Capítulo 77 – O Tesouro Escondido
Ning Rongrong cobriu o rosto, que estava quente e corado, e falou com timidez enquanto segurava as bochechas avermelhadas.
Ao vê-la tão adorável, Gu Changfeng sorriu, envolveu sua cintura fina e se aproximou, pronto para saborear os lábios macios dela.
Mas, de repente, Ning Rongrong colocou uma mão em seu ombro e desviou o rosto, murmurando:
— Hmm... eu tenho um pedaço de gelatina de baleia aqui. Quer comer?
Gu Changfeng ficou surpreso.
Gelatina de baleia?
Ning Rongrong lhe oferecendo isso agora?
Será que ela não tinha noção do perigo?
— Você está falando sério? — ele perguntou, divertido.
— É claro! Quem mentiria sobre uma coisa dessas? — ela retrucou, envergonhada.
— De quantos anos é? Deixa eu ver.
Ning Rongrong hesitou antes de tirar um cristal dourado do tamanho de uma cabeça humana de seu artefato espiritual.
— Essa gelatina estava guardada no tesouro da família. Eu... peguei escondida. Dizem que tem mais de cem mil anos.
— É muito melhor do que as que você comprou antes.
Gu Changfeng examinou o objeto, impressionado.
Gelatina de baleia de cem mil anos?
Essa coisa realmente existia?
Era enorme, a maior que ele já tinha visto, e o brilho dourado era intenso.
— Gelatina de baleia não se come assim, do nada. Precisa ser preparada.
— E, no momento, eu não preciso.
Ele guardou o objeto e, em seguida, pegou Ning Rongrong no colo, carregando-a em direção à cama.
— Se você continuar assim sem tomar nada para repor as energias, será que vai aguentar?
— Eu já ouvi falar...
Ning Rongrong falou com o rosto ardendo de vergonha.
Gu Changfeng riu.
— Não sabia que você entendia tanto. Mas não se preocupe, eu não sou tão frágil quanto pensa.
— Já tomei bastante gelatina de baleia. Sem isso, como teria um corpo tão resistente hoje?
Ning Rongrong virou-se, expondo sua fragilidade diante dele.
— Só... só não vacila, tá?
— Não pode dar nada errado.
Ele sorriu, confiante.
Se necessário, usaria energia espiritual para protegê-la.
O vestido formal de Ning Rongrong a cobria inteira, mas de uma forma que só a deixava mais irresistível.
Ela fechou os olhos, as longas pestanas tremendo levemente enquanto revivia o doce momento anterior. Com o rosto ainda corado, deitou satisfeita nos braços de Gu Changfeng e lentamente adormeceu, sonhando tranquilamente.
Ele a segurou com cuidado, passando os dedos pelos curtos cabelos rosados dela, um sorriso surgindo em seus lábios.
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Dominar uma princesinha mimada como Ning Rongrong não era fácil.
Além do método de Flender, que a forçava a reprimir sua personalidade para se encaixar no grupo, só restava a abordagem de Gu Changfeng: vencê-la completamente, em todos os aspectos, desde o poder até o caráter.
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Na manhã seguinte, Ning Rongrong acordou lentamente, ainda envolta no calor do abraço dele. Sorrindo ao ver Gu Changfeng tão perto, esticou o dedo e cutucou sua bochecha.
— Não, não posso continuar assim...
— Se isso continuar, vou ficar maluca.
Após a primeira vez, ela já estava viciada naquela sensação.
Deu um beijo rápido nos lábios dele e, mesmo com o corpo ainda fraco, levantou-se e foi para o banheiro.
Gu Changfeng abriu os olhos, observando sua figura se afastar antes de olhar para a bagunça no quarto. Com um suspiro, levantou-se para arrumar tudo.
Algum tempo depois, Ning Rongrong saiu do banheiro envolta em uma toalha, o rosto rosado e um sorriso satisfeito no rosto. Sentando-se na frente do espelho, disse:
— Você nem imagina quantas coisas incríveis temos no tesouro da nossa família. Mais tarde, quando entrarmos, pegue o que quiser. Não precisa fazer cerimônia.
— "Cerimônia"? — Gu Changfeng riu. — Essa palavra não existe pra mim. Só espero que o Tesouro da Pérola de Sete Cores aguente.
— Aguentar?! — Ning Rongrong bufou. — Você tá subestimando demais o Clã Pérola de Sete Cores! Pode levar tudo do sétimo andar do tesouro! Se eu reclamar, mudo meu sobrenome para o seu!
Ele sorriu internamente com a declaração dela e foi se banhar.
O tesouro do Clã Pérola de Sete Cores já era um dos seus objetivos. Os tesouros lá guardados eram raríssimos no mundo exterior.
Como o Aço Frio, por exemplo, que Ning Wushuang comprou dele.
Desde o incidente em Gengxin, ele nunca mais encontrara aquilo na natureza.
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Pouco depois, os dois caminhavam juntos em direção ao tesouro, com Ning Rongrong agarrada em seu braço.
No caminho, vários discípulos do clã os observavam como se estivessem vendo um fantasma, cochichando entre si.
— O que tão olhando? Não tem nada pra fazer?!
Ning Rongordinha explodiu, afugentando todos com sua fúria de pequena tirana.
— Humph!
Ela olhou para Gu Changfeng, que apenas sorria, e corou ainda mais.
— Você tá rindo de quê?
Ele se inclinou e sussurrou:
— Estou rindo porque a pequena demônia que todos temem é tão doce, fofa, gentil e linda quando está comigo.
— Idiota…
Ela resmungou, mas seu coração se aqueceu, e seus passos ficaram mais leves.
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O Tesouro do Clã Pérola de Sete Cores tinha a forma exterior de uma torre de sete andares, cada nível feito de um tipo diferente de pedra preciosa que brilhava intensamente.
Ao ver que não havia guardas por perto, Gu Changfeng imediatamente expandiu sua percepção espiritual.
E, em menos de um instante...
sentiu mais de dez presenças poderosas vigiando o local.
Todas essas pessoas estavam escondidas nos arredores do tesouro, sem se revelar.
Ao chegarem na entrada do tesouro, Ning Rongrong retirou um pingente com uma torre de sete tesouros de cores variadas. O formato do objeto era diferente do que Gu Changfeng possuía. Já a porta, feita de ouro maciço, tinha no centro um encaixe idêntico ao pingente.
— Esse pingente que você tem é o tal emblema do líder da seita que você mencionou antes? — perguntou Gu Changfeng.
Ning Rongrong assentiu com um sorriso.
— Exatamente. Em toda a seita, além do meu pai, só eu tenho um desses.
Ela então colocou o pingente no encaixe no centro da porta e pressionou levemente. No instante seguinte, a porta se abriu devagar, liberando raios de luz brilhante de trás dela.
Gu Changfeng ativou seu Olho Mágico e observou o primeiro andar do tesouro. Mesmo apenas no nível inicial, os tesouros ali eram muito mais valiosos do que os do Leilão Real de Tiangou. Era evidente que os discípulos internos da Seita Sete Tesouros de Vidro haviam saqueado bastante por lá.
— Entra logo!
Puxando Gu Changfeng para dentro, Ning Rongrong retirou o pingente e a porta voltou a se fechar.
— Vamos direto para o sétimo andar. Aqui no primeiro só tem coisas inúteis, quase sem valor.
— Espera um pouco.
Sob o olhar confuso de Ning Rongrong, Gu Changfeng começou a perambular pelo primeiro nível. Enquanto encontrava diversos metais raros, ele selecionou todos os que precisava no momento.
— Pra que você quer esses pedaços de ferro velho? — Ela franziu a testa, sem entender.
Gu Changfeng sorriu.
— Esses "ferros velhos" são matérias-primas essenciais para fabricar armas ocultas.
A jovem pareceu ter um estalo.
— Seu malvado, você tem armas ocultas ainda melhores? Mais poderosas que o Arbalesta Zhuge?
— Tenho... Mas se a Seita Sete Tesouros quiser, não vai ser de graça.
Ning Rongrong ficou irritada.
— Depois de tudo o que aconteceu entre a gente, você ainda fica nessa de "nós" e "vocês"? É só vestir a roupa que o afeto desaparece, é?
Ele riu, sacudindo a cabeça.
— Tá bom, tá bom, deixamos o assunto das armas para depois. — Lembrando dos projetos inacabados, ele continuou. — Mas me leve até o local onde sua seita fabrica as armas ocultas.
— Por quê? Você vai fiscalizar o trabalho?
Ela entregou a Gu Changfeng uma Arbalesta Zhuge já concluída.
— O que você acha do trabalho da nossa seita?
Ele examinou cuidadosamente e constatou que o mecanismo anti-desmontagem havia sido instalado conforme o projeto. Depois de desmontar e remontar com facilidade, verificou que os materiais internos também estavam perfeitos antes de devolver.
— Está excelente.
[Notificação do sistema: Materiais essenciais adquiridos. Projeto de armas ocultas pode ser iniciado.]
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