do Baixo Gótico, só conseguiam soltar:

– Merda!

– Lixo!

Palavras sem nenhuma força.

Taylor entendeu então de onde vinha sua satisfação. No fundo, ele era um canalha — gostava de sabotar aqueles que o ameaçavam.

Porque era isso a guerra. Para sobreviver, você precisava ser mais esperto e traiçoeiro que os outros.

Ele e seu pelotão avançavam como toupeiras pelo subsolo. O solo úmido facilitava o trabalho, mas os suportes de madeira eram poucos. Se continuassem, o túnel poderia desabar.

Taylor tinha certeza de que já haviam escapado do cerco, mas ainda estavam em perigo.

Ele afrouxou a terra e olhou ao redor, buscando um local para um posto temporário. Logo avistou uma colina com uma caverna natural.

Meia hora depois, sob suas ordens, o grupo escavou até lá.

Quando Taylor rompeu a terra e ergueu a cabeça, seu rosto foi recebido por algo macio e inesquecível.

Não, na verdade, foi o cheiro que o marcou.

Cheiro de laranja.

Imediatamente, ele lembrou da garota — não, da bruxa — da fazenda, com quem quase havia se envolvido.

Agora, diante dele, havia duas montanias generosas, um rosto delicado e o símbolo de Slaanesh na cintura dela. Ela o encarou com um olhar intoxicante.

A caverna estava repleta de... coisas interessantes. Criaturas com corpo de cabra e cabeça humana, outras com cabeça de cabra e corpo humano, e até cabras normais.

O ar frio e úmido fez Taylor estremecer. Velas e o símbolo do Caos de oito pontas estavam desenhados no chão com giz. Pedaços de carne desconhecida jaziam sobre o desenho.

E aquela mulher — que havia sobrevivido desde o planeta dos orks e cavaleiros até aqui — sorriu com uma voz doce como mel:

– Ah, senhor barão, nosso destino está mesmo entrelaçado, não é?

– Seja naquele posto avançado ou em você pessoalmente... às vezes acho que os Deuses me presentearam com você~

Taylor ergueu a faca, apontando para a psíquica, enquanto saía do buraco.

– Você é quem está me seguindo!

Ela riu:

– Acho que você inverteu as coisas. Quem não para de me perseguir é você.

Taylor observou o local, ignorando as provocações da velha conhecida.

Os objetos ritualísticos e os malditos runas o deixaram frustrado. Como queria que fossem símbolos do Imperador, e não... isso.

Ele olhou para as criaturas híbridas de humano e cabra, sentindo até pena da falta de criatividade de Slaanesh.

Podia pelo menos ter feito garotas com orelhas de gato ou algo assim. Com essa falta de imaginação, não é à toa que é o quarto no ranking.

Mas, curiosamente, Taylor não sentia medo. Talvez por já conhecer aquela mulher, ou porque os Marines Espaciais lá fora eram piores, mas ele achava que...

Enfrentar um bando de cultistas e mutantes de Slaanesh era aceitável.

Melhor que lutar contra Marines Espaciais.

Ele pressionou a lâmina contra o pescoço dela e ordenou:

– Ninguém se mexe!

A mulher se encostou nele com um ar provocante. Seu traje agora era muito mais revelador que o de camponesa de antes — cada curva, cada pedaço de pele macia e quente era impossível de ignorar.

Taylor resmungou:

— Minha outra arma não vai aguentar a pressão.

Ela respondeu, provocante:

— Isso até que é bom.

— Essa faca também é ótima. Parece que os boatos eram verdade. Realmente um homem à minha altura — ela acrescentou, maliciosa.

Taylor ficou com o rosto vermelho, constrangido sob os olhares severos da moça de Ratling e da Katie.

Afinal, a equipe 15 já havia saído do buraco, armada até os dentes — mas as duas estavam cobertas de terra e longe de ter o mesmo charme perturbador daquela herege.

Só que Taylor sabia muito bem que aquela mulher nos seus braços não era nenhuma paixão inofensiva. Era uma fera perigosa.

O poder psíquico dela se igualava ao dos melhores psíquicos do Império. A diferença? Ela não estava levando a luta a sério. Ou melhor, estava se divertindo às custas dele.

Pelo menos, Taylor nunca tinha visto do que ela era realmente capaz.

Ele a encarou e perguntou, sério:

— Por que você não tem medo? Se eu te levar de volta pro Império, você vai ser executada como traidora. Vai enfrentar a fogueira… ou coisa pior. Talvez até acabe jogada na Chama Astral, virando combustível para o Imperador.

Ela lambeu os lábios, sorrindo:

— Não importa. A situação atual é deliciosa. Que fascinante...

— A gente poderia aproveitar e fazer alguma coisa… interessante.

Taylor quase engasgou:

— Para de brincadeira! Eu vou te matar!

Ela revidou, abrindo um sorriso ainda mais perverso:

— Eu não estou brincando. Porque um Space Marine furioso está vindo aí… e no momento, ele está sendo meu cachorrinho.

Foi então que uma voz rouca e cheia de ódio ecoou do lado de fora da caverna, pegajosa como lodo:

— Quem você tá chamando de cachorro, sua bruxa maldita? Já cansei de você!

Um Space Marine do Caos surgiu na entrada, bloqueando toda a passagem com seu tamanho colossal. Sua armadura verde-escura estava cravejada de crânios — humanos e orks. O cano de uma arma pesada brilhava em suas mãos enquanto ele fixava Taylor com ódio puro.

Mas então, o tom dele mudou, quase alegre:

— Oh, é você. Então você é o tal Taylor.

— Eu até te dei um tiro antes. Pensei que não nos veríamos de novo.

— Mas parece que o Pai Generoso me deu uma segunda chance!

Taylor sentiu as pernas fraquejarem. A lembrança da bala que quase o matou voltou como um soco no estômago.

Lutar contra um Space Marine?

Isso era sério?

Capítulo 55: Reencontro (Parte 3)

Como enfrentar um Space Marine?

O "Manual Semanal da Guarda Imperial" dizia o seguinte:

Como os Space Marines traidores já estão corrompidos, o poder deles está muito enfraquecido.

Sem falar que, sem a manutenção das forjas do Império, as armaduras e armas deles estão velhas e deterioradas.

Basta enfiar uma baioneta nas juntas enferrujadas da armadura para imobilizá-lo. Depois, é só apontar uma pistola laser ou uma espada de oficial e atirar de perto — assim, você perfura a proteção deles sem dificuldade.

E não se preocupe com os projéteis deles! As balas dos traidores são de péssima qualidade, nada comparado às munições leais do Império. Muitas vezes, as armas deles até explodem na própria mão!

Agora, soldado leal, vá e esmague esses hereges!

A opinião de Taylor sobre isso era bem simples:

— Esmague o caramba!

Ele olhou para a mulher nos seus braços e respirou fundo. Se aquele Space Marine tinha abandonado a linha de frente pra persegui-los, era porque ela era importante.

Era uma chance. Talvez a única.

Ele apontou a arma para ela, que apenas suspirou, excitada:

— Que grande… que grosso…

Taylor fez uma cara de nojo, como se sua pistola laser tivesse sido contaminada.

— A sua namoradinha está comigo — ele gritou para o Space Marine. — Deixa a gente ir, ou eu acabo com ela.

O traidor riu, um som profundo e gutural:

— Hahaha! Um mago matando outro mago!

— Faz milênios que não ouvia uma piada tão boa. A última vez foi quando meu Primarca falou algo parecido.

Taylor ficou constrangido, mas insistiu:

— Tá bom, eu admito que talvez não consiga matá-la. Mas se eu atirar, será que, sob a bênção do Imperador, a cabeça dela não explode?

A mulher murmurou, quase em êxtase:

— Ah, então pode atirar… eu aceito tudo de você.

Taylor gritou, exasperado:

— Eu— você— CALA A BOCA!

Agora ele tinha mais um problema na lista. Antes eram só a moça de Ratling e o velho Tycus. Agora, uma herege sádica tinha entrado no grupo.

O Space Marine resmungou, impaciente:

— Não tô interessado nas brigas de casal de vocês. Isso aqui é um campo de batalha. Se ela morrer, eu peço outro mago.

— E tenho certeza que você morto seria ótimo para a minha causa.

Taylor revidou, rápido:

— Então por que você ainda não atirou? Só fica ameaçando? A podridão já chegou no seu cérebro, Death Guard?

O Space Marine caótico, Dragan, inclinou a cabeça. Tinha que admitir — aquele humano era irritantemente esperto. Mesmo coberto de lama, tremendo e com a herege nos braços, ele ainda conseguia ser um incômodo.

Nunca pensou que um simples mortal pudesse ser tão… problemático.

Mas então, a maldita bruxa decidiu cutucar ainda mais:

— Ahhh… se eu morrer, você vai ficar bem chateado, né, Dragan?

— Dois homens brigando por mim… que dilema. Escolher um velho rançoso de dez mil anos ou um novinho promissor…

— Quem sabe ele não vira um Lorde Solar no futuro? Talvez eu devesse mesmo desertar pro Império…

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