Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 18

Aventuras nunca foram o seu forte. Ele preferia ficar no escritório aprovando documentos, vivendo como um eterno burocrata do Império.

Mas agora, mal tinha terminado de suspirar, já estava sendo agarrado por um guerreiro dos Lobos Espaciais, que lhe deu um beijo lamacento e com cheiro de sangue no rosto.

— Vou espalhar minha história por aí! Os bardos de Fenris vão adorar essa! — rosnou o Lobisomem.

Taylor quase vomitou de nojo.

— Por favor, não!

Capítulo 28 — A "Benevolência" do Departamento Militar

A guerra tinha acabado. Pelo menos por enquanto.

Os Orks foram esmagados, e Taylor, diante do Alto Rei e dos Astartes, tornara-se um verdadeiro herói.

Mas isso não importava para ele. O que importava era que ele sobreviveu — e isso já era um milagre abençoado pelo Imperador!

Depois de tanta brutalidade, tudo que Taylor queria era um pouco de civilização. Quando voltou ao interior de uma Cruzador Lunar Imperial, finalmente sentiu o "calor" de um lar.

A temperatura baixa para economizar energia, o ar reciclado cheirando a óleo e o ronco ensurdecedor dos motores ecoando pelos compartimentos habitacionais.

Só que agora havia algo diferente: todo mundo o saudava com respeito. Até mesmo os oficiais superiores da nave se curvavam diante dele.

A reverência não vinha da patente, mas do coração — era a admiração por um herói de guerra.

Mas Taylor sabia que tudo tinha sido sorte. Se não fosse pelos Astartes, se não tivesse acertado a câmera do mecha Ork, se não tivesse construído o Frankenstênio... ele já estaria morto.

[Louvo o Deus-Imperador!]

Mesmo assim, quando o Frankenstênio foi rebocado para o hangar, os técnicos e os sacerdotes do Mechanicus ficaram boquiabertos.

A máquina já tinha um espírito próprio e havia se provado em batalha. Agora, eles se esmeraram em consertar suas imperfeições: pintura, polimento e, principalmente, colocar a águia imperial no lugar certo — e instalar um ar-condicionado.

Sob o olhar assassino da equipe de manutenção, Taylor decidiu fugir do assunto.

Mas até sua fuga foi interpretada como uma atitude descontraída.

Depois da Batalha de Monsenraid, a fama de Taylor havia atingido o ápice.

No porto orbital, ele se deparou com retratos seus espalhados por toda parte, acompanhados de slogans da Guarda Imperial, incentivando jovens a se alistarem.

Só de ver aquilo, o estômago de Taylor revirou.

A única boa notícia era que a Cruzador Lunar que os levava tinha água com gás de sobra — e ainda por cima era a marca que ele mais gostava, a Carantís.

Provavelmente um luxo permitido pela estrela dourada [Estrela de Terra] que agora brilhava em seu peito.

No fim da campanha, o Departamento Militar, com base nos relatórios dos Astartes, reconheceu os feitos de Taylor. Como resultado, ele foi condecorado e promovido a [Segundo-Tenente].

E ainda ganhou uma pistola de plasma como recompensa.

A arma que ele mais odiava.

Capaz de disparar bolas de plasma na temperatura de uma estrela, derretendo qualquer coisa no caminho.

Mas também conhecida por superaquecer e explodir na mão do atirador — uma verdadeira bomba-relógio.

"Plasma leal nunca superaquece", dizia o ditado da Guarda Imperial.

Taylor não acreditava nisso.

Quis dar a arma para seus soldados, mas lembrou que, como prêmio pessoal, ela era propriedade do Departamento Militar.

Quando se aposentasse, ela ficaria com ele como uma relíquia. Até lá, pertencia tanto ao Império quanto a ele.

Taylor olhou para a arma, com seus ornamentos delicados e o plasma azul fluindo dentro do cano, pronto para explodi-lo a qualquer momento.

— Maldita sorte...

— Karma, só pode ser.

Teoricamente, agora ele comandava uma companhia da Guarda Imperial. Mas, como acabara de ser promovido, ainda não tinha tropas suficientes sob seu comando.

Mesmo assim, os outros soldados o respeitavam.

Brincavam chamando-o de Barão — afinal, ele realmente tinha um título nobre, ainda que inútil para um soldado raso como ele.

Nas semanas seguintes, Taylor se divertiu com a burocracia da promoção e aproveitou a tranquilidade.

Mas, para o Departamento Militar, deixar o 36º Regimento de Scadia ocioso era um desperdício intolerável.

Afinal, Taylor era um comandante vitorioso — e quanto maior a capacidade, maior a responsabilidade.

Logo, uma nova missão chegou.

Em poucos dias, a Cruzador Lunar orbitou um belo mundo imperial — um planeta azul-pálido, com oceanos brancos e continentes dispersos como manchas na superfície.

Visto do espaço, parecia uma enorme safira, com as terras habitáveis sendo suas pequenas imperfeições.

Era um Mundo Jardim, chamado Clarkson.

Tecnologicamente dentro dos padrões imperiais, mas com população escassa e sem as imensas Colmeias-Cidades típicas de outros planetas.

A maior parte de seus continentes era coberta por areia fina, com mares rasos por toda parte. Os locais viviam da agricultura hidropônica e da pesca.

Não era um mundo imperial comum. No futuro, provavelmente se tornaria um paraíso para ricos e poderosos — o tipo de lugar que um pobre soldado como Taylor nunca pisaria.

Melhor até que Monsenraid, e muito mais confortável.

Taylor não conseguia entender por que o Departamento Militar estava sendo tão generoso em mandá-los descansar num lugar desses.

Sob os olhos pressionantes do Comissário Tyccius, ele embarcou no transporte.

Desde que ganhara a Estrela de Terra, o velho não o repreendera mais.

Isso tornava as coisas... tediosas.

Taylor até sentia falta das brigas com ele, como nos velhos tempos de recruta.

Com a ascensão de Taylor a posições cada vez mais altas, ele começou a se preocupar se seus companheiros acabariam se afastando dele, assim como Tekes havia feito — até que seu olhar distraído foi notado.

Tekes, irritado, deu-lhe uma palmada nas costas.

— Seu maldito! Tá olhando o quê? Embarca logo nesse transporte! Você teve sorte pra caramba, viu? Ser escalado pra um mundo-jardim desses...

Sim, era isso mesmo! Taylor entrou no transporte com um sorriso maroto, levando seus companheiros para a superfície. Enquanto atravessavam a atmosfera densa, avistaram um oceano revolto, com ondas colossais e criaturas enormes, semelhantes a baleias, brincando nas águas infinitas.

— Que diabos! — Taylor exclamou, olhando para os outros. — Será que a nossa sorte virou mesmo? Dá pra ficar aqui a vida toda?

Ele sentiu a brisa marinha no rosto, observou a praia dourada ao longe, salpicada por algumas árvores altas. Até mesmo Kitty, as garotas de Leitlin e até o sério Roland estavam visivelmente empolgados.

Mas quando o transporte os deixou no solo, em um posto avançado padrão do Império — alguns fortes de concreto e munição suficiente —, os guerreiros de outras unidades que os receberam pareciam exaustos.

Taylor não entendia: o lugar era tranquilo, sem sinal de inimigos, então por que estavam tão acabados? Sem pensar muito, usou seus privilégios para escolher o forte mais isolado e organizou suas coisas.

Tudo parecia intacto — o depósito subterrâneo de munição, as estruturas de concreto — sem sinais de batalha. Mas então, do céu, surgiram aeronaves alienígenas alaranjadas, resistindo ao fogo antiaéreo imperial e lançando alguns objetos.

— Protejam-se! — Taylor gritou.

Mas nada explodiu. Corajosamente, ele se aproximou e achou uma caixa laranja com um símbolo circular estranho — dentro, havia suprimentos, lanches e alguns manuais. Taylor pegou um livro e leu:

"À Guarda Imperial, cumprimentos do Alto Comandante Aqua’su Kab’zu’ol’kin’ra. Você segue firme em seu posto, servindo a tal 'Verdade Imperial'?"

Depois de folhear um pouco, Taylor percebeu: aquilo era propaganda do povo T'au, exaltando seu modo de vida utópico e criticando o Império. Cada página basicamente dizia:

"O Caminho do Bem Supremo é MUITO bom!"

Capítulo 29: O Caminho do Bem Supremo (Parte 1)

Taylor logo entendeu a situação: aquele não era um mundo imperial, mas sim um mundo natal dos T'au, ocupado pelo Império. Ainda havia civis e tropas T'au no local, e eles periodicamente bombardeavam a Guarda Imperial com propaganda e "conhecimento herético".

Para os menos leais, os ideais T'au — igualdade, prosperidade, benevolência — podiam ser tentadores. Quando alguns soldados desertavam, os que ficavam se viravam sozinhos. Por isso, o Império adotou um sistema de rodízio, evitando que as tropas perdessem a moral completamente.

Os T'au eram uma raça jovem, cheia de curiosidade e compaixão. Taylor até considerou, por um momento, juntar-se aos aliados humanos dos T'au — teria melhor equipamento e condições de vida. Afinal, até os soldados comuns deles usavam armaduras parecidas com as da Tempestus Scion.

Mas havia um problema crítico: os T'au eram fracos. Quase foram exterminados pelo Império e pelos Tiranídeos, sobrevivendo apenas por diplomacia e por serem pequenos demais para chamar atenção. Como poderiam competir com o Império? A humanidade dominava a galáxia há milênios, desde os dias do próprio Imperador!

Além disso, Taylor não achava que se juntar a alienígenas fosse uma boa ideia. Os T'au eram ingênuos, sem entender a verdadeira natureza do universo.

Enquanto mastigava os lanches da caixa e folheava os livrinhos T'au, Taylor os tratava como passatempo inofensivo — pura diversão sem consequências.

O resto do Esquadrão 15 olhava para ele com preocupação, como se temessem que o "lenda" deles de repente gritasse: "O Caminho do Bem Supremo é MUITO bom!"

Quando Taylor ergueu o olhar e perguntou:

— Que foi? Por que essas caras? —, eles rapidamente desviaram o olhar, com medo de que ele percebesse o que pensavam. Afinal, quem ousaria dizer que o superior estava pensando em traição?

— Tem água quente? — Taylor pegou um objeto redondo T'au com inscrições em Gótico: [Alimento instantâneo para aquecimento].

Havia até instruções, mas Taylor reconheceu na hora: era um miojo. Os humanos já conheciam isso há eras. Os T'au achavam que os humanos não usavam porque não sabiam fazer, mas a verdade é que nem precisavam.

Mesmo assim, valia a pena experimentar um "sabor alienígena". Ao misturar os temperos e o macarrão com água da cantil da garota de Leitlin, um aroma suave de lamen oriental tomou o ar.

E ainda vinha com hashis!

O mundo natal dos T'au também era um planeta oceânico temperado, então sua culinária lembrava a de países insulares. O miojo tinha um caldo de peixe industrializado e camarão seco.

Taylor comeu com gosto — não porque fosse incrível, mas porque era algo diferente da comida padrão do Império.

— Vamos, comam também! — ele incentivou, distribuindo alguns. — Não tenham medo, eles não envenenariam isso.

Kitty olhou para ele, preocupada.

— Chefe, você viu como os soldados anteriores estavam abatidos. Tenho medo do que os alienígenas fizeram com eles...

— Eles só ficaram abalados porque perderam a fé no Império — Taylor respondeu, firme. — Se acreditarmos no Imperador, essas porcarias não nos afetam. Isso aqui nem chega a ser um "bombom envenenado".

— Quando aquelas criaturas alienígenas aparecerem, eu ainda vou poder estudar o desenvolvimento social delas, experimentar a comida delas... e depois atirar.

— Não importa o quão admiráveis sejam os inimigos, no final das contas, nós ainda somos humanos.

Mal as palavras ecoaram, um ruído estranho surgiu do lado de fora da fortaleza.

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