Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 22

A Frota foi Aniquilada...

Taylon olhou para o céu com um suspiro de resignação.

Ele admitia que os T'au tinham seus méritos, mas, caramba, se não tinham escudos de vácuo, poderiam pelo menos seguir o exemplo do Império e reforçar a armadura!

Olha só as naves do Império — todas angulares, duronas, feitas para resistir. Enquanto isso, os T'au insistiam nesse design aerodinâmico, como se "área mínima de impacto" fosse salvá-los quando uma enxurrada de garras e dentes viesse em sua direção.

Os tirânidos tinham a Vontade da Colmeia, que cortava comunicações e tornava suas frotas indetectáveis. Não importava o método, ninguém conseguia rastreá-los. Por isso, eles sempre atacavam de surpresa.

E era aí que os T'au se ferravam. Apesar de suas naves serem enormes, os insetos do Enxame eram silenciosos, muito mais espertos e perigosos do que pareciam.

Com a velocidade do Império e os problemas nas comunicações, os drones mensageiros dos T'au levariam dias para chegar à base imperial mais próxima.

Ótimo. Ele estava morto.

Taylon suspirou novamente, aceitando que o azar, como um amigo insistente, nunca o abandonava. Seus dias de romance com a Morte estavam finalmente chegando ao fim.

Se pudesse escolher, ele preferiria que sua biomassa virasse um Guerreiro Superior da Colmeia, e não um simples Inseto-de-Garras.

Claro, para o Enxame, tanto fazia — no final, tudo era biomassa, reciclada após a morte ou usada enquanto vivo.

Mas o Guerreiro era muito mais estiloso.

Taylon já imaginava seu futuro — talvez virasse combustível para o metabolismo do Enxame, ou, quem sabe, um nobre organismo-nó.

Mas seus devaneios foram interrompidos pelo chiado do sobrecarregamento dos escudos de plasma. Ele não resistiu e gritou:

— AHHHH!

Todo o salão de comando se virou para ele, guerreiros T'au e auxiliares humanos olhando com espanto. Aquele grito selvagem, cheio de fúria, parecia ter vindo de um guerreiro lendário.

Alguns soldados em trajes de batalha, orgulhosos como sempre, ativaram seus propulsores de plasma e avançaram.

Ninguém ia deixar Taylon roubar a cena sozinho.

Eles eram rápidos. Seus visores monoculares eram complexos, seus corpos carregados com múltiplas armas de pulso que disparavam como uma tempestade de balas. Eram basicamente torres de artilharia voadoras!

Três trajes heróicos, os XV-8 Battlesuits, dançavam pelo céu como deuses da guerra, cortando inimigos com espadas térmicas e rajadas de plasma.

As criaturas voadoras — as Gárgulas — caíam como moscas atingidas por inseticida, batendo no chão em uma chuva de corpos. Mas comparado ao número total do Enxame, era como jogar um copo d’água num incêndio.

Os exoesqueletos brancos dos tirânidos sofriam contra as armas de plasma dos T'au. Auxiliares humanos e soldados da Guarda Imperial disparavam de dentro do hangar, lasers e balas rasgando o ar.

Contra todas as expectativas, a batalha começou a se equilibrar, em parte graças à coragem dos que resistiam, mas também porque a maioria dos insetos estava atacando outras áreas do porto espacial.

Taylon observou os Battlesuits em ação e pensou: Se eu tivesse um daqueles…

Mas antes que pudesse terminar o pensamento, um dos trajes foi esmagado por uma criatura voadora monstruosa. O inseto gigante cuspiu ácido no visor, derretendo a cabeça do piloto antes de atirar o corpo já sem vida para os Insetos-de-Garras devorarem.

Depois, agarrou outro Battlesuit com suas garras poderosas, esmagando-o contra o chão. O monstro — um "Tervigon" — despencou de uma janela quebrada como um predador triunfante, erguendo o traje capturado enquanto encarava os sobreviventes com seu crânio exposto e repugnante.

Taylon viu o rosto do piloto através do visor quebrado.

Uma mulher. Inesperado.

Mas, considerando que os T'au estavam em expansão, fazia sentido.

Em segundos, seu destino seria o mesmo: o ácido dissolveria seu crânio.

Mas mesmo assim, ela murmurava frases como "Lâmina da União", "O Caminho Superior", "O Caminho da Guerra".

— Tá de sacanagem! — Taylon resmungou.

Ser herói não valia a pena!

Ele ergueu sua arma de plasma e atirou. Acertou, claro, mas não adiantou nada. O disparo só deixou uma marca ridícula na carapaça do monstro.

O escudo de plasma do hangar piscou, prestes a se reativar.

— QUE PORRA É ESSA?! — Taylon berrou.

Ele ia ficar trancado lá dentro com aquela coisa?

— VAI SE FODER!

Ele pulou dentro da "Frankstein", seu veículo improvisado, e acelerou com tudo. O ronco do motor fez o Tervigon erguer a cabeça — e no momento seguinte, o "Rei" do Enxame foi arremessado longe pelo impacto.

Dentro do cockpit, Taylon viu a expressão de dor da criatura. Calculou o tempo certo e pisou no freio.

O corpo grotesco do inseto escorregou para fora, rolando até colidir com a barreira de plasma no exato momento em que ela se reativou.

O Tervigon bateu furiosamente no escudo, impotente. Taylon saiu do veículo e olhou para os arranhões profundos que as garras monomoleculares do monstro haviam deixado na lataria.

— Se isso me acertasse, eu virava sashimi...

Antes que pudesse refletir mais, uma onda de vozes explodiu ao seu redor.

Os soldados T'au e os auxiliares gritavam em uníssono:

— LA!

— U’VESA!

— N’O’TAT!

Mais tarde, Taylon descobriria o significado.

"La" significava Guerreiro.

"U’vesa", Lâmina da Honra.

E "N’o’tat"?

Herói.

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Capítulo 35 – Behemoth, Parte 3

O Enxame tinha seu próprio método. Eles calculavam se tinham biomassa suficiente para conquistar um local. Em outras palavras: reuniam recursos antes de voltar à carga.

Os T'au haviam resistido ao primeiro ataque, mas Taylon ainda conseguia ver os insetos caçando nos oceanos, devorando peixes.

Quando estivessem saciados, mais morte viria.

O mais assustador era que Taylor percebeu como o campo de batalha estava limpo. Além do sangue derramado, não havia um único cadáver — nem de insetos, nem dos T'au.

Em outras palavras, eles conseguiram recuperar a maior parte da biomassa. Nessa defesa, não ganhamos nada além de tempo.

Perdemos guerreiros e ainda fornecemos mais suprimentos ao inimigo. A estratégia dos enxames de se sustentar através da guerra era realmente aterrorizante.

Taylor já começava a pensar em como escrever sua carta de despedida. Seria melhor usar metal e chapas de ferro, ou pedra e plástico seriam mais seguros?

Pensou em quem deveria receber seus pertences — sua mãe, em seu planeta natal, ou o dono da fábrica que o ajudou a ingressar na Guarda Imperial.

Não era pessimismo. Afinal, seu oponente não era uma raça fraca, mas uma besta colossal, como o Behemoth da Bíblia.

O enxame era um só. Seu inimigo era um único monstro, uma coisa terrível.

Mas não era totalmente sem esperança.

Quanto maior um ser vivo, mais lentas suas reações — essa era a lei da natureza. Um enxame do tamanho do Behemoth significava que a Mente Colmeia não podia controlar cada nó individualmente.

Por isso, eles criaram criaturas-nó, como gânglios nervosos ou vasos sanguíneos.

Matar aquela besta faria com que o resto das criaturas perdesse o controle — os guerreiros-insetos, os soldados da horda...

Mas, sinceramente, eu contra uma criatura-nó?

Até os Astartes podiam ser esmagados por aqueles monstros. Taylor olhou para seu próprio corpo franzino e entendeu sua situação.

Melhor mandar a pensão para casa...

Ao ver o brilho do escudo de plasma, Taylor sentiu um pouco de segurança. Bebeu a bebida energética dos T'au — parecia um Red Bull diluído — e, pela primeira vez, sentiu falta do amargo café recaf do Império.

Sentiu falta do Imperador...

Pela primeira vez, Taylor percebeu o quanto os canhões de cerco e os veículos antiaéreos Hydra lhe davam segurança, assim como os navios pesados de rostos quadrados, os escudos do vácuo e os Astartes.

Queria descansar sob a Águia Imperial e a caveira sagrada, não ficar se assustando com um bando de alienígenas azuis e traidores.

Pensando nisso, sua cautela aumentou.

De repente, uma mão pousou em seu ombro.

Taylor sempre teve um bom controle emocional.

Pelo menos, não sofria do transtorno de estresse pós-traumático comum entre veteranos da Guarda Imperial. Mas agora estava tão alerta que instintivamente usou as técnicas de defesa corpo a corpo que treinara milhares de vezes.

Uma figura azul voou pelo ar e caiu pesadamente no chão. Soltou um grito claro e ficou de bruços, olhando para Taylor com raiva.

Falou algo que ele não entendeu, até que um dispositivo branco perto de sua boca traduziu para a língua gótica.

Não era tão bom quanto o dos altos escalões do Clã da Água, e provavelmente usava IA — tecnologia de inteligência artificial, estritamente proibida no Império, quase uma maldição.

— Ai! Humano, cuidado!

— Você herói humano, eu agradecer. Caminho Superior bom demais. Mas eu ainda com raiva.

Depois de uma mistura de gótico truncado e gestos, Taylor entendeu: era a T'au que quase morrera para o feiticeiro, vindo agradecê-lo.

Taylor acenou indiferente, mandando-a embora. Todos poderiam morrer a qualquer momento — ele não estava no clima para conversas.

Mas ela insistiu, com seu gótico quebrado:

— Frankstein, emprestar. Matar criatura-nó.

Taylor entendeu: ela queria assassinar uma criatura-nó de alto nível.

Aqueles nós eram como a espinha dorsal do enxame. Se a espinha de alguém fosse danificada, a deficiência seria o menor dos problemas — morte ou paralisia eram possíveis.

Matar guerreiros-insetos suficientes faria com que o enxame, antes organizado e metódico, se tornasse um bando de bestas movidas por instintos, fracas e ridículas.

Mas Taylor apenas acenou de novo.

— Não adianta.

Guerreiros-insetos eram muito mais fortes que humanos comuns. Até os T'au de elite com trajes de combate teriam dificuldade, e eles enfrentariam não um simples líder, mas um guerreiro de alto nível, tão poderoso quanto um chefe ork.

E esses eram apenas os oficiais. Os verdadeiros comandantes, como os da horda, eram inimigos que pessoas normais nem veriam!

Eram os Escolhidos da Mente Colmeia, equivalentes aos Santos do Imperador.

Para Taylor, só alguém como o Segundo Capitão dos Ultramarines ou uma lenda como Santa Celestine teria chance nessa missão.

Ou, no mínimo, um Astartes lendário como Titus, o Comissário Cain, Gaunt ou o Velho Olho Único — Escolhidos do Deus da Guerra.

E ele?

Taylor olhou para seus braços finos.

O Imperador o escolheria?

Piada.

Ele, atravessar um enxame para decapitar o inimigo? Até um Astartes teria dificuldade, e ainda teria que enfrentar um guerreiro-inseto de nível equivalente a um Capitão de Capítulo?

Taylor soltou um sorriso amargo, quase zombeteiro, mas a T'au interpretou como desdém por sua fraqueza.

Ela respirou fundo e disse:

— Eu dar qualquer coisa.

E começou a abrir o traje de combate.

Taylor segurou seu pulso com força.

— Pare.

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