Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 29

As portas se abriram lentamente, e um grupo de estudantes do ensino médio, uniformizados em tom cáqui, começou a descer do vagão. Assim que todos desembarcaram, se alinharam em formação ordenada e adentraram o local do torneio, dirigindo-se diretamente para o balcão de cadastro.

Esses eram, evidentemente, os membros do clube de tênis da escola Rikkai, liderados por Sanada Genichirou.

— Aqui está a lista dos nossos jogadores para hoje — Sanada entregou a ficha ao organizador e, após a confirmação, guiou o grupo para a área designada, onde aguardariam o início da partida.

Era o primeiro dia do Torneio Regional de Kanto. Segundo o cronograma, todas as equipes jogariam apenas a primeira rodada nesse dia, com a segunda etapa marcada para a semana seguinte. O primeiro adversário da Rikkai seria a escola Aihara Daiichi, também de Kanagawa, um oponente já conhecido, já que haviam se enfrentado no campeonato regional anterior.

Como era a primeira rodada, as regras exigiam que, mesmo que uma equipe garantisse a vitória antecipadamente, todos os jogos deveriam ser disputados até o fim. A medida visava evitar que atletas de equipes eliminadas — especialmente aqueles que raramente participavam do torneio de Kanto — ficassem sem jogar caso suas equipes fossem derrotadas por 3 a 0. Era uma regra humanitária...

Mas, para Yukimura Makoto, parecia mais uma forma de humilhar os perdedores. Se um time fosse derrotado por 3 a 0, a diferença de habilidade seria enorme, e forçar os últimos jogos — especialmente as partidas individuais de peso — só aumentaria o constrangimento dos melhores jogadores do time derrotado.

Enquanto os membros da Rikkai se alongavam na área de espera, murmúrios ecoavam pelas arquibadas:

— Ouviram a notícia? O capitão da Rikkai está hospitalizado...

— Claro! O Yukimura não veio. Será que este ano finalmente vão derrubar a Rikkai?

— Difícil dizer, mas as chances são maiores. Várias equipes estão fortes desta vez...

O diagnóstico de Yukimura Seiichi já havia se espalhado nos últimos dias, e qualquer envolvido no circuito de tênis juvenil de Kanto já sabia.

— Tsc. Esses caras não calam a boca, hein? — resmungou Marui Bunta, rangendo os dentes.

— Ignore-os. Nossas vitórias falarão por si. Ninguém questiona a Rikkai — Sanada respondeu com frieza.

— Exato. Quando começarmos, vão ter que engolir as palavras — Yukimura Makoto apoiou, já relaxado, com as mãos atrás da cabeça.

Segundo os planos de Yanagi Renji, Yukimura não estava escalado para aquela partida. O adversário era conhecido demais. Era praticamente um abate.

De repente, Makoto virou-se para Yanagi:

— Yanagi, trouxe seu cronômetro hoje?

— Trouxe. Por quê?

— Pensei numa divertida competição interna — Makoto sorriu, captando a atenção de todos. — Como hoje os jogos serão completos, que tal disputarmos quem termina sua partida mais rápido?

Os outros jogadores trocaram olhares interessados.

— Pff, parece divertido. O que acha, Yagyu? — Kite Eishirou deu seu sorriso de raposa.

— Apoio — Yagyu Hiroshi concordou, impassível.

— Ah, curti a ideia! Vamos nessa, Hōō! — Marui Bunta já esfregava as mãos.

— Mehh, que trabalheira... Mas se for pra terminar logo e tirar um cochilo, até que é bom — Hōō Tarō coçou a cabeça, ponderando.

— Hmph. Boa ideia, Makoto. Aceito o desafio — Sanada aprovou, enxergando ali uma chance de intimidar os adversários.

— Se todos concordam, proponho uma regra adicional — Yanagi interveio. — Na primeira rodada, todos jogam com os pesos de treino ainda presos.

Todos aceitaram, selando o acordo da competição interna. Apenas Kojirō Shinji olhava para eles com horror, pensando que aqueles senpais estavam ficando completamente extremistas.

Minutos depois, o alto-falante anunciou:

— [Atenção! Partida entre Rikkai Daiichi e Aihara Daiichi iniciando agora. Duplas 2, dirijam-se às quadras.]

E assim, com essa chamada, começou oficialmente a primeira batalha da Rikkai no Torneio de Kanto.

[...]

[Avisos Importantes:]

1. [A capa do livro foi atualizada. Agora está digna de vocês, leitores.]

2. [Obrigado pelo apoio. Conseguimos indicação para a próxima semana!]

3. [Gratidão pelos votos. Vocês são incríveis.]

Capítulo 42: Enquanto uns aceleram, outros só começam

Vitória, Rikkai!

Vitória, Rikkai!

Vitória, Rikkai!

Na arquibada reservada à Rikkai, estudantes de uniforme cáqui entoavam o grito de guerra, agitando a bandeira da escola.

— Isso sim é que é espírito de equipe!

— O poder dos Reis de Kanto... Já estou nervoso só de assistir.

— Será que o adversário aguenta?

— Olhem! Lá vêm os jogadores da Rikkai!

Sob os olhares atentos da plateia, Kite Eishirou e Yagyu Hiroshi adentraram a quadra, encarando seus oponentes do outro lado da rede.

"Começa o primeiro set, é o saque de Rikkai Dai."

O árbitro apitou, marcando o início da partida.

Ploft.

Como já estava decidido a ir com tudo, Yanagizawa Yuki não perdeu tempo como de costume em partidas anteriores. Ele partiu direto para um saque potente.

Não era a primeira vez que enfrentava aquele adversário, e ele conheci as fraquezas dele como a palma da mão.

15-0

30-0

40-0

1-0

2-0

3-0

...

Sem piedade e a todo vapor, em apenas oito minutos, Yanagizawa já liderava por 4 a 0.

Do outro lado da quadra, os dois jogadores de duplas de Sōhara Dai estavam encharcados de suor, ofegantes.

Os ataques agressivos e incessantes ​​de Yanagizawa e seu parceiro não davam nenhuma trégua.

A partida estava se tornando... tediosa.

Yuki Jyōsō, relaxado, deitou-se na cadeira do banco de reservas. Para ser sincero, uma partida tão desequilibrada assim quase o fazia adormecer.

De repente, ele teve um pensamento, levantou-se e pegou sua bolsa de tênis.

O gesto chamou a atenção dos outros membros de Rikkai Dai, que o olharam com expressões confusas.

"Vou dar uma volta por outros lugares. Essa partida aqui está muito chata", disse Jyōsō, acenando com a mão enquanto se afastava, sem olhar para trás. "Me avisem quem fez o tempo mais curto no final."

"O quê?!"

Kippei Kai surpreendeu-se ao ver Jyōsō saindo e olhou para os veteranos como Shinji Sanada, esperando uma reação. Mas eles pareciam indiferentes.

"Não tem problema os senhores deixarem o Yuki Jyōsō ir embora assim...?"

"Deixa ele. Ele não tem partida nesta rodada mesmo, é uma boa oportunidade para observar os adversários de outras escolas", disse Ryou Ryūji calmamente.

Enquanto isso, Shinji Sanada apenas deu uma olhada rápida em Jyōsō antes de voltar sua atenção para a partida em curso, imperturbável.

Assim que deixou a quadra de Rikkai Dai, Jyōsō seguiu as placas do ginásio e, depois de alguns minutos, chegou à quadra da área B, onde acontecia o confronto entre Yamabuki Junior High e Seigaku.

Como a segunda e terceira colocadas de Tóquio, as duas escolas tinham forças equilibradas, e enfrentar-se já na primeira rodada era um tanto quanto azarado.

Ao chegar às arquibancadas, Jyōsō posicionou-se na primeira fila e observou a quadra.

O jogo estava mais acirrado do que ele imaginava. No momento, o placar era 1 a 2, com Yamabuki na frente.

A dupla de Yamabuki, formada por Minami Kentarō e Higashikata Masayoshi — conhecidos como "Os Invencíveis Batata" —, já era famosa em Tóquio. No ano anterior, eles haviam demonstrado nível quase nacional em duplas.

Do outro lado, a dupla de Seigaku contava com Kikumaru Eiji e Oishi Shūichirō.

Ao contrário dos já consagrados "Invencíveis Batata", Kikumaru e Oishi ainda não haviam ganhado o apelido de "Dupla de Ouro" e eram vistos como novatos desconhecidos.

Essa formação surgira após os torneios regionais de Tóquio, quando a treinadora Ryūzaki Sumire percebeu a deficiência nas duplas da equipe. Com apenas um mês de preparação, eles já mostravam evolução.

Para Jyōsō, aquela era a primeira vez que via a nova dupla em ação.

Ele desviou o olhar para o técnico de Yamabuki, Toda Kan'ya, que assistia impassível. Já em Seigaku, Ryūzaki estava com uma expressão tensa.

"Que adversários difíceis..."

Na quadra, Oishi Shūichirō parecia sério. Depois de três games, ele sabia que a situação não era favorável.

Ele já conhecia o poder da dupla de Yamabuki desde a derrota no último torneio regional, mas mesmo formando uma dupla mais forte com Kikumaru, ainda estavam em desvantagem.

"Eiji, hora de contra-atacar", sussurrou Oishi, por trás de Kikumaru.

"Pode deixar comigo."

Kikumaru exibiu seu sorriso característico, confiante. Ele ainda não tinha mostrado todo o seu potencial nos games anteriores, mas agora, com o aval de Oishi, iria a todo vapor.

"Vamos, vamos fechar este jogo de uma vez!"

Sintonizado com a determinação do parceiro, Oishi também se animou, cheio de vontade de vencer.

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