Tradução pronta Douluo: Soul Demon Eye, I am the natural disaster / Douluo: Olho do Demônio da Alma, eu sou o desastre natural: Capítulo 43

Óscar sorriu sem graça, coçando a cabeça, mas não quis alongar o assunto. Apressou-se para acompanhar o grupo.

Nos fundos, Gu Changfeng observava com pensamento crítico:

— Pela formação e trajeto deles, já devem ter passado pela Academia Real de Tiangou e sido expulsos pelo príncipe Xuexing. Agora seguem para a Academia Lanba.

Os quatorze liderados por Flander pararam diante de um aviso no portão da cidade. Após breve discussão, seguiram adiante com passo decidido.

— O Velho Du já deve ter descoberto o roubo da Fonte Yin-Yang. Tang San também já cruzou com Du Guyan. Esses dois ainda vão virar amigos improváveis.

— Pensei em me aproximar do Velho Du para ter ajuda nas futuras caçadas a bestas espirituais. Mas roubei as ervas sagradas... Ele pode querer minha cabeça. Risco alto demais.

— Não adianta remoer isso.

— Se precisar matá-lo no futuro, não será difícil. Seu veneno de cobra está contido, mas não significa que ele não possa produzir mais.

Pouco depois, na Academia Lanba...

A centenas de metros de distância, Gu Changfeng avistou Ning Rongrong e Xiao Wu nos dormitórios. Para ele, "enxergar através" das paredes era fácil.

Disfarçado, aproximou-se sem esforço. Com um gesto, adormeceu Xiao Wu e entrou no quarto, fitando Ning Rongrong, que ficou em alerta.

— Quem é você? Quem te deixou entrar? — ela gritou, escondendo uma besta mecânica atrás das costas. — Foi você que fez isso com Xiao Wu?

— Ela só está dormindo — sorriu Gu Changfeng. — Vou esperar no portão. Se não vier, parto. — E desapareceu.

Reconhecendo o teletransporte, Ning Rongrong deitou Xiao Wu, trancou a porta e correu para o portão, usando até habilidades espirituais.

Chegando lá, não viu ninguém.

— Por aqui.

A voz de Gu Changfeng ecoou atrás dela. Ele passou, revelando seu rosto verdadeiro, mas ainda mascarado, e seguiu adiante.

Ela o seguiu, franzindo a testa.

— Por que está de máscara? Tire isso! — exigiu. — Nos encontrarmos não é nada vergonhoso! Ou você fez algo que não pode mostrar?

Ele parou, virou-se e encarou seus olhos cheios de dúvida. De repente, a puxou para um abraço e teleportou-se várias vezes até o topo de uma casa. Lá, a soltou e removeu a máscara.

— Quatro meses sem te ver — disse, sentindo sua maciez —, e você engordou.

Ela virou o rosto.

— Você disse que gostava mais cheinha! Fui até Zhuqing pedir dicas para crescer!

Ele riu, ergueu seu queixo e, sem pedir permissão, beijou seus lábios rubros.

— Mmph! Mmm!

Ela resistiu, batendo em seus ombros e pisando em seus pés com seus saltos prateados. Mas logo cedeu ao carinho, respondendo com igual paixão. Ficaram entrelaçados por um longo tempo.

Ao se separarem, permaneceram abraçados, curtindo a tranquilidade.

— Quatro meses — ele disse. — Pergunte o que quiser. Vou escolher o que responder.

— Por que não tudo? — resmungou. — Você esteve em Tiangou todo esse tempo?

Ele acenou.

— O que fez lá? Por que não me procurou? — Ela se agitou. — Sabe o quanto sofri esperando por você na Academia Shrek?

CAPÍTULO 65: A UVA CUIDADOSAMENTE CULTIVADA

— Essa não respondo — ele sorriu. — Escolha outra. Quanto ao seu sofrimento, serei generoso depois.

Ela cerrou os dentes, tentada a morder seus lábios, mas se conteve.

— E esses diagramas que me deu? Mal os entreguei ao meu pai, e Tang San já apareceu com os protótipos, chamando-os de "armas ocultas"!

— Você contou a ele sobre os diagramas?

— Claro que não! — Ela o encarou. — Só os anciãos do Clã Sabedoria conhecem esses projetos. Os outros discípulos nem sabem.

— Então não importa se são meus ou de Tang San. O importante é que seu clã tem os projetos. — Ele ergueu seu queixo, acariciando seu rosto. — Seu valor para o clã é óbvio. Seu pai já prometeu sua mão a mim?

Seu rosto corou como o céu ao entardecer.

— Achou que algumas armas bastariam para se tornar genro do Clã Sabedoria? — murmurou, desviando o olhar. — Mas consegui bastante dinheiro para você. Disse ao meu pai que comprei os diagramas por um bilhão de moedas de ouro.

— Nessas dez cartas douradas, cada uma tem cem milhões de moedas de ouro espiritual. É o pagamento pelos projetos das armas secretas — disse Gu Changfeng com um sorriso. — Esses projetos podem ajudar o seu Clã Sete Tesouros a produzir armas sem fim, especialmente úteis para os mestres espirituais de suporte. O valor que trazem é incalculável, muito mais que dez bilhões.

— E então, o que você quer? — Ning Rongrong respondeu com um resmungo orgulhoso.

Gu Changfeng apertou com mais força o corpo gracioso da jovem, com um único pensamento na mente: arrastar aquela princesinha mimada do Clã Sete Tesouros para o mundo real.

— Eu quero você. Agora.

Ning Rongrong engoliu seco, suas pálpebras tremendo levemente diante do olhar ardente de Gu Changfeng. Sentia medo, mas também uma ponta de expectativa. Nunca, em toda sua vida, alguém ousara tratá-la assim. Mesmo quando era repreendida pelo Mestre Flender, sabia que era com a permissão do seu pai.

Aquela frase a surpreendeu, mas algo estranho brotou em seu coração, uma vontade secreta de experimentar.

— Eu sou o maior talento do Clã Sete Tesouros, a futura herdeira. Meu pai, meu avô, todos os meus irmãos me adoram. Se você ousar fazer algo comigo, o Clã nunca vai te perdoar!

Gu Changfeng sorriu com frieza.

— Você está aqui, comigo agora. Farei o que quiser, mesmo que tenha que fugir pelo resto da vida. Mas provar a princesinha do Clã Sete Tesouros... isso nem todos podem fazer!

Num piscar de olhos, ele a carregou do terraço para um quarto no andar de baixo. O ambiente estava levemente escuro, perfumado por flores rosas espalhadas por toda parte. No centro, uma cama redonda e macia, adornada com pétalas formando um coração.

— Quer gritar, ver se alguém vem te salvar? — provocou Gu Changfeng.

Ning Rongrong revirou os olhos.

— Acha que vou ter medo de suas bravatas? Ninguém neste mundo me obriga a fazer o que não quero! Nunca aconteceu antes, e nunca vai acontecer! Eu sou a filha do líder do Clã Sete...

Antes que pudesse terminar, seus lábios foram silenciados por um bejo ardente. Sua língua foi dominada, e sua armadura de oito tesouros foi rapidamente removida pelas mãos hábeis de Gu Changfeng.

Ele a conquistou com carícias como nunca antes sentira, satisfeito com o quanto ela havia crescido nos últimos quatro meses. O segredo de Zhu Zhuqing realmente funcionara.

Depois de um longo momento, ele observou Ning Rongrong, agora com o rosto ruborizado e ofegante, seus olhos cheios de desejo.

— Minha princesinha, agora estou com medo... — zombou ele. — O que vou fazer? Sou jovem ainda, quero viver muito!

— Era só o que faltava! — ela respondeu, tentando manter a pose, mas seu tom de voz já estava menos firme. — Agora é tarde para se arrepender! Depois do que fez, nunca vou te perdoar!

— Então, vou ter que ir até o fim mesmo — ele murmurou, selando seus lábios novamente para aliviar a dor da união.

— Gu Changfeng, seu... seu canalha! — Ning Rongrong gritou no silêncio da mente, mas seu corpo já não respondia à sua vontade. A dor e o prazer se misturavam de forma irresistível.

Ela não entendia o que estava acontecendo. Como, em tão pouco tempo, chegara a esse ponto com um completo estranho? Ela era a futura líder do Clã Sete Tesouros, mais preciosa que qualquer princesa imperial. Por que estava se entregando assim?

Qualquer pensamento de fuga foi destruído pela intensidade de Gu Changfeng.

— Seu malvado... eu preciso ir ao banheiro! — ela protestou, mas em vez de levá-la ao banheiro, ele a levantou e a posicionou diante de um espelho.

— Ahhh! — Ela escondeu o rosto nas mãos, envergonhada, mas seu corpo tremia incontrolavelmente. Sem ele, teria caído ali mesmo.

A noite avançou, pesada e sem luar. Quando o sol nasceu, banhando o quarto em luz dourada, os protestos de Ning Rongrong continuavam.

— Seu monstro! Eu quero dormir!

— Dormir de dia? Espera a noite!

— Você é um animal!

— Com certeza!

Muito tempo depois, quando já era noite novamente, o som da água no chuveiro misturava-se aos suspiros. Ning Rongrong estava encostada no peito de Gu Changfeng, seu cabelo molhado colando-se ao rosto. Seus olhos brilhavam com uma mistura de vergonha e satisfação, surpresa por ter se entregado tão completamente àquele homem.

— Princesa, está com fome? — ele perguntou, acariciando seu cabelo.

— Estou cheia... só quero dormir — ela murmurou, sua voz doce e cansada.

Gu Changfeng sorriu e perguntou:

— Preparei um presente especial para você. Não quer dar uma olhada?

Ning Rongrong resmungou, falando devagar:

— Se é pra mim, prefiro ver amanhã. Seu malvado, estou exausta. Me leva pra dormir. Você é um animal! Nem imaginava que ainda era um menino virgem, por isso fica como um cachorro com fome, nunca satisfeito.

Gu Changfeng riu:

— E você? Sem mim, você jamais teria se tornado uma mulher de verdade.

— Não preciso de você...

Ning Rongrong murmurou baixinho, tentando virar de costas para dormir em paz. Mas sentiu-se presa, incapaz até de se virar, e desistiu da ideia.

— Seu malvado, estou morta de cansada. Para de mexer e me deixa dormir.

Gu Changfeng curvou os lábios, inalando o aroma suave que emanava do corpo macio de Ning Rongrong, sentindo-se extasiado. Percebendo o cansaço estampado no rosto dela, usou sua energia espiritual para percorrer o corpo e a mente de Ning Rongrong, aliviando sua tensão física e mental, permitindo que ela relaxasse completamente e descansasse bem.

Ele também precisava descansar.

Afinal, sua primeira experiência havia durado tanto tempo que, se não fosse seu físico excepcional, poderia muito bem ter morrido ali mesmo, sobre o corpo de Ning Rongrong.

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