Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 40

Bunita Wen estava posicionado na rede, bloqueando a trajetória da bola. Seus olhos se estreitaram quando rebateu de backhand, direcionando a bola para uma área delicada no meio da quadra direita do adversário, mais próxima da rede.

— Essa posição é estratégica — pensou Bunita. — Num jogo de duplas normal, o Daishi Shuuichirou viria da defesa para cobrir essa bola...

Mas o problema era que Eiji Kikumaru, que havia interceptado a última bola no lado esquerdo, precisaria de um movimento acrobático para alcançá-la. Num cenário comum, ele ficaria parado, deixando Daishi cobrir enquanto se preparava para o contra-ataque.

Porém, após a derrota contra a equipe do Colégio Yamabuki, Eiji carregava um peso na consciência por não ter aliviado a pressão sobre Daishi. Sempre que via uma bola assim, seu corpo reagia por instinto, querendo ajudar o parceiro.

Quando Eiji deu o primeiro passo para correr atrás da bola, sua perna direita fraquejou de repente. Ele perdeu o equilíbrio e caiu de cara no chão.

Daishi, que se preparava para avançar, percebeu a queda do parceiro pelo canto do olho. Imediatamente abandonou a jogada e correu em sua direção.

— Eiji, você está bem? — perguntou Daishi, estendendo a mão com preocupação.

— Tá tudo bem, só escorreguei — mentiu Eiji, segurando a mão do amigo para se levantar, tentando soar despreocupado.

— Como foi que caiu assim?

— Ah, devo ter exagerado no movimento anterior — riu Eiji, forçando uma risada.

Mas a queda tirou Eiji do estado de adrenalina. A fadiga começou a inundar seu corpo. O que antes era leveza agora se transformava em peso nos membros.

Do lado do time Rikkai, Bunita Wen e Renji Yanagi trocaram um olhar significativo. Com um aceno discreto, reposicionaram-se, prontos para o próximo saque assim que o juiz desse o sinal.

[Nota: Quando Ryoma voltou ao Japão, seu saque derrotou Sasaori com velocidade de 180 km/h. Eiji tem reflexos aguçados, então pegar um saque de 190 km/h faz sentido, certo?]

Capítulo 59: Eiji à Beira do Esgotamento

— Vantagem Rikkai, 30 a 15 — anunciou o juiz, retomando o jogo após confirmar que Eiji estava de pé.

Renji Yanagi, com expressão impassível, lançou a bola e executou um saque preciso.

Desta vez, Daishi estava pronto para receber. Concentrado, ele acompanhou a trajetória da bola e rebateu com um movimento calculado.

— Peguei! — pensou Daishi, sentindo o impacto no meio da raquete. Ele havia estudado o ângulo de Eiji na jogada anterior e adivinhou onde Renji miraria.

— Boa, Daishi! — elogiou Eiji, já se movendo para o centro da rede para cobrir possíveis ataques surpresa.

O contra-ataque de Daishi foi perfeito, direcionado para um ponto desprotegido no fundo da quadra de Rikkai.

Mas Renji não pareceu surpreso. Correu lateralmente com calma e devolveu a bola com um drive rápido e achatado, que cruzou a rede como um furacão em direção ao lado oposto de Eiji.

Eiji partiu em perseguição, tentando interceptar a bola antes que quicasse. Quando sua raquete fez contato, seus braços tremeram com o impacto.

— Que pesada! — surpreendeu-se. Renji não era conhecido por força, então de onde vinha esse poder?

Conseguiu devolver a bola, mas seu movimento estava desequilibrado. O rebote fraco foi facilmente interceptado por Bunita, que apenas posicionou a raquete para redirecionar a bola para perto da rede do time Seigaku.

— 40 a 15! — Rikkai precisava de apenas mais um ponto para fechar o game.

Eiji ficou de pé, respirando pesadamente enquanto via a bola rolar pelo chão. Uma sensação de impotência tomou conta dele.

...

Na área de descanso do Seigaku, Sadaharu Inui finalmente entendeu a estratégia de Rikkai.

— Isso não pode continuar — disse Inui, voz grave. — Eles estão explorando a fraqueza física do Eiji com uma tática planejada.

Os outros jogadores viraram para ouvi-lo.

— Mas, Inui, não parece que estão mirando o Eiji especificamente, como Yamabuki fez com Daishi — comentou Syuusuke Fuji, que sentia algo errado, mas não conseguia identificar.

— Essa é a genialidade de Rikkai — explicou Inui. — Eles não atacam diretamente como Yamabuki. Em vez disso, usam jogadas psicológicas para levar o adversário a cair numa armadilha invisível.

— Você notou que todas as bolas deles caem onde Daishi pode alcançar com alguns passos, como se estivessem copiando Yamabuki.

— Mas essa mesma distância também é alcançável para Eiji com seus movimentos acrobáticos.

— Depois do jogo contra Yamabuki, quem você acha que vai tentar pegar essas bolas? — Inui olhou fixamente para Fuji, deixando a pergunta pairar no ar.

Fuji Shuusuke seguiu o raciocínio de Inui Sadaharu e, de repente, tudo ficou claro para ele.

— Entendi! Eles estão explorando a psicologia do Kikumaru. Esse tipo de bola, ele sempre vai tentar pegar antes do Oishi agir, porque...

Fuji engoliu o resto da frase, mas todos ao redor, incluindo a treinadora Ryuzaki, já haviam captado a mensagem. A estratégia de Rikkai Dai era usar o sentimento de culpa de Kikumaru Eiji por não ter conseguido ajudar Oishi Shuichiro na derrota para Yamabuki, fazendo com que ele corresse atrás de bolas que deveriam ser pegas por Oishi.

E o pior: Kikumaru nem desconfiava. No fundo, ele só achava que estava aliviando a pressão em Oishi, evitando que a história se repetisse.

— Renji... é isso que você planejou? — Inui olhou para o lado da quadra de Rikkai Dai, fixando os olhos na expressão confiante de Yanagi Renji.

Ele já havia percebido. Rikkai Dai queria vencer essa partida de duplas com o mínimo de esforço, sem derramar sangue. Se um dos jogadores de Seigaku ficasse exausto e perdesse a capacidade de reagir, o jogo estaria praticamente decidido. Rikkai Dai venceria sem gastar energia desnecessária.

— É isso que significa ser chamado de "estrategista"? Que cálculo terrível... — Fuji suspirou, impressionado. Essa partida lhe dera uma visão mais clara do que significava ser campeão nacional.

— Se continuar assim, as chances de Oishi e Kikumaru caem para 0%. Não que já fossem altas, de qualquer forma — disse Inui, sério.

— Devemos avisá-los?

— Podemos tentar. Mas acho que já é tarde demais.

Inui observou o estado dos dois em quadra. A situação não era nada animadora.

Toc.

Na quadra, após o saque de Yanagi, foram apenas algumas trocas até que Seigaku perdesse o ponto. Kikumaru, com passos pesados, tentou alcançar a bola que caía do outro lado da linha central, mas seu corpo já não respondia como antes. Ele só conseguiu chegar ao local onde a bola havia quicado depois que ela passou voando diante de seus olhos, devolvida por Marui Bunta.

— Vantagem Rikkai Dai, 3 a 1.

O quarto game terminara. Enquanto trocavam de lado para o quinto game, Kikumaru e Oishi, alertados por Inui e os outros, perceberam o que estava acontecendo.

Mas, nesse momento, Kikumaru sentiu seus membros pesados como chumbo. O uso excessivo de seus golpes acrobáticos nas primeiras partidas havia drenado sua energia sem que ele percebesse. A armadilha de Rikkai Dai já surtira efeito: seu combustível estava no limite.

— Arf... arf... arf... — Kikumaru bebeu água ofegante e resmungou, frustrado: — Droga, não imaginei que era isso que eles queriam.

Ele se arrependeu de ter sido tão impulsivo antes. Agora, com a energia quase no fim, duvidava que conseguiria aguentar até o final.

— A culpa é minha. Eu que atrapalhei — Oishi se culpou.

— Nada disso, Oishi! Somos parceiros, não é? Parceiros dividem a pressão — Kikumaru balançou a cabeça, rejeitando a ideia.

— Eiji, você... — Oishi hesitou, mas entendeu que não era hora de culpas. Forçou um sorriso e disse: — Então vamos continuar firme até o fim.

— Sim, não vou desistir tão fácil — Kikumaru assentiu com determinação.

O jogo ainda não acabara. Mesmo exaustos, eles continuariam lutando até o último ponto. Por Seigaku, e por eles mesmos.

Do outro lado da quadra, Marui Bunta observou o time adversário, estourando seu chiclete com tranquilidade.

— Renji, acho que já deu, né?

Yanagi acenou levemente.

— Sim, é hora de encerrar. Meus dados já estão completos.

Para eles, essa partida já tinha dono.

[Leitura crucial hoje!!]

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Capítulo 60: A Diferença Esmagadora (Eu pequei)

Yanagi sussurrou algo no ouvido de Marui, e os olhos do ruivo brilharam de entendimento. Quando Yanagi terminou, Marui acenou, confirmando que captara a mensagem.

O juiz sinalizou a continuação do jogo, e os dois se posicionaram, aguardando o saque de Seigaku.

Quinto game, vez de Kikumaru sacar novamente.

Ele segurou a bola, respirou fundo algumas vezes e, então, lançou-a ao ar para o saque.

Parecia igual ao do primeiro game, mas Yanagi, encarregado da recepção, percebeu de imediato que aquele saque já não tinha a mesma qualidade. A velocidade e a força estavam bem abaixo.

— Velocidade máxima no primeiro game: 176 km/h. Agora, só 165. Ele já está no limite — Yanagi calculou mentalmente o gasto energético de Kikumaru, que atingira um nível crítico.

Posicionando-se para o rebate, Yanagi mirou o canto esquerdo do campo de Kikumaru e ajustou o ângulo da raquete.

Zum!

A bola acelerou como um projétil, cortando o ar com um assobio agudo, direto para o campo de Seigaku.

Kikumaru, com movimentos lentos e pesados, correu em direção à trajetória da bola. Mas ela caiu exatamente no ponto onde sua força se esvaía, antes que ele pudesse reagir. Quicou e voou para fora da quadra antes que ele a alcançasse.

— 15 a 0, vantagem Rikkai Dai.

Kikumaru parou, esfregou o suor da testa e olhou com frustração. Se estivesse em plena forma, teria pego aquela bola. Mas agora...

Mas agora, parecia um abismo intransponível. A bola de tênis estava a apenas um ou dois passos de distância, mas seu corpo exausto simplesmente não conseguia avançar aqueles últimos centímetros.

Parecia que a jogada havia sido calculada para explorar exatamente o limite do que ele poderia alcançar após aquele último surto de energia.

Devagar, Kikumaru Eiji caminhou até a área de saque, economizando cada gota de força que lhe restava.

— Eiji, vou me posicionar mais perto da linha central. Se vier outra bola como essa, deixa comigo — disse Oishi Shuichiro, percebendo o cansaço do parceiro.

Kikumaru acenou levemente, poupando até as palavras.

Na próxima sacada, a velocidade da bola continuou a mesma — lenta como uma tartaruga, aos olhos de Yanagi Renji. Depois de se acostumar com os saques rápidos de alguns colegas de equipe, aquele ritmo comum até causava um estranho desconforto.

Mas desta vez, não foi ele quem rebateu, e sim Marui Bunta.

Com facilidade, Marui devolveu a bola para o vazio entre o ataque e a defesa do time adversário.

Diferente de antes, Kikumaru não se jogou para interceptar. Coube a Oishi, ao perceber a trajetória, correr e alcançar a bola no momento em que quicou.

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