Depois de dar tudo de si, a diferença de habilidade ainda era muito grande. A derrota foi dolorosa para os dois.
Assim que recuperaram um pouco o fôlego, os jogadores se aproximaram da rede para o cumprimento.
Nanji Kentaro foi o primeiro a falar:
— Vocês jogaram muito bem. Para ser sincero, foi uma vitória difícil para nós.
— Perder é perder, mas da próxima vez vamos vencer! — respondeu Kikumaru Eiji, sem deixar que a derrota abalasse seu espírito, lançando o desafio aos rivais.
— Haha, então estamos esperando! — rebateu Momoshiro Takahiro, aceitando a provocação.
No final do jogo, os dois jogadores de Seigaku saíram de quadra apoiando um ao outro, de volta à área reservada para os competidores.
— Treinadora Ryuzaki, sinto muito. Perdemos por minha culpa — disse Oishi Shuichiro, curvando-se em sinal de desculpas e assumindo toda a responsabilidade.
Na sua visão, ele era o principal culpado pela derrota no jogo de duplas. O adversário tinha jogado toda a estratégia contra ele, e ele não conseguira reagir de forma eficaz.
— Oishi?! — Kikumaru ficou surpreso com o parceiro assumindo toda a culpa e rapidamente interveio: — Treinadora, a culpa não é dele! Eu falhei como parceiro e deixei que mirassem nele tão facilmente.
— Chega, os dois. Oishi, levanta a cabeça — ordenou a treinadora Ryuzaki, sem recriminações. Ela sabia que os dois haviam dado tudo e já esperava aquela derrota.
Afinal, a dupla estava junta há menos de um mês. O fato de terem conseguido desafiar Yamabuki daquela forma já era motivo para acreditar no potencial deles.
Mesmo assim, durante o jogo, ela tinha percebido algo: a dupla Inui-Kaidoh estava muito mais forte do que no ano anterior, quase em nível nacional. Eram rivais além do que Kikumaru e Oishi podiam enfrentar no momento.
— Vão descansar. O torneio não acabou, e ainda não é hora de desistir. Perder uma partida não é o fim — ela disse, encerrando o assunto. — Da próxima vez, vocês vão vencer.
Por fora, ela parecia tranquila, mas por dentro a situação não era tão simples. O próximo jogo de duplas seria outro enorme desafio para a equipe de Seigaku.
Porque Yamabuki não tinha apenas uma dupla forte... eles tinham duas.
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— Jogo encerrado! Rikkai Dai vence por 5 a 0!
O apito ecoou, e em meio ao silêncio, os jogadores se alinharam para a saudação final.
— Bom jogo.
As equipes trocaram cumprimentos respeitosos antes de se retirarem.
— Hm... Yuuki ainda não voltou? — Marui Bunta comentou enquanto guardava seus pertences.
— Será que não é porque terminamos muito rápido, senpai? Talvez ele ainda esteja assistindo a algum outro jogo — sugeriu timidamente Kirihara.
— Ah, é mesmo! Hahaha, faz sentido — riu Marui, entendendo.
A partida deles tinha sido tão dominante que nem uma hora inteira durou. Enquanto isso, outras quadras ainda estavam na metade do confronto.
— A propósito, onde será que ele está? — Yanagi Ryōma soltou uma bolha de chiclete, olhar distraído.
— Ei! Yanagi, como você conseguiu meus chicletes?! — Marui revirou sua bolsa e descobriu que alguns dos seus lanches haviam sumido. — Devolve agora!
— Pff, que exagero, Marui — Yanagi respondeu debochado, sem nenhum remorso.
Os dois começaram a brigar, enquanto Yanagi observou e virou-se para Sanada.
— Nesse horário, onde será que ele está?
A pergunta foi direcionada a Sanada por um motivo óbvio — sendo amigo de infância de Yuuki, ele deveria saber melhor do que ninguém.
— Onde mais? Ele só vai ver os jogos que lhe interessam — respondeu Sanada sem hesitar.
— Então vamos encontrá-lo. Pode ser útil também, já que o possível adversário na terceira fase pode estar ali — Yanagi deduziu rapidamente.
— Exato — Sanada concordou e então se virou para os outros. — Vocês dois, parem com isso e vamos indo.
Em seguida, olhou para Jōshirō:
— Quanto a você, senpai, fique à vontade.
Era um tipo de fala que normalmente não sairia de Sanada, mas depois de assumir a liderança no lugar de Yukimura, ele estava tentando mudar.
Desde que continuassem vencendo, ele podia tolerar algumas falhas de Jōshirō. Além do mais, hoje ele tinha jogado com bastante dedicação.
— Hah, então vou indo. Hora de uma boa soneca — Jōshirō espreguiçou-se e acenou antes de sair.
Assim que ele se foi, Sanada ordenou:
— Vamos, o resto de vocês, preparem-se.
A torcida de Rikkai se dispersou após o jogo, e o time seguiu os letreiros para o mesmo caminho que Yuuki havia tomado.
Do outro lado, na quadra de Seigaku vs. Yamabuki, o jogo das duplas principais já caminhava para o fim.
O placar era:
Yamabuki (5) – Seigaku (1).
Uma derrota ainda mais arrasadora do que a anterior. A outra dupla de Yamabuki, composta por Shinobiyuu Toukichi e Kitazato Kazuma, era quase tão forte quanto a primeira.
Enquanto isso, Seigaku estava com o capitão e outro titular do terceiro ano formando a dupla.
A diferença era tão grande que surpreendeu até a treinadora Ryuzaki, que não esperava um resultado tão negativo.
Na quadra, com um golpe certeiro de Shinbue aproveitando uma brecha, o jogador da equipe Seigaku não conseguiu reagir a tempo e falhou na devolução.
—Fim da partida! Placar final de 6 a 1, vitória da Yamabuki!
Em menos de quarenta minutos, o resultado da primeira dupla foi definido. A vitória fácil da Yamabuki significava que o Seigaku agora estava perdendo por 0 a 2.
A situação do Seigaku estava à beira do precipício. Se perdessem mais uma partida no terceiro jogo de simples, estariam completamente fora da próxima fase do torneio regional de Kanto.
E no próximo jogo, era quase certo que Yamabuki colocaria em campo seu melhor jogador de simples: Sensui Kiyosumi.
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CAPÍTULO 45 – O PONTO FRACO DA YAMABUKI E OS TITULARES DA RIKKAI DAI
Fora da quadra, Yukishiro Maeno não demonstrou nenhuma surpresa com o resultado.
Yamabuki era conhecida como uma escola forte em duplas, enquanto o Seigaku tinha justamente essa como sua maior fraqueza.
Antes mesmo da partida começar, ele já havia previsto que o Seigaku perderia as duas primeiras partidas de duplas.
Principalmente depois de ver Oishi e Kikumaru perderem como ele imaginara, sua convicção só aumentou.
Ele sabia que a treinadora Ryuzaki também devia estar ciente disso, mas preferiu não desistir sem tentar. As mudanças nas formações de duplas foram sua tentativa de virar o jogo, mas a diferença de habilidade foi grande demais.
Mas Yukishiro sabia que, para o Seigaku, o verdadeiro teste começaria a partir do terceiro jogo.
E o motivo disso estava na estrutura da equipe da Yamabuki.
Quando se falava de Yamabuki, todos no circuito de Kanto elogiavam suas duplas de nível nacional.
Era um elogio merecido? Sim.
A Rikkai Dai também tinha duplas de nível nacional, mas era chamada de "A Invencível Rikkai Dai", não de "escola forte em duplas".
A razão era simples: o ponto fraco da Yamabuki estava nos jogos de simples.
O técnico Tando era famoso no tênis nacional, e seus jogadores tinham ótima sintonia e estratégia em duplas.
Mas no simples, nem mesmo um técnico renomado fazia diferença. Tudo dependia do talento puro do jogador. Ou você era bom, ou não era.
E os jogadores de simples da Yamabuki estavam muito abaixo de suas duplas. Seu melhor jogador, Sensui Kiyosumi, nem sequer estava no nível de Kanto, na opinião de Yukishiro.
O resto então? Nem se fala.
E Yukishiro sabia que a treinadora Ryuzaki também devia saber disso.
Então, quem o Seigaku colocaria no terceiro jogo de simples? A resposta era óbvia.
—É a sua hora, Tezuka.
Yukishiro olhou fixamente para o banco do Seigaku.
Nesse terceiro jogo, o Seigaku precisava de uma vitória absoluta. E a única pessoa que poderia garantir isso era Tezuka Kunimitsu.
De repente, um burburinho surgiu nas arquibancadas. Pela entrada da quadra B, entraram vários estudantes uniformizados de amarelo-terra.
—Ei, são os titulares da Rikkai Dai!
—O quê?! O que eles estão fazendo aqui? Eles não tinham jogo hoje?
—Será que ainda não começou? Não pode ser, os jogos da primeira fase nas quadras A e B são simultâneos.
—Ou será que já terminaram?
—Sério?! Em menos de uma hora?
A aparição deles causou um rebuliço. Os jogadores de Seigaku e Yamabuki viraram para olhar.
Por um momento, os titulares da Rikkai Dai roubaram a cena, fazendo todos esquecerem que havia uma partida em andamento.
—Yukishiro, chegamos —disse Sanada, se aproximando com o grupo.
—Foram bem rápidos. Parece que foi fácil —Yukishiro sorriu.
—Hmm, Yukishiro-senpai, adivinha quem venceu a disputa de tempo desta vez? —Cutaro Kiriya pulou na frente, todo misterioso.
—Oh? Então não foi o Sanada —a atitude de Cutaro despertou a curiosidade de Yukishiro.
Ele imaginava que, sem surpresas, Sanada Genichirou teria o tempo mais rápido.
—Sanada terminou em 14 minutos, ficando em terceiro lugar entre as cinco partidas —Yanagi Renji explicou calmamente.— E eu terminei em 15 minutos, quarto lugar.
Yukishiro ficou ainda mais intrigado. Partidas de simples deveriam terminar mais rápido que as de duplas. Como as duplas pareciam ter sido mais rápidas?
—Foi porque os adversários perceberam que queríamos acabar logo —Marui Bunta esclareceu.— Nos jogos de simples, eles começaram a enrolar até o último segundo para sacar.
—Entendi —Yukishiro acenou com a cabeça, mas em vez de perguntar quem ficou em primeiro, questionou:— E quem ficou em quinto?
—Puri, fomos nós —Yagyuu Hiroshi levantou a mão, enquanto Yanagisawa Shunsuke afastou-se, ajustando os óculos com ar de desdém.
—Alguém aqui não resistiu a provocar o adversário de novo.
—Yagyuu e Yanagisawa terminaram em 18 minutos —Yanagi revelou.
—Então Cutaro e Marui ficaram em primeiro —Yukishiro olhou surpreso para Cutaro.— Então foi você, Cutaro.
—Isso mesmo, fui eu! —Cutaro inflou o peito, orgulhoso.
—Cutaro terminou em cinco minutos, porque seu adversário desistiu —completou Yanagi.
Yukishiro entendeu na hora. E, pensando bem, até que fazia sentido.
O estilo de jogo de Akaya Kirihara era tão brutal que a maioria de seus oponentes ou não conseguia terminar a partida — ganhando o apelido de "triturador de fracotes" — ou era arrasado sem chance de reação quando enfrentava alguém mais forte.
De repente, uma ideia cruzou a mente de Mayuki Yuuki, que anunciou com entusiasmo:
— Bom trabalho, Kirihara! Como você venceu essa disputa de velocidade, decidi te dar uma recompensa.
— Hah, você é muito gentil, senpai! — Os olhos de Akaya brilharam, cheios de expectativa pelo presente.
Virando-se para Sanada Genichirou com ar solene, Mayuki declarou:
— Sanada, depois do torneio regional e antes do nacional, quero que todas as partidas de treino do Kirihara sejam comigo. Vou treiná-lo pessoalmente.
— Sem problemas. Quando voltarmos, farei o Yanagi reorganizar a escala de treinos — respondeu Genichirou, esboçando um sorriso discreto.
— Pode deixar comigo. Vou refazer os horários ainda hoje — acrescentou Yanagi Renji, mantendo a compostura, embora estivesse claramente se esforçando para não rir.
— O... O QUÊ?! — exclamou Akaya, atordoado.
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