Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 31

Quando os soldados de Catachan se aproximaram, olharam com desdém para o posto avançado que havia sido "enfeitado".

O local estava cheio de decorações, com aquecedores de água e fogões improvisados. Até cavaram uma vala para a fumaça, como se planejassem morar ali para sempre.

A major de Catachan, uma mulher que ainda estava viva, entrou no local e observou tudo aquilo.

Para os catachaneses, sobreviver se resumia a três princípios: matar, sobreviver e água.

Por isso, ela não conseguia entender a obsessão estranha que a 15ª Companhia de Scardia tinha com comida.

Até que o cozinheiro deles preparou um prato que até os catachaneses acharam impressionante.

Era feito com ovos de insetos gigantes locais, refogados e temperados com pimenta-do-reino. Macios e suculentos, era um prato selvagem e delicioso.

A major experimentou e comentou:

— Está parecido com o que dizem por aí.

Taylor olhou para ela e perguntou:

— Em que sentido?

A major respondeu:

— Hmm… Sobre vocês se importarem tanto com comida. Isso é raro no Exército Imperial.

Taylor foi direto ao ponto:

— Se não tiver boa comida, o soldado não luta direito.

A major pensou um pouco, pegou alguns pedaços de carne seca marrom de sua bolsa e estendeu para Taylor.

Ele deu uma mordida. Seca, dura e… parecia que a carne estava mordendo de volta, como se quisesse devorar a língua dele.

— Que diabos é isso?! — Ele cuspiu.

A major respondeu:

— Carne de touro-formiga. O sabor é aceitável para o nosso gosto, mas ainda fica devendo comparado ao que temos em casa.

Taylor, ainda assustado, disse:

— Agora eu entendo por que os caras do Departamento Militar chamam vocês de "sub-humanos".

A garota de Ratling, segurando uma colher de ferro, gritou:

— Chefe, eu não sou igual a eles! Eles são muito mais selvagens do que eu!

Taylor respondeu:

— Não, não. O Departamento Militar estava falando dos Ogryns, não dos Ratlings.

As duas raças eram bem diferentes. Os Ratlings eram baixinhos, peludos, alguns até fofos, enquanto outros eram nojentos.

Já os Ogryns tinham quase três metros de altura, pele dura como pedra, força descomunal e… cérebros minúsculos.

Resumindo, "Ogryn" definitivamente era um termo ofensivo.

Mas a major apenas sorriu, terminou sua comida e disse:

— Parece que você é um bom soldado, afinal. Pelo menos aprendeu seu próprio jeito de sobreviver, diferente da maioria dos militares imperiais, que só seguem ordens cegamente.

Taylor esfregou o nariz. Jeito de sobreviver, hein?

Ele olhou ao redor. Aquele forte era basicamente um resumo do seu estilo e personalidade.

Mas então a catachanesa soltou uma palavra preocupante:

— Mas os traidores estão chegando.

Taylor perguntou:

— Marines do Caos? Os Death Guard?

A major ergueu uma sobrancelha:

— Você sabe sobre os Anjos Caídos?

Taylor fez uma careta e disse, pessimista:

— Meu Deus… Então estamos todos ferrados.

Ele falou com total sinceridade, mas, no mesmo instante, tanto os catachaneses quanto os membros da 15ª Companhia começaram a rir.

Todos acharam que era uma piada cheia de humor, como se Taylor não levasse os Marines Espaciais a sério.

Taylor não entendeu, mas continuou:

— Vamos, subam no Frankenstain. Talvez a gente consiga escapar do nosso destino.

A major riu e respondeu:

— Você é o oficial mais engraçado que já conheci. Acha que um veículo blindado vai nos livrar do cerco dos Death Guard?

Taylor perguntou:

— Cerco?

A major confirmou:

— Você achou que viemos aqui passear?

Taylor, percebendo a situação tarde demais, pegou seu binóculo e olhou ao redor. Sem que ele notasse, homens de aparência estranha já patrulhavam a área.

No meio deles, dava para ver figuras altas e imponentes. Ele conhecia aquilo. Já havia lutado ao lado desses "anjos". Agora, eles eram seus inimigos.

Ele tinha visto um Lobo Espacial destroçar linhas inimigas. Era o tipo de coisa que dava pesadelos.

As pernas de Taylor fraquejaram. Ele rezou mentalmente ao Imperador, mas aquelas criaturas estavam cada vez mais perto do posto.

O cheiro de podridão e doença se aproximava lentamente. Os servos dos Quatro Deuses da Ruína vinham para acabar com tudo ali.

Ele fechou os olhos e rezou.

Mas não ouviu nenhum tiro. Cauteloso, espiou por cima da proteção. Viu, não muito longe, gigantes se encarando.

Eles tinham mais de dois metros de altura, vestindo armaduras verde-escuras, como se tivessem sido mergulhadas em líquido pegajoso e não lavadas há anos.

O cheiro era insuportável, nauseante. Mas eles pareciam… distraídos, olhando para os lados.

Eles não os tinham encontrado?

Isso parecia impossível, mas, de alguma forma, a camuflagem tinha funcionado.

Mesmo assim, vencer Marines Espaciais estava fora de questão.

A major então disse:

— Temos que atacar. Se não, o quartel-general será destruído… Se isso acontecer, a resistência local acabará.

Mas Taylor respondeu:

— Fiquem quietos. Eles não vão avançar até nos encontrar.

— Porque este é o Posto Sete.

— E eles acham que o número 7 é suficiente. Dá sorte.

Capítulo 50: Demônios Verdes, Parte 4

Como esperado, os Death Guard e suas tropas ficaram rondando o Posto Sete por um bom tempo. Não ousaram atravessar o "7", preferindo seguir adiante.

Talvez não fosse uma ideia ruim. Afinal, dois dos maiores heróis do Império estavam ali — tanto os Catachan quanto o "Barão" eram figuras capazes de abalar o moral de todo o Exército Imperial.

Matá-los seria uma vitória certa. De certa forma, a obsessão dos Death Guard com o número 7 estava, ironicamente, certa.

Mas Taylor estava pensando em outra coisa: por que os Marines Espaciais tinham vindo para ali?

Aquele não era um mundo agrícola rico, com população e recursos abundantes. Também não era um mundo forja cheio de gases tóxicos, onde poderiam manter seus equipamentos.

Então, o que os atraiu até ali?

Essa ideia era como um veneno, deixando Taylor incapaz de conter a curiosidade.

Claro que ele também estava se sentindo pressionado.

Afinal, lá fora estavam vários brutamontes de metal e músculos, super-soldados genéticos abençoados por um deus maligno!

Taylor não tinha escolha a não ser se sentir acuado.

Agora, ele era obrigado a se despedir da vida tranquila que imaginara. Para ser sincero, ele já havia se acostumado com essa rotina. Sempre que pensava que, depois de se aposentar, esse pesadelo acabaria, isso lhe dava uma determinação infinita e a vontade de sobreviver.

Agora, ele se via comparando os Marines do Caos com as criaturas mais perversas dos alienígenas.

A boa notícia? Ele achava os insetos mais perigosos — afinal, por mais fortes que fossem, os Marines ainda seguiam uma lógica humana.

A má notícia? Os Marines do Caos entendiam muito melhor os humanos do que os insetos.

Ele respirou fundo e admitiu para si mesmo: era só questão de tempo até aqueles guerreiros encontrarem seu posto.

Pela primeira vez, abriu uma garrafa de seu estoque pessoal de Amasec, um licor fabricado no Império. Não era caro nem de qualidade excepcional, mas, para Taylor, valia ouro.

Aquilo podia deixá-lo bêbado e destemido — ou pelo menos entorpecido o suficiente para não pensar.

Deixaria o córtex cerebral, responsável pelo medo, descansar um pouco.

Com isso em mente, ergueu o copo e deu um gole, chamando alguns de seus soldados para acompanhá-lo, incluindo os Catachans.

Para os outros, porém, aquele era um brinde de despedida. Taylor já havia calculado quando os inimigos chegariam e estava lhes dando a chance de morrer lutando.

Depois de algumas rodadas, os soldados se prepararam para enfrentar a morte.

Os Catachans beberam pouco, só o suficiente para aquecer o corpo.

Após um dia de resistência, os Marines do Caos finalmente começaram a se aproximar da fortificação de Taylor.

Para ser sincero, eles haviam sido descobertos.

Seja por meios físicos de reconhecimento, adivinhação ou pura sorte, Taylor tinha certeza:

A hora H havia chegado.

Finalmente, o silêncio da floresta foi quebrado pelo estouro de balas explosivas. Quando um Marine abriu fogo contra a Guarda Imperial, um soldado da milícia planetária caiu no chão.

O cheiro de sangue encheu o ar. Taylor, com a experiência de sempre, se protegeu atrás de uma barricada. Os Catachans saíram de trás da vegetação, prontos para o combate corpo a corpo, sua especialidade.

Taylor disparou seu rifle laser contra os Marines, mas armas como essa e metralhadoras eram praticamente inúteis contra eles. Já as armas pesadas eram grandes demais, e Taylor havia proibido seu uso.

Sobreviver era mais importante!

A Cabo Kady se escondeu atrás de uma parede de concreto e disse:

— Nunca imaginei que um dia lutaria contra os Anjos do Imperador...

Taylor riu.

— Eu imaginei, mas não pensei que seria tão cedo.

Kady falou sério:

— Chefe, acho que vamos morrer. Antes disso, quero te contar uma coisa.

Taylor acenou.

— Sei que foi você e a menina de Lethe que roubaram meus lanches.

Kady ficou vermelha e respondeu irritada:

— Não é isso! Ah, esquece!

Ela pareceu desistir e começou a atirar contra os cultistas do Caos que se aproximavam, acertando suas cabeças com facilidade.

Muitos subestimavam o Pelotão 15, já que Taylor sempre roubava a cena.

Não era à toa que parte do Império o via como um palhaço querendo chamar atenção.

Muitos de seus atos de "coragem" e seus gritos de guerra soavam exagerados, quase falsos.

O que poucos sabiam era que tudo aquilo vinha de um medo profundo, incontrolável.

Mas, por mais precisa que Kady fosse, sua bravura não mudaria o rumo da batalha. Taylor a puxou de volta para trás da proteção e gritou:

— Esqueceu o que eu te ensinei?

Kady, com o rosto molhado de lágrimas, respondeu:

— Mas estamos enfrentando os Anjos...

Taylor ficou paralisado. Ele havia esquecido como o povo do Império venerava os Marines. Agora, toda aquela devoção se tornava um obstáculo.

Os Marines do Caos — semideuses invencíveis — eram seus inimigos.

Quem teria força de espírito para não hesitar?

Provavelmente só os Catachans.

Ninguém dizia nada, mas o peso da situação era inegável.

Taylor suspirou, frustrado.

Ele também não sabia o que fazer. No fim, era só um humano.

Agora, com a linha de frente desmoronando, Taylor sentiu o desespero tomar conta.

Era o fim. Ele ia morrer ali.

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